Colunistas

Giba Um

"A gente vê todo dia o presidente Trump dizer que já acabou com oito guerras e que ainda não...

...ganhou o Prêmio Nobel. Então, é importante que a gente dê logo o prêmio para ele, para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz", de Lula, ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro

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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) vai fazer um "levantamento" de prefeitos e vereadores do PL que, segundo ele, não estariam divulgando a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), ao Planalto. O filho do ex-presidente Bolsonaro alega que a iniciativa visa levar o assunto à executiva partidária.

MAIS: a intenção é "corrigir" (a expressão é dele) a postura daqueles que não estão vestindo a camisa da candidatura de Flávio. Carluxo argumenta: "É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema há mais de quatro meses, iniciada (sic) a corrida eleitoral".

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Artista incomparável

Rihanna continua a se destacar como uma artista única, agora dividindo os holofotes com sua filha. Aos 38 anos, a cantora fez sua primeira aparição em uma capa de revista ao lado da pequena Roki Irish Mayers, que tem apenas sete meses, para a publicação W. Em um tom descontraído, Rihanna compartilhou sua felicidade: "Garotas capa de revista! A baby Rocki entregou tudo na sua primeira capa! Chegou no set e deixou a mãe dela no chinelo!". Reconhecida em todo o mundo, além de Roki, Rihanna é mãe de RZA, de 3 anos, e Riot, de 2. Contudo, seu brilho vai além de sua vida como mãe. Desde o lançamento de "Pon de Replay", quando tinha 17 anos, ela ergueu uma carreira impressionante na música. Com nove Grammys e hits memoráveis, Rihanna atingiu um marco notável: a certificação superior a 200 milhões de singles, cimentando sua posição entre os grandes nomes da música mundial, mesmo sem lançar um novo álbum há anos. Fora do universo musical, ela tem transformado a indústria da beleza e da moda com suas marcas inclusivas, como Fenty Beauty e Savage x Fenty, sempre promovendo um verdadeiro senso de diversidade. Ademais, ela também alterou a percepção da moda durante a gravidez, tornando essa fase um verdadeiro emblema de estilo e liberdade. Ao lado de A$AP Rocky, com quem formou uma família, amigos a definem como "uma força da natureza". Não é surpreendente: Rihanna não apenas acompanha as tendências — ela as cria. Mesmo com lançamentos mais esporádicos, suas músicas clássicas continuam a dominar as plataformas. E, quando seu próximo álbum chegar, a expectativa é simples: mais um capítulo histórico de uma artista que nunca jogou pelo seguro e nunca precisou.

Mais uma derrota fiscal do governo

O Planalto já sente o cheiro de mais uma derrota fiscal no Congresso. A Frente Parlamentar da Agricultura está costurando um acordão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a votação do projeto de lei que prevê o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para refinanciar dívidas do agronegócio. O próprio Alcolumbre foi determinante na indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria do PL. Embora ligado ao governo, Renan já trabalha nos bastidores para a aprovação da proposta. Ele candidato à reeleição ao Senado neste ano, o parlamentar não é doido de arriscar perder o voto do agronegócio em Alagoas. Existe, inclusive, uma articulação para que o projeto de lei tramite em regime de urgência, o que pode abrir caminho para a sua votação em plenário ainda neste mês. Caso a aprovação se confirme, será o primeiro grande revés de Dario Durigan no cargo de ministro da Fazenda. Nos últimos dias, Durigan tentou bloquear a tramitação do projeto, acenando com a inclusão dos produtores rurais no pacotão de renegociação das dívidas. Gastou as cordas vocais à toa.

Ficou de fora

Na semana passada, ao dizer que o pacotão estará pronto depois do anúncio de Lula, o ministro mencionou que ele atenderá três frentes: famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas. O agronegócio ficou de fora. O Fundo Social do pré-sal foi criado originalmente para financiar áreas como educação, saúde, ciência e tecnologia. Na prática, tornou-se um chiclete orçamentário para tapar buracos pequenos nas contas do governo. Já cobriu estados, municípios e segurança pública. Agora, tem sempre mais gente querendo puxar essa goma de mascar.

