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"A própria existência da Justiça Eleitoral foi contestada por presidente de partido político"

de ALEXANDRE DE MORAES // presidente do TSE, rebatendo as críticas de Gleisi Hoffmann (sem citar seu nome), ao trabalho da Justiça Eleitoral.

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“Lamentavelmente, a própria existência da Justiça Eleitoral foi contestada por presidente de partido político, fruto do total desconhecimento sobre sua importância, estrutura, organização e funcionamento”, de ALEXANDRE DE MORAES // presidente do TSE, rebatendo as críticas de Gleisi Hoffmann (sem citar seu nome), ao trabalho da  Justiça Eleitoral.

A China National Machinery Industry Cor- 3 poration (Sinomach) é objeto de disputa federativa. Os governos de Mato Grosso e São Paulo duelam para sediar a primeira fábrica de máquinas agrícolas da companhia chinesa no Brasil. As áreas já visitadas estão em Cuiabá e na região do ABC.

Mais: Mato Grosso leva vantagem: o próprio governador Mauro Mendes conduz as negociações. A empresa já atua entre nós, apenas importando equipamentos produzidos na China. A Sinomach é uma das maiores da indústria pesada chinesa: fatura anualmente US$ 50 bilhões.

IN: Escritório: cadeira ergonômica

OUT: Escritório: cadeira mocho

Apoiando

O mandato de Augusto Aras, na PGR termina na próxima terça- -feira e, nos últimos dias, até o ministro da Justiça, Flávio Dino, cotado para o STF resolveu apoiar, ao lado dos ministros do Supremo, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, o nome do vice-procurador-geral Paulo Gonet para a vaga. Ao lado do advogado-geral da União, Jorge Messias, Dino esteve recentemente com Lula e o próprio Gonet. Em quase nove meses de governo, Dino se tornou, apesar de protestos de petistas, um dos principais conselheiros do presidente para assuntos jurídicos e ampliando sua influência em círculo no qual é o único nome fora do PT. Mais: só um terceiro nome surpreenderia (Antônio Carlos Bigonha já foi afastado).

DIVISÃO

Lula está quase convencido de que necessita mesmo dividir o atual ministério comandado por Flávio Dino em dois: Justiça e Segurança Pública. Dino tem reduzido sua posição contrária à medida em que vê seu nome ganhar maiores chances para ocupar a cadeira de Rosa Weber no STF a partir de outubro. Se a divisão ocorrer Jorge Messias (AGU) poderia ser deslocado para a Justiça e o número 2 de Dino, Ricardo Capelli, para o Ministério de Segurança Pública. Ele foi interventor de Segurança no Distrito Federal.

Em alta

Com as supostas mudanças, um nome está em alta para assumir o comando da Advocacia-Geral da União: é o da procuradora Cláudia Trindade. Ela é assessora especial de Diversidade e Inclusão do órgão. Mulher e negra, goza de prestígio junto ao PT e ao Prerrogativas, grupo de advogados próximo de Lula. Aliados acham que isso poderia aplacar a pressão para que o presidente não reduza a representação feminina no alto escalão do Executivo.

BOLA FORA

Lula aproveitou o discurso na ONU para tentar limpar sua própria imagem e reaver o prestígio de outros tempos, o que andou conseguindo – e não totalmente devido a uma bola fora, o que não chega a ser novidade (mesmo ao meio de uma fala competente). Não citou a Rússia, pelo menos protocolarmente e chamou a invasão de “guerra da Ucrânia”. Aí, no encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Lula adotou postura diplomática (ficaram um tanto distantes) e Zelensky chamou a reunião de “construtiva” e “honesta”.

R$ 1 mil

Críticos do STF legislador, que invade competências do Congresso, ficaram atônitos: na semana passada, a Corte se envolveu numa briga familiar, de sobrinho que agrediu a tia, em Sergipe. Habituados a temas mais importantes, a Segunda Turma não achou necessário convocar o plenário presencial para decidir se o acusado indenizará a vítima em R$ 1 mil. O sujeito, que também ameaçou matar a tia, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Sergipe, a um mês de detenção e à indenização. O réu apelou contra o pagamento e o caso acabou no STF.

