Alegre-se: a felicidade está batendo à porta de seu coração. Muitas alegrias a acompanham. Muitas conquistas a embelezam. E muitos momentos felizes formam a coroa de um coração consciente de sua responsabilidade em testemunhar e enaltecer a presença amorosa de Deus criador.
Embora isso pareça obvio, ainda restam dúvidas e incertezas. Será necessário esclarecer. Nada mais doloroso do que alguém não conseguir acesso à verdade. Nada mais duro do que alguém permanecer por tanto tempo privado de poder conviver com alguém na mesma crença e na mesma verdade.
São muitas as pessoas privadas da luz da fé. São muitas as que andam na escuridão e não conseguem quebrar as muitas muralhas que impedem o encontro, que impedem o abraço solidário e fraterno. São muitas as pessoas andando sem rumo e sem destino.
Andam buscando a mão amiga que lhe garanta segurança em seu caminhar e lhe proporcione o prazer de um encontro feliz e duradouro.
Foi assim que o povo de Deus andou por longos anos e longos caminhos em busca de uma resposta a tantas interrogações e tantas dúvidas. Após a quebra da aliança entre Deus e o homem, por iniciativa do próprio homem, sabemos e aceitamos que os culpados não poderiam ser outros senão o homem e a mulher.
E, apesar dessa realidade, Deus continuou oferecendo seu amor e sua fidelidade. E o homem não levou a sério esse gesto e essa atitude. Embora enviasse profetas nos mais diversos ambientes, o povo continuava negando sua conversão e sua participação no povo de Deus. E os profetas foram rejeitados, perseguidos, expulsos e mortos.
O último entre eles foi João Batista. Sua sorte não foi diferente dos demais. Por ser coerente com sua tarefa missionária, também fora perseguido, caluniado, prezo, torturado e condenado. Contudo, permanecia junto ao povo humilde nas periferias de Jerusalém.
Ele também sentiu, como o povo, dificuldade em descobrir quem seria o verdadeiro Messias. Pois de toda parte se apresentavam falsos profetas, falsos anunciadores do Messias que todos aguardavam.
E como está escrito no Livro Sagrado, a Bíblia, “Tendo João Batista em sua prisão ouvido falar do mestre Jesus, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos ‘seria você aquele que haveria de vir, ou devemos esperar por outro?”.
João tinha tudo para duvidar, embora soubéssemos que os dois, João e Jesus, teriam passado a infância e a juventude juntos, no mesmo ambiente e, certamente, cada qual procurava manter-se reservado enquanto “a hora não chegasse”.
E o povo permanecia na dúvida. E procurava saber com quem estaria a verdade. Essa dúvida não era algo com a qual Jesus estivesse brincando com a fé simples e humilde do povo.
Tomando a palavra para deixar bem claro sua presença junto a esse povo, deu-lhes essa resposta: “Vão e digam a João o que viste e ouviste: os cegos veem, os coxos andam, os surdos ouvem, os leprosos são limpos, os mortos ressuscitam e o evangelho é anunciado aos pobres” (Mt.11,2-11).
Somente aos pobres o evangelho é transmitido, pois somente eles possuem um coração aberto e acolhedor; somente quem possuir um coração assim será capaz de vivenciar e difundir o verdadeiro amor de Deus.





