Política

Executivo Municipal

Sem novidades, Adriane Lopes anuncia secretários para nova gestão

Com nomes conhecidos, o anúncio foi feito nesta sexta-feira (03), e os próximos "serão divulgados gradualmente"

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A prefeita Adriane Lopes (PP) anunciou nesta sexta-feira (03) os primeiros quatro nomes que irão compor o novo secretariado. A nomeação ocorre exatamente três dias após a posse para o segundo mandato.

Como bem acompanhou o Correio do Estado, inicialmente, a chefe do Executivo Municipal chegou a afirmar, no dia 27 de dezembro de 2024, que o anúncio seria feito no dia 30 do mesmo mês. A nomeação, no entanto, acontece no terceiro dia após a posse

Sem grandes surpresas, os nomes apresentados integraram a equipe na gestão anterior. São eles:

  • Márcia Helena Hokama - Secretaria de Fazenda (Sefaz);
  • Andréa Alves Ferreira Rocha - Secretaria de Administração e Inovação (Semadi);
  • Ademar Silva Junior - Secretaria de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico (Semades);
  • Leandro Basmage - Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec).


Outros nomes serão anunciados progressivamente. Ainda segundo a prefeita Adriane Lopes, os secretários irão assinar um contrato de gestão, comprometendo-se com metas e o avanço dos indicadores da administração pública.

Rostos conhecidos


Márcia Helena Hokama, que assumiu a Sefaz, esteve à frente da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento (Sefin) de 2021 a abril de 2022. A secretária é graduada em Ciências Contábeis, pós-graduada em Auditoria e Contabilidade Pública, e possui MBA em Gestão Pública.

Ela tem experiência como auditora do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, onde exerceu a função de diretora de Contabilidade, Orçamento e Finanças.

Ademar Silva Junior, titular da Semades, assumiu a secretaria criada após a reforma administrativa, sucedendo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro).

Ele é médico-veterinário com especialização em agronegócio e vasta experiência no setor agropecuário e na gestão pública. Já foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), do Conselho Curador da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), e do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar AR/MS).

Também atuou como vice-presidente de Finanças da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). No âmbito estadual, foi secretário-adjunto da Semadesc e diretor-presidente da Fundação do Trabalho de MS (Funtrab).

“Sem dança das cadeiras”, Leandro Basmage continua à frente da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), pasta que comanda desde julho de 2024. Ele é graduado em Engenharia Mecatrônica, com mestrado em Inteligência Artificial.

Leandro já comandou empresas do setor sucroalcooleiro e instituições de ensino em Campo Grande, onde atuou como docente e coordenador de cursos.

Andréa Alves Ferreira Rocha, que assumiu a Semadi, foi chefe da Assessoria Jurídica na Secretaria de Assistência Social de 2017 a 2022. Em 2022, deixou o cargo para se dedicar à assessoria jurídica do gabinete da prefeita e, em julho de 2024, assumiu a Secretaria Municipal de Gestão.

Ela é formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco e pós-graduada em Direito Processual Civil, Formação Docente para o Ensino Superior, e Direito e Gestão Municipal. Atuou como professora universitária entre 2002 e 2017, lecionando Direito Processual Civil.

Reestruturação

A reforma impacta nas atribuições das secretarias municipais, algumas extintas, outras readequadas, além da criação de novas pastas.

A reforma foi sancionadapor meio de publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o Projeto de Lei nº 41 do Executivo Municipal, que reestrutura a administração da  Prefeitura Municipal de Campo Grande, a partir de 1º de janeiro de 2025. 

Na nova configuração, a Procuradoria-Geral do Município atua na consultoria jurídica e representação judicial, enquanto a Casa Civil é responsável pela coordenação das ações do Executivo.