Meias em Milão

A Semana de Moda de Milão que irá até o dia 25 de setembro, contará com cerca de 60 desfiles físicos. O evento italiano já é considerado o mais esperado da temporada. Além das famosas e conceituadas grifes como Fendi, Prada, Empório Armani e Bottega Veneta, novas marcas irão cruzar a passarela pela primeira vez, como Avavav, Maxivive, e The Attico.

A designer brasileira Karoline Vitto que tem uma marca com sede em Londres, que foi selecionada pelo projeto Supported by Dolce & Gabbana também fará sua estreia em semanas de moda nas terras italianas.

Antes mesmo da largada a grife Calzedonia (meias, leggings e moda praia fez um pré-aquecimento com um evento imersivo e itinerante que acontece pela segunda vez (o ano passado foi em Paris) batizado de ‘Calzedomania: a Legs Celebration’.

Se misturando com convidados internacionais como Suki Watherhouse, Ashley Graham, Toni Garn, Chiara Ferragni, várias brasileiras marcaram presença. Entre tantas, da esquerda para à direita, Sabrina Sato, embaixadora do setor de meias da grife italiana no Brasil; Juliana Paes (embaixadora da grife no setor moda praia), a atriz Sheron Menezzes, recém-saída de Vai na fé; a modelo e estilista Sasha Meneghel; a atriz e apresentadora Mariana Rios e a super modelo Alessandra Ambrósio.

Trazendo 2003 de volta à cena

Ainda o discurso de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU: ele disse que “o Brasil está se reencontrando consigo mesmo, com nossa região, com o mundo e com o multilateralismo”. A plateia entendeu o recado e até permitiu que ele voltasse a defender reformas na governança global e até reprisasse argumentos que já havia usado em 2003, quando começou a cobrar a ampliação do Conselho de Segurança, que estaria vivendo momento de enfraquecimento.

Quando condenou o embargo a Cuba, preferiu não defender sua ditadura. O presidente petista até tentou se apresentar como porta-voz das nações emergentes. A imagem que ficou, mesmo sob protestos de seus adversários, é que o Brasil voltou ao cenário internacional – e como protagonista.

Quem acompanhou a fala de Lula e se lembrou dos últimos quatro anos da mesma Assembleia Geral, recordou-se do delírio que foi a passagem de Jair Bolsonaro pelo evento da ONU. Na mesma tribuna agora ocupada por Lula, o ex-presidente exaltou a ditadura, atacou a ciência e mentiu sobre diversos assuntos, da Amazônia à eficácia das vacinas. Atrás dele, havia o incentivo de um chanceler portador de desvios diplomáticos – ou pior que isso. Ernesto Araújo nunca se conformou em ser demitido: era mais perigoso do que seu chefe.

A menina cresceu

Há exatos 10 anos passava a existir um dos primeiros ‘memes’ das redes sociais e um dos mais famosos e queridos também. Era de uma menina que lançava um olhar de quem não estava entendendo nada e desconfiado.

Na época Chloe Clem, tinha apenas dois anos, e não entendia por que sua irmã Lily Clem, de 7 anos havia começado a chorar (do nada) conversando com a mãe Katie durante um passeio. Na verdade sua mãe fez uma surpresa para filhas, levando-as para Disney (era a segunda vez de Lily).

Hoje a menina tem 12 anos é bem caseira e adora a basquete (e é fã do Golden State Warriors e do Stephen Curry). Nas redes sociais (comandado pela mãe) a menina resolveu compartilhar o antes e o depois para comemorar a data. Na legenda: “A diferença de 10 anos. Algumas coisas nunca mudam!”.

Saias na excursão

Dos 12 brasileiros convidados por Lula para compor na excursão à ONU e assistir o discurso do presidente na abertura da Assembleia Geral, seis eram mulheres: cinco ministras e Janja (ela não conseguiu dar nem mesmo uma voltinha pela Quinta Avenida, repleta de lojas sofisticadas, para eventuais comprinhas). Para completar o time feminino, faltaram apenas três ministras de Lula. Integrantes do time masculino trataram de esticar até o fim de semana em Manhattan.

Fumaça

Lula nunca pensou em convidar Gleisi Hoffmann, deputada federal (foi a segunda mais votada no Paraná em 2022) e presidente do PT, para o Ministério da Justiça, caso Flávio Dino fosse indicado para o STF. Ela possui um bem preparado esquema de comunicação que a mantém em evidência sempre – e das mais diversas maneiras. Antes que alguém reclamasse, o esquema relembrou que ela é advogada. Quanto à possibilidade que circulou era apenas “fumaça”, a se usar um expressão popular.

