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balanço

Terceiro dia de Carnaval reuniu 12 mil foliões na Esplanada Ferroviária

Segundo a GCM, festa ocorreu de forma segura e tranquila, sem grandes ocorrências

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Estimativa da Guarda Civil Metropolitana (GCM) aponta que 12 mil pessoas pularam Carnaval, neste domingo (15), terceiro dia de festa, na Esplanada Ferroviária, localizada na avenida Calógeras, Centro, em Campo Grande.

A festa começou às 15h, com matinê para a criançada e seguiu até 00h, com folia para jovens e adultos. Segundo a GCM, a festa ocorreu de forma segura e tranquila, sem grandes ocorrências.

O primeiro dia de Carnaval, sexta-feira (13), reuniu 20 mil pessoas. A estimativa de público para o segundo dia, sábado (14), não foi divulgada pela GCM.

De acordo com o secretário de Cultura de Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda, 130 mil foliões são esperados, de sexta (13) a terça-feira (17), na Esplanada Ferroviária.

Motorista de aplicativo, Rose Coelho, marcou presença com a família para foliar, neste domingo (15), no Carnaval da Esplanada.

"Vim com a família, minhas netas, meu namorado. Costumamos vir no Carnaval todos os anos. Hoje é o primeiro dia de Carnaval que eu vim. Depende das crianças se vamos ficar até a noite. As crianças gostam. Estou achando a festa legal", disse.

O carnaval gira a economia; agita bares e restaurantes; aquece o comércio; lota hotéis; estimula o turismo; gera empregos e impulsiona lojas e serviços.

CARNAVAL 2026

Carnaval chegou: folia, bloquinhos, cordões, glitter, axé, samba, fantasia e marchinhas estão liberados.

A folia ocorre entre 14 e 17 de fevereiro de 2026, em três pontos (Esplanada Ferroviária, Praça do Papa e Praça Aquidauana) de Campo Grande.

Blocos de rua e desfile das escolas de samba prometem agitar a festa.

O desfile ocorrerá nos dias 16 e 17 de fevereiro, às 19h, na Praça do Papa, localizada no quadrilátero das ruas Alfredo Scaff, Zákia Nahas Siufi, Américo Marques e Crisântemos, na Vila Sobrinho, em Campo Grande. Ao todo, 20 mil pessoas são esperadas por noite. A entrada é gratuita.

As escolas de samba que vão desfilar são Unidos do Aero Rancho, Vila Carvalho, Deixa Falar, Vai Vai, Cinderela José Abrahão, Igreja, Catedráticos e Unidos do Cruzeiro.

Já os bloquinhos de rua agitarão o carnaval campo-grandense de 14 a 17 de fevereiro, na Esplanada Ferroviária, localizada na avenida Calógeras, em Campo Grande. Ao todo, 130 mil pessoas são esperadas em quatro dias de festa. A entrada é franca.

Os blocos mais tradicionais são Calcinha Molhada, Capivara Blasé, Cordão Valu, As Depravadas, Reggae, Barra da Saia, Êita, Farofolia, entre outros.

A festa popular promete movimentar R$ 25 milhões na economia nos ramos de bares, restaurantes, hotéis, comércio, lojas, serviços, turismo e empregos temporários.

O Carnaval de Campo Grande recebeu verba de R$ 2,4 milhões do Governo de MS, destinado à ligas de escolas de samba e bloquinhos.

Ao todo, 480 agentes de segurança farão a segurança no Carnaval, por dia, sendo 180 policiais militares e 300 guardas civis.

Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estarão responsáveis pelo organização do trânsito e fechamento de ruas nos quadriláteros da Praça do Papa, Praça Aquidauana e Esplanada Ferroviária.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) estarão responsáveis pelo resgate e atendimento hospitalar.

Objetos cortantes, armas, explosivos e vidros estão proibidos de entrarem na área carnavalesca. Gelo (raspado e em cubos), copos e cooler são permitidos.