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Três volumes

Amplamente reconhecida por interpretar Tiazinha no programa H, exibido na Band, Suzana Alves anunciou, na última segunda (20), que publicará sua autobiografia, chamada “Por Trás da Máscara”. Com 47 anos, Suzana decidiu dividir sua história em três volumes. Ela comentou: “Minha vida não pode ser resumida em um único livro. Passei por várias fases, desafios e recomeços. Por isso, optei por três livros, um para cada ano”. Com sinceridade, ela ressalta que este trabalho vai além da concepção de um simples livro: “Esse livro não nasceu de um dia fácil... nasceu de processos, lágrimas, cura e reconstrução”. Atualmente, Suzana é escritora, estuda psicologia, é influenciadora, evangélica e tem se dedicado à pregação. Em uma de suas recentes aparições em uma igreja, refletiu sobre sua mudança de carreira, distanciando-se da figura de sex symbol. “Quando rescindi os contratos e paguei um monte de multas, comecei a seguir a minha vida, minha carreira, porque queria provar para todo mundo que era uma ótima atriz e não só uma estética. Estava sozinha; todos os famosos que me apoiavam, os meus melhores amigos, não eram mais, da noite para o dia. Ninguém me apoiava na decisão que eu tinha tomado, só a minha mãe”. Em 2025, Suzana anunciou o fim de seu casamento com Flávio Saretta, pai de seu filho, Benjamin. A data do lançamento do primeiro volume será´no dia 29 de abril, na Livraria da Travessa, situada no Shopping Villa-Lobos, em São Paulo.

Aval de Lula

Em depoimento ao Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que "pediu apoio no início, ajuda e agora peço socorro" para a aprovação do projeto que dá autonomia financeira ao BC. Num governo do PT, ele pode esquecer. O ressentimento da sigla por ele não ter culpado seu antecessor, Roberto Campos Neto, pelo escândalo do Master virou crise maior do que as queixas usuais sobre os juros altos. Apesar do PT, Galípolo tem o aval de Lula para indicar quem quiser para as duas diretorias vagas no Banco Central.

Nome de Camilo cresce

A hipótese de o presidente Lula desistir de tentar a reeleição fez com que alas do partido defendessem logo a substituição, com a definição do ex-governador cearense Camilo Santana no posto. A ideia surgiu diante da possibilidade de Ciro Gomes (PSDB) se lançar ao Planalto, dando fôlego a Elmano de Freitas, com complicada missão de se reeleger, até agora, no pleito contra o tucano. Santana, inclusive, é tido também como "plano B", caso a disputa no Ceará aperte, assumindo a disputa contra Ciro. Como Santana comandou o Ministério da Educação, a avaliação é que o petista consegue dialogar com o eleitor mais jovem. Santana tem desbancado Fernando Haddad na preferência interna por ser reconhecido no Nordeste, região que é fortaleza eleitoral do partido. Se tudo der errado, Camilo Santana não vai ficar na chuva. O petista tem ainda mais quatro anos de mandato no Senado.

Pérola

"A gente vê todo dia o presidente Trump dizer que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel. Então, é importante que a gente dê logo o prêmio para ele, para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz",

de Lula, ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Ninguém segura o rombo

O fantasma dos Correios vai perseguir Lula durante toda a campanha. A estatal trabalha com projeções para este ano de um prejuízo acima de R$ 5 bilhões, não muito distante dos R$ 5,8 bilhões do ano passado. As medidas emergenciais vão demorar para fazer efeito — se é que surtirão efeito. Além do empréstimo de R$ 12 bilhões, o pacote inclui fechamento de unidades, venda de imóveis e um Programa de Demissões Voluntárias, que, até o momento, teve 2,5 mil adesões, bem abaixo dos 10 mil desligamentos.

Era só campanha 1

Candidato ao terceiro mandato à frente da Presidência, Lula prometeu que o brasileiro "voltaria a comer churrasquinho, picanha e a beber cervejinha". A afirmação foi feita no Jornal Nacional, da Globo, em 24 de agosto de 2022 e virou mantra da campanha petista. Depois de 44 meses, todos os preços aumentaram: a cerveja, por exemplo, ficou 25% mais cara, em média, em mercados e bares. Só a inflação acumulada desde janeiro de 2023 significa que todos os produtos ficaram ao menos 17% mais caros, no mínimo.

