O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema, agora defende que crianças também possam trabalhar. “Nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos para cada jornal entregue. Aqui é proibido, né? Você está escravizando criança. Mas nós vamos mudar.”
MAIS: na mesma entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, de Minas Gerais, Aema acusou Lula de ter “anabolizado” a economia até torná-la “impotente” (?) e sugeriu o uso de “Tadalazema”, remédio contra disfunção erétil, como “solução para o país”. Até aliados acham que ele não anda regulando bem. Outros acham que ele conhece bem o “Tadalazema”.

Uma saudade
Gisele Bündchen mostra que o genuíno sucesso ultrapassa aquilo que é visível nas passarelas. Aos 45 anos, a modelo e mãe de três crianças discute, de forma tranquila, tópicos como liberdade, maternidade e equilíbrio em sua vida. Para Gisele, o autocuidado vai além da vaidade ou do egoísmo; trata-se de manter-se saudável para seus filhos e para a vida em geral. Depois de enfrentar crises de ansiedade e um ataque de pânico na adolescência, escolheu um estilo de vida mais natural. Ela substituiu ansiolíticos por atividades como meditação, yoga, alimentação equilibrada e chás que aprendeu com a avó. Hoje, sente-se mais forte e mais consciente do que na juventude, afirmando que seu “corpo pedia atenção”. Embora seja uma das mulheres mais reconhecidas mundialmente, Gisele valoriza as pequenas coisas: caminhar descalça, respirar fundo, conectar-se com a natureza e desconectar-se dos excessos de estímulos. Para Gisele, liberdade também é não precisar se justificar para os outros. “Quanto mais barulhento e intenso fica o lado de fora, mais necessidade sinto de ir para dentro. Tenho saudade do telefone com fio, de deixar recado, de escrever num papelzinho, sair na rua e ninguém te achar. Era tão libertador. Ser constantemente estimulado faz mal para nosso sistema nervoso.” A experiência da maternidade mudou sua visão sobre o futuro e ressaltou a importância das pequenas decisões cotidianas. Para ela, a verdadeira beleza está em ser genuína, e cada indivíduo tem um propósito singular neste mundo.
Fazenda e AGU: guerra para enterrar o Perse
O Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União (AGU) intensificaram, nas últimas semanas, uma ofensiva no Supremo para derrubar as liminares que, na prática, mantêm vivo, ainda que por aparelhos, o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O movimento mira decisões que vêm permitindo às empresas seguir usufruindo da alíquota zero de tributos federais, mesmo depois de o governo declarar, em abril de 2025, o esgotamento do teto de R$ 15 bilhões previsto em lei. Para o Ministério da Fazenda, trata-se, hoje, de uma disputa central para conter uma renúncia fiscal que continua se acumulando fora do controle orçamentário. Dados da Receita indicam que, ao menos, R$ 649 milhões já foram usufruídos por empresas com base em decisões judiciais entre 2024 e o início de 2025, valor que não captura a totalidade do contencioso. Nos bastidores da equipe econômica, a estimativa é de que o montante “pendurado” por liminares tenha ultrapassado R$ 5 bilhões em 2026, considerando ações ainda em curso e benefícios mantidos provisoriamente.
Enterrar o Perse 2
A divergência entre os números e as projeções internas reflete justamente a dificuldade de mensurar um programa que deixou de existir formalmente, mas segue operando por via judicial. A controvérsia nasceu de mudança introduzida por lei que manteve o Perse, mas estabeleceu limite global de renúncia fiscal. Ao atingir esse teto, a Receita publicou ato declarando o fim do benefício. Empresas, porém, recorreram ao Judiciário, com uma série de teses: direito adquirido por até 60 meses, violação do princípio da anterioridade tributária e questionamentos sobre a metodologia de cálculo do limite de R$ 15 bilhões. Juízes e tribunais regionais têm concedido liminares garantindo a continuidade da isenção até dezembro de 2026.

Coração aberto
A atriz, apresentadora e influenciadora Rafa Kalimann tocou o coração dos telespectadores ao participar do programa Saia Justa, na quarta-feira (6), onde compartilhou, de maneira sincera, os desafios da maternidade e sua luta contra a depressão durante a gestação de sua primeira filha, Zuza, que tem apenas quatro meses e é fruto de seu relacionamento com Nattan. Ela revelou que já enfrentava episódios de depressão e síndrome do pânico antes de engravidar, mas percebeu que as mudanças hormonais agravaram essas experiências. Apesar de ter sonhado em ser mãe por muito tempo, Rafa admitiu que lidou com inseguranças, medos e emoções difíceis de verbalizar. Um dos pensamentos que mais a atormentou foi: “Serei capaz de lidar com isso?”. Rafa ressaltou a importância do acompanhamento médico e do apoio emocional para passar por essa fase de forma mais consciente e madura. Ela destacou que o nascimento de Zuza trouxe uma transformação significativa em sua vida, ajudando em seu processo de recuperação. “Hoje, ao me encarar no espelho, estou conseguindo me reconhecer.” Rafa também ficou comovida ao falar sobre o apoio e a força que recebeu de Tati Machado durante a gestação. Mesmo enfrentando o luto pela perda do filho Raul, Tati esteve ao seu lado em todos os momentos. Comovida, a jornalista expressou seus sentimentos com uma declaração poderosa: “Minha tristeza nunca me impediu de celebrar a felicidade do outro”.