Confira a programação do Carnaval de rua em Campo Grande:

7 de fevereiro

  • 9h - Bloco As Depravadas – Bar do Zé (Barão do Rio Branco, 1213)
  • 15h - Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Arena do Horto Florestal (Av. Fábio Zahran, 316)
  • 16h - Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (Rua Aquidauana, 28)

8 de fevereiro

  • 15h - Farofa com Dendê – Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco de Laricas - Orla Ferroviária, Avenida Noroeste

12 de fevereiro

  • 20h - Bloco Evoé Baco - Rua Antônio Maria Coelho, com 14 de julho

13 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 16h - Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103)
  • 16h - Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91)

14 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 9h às 14h - Bloco Acorda o Galo - Morada dos Bais

15 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária

16 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária
  • 15h - Cia Barra de Saia - Orla Morena (voltado para mulheres, mães e crianças)
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 16h - Bloco Subaquera – Rua Abdala Roderbourg, 692, Vila Margarida

17 de fevereiro

  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

escola de samba

Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo pela 13ª vez

Gaviões da Fiel ficou em segundo lugar

17/02/2026 18h00

A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo

A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo. A apuração dos votos dos jurados aconteceu nesta tarde de terça-feira (17) e a vitória veio após uma disputa acirrada contra a Gaviões da Fiel e a Dragões da Real.

A pontuação da campeã foi de 269.8 pontos. A Gaviões, vice-campeã, ficou com 269.7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269.6 pontos.

A Mocidade Alegre desfilou no Sambódromo do Anhembi na segunda noite e com o samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra” destacou o papel de Malunga Léa pela igualdade racial no país e sua trajetória como militante e liderança a partir do teatro e do cinema. Ela morreu aos 90 anos de idade.

Com esta conquista, a Mocidade Alegre chega ao seu 13º título do carnaval de São Paulo. O último título da escola havia sido em 2024.

As escolas Rosas de Ouro e Águias de Ouro foram rebaixadas.

SAÚDE

Pesquisa mostra que mais de 30% da população das capitais sofre com insônia

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que 31,7% dos adultos sofrem com insônia nas capitais brasileiras; doença atinge mais mulheres, pessoas na meia-idade e está diretamente ligada a hábitos e fatores sociais

17/02/2026 10h30

Mulheres são as mais impactadas pelos distúrbios do sono, especialmente a partir da menopausa

Mulheres são as mais impactadas pelos distúrbios do sono, especialmente a partir da menopausa Fotos: freepik

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Se três em cada dez adultos que você conhece reclamam que não dormem bem, a estatística agora confirma que a sensação não é apenas um exagero coletivo. O mais recente levantamento do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, aponta que 31,7% da população adulta das capitais brasileiras convive com pelo menos um dos sintomas clássicos da insônia: dificuldade para iniciar o sono, despertares frequentes durante a noite ou o hábito de acordar muito antes do desejado.

O número, por si só, já é um indicador robusto de que a qualidade do sono se deteriorou na rotina caótica dos centros urbanos. Mas, ao detalhar a pesquisa, o cenário se torna ainda mais revelador sobre as desigualdades e os desafios da vida moderna.

Além de gênero e idade, o Ministério da Saúde destaca que o perfil dos mais afetados inclui idosos e pessoas com menor escolaridade. A condição socioeconômica é um fator determinante: populações de baixa renda, desempregados e aposentados tendem a sofrer mais com a fragmentação do sono, muitas vezes agravada por comorbidades e condições de moradia inadequadas (como exposição a barulho e falta de conforto térmico).

Mulheres são as mais impactadas pelos distúrbios do sono, especialmente a partir da menopausaLer antes de dormir é uma boa opção para pegar no sono longe das telas

O SONO FEMININO

A pesquisa Vigitel escancara uma disparidade de gênero significativa. Enquanto 26,2% dos homens relatam sintomas de insônia, o índice salta para preocupantes 36,2% entre as mulheres. Em algumas regiões do País, esse número chega a oscilar entre 36% e 38%, confirmando uma tendência observada globalmente.

A medicina do sono aponta que essa diferença não é meramente cultural ou relacionada apenas à dupla jornada feminina (embora esses fatores contribuam). Há uma forte influência biológica. De acordo com a Associação Brasileira do Sono (ABS), os índices de insônia começam a aumentar nas mulheres em relação aos homens a partir da puberdade, o que sugere que as variações hormonais ao longo da vida – ciclos menstruais, gravidez e, principalmente, a menopausa – desempenham um papel crucial na predisposição ao distúrbio.

O pico de prevalência do problema, segundo o levantamento, ocorre na faixa etária entre 45 e 54 anos. Esta é justamente uma fase de transição hormonal intensa para as mulheres e de acúmulo de estresse e responsabilidades profissionais e familiares para ambos os gêneros.