Era só campanha 2

Entre janeiro de 2024 e março de 2026, a picanha acumulou 12% de alta; o contrafilé subiu 26%; o acém, 31,8%; e o músculo, 25,7%. O preço nominal da arroba do bezerro passou de R$ 500 pela primeira vez na história, em abril. A alta anterior foi em 2021, durante a pandemia. "O povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha", como lembram os analistas. Em 2026, até agora, não disse nada.

Contra Eduardo

A ministra Cármen Lúcia seguiu o ministro Alexandre de Moraes (STF) e votou pela condenaçã de Eduardo Bolsonaro, em regime inicial aberto, a um ano de detenção, por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). O caso está sendo analisado pelo plenário virtual da Primeira Turma desde a semana passada. Com o voto de Cármen, o placar está em dois votos contra Eduardo.

"Reeducou o marido" 1

Enquanto analistas mais veteranos (e mais lúcidos) apostam que, pelo que se tem visto nos discursos e entrevistas de Flávio Bolsonaro, ele será mesmo uma espécie de "Bolsonaro 2", prometendo repetir diversas ações do pai (inclusive "usar a força" para reformar o STF, segundo jornais americanos), a mulher do "01", a dentista Fernanda Bolsonaro, resolveu entrar na dança, garantindo que, hoje, seu marido é "um Bolsonaro moderado". Num vídeo, ela afirma ter "reeducado" Flávio. Fernanda diz que ele vem tentando demarcar sua postura e a do ex-presidente Bolsonaro.

"Reeducou o marido" 2

O vídeo mostra Flávio com a esposa e as duas filhas, num aceno ao eleitorado feminino (muitos acham que ele está atrasado e ainda distante desse bloco e também do eleitorado católico). O senador, então, diz que algumas pessoas já começaram a chamá-lo de "Bolsonaro vacinado", em alusão ao fato de o pai ter se recusado a tomar a vacina contra a covid-19. A última pesquisa Genial/Quaest mostra que teria recuado um pouco a percepção de Flávio como alguém tão radical quanto seus familiares. Hoje, 39% o veem como mais moderado, seis pontos a menos dos 45% que não enxergam diferença.

Mistura Fina

O Tribunal de Contas da União, que deveria ser a última trincheira de defesa do patrimônio público, escolheu mais uma vez "passar o pano" para o uso abusivo de jatos da Força Aérea Brasileira por autoridades dos Três Poderes. Foram mapeados 7.491 voos entre 2020 e 2024, ao custo de R$ 295 milhões. Em vez de mandar os passageiros folgados ressarcirem o gasto, o TCU transferiu para o futuro a tarefa de coibir abusos, pedindo ao governo Lula um plano para "novas regras".

Ou seja: o TCU flagra o "uber aéreo", mas não faz, segundo analistas, o que lhe cabe: responsabilizar quem errou e recuperar o que foi desperdiçado. A taxa média de ocupação dos voos foi de apenas 55% nesse período, e 70% sem identificação adequada de passageiros, como manda a legislação. Tratando a FAB como extensão de seu conforto privado, autoridades fizeram 111 voos solitários ou sem identificação dos passageiros. O TCU estima que, ao menos, R$ 36 milhões poderiam ter sido poupados somente em sete meses de 2024.

O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, passou o feriadão em modo campanha monotemático, concentrado exclusivamente na articulação para viabilizar a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Com Brasília esvaziada pelo feriado de Tiradentes, Guimarães manteve uma frenética rotina de conversas telefônicas com senadores. Foram mais de 40 contatados. Nos bastidores, o ministro tem dito que, em poucos dias, conseguiu aumentar de 48 para 52 o número de votos certos para a aprovação de Messias no plenário do Senado. A conferir.

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, virou atração especial nas redes sociais depois de ter afirmado, em sessão na Corte, que "a magistratura caminha para um regime de escravidão" diante das restrições recentes aos penduricalhos. O STF extinguiu 15 benefícios, manteve oito verbas indenizatórias e fixou que essas parcelas não podem ultrapassar 35% do subsídio, limitado a R$ 46.366,19, teto do funcionalismo.