Olho nos pagamentos

O WhatsApp vai lançar seu serviço de pagamentos para grandes empresas no Brasil até dezembro. Desde abril, o aplicativo já oferece um sistema semelhante para pequenas e médias corporações. Trata-se de um passo a mais na escalada da empresa na área financeira do país, iniciada há dois anos, quando o hibrido de plataforma de mensagens e fintech passou a permitir transferências de dinheiro entre pessoas físicas. O WhatsApp está longe de concorrer com bancos ou Pix. No ano passado, somou 0,03% do total de operações realizada no país.

MAIS CONHECIDA

O Rio de Janeiro, segundo levantamento da Embratur é a cidade brasileira mais conhecida do mundo. Em segundo lugar está São Paulo. A capital paulista – e não o Rio – é atualmente a porta de entrada de estrangeiros no Brasil. De janeiro a abril deste ano, 769,2 mil turistas de fora desembarcaram em São Paulo contra 474,3 mil no Rio. No primeiro semestre de 2023, o estado de São Paulo concentrava o dobro dos gastos estrangeiros no país, com 45% do faturamento; o Rio aparece com 24%.

MISTURA FINA

O MINISTRO do STF, Alexandre de Moraes, deve andar muito cansado. Este ano, ele está a caminho de 8.000 decisões monocráticas e colegiadas, muitas das quais relacionadas a tentativas de golpe em 8 de janeiro. No ano passado, Moraes decidiu 4.546 vezes.

O PRESIDENTE Lula confessa, aos mais chegados, que tem um certo problema nas conversas a dois com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (algumas arestas já foram aparadas em Nova Dehli). Biden tem um jeito especial de responder ou emitir opiniões muito especiais sobre alguns assuntos: aí, fecha os olhos, seguro o rosto com uma das mãos – e abre os olhos. Uma vez, Lula pensou que ele cochilava. Nada disso: estava matutando. E o petista ficou aguardando.

CERCA de 30 personalidades mundiais, entre empresários e filantropos, se reuniram, nesta semana, num jantar oferecido pelo presidente Joe Biden, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. O encontro foi paralelo à programação da abertura da Assembleia Geral da ONU, com presença de chefes de Estado e de Governo. Lula estava na cidade, mas a agenda não constava sua presença no jantar de Biden.

ANTES de Nova York, Lula e comitiva estiveram em Cuba, na Cúpula do Atraso, unindo-se a governantes de países subdesenvolvidos cujo prazer maior era falar mal dos Estados Unidos. Alguns diplomatas garantiram que o jantar no Metropolitan Museum era para levantar fundos para a campanha de Joe Biden. Em outra noite ele realizou mais dois eventos em Manhattan para sua reeleição.

DOIS autores indígenas estão concorrendo à vaga de José Murilo de Carvalho na Academia Brasileira de Letras: Daniel Munduruku e Ailton Krenak. Quem também está na disputa é a historiadora Mary del Piore, que teria maiores chances de vitória. O criador da Mônica e do Cebolinha, Maurício de Souza, não concorrerá novamente. Amadrinhado por Fernanda Montenegro, na última eleição ganhou apenas dois votos.

QUASE um ano depois de comprar a espanhola Heidelberg Materials, a Votorantim Cimentos ensaia nova aquisição no exterior. O alvo é a uruguaia Cementos del Plata, colocada à venda pela petroleira estatal Ancap. As negociações são conduzidas pela Cementos Artigas, que reúne as operações da Votorantim Cimentos no Uruguai – os Ermírios de Moraes são controladores com 51% e os 49 restantes pertencem à espanhola Cemento Molins. Há dias, o governo uruguaio tentou privatizar a Cementos del Plata, mas a licitação foi suspensa, por falta de candidatos.

A ALLOS, fusão entre BR Malls e Aliansce está tentando um acordo com a Americanas. Quer que a rede entregue algumas lojas localizadas em shoppings centers da companhia. Seria uma espécie de “despejo consensual”. Vários contratos de locação estão com pagamentos atrasados. Só que a Americanas está protegida pela recuperação judicial mesmo com a inadimplência a Allos não pode obrigar a empresa devolver as lojas.

Colaboração: Paula Rodrigues

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CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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