CENÁRIO REGIONAL

A qualidade do sono também varia conforme o mapa do País. Um dos dados mais impactantes do Vigitel diz respeito à duração do sono. Em média, 20,2% dos adultos nas capitais dormem menos de seis horas por noite, um patamar considerado insuficiente para a manutenção da saúde física e mental a longo prazo.

Enquanto Maceió (AL) lidera o ranking da privação de sono, com impressionantes 24,8% da população adulta dormindo menos de seis horas, Campo Grande apresenta a menor taxa, com 14,8% da população nessa condição.

O menor índice da capital sul-mato-grossense no distúrbio do sono é atribuído à alta qualidade de vida, menor densidade populacional e até mesmo aspectos culturais dos campo-grandenses. 

RISCOS DA INSÔNIA

É importante diferenciar a noite mal dormida ocasional de um distúrbio crônico. De acordo com a Classificação Internacional de Distúrbios do Sono, a insônia se torna uma patologia quando ocorre pelo menos três vezes por semana e persiste por mais de três meses.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), impressionantes 72% dos brasileiros sofrem com algum tipo de alteração ou doença relacionada ao sono, sendo a insônia a mais comum. A cronificação do problema pode trazer consequências graves.

A médica Dalva Poyares, especialista pela Sociedade Americana de Medicina do Sono e membro da Associação Brasileira do Sono, detalha o mecanismo perigoso da doença. “A insônia ocorre por uma predisposição do indivíduo a perder o sono, a ter um hiper alerta. É uma resposta anormal ao estresse. O indivíduo que tem insônia crônica tem uma chance muito maior de desenvolver hipertensão. Quando a insônia é grave, também pode resultar em alterações metabólicas, predispondo ao aumento de peso e diabetes”, alerta a especialista.

A privação crônica de sono também é um sintoma e um gatilho para questões psiquiátricas, como transtornos de ansiedade, depressão e transtornos de personalidade. Os sintomas vão além da fadiga: incluem deficit de atenção, irritabilidade, alterações de humor, diminuição da libido e propensão a acidentes.

OUTROS DISTÚRBIOS

Embora a insônia seja a “ponta do iceberg” mais falada, a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde alerta para outros dois distúrbios comuns que afetam a população e estão frequentemente interligados à má qualidade do sono:

1 – Apneia Obstrutiva do Sono: Caracterizada pela obstrução da via aérea durante a noite, causando pausas respiratórias (apneias) que podem durar 20 segundos ou mais. A pessoa acorda diversas vezes para “retomar” a respiração, fragmentando o sono. O ronco alto é o principal sintoma, ao contrário da crença popular de que roncar é sinal de sono profundo. A longo prazo, a apneia sobrecarrega o coração, podendo levar a infarto e derrame cerebral.

2 – Síndrome das Pernas Inquietas: É uma vontade incontrolável de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensações desconfortáveis (formigamento, dor, puxão). Os sintomas pioram à noite, em repouso, dificultando o início do sono e causando cansaço extremo durante o dia.

TRATAMENTO

Para combater a insônia, o Ministério da Saúde enfatiza a prática da chamada “higiene do sono”. Essas medidas são essenciais para evitar que episódios pontuais se tornem crônicos.

> Regularidade: Estabelecer horários fixos para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana.

> Ambiente: Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.

> Tecnologia: Evitar o uso de telas (celular, TV, computador) pelo menos uma hora antes de deitar, pois a luz azul inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono.

> Alimentação e substâncias: Evitar refeições pesadas, cafeína, nicotina e bebidas alcoólicas nas horas que antecedem o horário de dormir. O álcool, apesar de induzir o sono inicialmente, fragmenta as fases mais profundas do descanso.

> Atividade física: Praticar exercícios regularmente, mas nunca próximo à hora de dormir.

> Resgate do relaxamento: Ao chegar em casa, é preciso deixar o “modo trabalho” de lado. O ideal é desacelerar pelo menos duas horas antes de ir para a cama. Se não conseguir pegar no sono após 20 ou 30 minutos na cama, levante-se e vá ler um livro em outro cômodo até sentir sono novamente. A cama deve ser associada apenas ao descanso e ao sexo, não a preocupações e planejamento.

A orientação do Ministério da Saúde ao buscar ajuda profissional no tratamento dos distúrbios do sono é procurar a Atenção Primária, ou seja, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). 

O médico da família poderá fazer uma avaliação inicial, identificar possíveis causas clínicas ou emocionais e, se necessário, encaminhar o paciente para um neurologista ou psiquiatra especializado em medicina do sono.

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