In - Portas invisíveis (camufladas)
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Giba Um

"O Brasil continuará sendo um país democrático. Vamos vencer e manter nossa democracia. Aqui não...

...há espaço para fascistas, pessoas que não acreditam em democracia. Essa ideologia de direita que governa o mundo não tem futuro. Só espalha ódio e mentiras", de Lula, apostando na vitória

22/04/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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As primeiras pesquisas sobre candidatos ao Senado por São Paulo colocam em primeiro lugar Marina Silva (Rede) e, bem próxima, em segundo, Simone Tebet (PSB). As duas deixam longe Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública do estado.

MAIS: agora surgiu a figura de Márcio França, ex-ministro do Empreendedorismo e antiga figura do PSB, avisando que Simone só será candidata em São Paulo "se ele deixar". França quer ser senador, mas, nas mesmas pesquisas, suas intenções de voto são mínimas.

Giba Um

Uma casa no campo

Em 2026, o restaurante Maní completa 20 anos, um marco que, para a chef Helena Rizzo, representa praticamente uma vida inteira dedicada à cozinha e às mudanças que vieram junto com ela. Em entrevista à Marie Claire Brasil, Helena relembrou que o Maní começou com uma ideia bem diferente: um menu vegetariano sugerido por sua amiga de infância e sócia do restaurante, a apresentadora Fernanda Lima. Com o tempo, o projeto cresceu, ganhou novos espaços e o cardápio passou a olhar cada vez mais para o Brasil, ingredientes locais e sabores nacionais tomaram o lugar das fortes influências europeias. Curiosamente, Helena não seguiu o caminho tradicional da gastronomia. Antes de virar chef, foi modelo, garçonete e cozinheira em vários restaurantes, uma espécie de “estágio da vida real”, como ela mesma descreve. Foi nessas experiências que construiu seu conhecimento, sem nunca ter feito um curso formal. Ela também fala abertamente sobre um tema ainda presente na profissão: o machismo. Segundo Helena, a gastronomia ainda exige que muitas mulheres trabalhem dobrado para conquistar o mesmo reconhecimento. Na vida pessoal, outra grande virada aconteceu em 2015, com o nascimento da filha Manu. A maternidade fez Helena repensar o ritmo intenso de trabalho. Nesse período, participou do MasterChef Brasil, iniciou um novo relacionamento e comprou uma casa de campo. Ao ser questionada sobre suas aspirações para os próximos 20 anos, ela disse: “Estarei perto dos 70 anos. Imagino-me no sítio, cercada pela natureza, fazendo o que amo, pintando, cozinhando, ouvindo música, lendo. Talvez escrevendo? E recebendo amigos e familiares para almoços e jantares. Plantei bastante mandioca, algumas variedades de abóbora, milho crioulo, feijão. Adquiri aqui pensando no futuro. Quero envelhecer e morrer num lugar assim".

BC de Campos Neto-Nubank: milagre da multiplicação

Roberto Campos Neto, agora vice-chairman do Nubank, acalentou a vida boa das fintechs durante todo o seu mandato. O Nubank, por exemplo, não tem do que reclamar. Em 2018, ano anterior à entrada de Campos Neto na presidência do BC, a instituição financeira somava R$ 10,7 bilhões em ativos, uma carteira de crédito de R$ 6,9 bilhões e uma base de 5,9 milhões de clientes. Coincidência ou não, sob a gestão do economista à frente do Banco Central deu-se o milagre da multiplicação. O Nubank tornou-se a instituição financeira privada com maior número de clientes no Brasil — 112 milhões no ano passado, ou 61% da população adulta do país. Sua carteira de crédito chegou a R$ 160 bilhões. O volume de ativos passou de R$ 252 bilhões. Por uma infeliz coincidência, também foi no mandato de Campos Neto no Banco Central que o Master virou o que virou. A gênese de tudo se dá já em sua gestão, quando o BC deu autorização para a venda do então Banco Máxima a Daniel Vorcaro, em outubro de 2019, operação que havia sido reprovada oito meses antes na administração de Ilan Goldfajn, seu antecessor. De 2019 a 2024, o volume de ativos declarados do Master saiu de R$ 3 bilhões para mais de R$ 80 bilhões, 2.500% a mais.

