Colunistas

Cláudio Humberto

"Assim como seu chefe, conta mentiras e se mostra um santo"

Flávio Bolsonaro (PL-SP) sobre repentinas mudanças de Flávio Dino, indicado ao STF

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GLO midiática não apreendeu armas em aeroportos

Números de apreensões de armas de fogo realizadas pela Polícia Federal em aeroportos colocam em xeque o decreto de Lula de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para lacrar sobre “combate à criminalidade”, gerando expectativa de apreensão de armas que há anos entram no País ilegalmente. A PF apreendeu só três armas, e antes da GLO, nos aeroportos sob intervenção no Rio de Janeiro e São Paulo. O Pará é o líder de apreensões em aeroporto (7), é governado por aliados do PT.

 

Na base da lei

A coluna obteve os dados via Lei de Acesso à Informação. A PF lembra que, para tráfico internacional, bandidos preferem fronteira terrestre.

 

Para inglês ver

A GLO envia forças federais e militares para Estados com criminalidade fora de controle. GLO em aeroporto, área federal, chove no molhado.

 

Quase nada

Rio de Janeiro empatou com Bahia, onde reina a criminalidade, e o Rio Grande do Sul: somente três armas apreendidas.

 

O pódio é outro

Foram apreendidas cinco armas de fogo em Mato Grosso do Sul e Rondônia e outras seis no Mato Grosso.

 

EUA realizam exercícios perto da Guiana há meses

O Comando Militar do Sul dos Estados Unidos realizou nesta quinta (7) novos exercícios militares “de rotina” na Guiana, após o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciar que irá “anexar” mais de 60% do território do país vizinho. Isso reforça o temor de envolvimento direto dos EUA para proteger a Guiana e os interesses da Exxon-Mobil, diante da iminente invasão venezuelana. A Exxon foi responsável pela descoberta de reservas petrolíferas de 11 bilhões de barris de petróleo na Guiana.

 

Exercícios com o Brasil

As forças americanas estão na região há meses, e em novembro promoveu exercícios táticos e operacionais com o Exército... do Brasil.

 

Por acaso

O Southern Vanguard envolveu cerca de 1,5 mil militares americanos e brasileiros no Amapá, nas primeiras semanas do mês passado.

 

De rotina’

A operação desta quinta-feira serviu para “conduzir operações de voo”, segundo a embaixada dos EUA na Guiana. “De rotina”, garantiu.

 

Perdeu, mané

Kim Kataguiri (União-SP) dá a letra aos vândalos que tumultuaram sessão sobre privatização da Sabesp, “apesar do líder de vocês falar que a democracia é relativa, ela não é. Aprendam a perder!”, diz o deputado.

 

Justiça cega

Segue o silêncio constrangedor, inclusive no STF, sobre a cobrança das redes sociais de tratamento isonômico aos “terroristas” que depredaram a Alesp, tentando impedir na marra a privatização da Sabesp.

 

A enfermidade de Lula

Apesar de não ser médico, Ciro Nogueira (PP-PI) diagnosticou Lula com epicondilite, ao noticiar queda da desigualdade durante governo de Jair Bolsonaro. A doença é a popular “dor de cotovelo”, explicou o senador.

 

Prisão esportiva

O criminoso que surrou um idoso em Copacabana tem nove registros por assalto, furto e tráfico, além de ter sido preso duas vezes. Está no mundo do crime desde a adolescência. “O Brasil é o país da prisão esportiva: a polícia prende, o Judiciário solta”, refletiu o deputado Luiz Lima (PL-RJ).

 

Pena mais dura

A Câmara dos Deputados aprovou endurecimento na pena para estupros em carros de transporte de aplicativo e táxis. O projeto, de autoria do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), segue para o Senado.

 

Explica aí

O ministro decorativo Mauro Vieira (Relações Exteriores), que nada apita sobre o assunto, terá de explicar na Câmara possível uso de território brasileiro por militares a serviço do ditador Nicolás Maduro para assaltar a Guiana. O requerimento é do deputado Gustavo Gayer (PL-GO).

 

Chá de cadeira

O estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que o motivo do chá de cadeira de quatro horas para falar com Tarcísio de Freitas era pedir um plebiscito sobre a venda da Sabesp. Nem foi recebido pelo governador.

 

Sempre propaganda

O lutador de MMA Connor McGregor, de 35 anos, tem se assanhado para concorrer à presidência da Irlanda, após onda de protestos, críticas ao atual governo etc. Mas quem manda no país é o primeiro-ministro.

 

Pensando bem...

...também existe milícia de esquerda.

 

PODER SEM PUDOR

Só fazendo milagre

Quando o Brasil já discute a reforma tributária, o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Joseph Couri, lembra o exemplo de Jesus Cristo, que mandou pegar um peixe e retirar de sua boca uma moeda de ouro, para pagar os tributos ao coletor de impostos de Jerusalém: “Se, naquela época, com a carga tributária e a burocracia infinitamente menores, Jesus Cristo teve de fazer milagre para pagar impostos, imagina os pobres mortais de hoje em dia, com a carga a quase 40% do PIB!”

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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