Funções das outras pastas

  • Secretaria de Governo e Relações Institucionais: Fortalece a articulação política.
  • Controladoria-Geral do Município: Assegura a transparência e eficiência dos atos administrativos.
  • Secretaria da Fazenda, Administração e Inovação, e Infraestrutura e Serviços Públicos: Garantem o funcionamento integrado das áreas financeira, administrativa e urbanística.
  • Secretarias de Saúde, Educação, Assistência Social e Cidadania: Permanecem como pilares na prestação de serviços essenciais.
  • Secretarias Executivas da Mulher, Juventude e Cultura: Consolidam políticas públicas voltadas a segmentos específicos da população.
  • Secretaria de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico: Reforça o compromisso com o progresso sustentável.
  • Instituto Municipal de Previdência: Gerencia a previdência dos servidores.
  • Agências Municipais de Transporte e Trânsito, Tecnologia da Informação e Meio Ambiente: Promovem avanços em mobilidade, inovação e urbanismo.
  • Fundações de Esporte e Trabalho: Priorizam o lazer e a geração de emprego.

** Colaborou Alison Silva e Alanis Netto

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RACHA NA DIREITA

Pollon reafirma pré-candidatura e acirra disputa da direita ao Senado

Deputado armamentista diz ter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e com o anúncio explicita o embate com Azambuja e Contar

23/04/2026 13h17

Em fevereiro, Marcos Pollon apareceu como suposto autor da cobrança de R$ 15 milhões para desistir da disputa

Em fevereiro, Marcos Pollon apareceu como suposto autor da cobrança de R$ 15 milhões para desistir da disputa arquivo

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Em nota distribuída nesta quinta-feira (23), o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) garantiu ter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e reafirmou sua pré-candidatura ao Senado  nas eleições de outubro deste ano.

Com este anúncio, o PL seque com três pretendenes às duas vagas disponíveis para Mato Grosso do Sul, já que o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, também estão trabalhando para serem candidatos da direita no Estado. 

No dia 30 de março, durante evento de filiações, do qual Pollon não participou, o presidente regional do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou que a definção sobre os dois nomes escolhidos deve ocorrer em julho, durante a convenção do partido. 

Conforme texto distribuído pela assessoria de Pollon,  "a decisão ocorre após a manifestação pública de Bolsonaro, que declarou apoio ao parlamentar e o apontou como seu nome de confiança para a disputa. Desde o início das articulações, Pollon manteve postura de alinhamento e respeito à liderança nacional, aguardando a definição antes de avançar com sua pré-candidatura."

Em entrevistas recentes, o deputado foi enfático ao destacar que sua decisão está diretamente ligada ao projeto político que integra. “Fui indicado para ser pré-candidato ao Senado. Não havia razão para seguir outro caminho”, afirmou.

Pollon também já havia sinalizado que está à disposição para cumprir a missão política que lhe for confiada. “Se essa for a missão, não há como dizer não. Estou pronto para servir”, declarou, reforçando o compromisso com o grupo e com os valores que defende.

A pré-candidatura, segundo o parlamentar, não se constrói em torno de interesses individuais, mas de um projeto mais amplo, com foco no fortalecimento de uma agenda alinhada às pautas defendidas nacionalmente.

No final de fevereiro, uma anotação feita por Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, apontou que Pollon estaria cobrando R$ 15 milhões para desistir da disputa ao Senado.

Logo em seguida, Flávio veio a público confirmando a anotação, mas argumentou que seria somente para ele se lembrasse de alertar Pollon de que estava correndo um boato a seu respeito de que estaria fazendo a exigência para retirar sua pré-candidatura.  “Não estou à venda, estou à disposição de um propósito maior”, destacou nesta quinta-feira o parlamentar.

Defensor do armamentismo, em 2022 ele foi o deputado federal mais votado de Mato Grosso do Sul, com 103,1 mil votos. Ao longo do seu mandato diz ter conseguido R$ 115 milhões em recursos para os 79 municípios. Parte deste valor, de R$ 3 milhões, foi destinado a clubes de tiro. 