Milagre da multiplicação 2

Se o mimetismo (um outro organismo para obter vantagens) das fintechs com um BC pasmo já é um caso de difícil explicação, segundo analistas, a relação incestuosa de Campos Neto com o Nubank seria "moralmente inadmissível". Mais: Campos Neto deixou a presidência do BC para virar vice-chairman do Conselho e executivo do Nubank e levou consigo as informações que colheu no BC e junto a seu preceptor Paulo Guedes. Os representantes do banco como um todo não podem ser colocados sob suspeição. Nem todas as diretorias estão envolvidas com fintechs. Em última instância, foi Campos Neto que deixou as instituições financeiras deitarem e rolarem durante todo o seu mandato.

Giba Um

Pode criticar

A jornalista Maria Cândida optou por discutir o tópico do amor-próprio neste domingo (19). Compartilhando uma foto sua de biquíni com seus mais de quinhentos mil seguidores, ela refletiu sobre a severidade com que as mulheres frequentemente se julgam e os padrões impostos pela sociedade. "Vai criticar? Pois é… quantas vezes a gente olha para si mesma e só enxerga defeito. Um detalhe aqui, outro ali, e pronto: a lente vira julgamento. A gente foi treinada a se analisar em partes, nunca no todo. Se quiser, essa foto também permite isso." Ela continuou sua reflexão, enfatizando que sempre haverá algo que não se alinha aos padrões estéticos. "Sempre vai ter algo fora do padrão, algo para apontar, algo para ajustar. Mas, quando você muda o olhar, muda a narrativa. Porque o todo é outra coisa. É presença, é história, é uma mulher inteira que chegou até aqui. E isso não se edita, se reconhece." Desde que encerrou seu contrato com a TV Globo em 2024, Maria Cândida tem se concentrado em atuar como produtora e palestrante. Além disso, lançou o projeto "Menopausa Sem Fronteiras" e publicou o livro “Menopausa como jornada”, que explora essa questão.

Giba Um

Antes do Master

Ao deixar o Supremo, depois de 12 anos, o ex-ministro Luís Roberto Barroso adotou uma quarentena de seis meses e escreveu "Minha história com o Brasil: memórias do que vi e vivi". Mas Barroso acha que não é hora de publicar: acha que o momento está mais para política do que para literatura. O livro intercala episódios históricos com passagens da vida do autor, de Vassouras, onde nasceu, ao Supremo Tribunal Federal, passa pelo golpe de 1964 e termina no julgamento de Jair Bolsonaro. Ou seja: antes da novela sobre fraude no Banco Master e o envolvimento de colegas dos tempos da Corte e muitos políticos, incluindo o ex-presidente Michel Temer.

Subiu e desceu

No dia de inquérito no STF contra Flávio Bolsonaro por calúnia contra o presidente Lula, o petista voltou a liderar chances de vencer em 2026: 40% a 39% na plataforma de previsões e apostas Polymarket. "Expõe a deterioração alarmante dos padrões de decoro e responsabilidade", é assim que a Transparência Internacional classificou o "discurso de ódio" de Gilmar contra o senador Alessandro Vieira por voto na CPI do Crime Organizado. Flávio se defendeu: "Onde está a liberdade de expressão?" (Mendes e Toffoli falaram até em cassação). Por outro lado, Romeu Zema diz que, se for eleito (não será), a primeira medida será "a criação de um novo STF" (idade mínima de 60 anos e mandatos de 15 anos). Detalhe: no fim de semana, o Paraná Pesquisas anunciou Flávio com 48% no segundo turno e Lula com 40%.

Pérola

"O Brasil continuará sendo um país democrático. Vamos vencer e manter nossa democracia. Aqui não há espaço para fascistas, pessoas que não acreditam em democracia. Essa ideologia de direita que governa o mundo não tem futuro. Só espalha ódio e mentiras",

de Lula, apostando na vitória.

