Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"A CPI deixa de ser opção e passa a ser necessidade"

Deputado Luiz Philippe de Orleans (PL-SP) sobre o escândalo do enrolado Banco Master

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ONG da COP30 agora fatura bajulando Lei Rouanet

ONG favorita de petistas, a “Organização de Estados Ibero-Americanos”, cuja denominação sugere vínculo na verdade inexistente com a ONU, foi contratada pelo Ministério da Cultura para produzir um relatório passando pano para a Lei Rouanet, cujos milhões são usados, diz a oposição, para pagar cachê posterior de artistas militantes que apoiaram Lula (PT) na campanha de 2022. A ONG é a mesma que embolsou meio bilhão de reais para “organizar” a COP30, a fracassada conferência de Belém.

Mapa da mina

Por aqui, a ONG colocou sua sede perto do poder, em Brasília. Só com o governo federal, já faturam com 25 “convênios e/ou acordos” vigentes.

Dinheiro a rodo

Como não existe almoço grátis, os ongueiros faturam alto com esses acordos. O valor celebrado passa dos R$ 307,8 milhões.

Mamata longeva

A ONG fatura dinheiro público ao menos desde 2014. Já recebeu do governo federal R$875.336.455,72, segundo o Portal da Transparência.

Fresquinho

O último pagamento foi há dias, em 2 de janeiro. A secretaria-executiva do Ministério da Cultura injetou R$ 4 milhões em “contribuição voluntária”.

Solidário à ditadura do Irã, Lula dá mais um vexame

A operação policial contra o banqueiro Daniel Vorcaro e outros suspeitos de fraude no mercado financeiro, tirou das manchetes desta quarta (14) uma das atitudes mais vergonhosas do governo Lula (PT). O petista interrompeu seu silêncio desde o início das manifestações contra o governo do Irã, que reage matando seu próprio povo, divulgando nota de solidariedade à ditadura e a seu presidente, submisso aos aiatolás, no momento em que era anunciada a execução de jovens manifestantes.

Mau exemplo

Mais um ditador amigo de Lula, o iraniano repetiu o petista ao culpar a população pelas mazelas do país. Foi o que deflagrou a revolta.

Apoio à tirania

Enquanto o mundo se mobiliza contra a ditadura, Lula prefere fazer “advertências” a países solidários às vítimas da tirania dos aiatolás.

Lado errado

A posição de Lula não surpreende, após apoiar terroristas do Hamas e os russos na Ucrânia e passar pano para facínora Nicolás Maduro.

Tudo estranho

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) estranha a concentração da investigação e decisões sobre o escândalo do Banco Master, “Isso não é coincidência institucional”.

Pelas costas

Petistas são fogo... agora falam horrores de Ricardo Lewandowski. Até culpam o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública pela rejeição a Lula sobre o tema por “não divulgar” as ações do ministério que comandou.

É ruim, mas é bom

Trump divulgou levantamento indicando os países cujos emigrantes dão mais despesas aos americanos. São 32,2% dos brasileiros, atrás de iranianos (31,9%), venezuelanos (29,4%) ou argentinos (26,2%). Mas preferem viver na pindaíba, à espera de oportunidades, a voltar ao Brasil.

Costas quentes

André Fernandes (PL-CE) ironizou saída do Brasil de Lulinha, que ainda não é investigado por ligações com o Careca do INSS, mas está com a Polícia Federal baforando no cangote, “Com ele ninguém faz nada?”.

Histórico decepcionante

Sérgio Moro (União-PR) lembra o histórico do novo ministro da Justiça Wellington Cesar, "A Bahia, onde foi procurador-geral nomeado pelo PT, caiu no domínio do crime organizado nos últimos dez anos".

Melhor não ter

Hamilton Mourão (Rep-RS) criticou a tardia e mansa nota do governo Lula sobre o massacre de civis pelo regime que controla o Irã, “Revela bem o caráter protetor e admirador de ditaduras que o caracteriza”.

Propaganda descarada

Carlos Jordy (PL-RJ) entrou com ação contra o prefeito de Niteroi (RJ) Rodrigo Neves (PDT), que liberou verba para escola de samba que traz Lula no enredo, “É um petista de carteirinha, é um esquerdista radical.”

Caso internacional

Parou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos a situação do adoentado Jair Bolsonaro, preso na superintendência da Polícia Federal. A denúncia é assinada pelo senador Izalci (PL-DF).

Pergunta Suprema

O Banco Master já explicou o contrato milionário com a esposa de Moraes?

PODER SEM PUDOR

Soluções à brasileira

Preso durante o regime militar por ordem de um coronel Epitácio, delegado do DOPS, o saudoso jornalista Carlos Castello Branco assistiu a uma cena histórica: a chegada do valente advogado Sobral Pinto à delegacia, aos berros, arrastado por policiais. O coronel arrogante falava muito, até mencionar a expressão “soluções à brasileira”. Sobral perdeu a paciência:

- Agora chega, seu coronel, porque não existem “soluções à brasileira”. O que existe apenas é peru à brasileira!

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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