Em todos os caminhos da vida existem pessoas pesquisando e buscando valores que lhes garantam sucessos em seu viver. Pensam que a grandeza ou a importância se encontram nos títulos que tenham adquirido ou nas posses que tenham conquistado.
Os títulos podem até engrandecer seus conhecimentos, suas presenças nos eventos e nas promoções públicas, culturais ou sociais. Seus títulos poderão dar nome, mas não honra. Poderão causar medo de serem superados. Medo de alguém se apresentar com maiores ou mais importantes cargos ou posições.
Poderão surgir provocações competitivas. Nisso haverá ganhadores e perdedores. Poderão causar orgulho, como poderão provocar decepções. Poderão alimentar vaidades, como poderão conduzir à depressão ao verem seus sonhos se diluírem.
Estaria faltando na sociedade atual algo que pudesse fortalecer a fé tomando consciência da responsabilidade em administrar com dignidade os compromissos assumidos.
O verdadeiro conceito de grandeza não se fundamenta nessa maneira de cultivar a vida. Sempre, em nossas reflexões, julgamos importante ver e analisar em que o Mestre dos mestres se baseia para atribuir o verdadeiro valor e a gloriosa grandeza a quem desejar levar a sério a sua maneira de conduzir-se pelos caminhos dos valores espirituais.
Nada mais sagrado em nossas buscas do que saborear sua sabedoria e seus conhecimentos gravados nas páginas da Bíblia Sagrada. Conhecedor de todas as verdades e grandezas mostra com toda a autoridade onde poderemos adquirir a real riqueza de nosso viver.
Vejamos como ele, o Mestre, se dirige ao Pai do céu.: “Eu te bendigo Pai e Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos entendidos e poderosos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim é do teu agrado”.
E, olhando para o povo que se encontrava em sua presença, talvez aguardando algum milagre, revela: “Venham a mim todos vocês que estão aflitos sob o fardo e eu os aliviarei. Tomem meu jugo sobre vocês e recebam minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e vocês encontrarão descanso para suas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.” (Mt.11,25-30)
Muitos são esses que apenas lhes é dado desejar e não alcançar. Os títulos e as posses se envolvem em um véu escuro e tenebroso. Tornam-se motivo de disputas e de verdadeiras guerras cobiçando a soberania, mesmo que não a alcance.
Somente os corações simples e humildes terão a felicidade de percorrer esse caminho e caminhar felizes sentindo e saboreando a grandeza de estar contentes consigo, com sua consciência e com Deus.
Essas pessoas são privilegiadas por não estarem prisioneiras do orgulho que vemos como fonte de desentendimentos. Prisioneiras das vaidades que isolam e impedem apreciar o lado fraterno de convivência. Prisioneiras de preconceitos que agridem a dignidade em sua diversidade de culturas e crenças.
Nada melhor em nosso viver do que partilhar alegremente as coisas boas que acontecem, esquecer o mal e alimentar a paz.