Outra versão 1

Documentos da Receita Federal entregues à CPI do Crime Organizado desmontam a versão do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF) sobre o jatinho do Master. A versão é de que se tratava de fretamento e que o valor seria descontado dos R$ 3,6 milhões mensais pagos ao escritório pelo banco. Os documentos da Receita apontam pagamento integral das parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, sem qualquer abatimento ou retenção pelo suposto aluguel do avião. Não foram apresentados registro contábil, nota fiscal ou comprovante de transferência que comprove o desconto alegado.

Outra versão 2

Independente de locação ou doação, o benefício econômico auferido obriga o recolhimento de tributos. Dependendo da natureza jurídica do fretamento, são devidos IRRF, PIS, Cofins, CSLL e talvez IOF ou ITCMD. Mas nada indica que foram pagos. A evidência apresentada, se for confirmada, pode transformar uma simples justificativa contábil em indício concreto de irregularidade fiscal.

"E se ele falar?"

A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, provocou uma descarga elétrica no entorno do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. Ao longo dos últimos dias, interlocutores de Ibaneis se movimentaram intensamente nas mais diversas frentes para ouvir a eventual disposição de Costa de firmar um acordo de colaboração com a Justiça. O esforço incluiu contatos com advogados, operadores do meio jurídico e autoridades com acesso aos bastidores da investigação, com uma tentativa de antecipar possíveis desdobramentos do caso. Nomeado por Ibaneis para o cargo, Costa comandou o BRB durante praticamente todos os dois mandatos do ex-governador. Era um colaborador da mais estrita confiança que teria recebido imóveis de R$ 140 milhões de valor para facilitar a compra do Master pelo banco estatal.

"Colegas da delegacia"

Gilmar Mendes, decano do STF, não vai deixar barato o caso dos indiciamentos propostos pela CPI do Crime Organizado contra ministros da Corte. Quer ação da PGR contra Alessandro Vieira e vai levar o caso ao plenário do Supremo. Mendes quer que a PGR esclareça se a CPI tinha "objetivos ocultos" ao investir contra o STF. "Ele é delegado civil. Por que não tratou das milícias? Está protegendo colegas da delegacia?". Mendes diz ter "dúvidas" sobre a motivação de Vieira para não indiciar chefes de facções: "Por que ele não cumpriu o objetivo da CPI? Foi por medo ou conveniência?"

Outra coleção

Não é apenas o presidente Lula que comete frases fora de propósito, dignas de figurar numa seleção de impropriedades. Agora, Eduardo Cunha dá entrevista ao jornal mineiro O Tempo e decreta: "Se eu não tivesse feito o impeachment de Dilma, não teria existido Bolsonaro presidente da República". De quebra, apresentou-se como "precursor de todos os expoentes da direita que aí estão". E, numa provocação a Nikolas Ferreira, disse que "muitos usavam fraldas quando ele comandou a cassação da ex-presidente". E emendou: "Tudo é fruto do meu ato. Sem o meu ato, nada teria ocorrido". Na sessão que abriu o processo contra Dilma, apareceu um deputado que exaltou a ditadura militar e um torturador. Dois anos depois, Bolsonaro virava presidente.

Mistura Fina

Em 2025, Florianópolis desbancou Porto Alegre como a capital com o maior percentual de pessoas morando sozinhas. Na cidade de Santa Catarina, a cada dez moradias, três são ocupadas por apenas uma pessoa, a maior proporção do país. Morar sozinho é tendência crescente entre brasileiros. No ano passado, dois em cada dez lares no país (19,7%) eram habitados por apenas uma pessoa. Há uma década, era de 13,7% e, em 2012, de 12%.

Em termos populacionais, 15,6 milhões de brasileiros moram sozinhos. Só o estado de São Paulo concentra 3,5 milhões desse total. A quantidade de lares unipessoais mais que dobrou. Saltou de 7,45 milhões em 2012 para 15,63 milhões de domicílios no ano passado, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. A cidade de São Paulo concentra o maior número de domicílios unipessoais, com 1,1 milhão de lares.

