Cidades

"CG SEGURA"

Radares voltam às ruas em Campo Grande nos mesmos lugares de antes

Agetran diz que, após reinstalação dos radares, haverá 15 dias de "fase educativa" para orientar condutores sobre o início do funcionamento dos radares, sem especificar datas da próxima etapa

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Pouco a pouco Campo Grande volta a ser "recoberta" pelos equipamentos registradores de infrações, após a longa e pouco clara "novela dos radares" na Capital, que começou com o fim do contrato antigo sem uma nova licitação pronta; passou pelo questionamento da continuidade do serviço e legalidade das multas aplicadas no período, e termina com esses novos fiscalizadores voltando aos mesmos pontos em que os antigos costumavam multar o campo-grandense. 

Importante lembrar  que os radares estão desligados em Campo Grande desde o dia 1° de setembro, como confirmado pela Agência  Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), a partir de quando era estipulado o prazo de um mês para a reposição dos maquinários. 

Entretanto, a assinatura do contrato com o dito Consórcio CG Segura data de 22 do mês passado, a partir de quando as empresas integrantes poderiam começar a troca dos radares da Capital. 

Mais de um mês depois, questionada sobre os prazos e etapas, com intuito de saber a partir de quando as multas serão, de fato, aplicadas aos campo-grandenses, a Agetran se limitou a apontar que o processo tecnicamente ainda está na fase de "reinstalação" dos radares 

Segundo a Agência, haverá um período de 15 dias de "fase educativa", para orientação dos condutores sobre o início do funcionamento dos radares, o que a Agetran também deixa vago sobre quando realmente essa etapa deve acontecer. 

Vale lembrar que, esse contrato com o Consórcio CG Segura tem duração inicial prevista de 24 meses e renderá um valor mensal de R$2.093.989,29, o que representa uma redução de mais de 16% em relação ao acordo anterior.

O Consórcio CG Segura é composto pelas empresas: 

  • Serget Mobilidade Viária,
  • Mobilis Tecnologia,
  • Meng Engenharia Comércio e Indústria e
  • Energy Tecnologia de Automação.

Monitoramento da Capital

Ainda conforme nota retorno da Agetran, uma espécie de "raio-x" da Capital determinou quais serão as 212 faixas de trânsito inicialmente monitoradas com a volta do funcionamento dos radares em Campo Grande, estabelecidas com base na necessidade de controle de velocidade e segurança viária de cada ponto da Cidade Morena. 

O Executivo não descarta ainda a possibilidade de ampliar esse "BBB" do videomonitoramento de Campo Grande, o que a Agência deixa claro que deve depender, porém, "das demandas do tráfego e os indicadores de sinistros".

Entre outros equipamentos, neste novo contrato estão incluídas 85 câmeras modelo Pan-Tilt-Zoom (PTZ) de videomonitoramento, que conforme a planilha orçamentária valem R$646,31 cada, o que deve custar cerca de R$55 mil. Abaixo, você confere a lista de itens previstos em edital: 

Reprodução

Sendo que as empresas ficam agora encarregadas pela troca de todos os equipamentos registradores de infrações, o Consórcio deverá fornecer a devida plataforma de gestão de dados, mais: central de monitoramento; sistema de análise e inteligência de imagens veiculares e de processamento de registros de infrações de trânsito nas vias e logradouros públicos.

Troca empresa de radares

Desde 2018 a gestão desses equipamentos em Campo Grande foi feita pelo Consórcio Cidade Morena, que anotou o máximo de aditivos permitidos no período, sete no total, que somaram R$54.820.284,75.

Esse próximo passo para finalmente firmar um novo contrato com uma empresa, para assumir a gestão dos equipamentos, foi dado quase 350 dias após o vencimento do contrato original de radares,

Sem os radares e suas respectivas multas, com base nos dados de arrecadação da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), a pasta da Capital deixa de contar com cerca de R$ 3 milhões ao mês, conforme balanço feito pelo Correio do Estado no ano passado. 

Desde o fim do contrato anterior, a Prefeitura Municipal foi consultada a respeito da legalidade das multas aplicadas, entre outros assuntos, com dúvidas que não foram sanadas, inclusive com ação recentemente movida pelo vereador Marquinhos Trad, para tentar anular aproximadamente 320 mil infrações registradas no período. 

Que as multas em Campo Grande seguiram sendo cadastradas mesmo após o fim dos radares não é novidade, uma vez que após o contrato original vencer, entre os dias 23 de setembro e 03 de outubro de 2024 pelo menos 94 páginas de autuações de veículos foram publicadas no Diário Oficial de Campo Grande.

Houve inclusive liminar, do Juiz de Direito, Flávio Renato Almeida Reyes, pedindo para que Campo Grande "parasse com a aplicação de penalidades decorrentes desses aparelhos de fiscalização, e de cobrar multas eventualmente aplicadas" -, que foi posteriormente derrubada. 

Mas antes mesmo de ter a liminar derrubada, a Agetran já havia mostrado postura de "afronta" à decisão judicial, com a publicação de mais uma leva de autuações e penalidades aos condutores,  no último 12 de setembro, referentes a um período anterior ao novo contrato para gestão dos radares, o que a Pasta justificou terem sido aplicadas antes da posição. 

Abaixo, você confere na íntegra a mais recente nota retorno da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran): 

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informa que o novo contrato de fiscalização eletrônica já está em andamento. No prazo de 30, todos os radares serão reinstalados e, posteriormente, entrarão em fase educativa, com duração de 15 dias — período em que os condutores serão orientados sobre o início do funcionamento dos equipamentos.

