Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Está no radar da equipe econômica"

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o aumento dos impostos sobre a gasolina

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Planalto suspeita de sabotagem no GSI

Conselheiros do presidente Lula suspeitam de sabotagem dentro do próprio Gabinete de Segurança Institucional (GSI), na esteira dos atos de vandalismo no Palácio do Planalto, no domingo (8).

A intenção seria desestabilizar o atual ministro do GSI, Gonçalves Dias. A desconfiança foi reforçada após um cartão de acesso ao gabinete ter sido encontrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em um ônibus dos invasores.

Suspeitíssimo

Vândalos que depredaram e invadiram o Palácio do Planalto também roubaram com facilidade pistolas que estavam dentro do GSI.

Mensagem clara

A fala de Lula de que “a porta do Palácio do Planalto foi aberta” foi interpretada como uma direta para a turma responsável pela segurança.

De olho

A cúpula do Planalto acompanha movimentos do nº 2 do GSI, gen Carlos José Russo Penteado, membro do gabinete desde o governo anterior.

Inimigo em comum

Dias tem a confiança de Lula, cuja segurança chefiou de 2003 a 2009. Entre petistas mais ideológicos, o general 4 estrelas não é bem-quisto.

Ibaneis continua com maioria na Câmara do DF

Esperançosos para tentar reverter o resultado das urnas em outubro, deputados de oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), não conseguem articular a aprovação de um pedido de impeachment na Câmara Legislativa.

Reeleito no primeiro turno, Ibaneis também elegeu uma bancada majoritária no Legislativo e, mesmo afastado do cargo, tem o apoio de pelo menos 16 deputados distritais, segundo levantamento realizado por esta coluna.

Rapidez rara

Ibaneis foi afastado na madrugada do dia 9, após decisão monocrática de Alexandre de Moraes, depois confirmada pelo plenário do STF.

Perseguição política

Deputados distritais do MDB estão convencidos de que Ibaneis está sendo punido por haver apoiado a reeleição de Bolsonaro.

Apoiado

Além do apoio do seu partido no DF, o governador também tem a solidariedade da maioria do MDB no plano nacional.

MPF na cola

O PP não está nada disposto a se queimar para salvar da fogueira a deputada federal eleita Clarissa Tércio (PE). Enrolada com a invasão do Congresso, ninguém no partido sai em defesa da parlamentar.

Circo

A semana foi de ressaca no noticiário e na política, após as invasões e destruição de prédios públicos, em Brasília. No entanto, o Google Trends revela que o “BBB” dominou o interesse dos internautas desde 2ª-feira.

Retaliação

O ministro Flávio Dino (Justiça) vai propor ao presidente Lula mudanças no Distrito Federal. São propostas como a União assumir em definitivo a Segurança ou delegar à Força Nacional o patrulhamento da Esplanada.

Era lixo

O ex-ministro e ex-secretário de Segurança do DF Anderson Torres amenizou a proposta de decreto de estado de defesa apreendida pela PF em sua casa. Era um material para “ser triturado”.

Culatra é ali

A quebra do sigilo dos cartões coorporativos da Presidência da República revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro gastou cerca da metade que Lula no seu primeiro mandato, e 50% em relação ao ‘Lula II’.

Não é danone

O engajamento nas redes sociais de André Janones (Avante-MG) virou problema para o governo, que vê o deputado como ‘fermento’ do desgaste do ministro José Múcio (Defesa) com o caso da renúncia fake.

A conta vem

O Ministério Público do Distrito Federal abriu “procedimento preparatório” para avaliar a responsabilidade civil dos envolvidos na quebradeira na Esplanada. Já pediu laudos do Instituto Nacional de Criminalística, da PF, sobre os danos nos prédios do Planalto, Congresso e STF.

Na nossa conta

Foram tão graves os atos de vandalismo em Brasília, que não virou notícia o efeito cascata que o aumento sancionado por Lula vai provocar no Judiciário. A estimativa inicial é de cerca de R$ 20 bilhões.

Pensando bem...

...“democracias” que prendem opositores do governo têm outro nome.

PODER SEM PUDOR

Política e legalidade

Não interessava a José Maria Alkmin, secretário da Educação de Minas, prestigiar o líder do PSD na Câmara, Tancredo Neves, por isso o recebeu junto a um deputado estadual, advogado mineiro, que viu na sala de espera.

O deputado pediu a transferência da irmã e foi atendido. Tancredo queria um remanejamento de funcionários em São João Del-Rey. Alkmin reagiu: “Mas, Tancredo, isso é absolutamente ilegal...” Tancredo devolveu: “Se fosse legal, meu caro, eu teria contratado aqui o nosso correligionário e advogado para impetrar um mandado de segurança...”

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CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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