O investidor Silvio Tini, segundo maior acionista do Pão de Açúcar, tornou-se o novo homem forte na reestruturação da empresa, que tem quase R$ 20 bilhões em passivos, entre dívidas com bancos e débitos tributários e trabalhistas. Agora, a estratégia de Tini é partir para cima de determinados bancos e ex-acionistas, incluindo Casino, Península e Ronaldo Iabrudi, o que inspira surpresas. Enquanto o GPA afundava, Iabrudi (ex-CEO e chairman do GPA desde 2014) recebeu o equivalente a R$ 870 milhões. Entre 2014 e 2023, ele recebeu nominalmente R$ 483 milhões pelos serviços (equivalente hoje a R$ 870 milhões).

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ficará fora da campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo. Kassab não gostou de Tarcísio ter mantido o vice-governador Felício Ramuth na mesma posição na campanha à reeleição (ele deixou o PSD e filiou-se ao MDB) e já tinha saído da Secretaria Estadual de Governo, perdendo o espaço conquistado em 2022. Kassab trabalhou muito na construção da campanha de Tarcísio quando ele foi escolhido por Bolsonaro para ser candidato em São Paulo. Kassab queria ser vice e ir se apontando para sair candidato ao governo em 2023. Não deu.

In – Contra celulite: Subcisão
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artigos

Por que estamos tão esgotados?

21/04/2026 08h00

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Ultimamente, a palavra cansaço deixou de ser apenas um estado passageiro e passou a se tornar quase uma identidade coletiva. Muitas pessoas relatam se sentir constantemente esgotadas, seja mental, emocional ou até fisicamente. Isso levanta uma pergunta importante: por que estamos tão cansados? 

Parte da resposta está em como tradicionalmente entendemos saúde mental. Durante muito tempo, considerou-se que estar mentalmente saudável significava simplesmente não apresentar um transtorno psicológico. Ou seja, na ausência de ansiedade, depressão ou outras condições clínicas, presumiríamos que a mente estaria funcionando bem. 

Mas saúde mental não é apenas a ausência de doença. Ela também envolve a presença de um funcionamento cognitivo e emocional saudável. Isso inclui capacidade de atenção, clareza mental, autoconhecimento, regulação emocional, flexibilidade psicológica, autocontrole, capacidade de tomar boas decisões, entre outros. 

Quando essas habilidades relacionadas às chamadas Funções Executivas começam a falhar, mesmo sem um diagnóstico clínico, o resultado frequentemente aparece na forma de fadiga mental, irritabilidade e sensação de sobrecarga constante. 

Vivemos em um ambiente que exige muito do cérebro. A quantidade de estímulos, decisões, informações e pressões diárias pode ultrapassar a capacidade natural do nosso sistema de processar tudo de forma equilibrada. Ao mesmo tempo, muitos dos hábitos que sustentam o bom funcionamento cerebral, tais como pausas mentais, sono reparador, atenção plena e regulação emocional, acabam sendo negligenciados. 
O esgotamento, portanto, muitas vezes não é um sinal de fraqueza individual, mas um indicador de que nossos sistemas mentais estão operando em modo de sobrevivência por tempo prolongado.
Mas você já percebeu que nem tudo que nos recarrega é necessariamente descanso? 

Veja, muitas atividades que nos devolvem vitalidade podem até cansar o corpo, mas ainda assim restauram nossa energia vital. Isso acontece, porque elas despertam nosso sentido de propósito, algo fundamental para o cérebro humano. Conversar com pessoas queridas, dedicar-se a um projeto significativo ou contribuir para algo maior do que nós, pode exigir esforço, mas, paradoxalmente, também nos reenergiza. 

No meu mais recente livro “Neurociência Positiva”, proponho olhar para a saúde mental de forma mais ampla. Em vez de perguntar apenas “como evitar o adoecimento”, devemos começar a perguntar também “o que faz o cérebro funcionar bem?” 

Essa mudança de perspectiva é fundamental para cultivarmos efetivamente uma saúde mental e não apenas para evitarmos, ou reduzirmos, a incidência de doenças ou os seus sintomas.

Assim, talvez o cansaço coletivo que vemos hoje seja, na verdade, um convite para repensarmos nossa percepção de saúde, nossa relação com a produtividade e com aquilo que realmente nos devolve energia. Afinal, o cérebro humano não foi feito apenas para suportar demandas, mas para encontrar sentido, equilíbrio e direção. 

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