Polícia

Coxim

Traficante de SP reage a abordagem e é morto pelo Choque em MS

"Magnata" tinha passagens pela polícia por roubo, associação criminosa, tráfico de drogas, corrupção de menores, porte ilegal de arma de fogo, receptação, entre outros

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Homem, de 23 anos, popularmente conhecido no mundo do crime como “Magnata”, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMCHoque), na noite deste domingo (9), no bairro Vila Bela, em Coxim, município localizado a 252 quilômetros de Campo Grande.

Ele tinha passagens pela polícia por roubo, associação criminosa, tráfico de drogas, corrupção de menores, porte ilegal de arma de fogo, receptação, entre outros.

Conforme apurado pela reportagem, o Choque foi acionado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) para averiguar a movimentação de um integrante de uma facção criminosa de São Paulo que estaria em Coxim.

O Batalhão de Choque, além de atuar em Campo Grande (Capital), também atua em municípios do interior.

Ele teria se deslocado de Sonora para Coxim para atacar integrantes da facção criminosa rival. Com isso, os policiais se deslocaram até o endereço, onde o suspeito possivelmente se encontrava, para abordá-lo.

A equipe se aproximou e deu voz de abordagem, mas o criminoso desobedeceu, sacou a arma e atirou contra os policiais.

Para se defenderem, revidaram, balearam e desarmaram o criminoso. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Um revólver calibre .38 foi apreendido pelos policiais. O caso foi registrado como “homicídio simples na forma tentada”, “homicídio decorrente de oposição a intervenção policial” e “organização Criminosa”.

OUTRO CONFRONTO NO FIM DE SEMANA -  No sábado (8), homem de 33 anos morreu em confronto com a Força Tática da PMMS no bairro Noroeste, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a polícia recebeu uma denúncia de quem um homem estava armado na frente de casa. Em posse das características físicas do rapaz, a polícia saiu em sua busca, com o objetivo de capturá-lo.

Os militares foram até o endereço indicado e viram que o sujeito apresentava um volume na altura da cintura, o que motivou a abordagem.

Os policiais deram voz de abordagem, mas ele desobedeceu, entrou na residência e acessou os quartos. A polícia deu ordem para que ele se entregasse, mas, mais uma vez ele desobedeceu e apontou uma arma para a equipe, que revidou e baleou-o. 

NÚMEROS

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 15 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, de 1º de janeiro a 10 de fevereiro de 2025, em Mato Grosso do Sul. 

Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro e 5 em fevereiro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

 

Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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