Inicialmente, serão monitoradas 212 faixas de trânsito, todas definidas com base em estudos técnicos que identificaram pontos com maior necessidade de controle de velocidade e segurança viária. Novos locais também poderão ser avaliados para futuras implantações, conforme as demandas do tráfego e os indicadores de sinistros.

Os novos equipamentos contam com tecnologia de ponta, oferecendo melhor precisão na identificação de infrações e melhor qualidade de imagem.

 

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águas de fevereiro

Volume de chuva em Campo Grande em fevereiro deste ano é quase o dobro do ano passado

Faltando 6 dias para o mês acabar, a média estimada do volume de chuva para fevereiro já foi alcançado com folga

22/02/2026 16h00

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A chuvarada em Campo Grande e em diversos municípios de Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro já é considerada a maior em, pelo menos, três anos. 

Na Capital, o volume de chuva registrado neste mês já é quase o equivalente ao dobro do volume observado no mesmo mês de 2025. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até hoje (22), já choveu 228,6 milímetros em Campo Grande, frente a 116,8 milímetros em fevereiro do ano passado, uma diferença de 111,8 milímetros. 

O volume de chuvas já ultrapassou com folga a média esperada para todo o mês na cidade, que era de 180 milímetros. Esse volume foi alcançado no dia 19 de fevereiro, faltando ainda 9 dias para o mês terminar. 

Com o Estado em alerta para chuvas intensas até, pelo menos, o final desta segunda-feira (23), fevereiro deste ano caminha para bater a marca de fevereiro de 2023, quando choveu 242,2 milímetros ao longo do mês. 

O mês já é o mais chuvoso dos últimos três anos e, se a previsão do tempo se confirmar para a última semana do mês, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos, posto ocupado pelo mês de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 milímetros. 

Os alertas emitidos pelo Inmet para todos os municípios do Estado avisam sobre o risco de acumulados de chuva de até 50 milímetros no dia, acompanhados de ventos intensos, podendo chegar a 60 km/h. Há risco de alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. 

No início da tarde deste domingo (22), uma chuva rápida em várias regiões de Campo Grande já foi suficiente para formação de enxurradas e lamaçal. 

No bairro Nova Lima, região Norte da cidade, crianças e adolescentes foram vistas brincando na enxurrada na rua Jerônimo de Albuquerque. 

Já no Portal Caiobá 2, na Rua Velia Berti de Souza, que não possui asfalto, moradores ficaram ilhados devido ao acúmulo de água na via. 

"A situação é recorrente e causa transtornos, risco de acidentes e sensação de abandono, já que a infraestrutura [asfalto] chegou nas ruas ao redor, mas aqui não", relatou um morador. 

La Niña

Atualmente, o clima brasileiro está sob influência do fenômeno La Niña, quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se resfriam de forma anormal, favorecendo chuvas irregulares e volumosas especialmente na região Centro-Oeste.

Normalmente, o fenômeno deixa de atuar no mês de abril, contribuindo para o retorno de períodos de seca. 

Para a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec), Valesca Fernandes, no segundo semestre, o Estado deve ser impactado por outro fenômeno, o El Niño, responsável pelo aumento das temperaturas. 

"Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém, quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro", afirmou. 

O El Niño foi um dos responsáveis pela formação dos incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente no ano de 2024, época em que Mato Grosso do Sul estava sob influência do fenômeno. 


 

Oportunidade

Inscrições para concurso para diplomata com salário de R$22,5 mil vão até quarta-feira

As provas serão aplicadas em duas fases, sendo a primeira em todas as capitais do País, inclusive Campo Grande

22/02/2026 14h30

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty Divulgação

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriu um concurso para o cargo de diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. Pela primeira vez, duas vagas estão reservadas a candidatos indígenas. 

A seleção terá duas fases e as provas da primeira fase serão aplicadas em todas as capitais do Brasil, inclusive Campo Grande. 

Os interessados na seletiva devem fazer sua inscrição pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo, até a próxima quarta-feira (25) às 17 horas (horário de MS). 

Das 60 vagas, três são destinadas à pessoas com deficiência, 15 são para candidatos pretos e pardos, uma para quilombola e duas para indígenas. As demais são para a ampla concorrência. 

Para participar do concurso, não é exigido formação específica. Porém, o candidato deve possuir algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. 

Fases

A primeira fase do concurso é composta por uma prova objetiva no modelo certo ou errado, com questões de Língua Portuguesa, Inglês, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Direito e Política Internacional.

A segunda fase terá provas escritas das mesmas matérias e de um idioma adicional, podendo ser espanhol ou francês. 

A primeira fase terá provas aplicadas em todas as capitais do País e no Distrito Federal. Já na segunda fase, a prova será realizada nas capitais estaduais e no Distrito Federal, desde que hajam candidatos aprovados na primeira fase nessas cidades. 

Para concorrer às vagas reservas, o candidato deve se autodeclarar no momento da inscrição. Será realizada verificação documental por uma comissão no caso de candidatos indígenas e quilombolas. 

O valor da taxa de inscrição é de R$ 229 e os candidatos doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar a isenção. 

Cronograma

  • Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro
  • Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março
  • Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março
  • Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde)
  • Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril
  • Aplicação da prova escrita:
  • 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde)
  • 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde)
  • 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde)
  • 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde)
  • Resultado final da Segunda Fase: 3 de junho
  • Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho

Os aprovados ingressarão no cargo de Terceiro Secretário, classe inicial da carreira de Diplomata e farão parte do Curso de Formação do Instituto Rio Branco, etapa obrigatória para a confirmação no cargo. 

Entre as principais responsabilidades da função estão a representação, negociação e defesa dos interesses do Brasil no exterior. 
 

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