Com a pré-candidatura confirmada, promete iniciar uma nova etapa, com intensificação de agendas no Estado, fortalecimento de alianças e aproximação com lideranças regionais e com a população.

CONTRATO GENEROSO

Coincidência ou não, Pollon veio a público para reafirmar sua pré-candidatura ao Senado um dia depois de vir a público a informação de que o PL nacional estaria repassando R$ 150 mil mensais à agência de publicidade pertencente a Iara Dinis, esposa do Capitão Contar. 

Com validade até julho deste ano, foi assinado em dezembro do ano passado, dias depois da filiação de Renan Contar ao PL. O dinheiro público, do Fundo Partidário. 

Entre janeiro e março de 2026, a legenda já desembolsou R$ 370 mil em favor da empresa, levantando suspeitas sobre potencial conflito de interesses e o uso indireto de verba pública para estruturar e impulsionar a pré-campanha do político, que em 2022 disputou o Governo do Estado e perdeu para Eduardo Riedel no segundo turno. 

ELEIÇÕES 2026

Fábio Trad quer Lula de cabo eleitoral e choque de propostas para ir ao 2º turno

Pré-candidato a governador de MS, o ex-deputado federal defende uma estratégia de campanha com debate regionalizado

23/04/2026 08h00

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o pré-candidato a governador Fábio Trad

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o pré-candidato a governador Fábio Trad Divulgação

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As pesquisas mais recentes de intenção de votos em Mato Grosso do Sul indicam um cenário de ampla vantagem do governador Eduardo Riedel (PP) na corrida eleitoral e, em algumas simulações, seu desempenho o coloca com margem suficiente para vencer já no primeiro turno, dependendo da distribuição dos votos válidos e do nível de indecisos.

Diante desse cenário, o pré-candidato do PT ao cargo de governador, o ex-deputado federal Fábio Trad, já sinalizou a estratégia política que pretende adotar na campanha eleitoral para o pleito deste ano, com o objetivo de forçar a realização de um segundo turno contra o atual governador.

Conforme entrevista exclusiva concedida ontem ao Correio do Estado, ele pretende apostar em um debate regionalizado, focado nas demandas locais de Mato Grosso do Sul, aliado a uma comparação direta de propostas entre os candidatos à cadeira de chefe do Executivo estadual, principalmente as de Riedel.

Segundo Fábio Trad, a ideia é levar a disputa para um segundo turno com base no contraste de projetos para o Estado e, nesse sentido, sua campanha será inspirada na visão social do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que espera trazer a Mato Grosso do Sul para ajudar a pedir os votos dos sul-mato-grossenses.

No entanto, ainda de acordo com o pré-candidato petista, ele não pretende depender exclusivamente do apoio do chefe do Executivo nacional. 

“Eu aposto em um debate regionalizado e focado nas questões locais do Estado, inspirado na visão social de Lula. Não vou apostar só nele, vou apostar na comparação das propostas”, afirmou.

O ex-parlamentar federal também indicou que deseja convidar o presidente Lula para participar da campanha, como forma de fortalecer sua candidatura, e a executiva estadual do PT já está em contato com a nacional para trazer o chefe do Executivo para participar da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Ainda assim, Fábio Trad pondera que a estratégia não pode ficar condicionada apenas à presença de Lula no Estado. 

“Pode ser trazer o presidente para somar na campanha? Pode, mas é imperativo não ficar apenas na dependência disso, pois os eleitores exigem mais do que apenas a presença do Lula, eles querem propostas”, argumentou.

Além do alinhamento com pautas sociais, o ex-deputado federal defende uma mudança na forma de governar, com maior participação popular.

“Para além da questão ideológica, vamos propor uma nova visão de estado, na qual haja participação de toda a sociedade, não apenas de um pequeno grupo que pensa ser dono do nosso povo”, declarou.

Com esse discurso, Fábio Trad busca se posicionar como uma alternativa competitiva, apostando no embate direto de ideias e na descentralização do debate político como caminho para avançar na disputa eleitoral.

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