"Não tenho que esperar nada"
“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada.” A resposta foi dada, nestes dias, por Davi Alcolumbre, presidente do Senado, a dois representantes de Lula, os ministros José Múcio Monteiro (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais), que o procuraram na primeira tentativa de reconstruir a relação com o comando da Casa depois da rejeição de Jorge Messias ao Supremo. Os dois “douraram” grande parte do que Alcolumbre pensa, apoiado em seu poder e em sua ação de vingança. Monteiro acha que “o momento é de apaziguar, não é hora de indicação nova, é deixar decantar”. Sabe que, quando Alcolumbre fala que “não tem que esperar nada”, está avisando que não está interessado em qualquer reconciliação e aposta que não haverá nova indicação.
Outro caminho
O senador Rodrigo Pacheco já foi definitivamente descartado por Lula para ocupar a vaga ainda aberta no Supremo, depois que a indicação de Jorge Messias foi rejeitada. O nome de Pacheco foi mencionado como uma forma de recompor relações com Davi Alcolumbre, que, assim como Alexandre de Moraes (STF), pesa contra a escolha, já que Lula credita a derrota aos dois. A nova possibilidade é que Pacheco seja indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU) pelo próprio Alcolumbre. Ocuparia a vaga de Bruno Dantas, caso o ministro deixe o tribunal. Dantas já havia sido cogitado por Lula antes da escolha de Flávio Dino. A indicação ao TCU caberia ao Senado. Dantas, a propósito, não gosta da ideia.
Pérola
“Eu não desisto. Dizem que nós, do Norte de Minas Gerais, somos muito pirracentas. Eu não sei se é por pirraça ou por uma perseverança consistente, mas a gente não desiste, porque, senão, a gente fica mal com a gente mesma”,
de Cármen Lúcia (STF), no podcast de Rita Lobo, ao falar sobre sua origem.
Riscos jurídicos
André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, sabe que a posição de Eduardo Bolsonaro como suplente de sua chapa ao Senado pode inviabilizar a própria candidatura se Dudu Bananinha for condenado pelo STF antes de 15 de agosto. A acusação é de coação no curso do processo do pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe. A chapa seria totalmente impugnada. A condição de suplente impediria o deferimento da candidatura. O risco é que isso levaria junto à anulação dos votos de Prado. A saída seria a substituição da candidatura ou a reversão da condenação, algo que ninguém acredita que possa acontecer.
Memória 1
Recordista de idas à Casa Branca entre presidentes brasileiros, Lula entrou pela quinta vez na sede do governo dos Estados Unidos. Nas outras ocasiões, vivia cenários mais favoráveis, tanto na política interna quanto na relação bilateral. A ideia era recuperar o bom momento vivido no ano passado, quando ganhou popularidade na esteira da reação ao tarifaço. Nos primeiros mandatos, Lula foi recebido quatro vezes em Washington. Três delas ocorreram com o republicano George W. Bush. Também se encontrou com Barack Obama, que o chamou de “o cara”. Na época, Bush disse que “gostava realmente do brasileiro”. Quando foi recebido por Obama, Lula tinha cerca de 80% de aprovação no Brasil.
Memória 2
Fernando Henrique Cardoso foi duas vezes à Casa Branca, uma com Bill Clinton e outra com George W. Bush. Dilma Rousseff também entrou duas vezes no palácio, ambas tendo Obama como anfitrião. Fernando Collor, recebido por George H. W. Bush, e Jair Bolsonaro, por Donald Trump, tiveram uma visita cada. Lula ainda tinha uma comitiva de ministros na retaguarda: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Lima e Silva (Justiça), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Tem muito mais
Vai demorar bastante para que alguém consiga redução de pena e, mais ainda, liberdade por benefício da Lei da Dosimetria. Já as listas com exonerações prometidas pelo governo — centenas de cargos do PSD e MDB, que têm até ministérios, além de aliados de Davi Alcolumbre — estão quase prontas. Por outro lado, está longe o fim do processo sobre a quebradeira do 8 de janeiro. Até agora, foram 1.858 denúncias, e 177 investigações ainda estão em andamento.
“Bala na agulha”
Um grupo de aliados de Davi Alcolumbre está encarregado de espalhar falsas informações sobre a possibilidade de Lula fazer uma “limpeza” no governo de indicados pelo presidente do Senado desde os tempos em que ajudava — e bajulava — o presidente Lula. Uma das informações é uma possível “bala na agulha” que Alcolumbre teria e usaria contra Lula na campanha eleitoral. Lula, por seu lado, também espalha que cabeças indicadas por Alcolumbre poderiam rolar. Uma delas seria a de Waldez Góes, titular da Integração e Desenvolvimento Regional; outra, a de Frederico Siqueira (Comunicações). Quem viver verá.
Mistura Fina
Um dos primeiros projetos de José Dirceu, caso venha a ser eleito deputado federal, será a proposta de mudança na composição do Conselho Monetário Nacional (CMN). A ideia é ampliar o colegiado responsável por decisões centrais da política econômica, a começar pela definição da meta de inflação. Hoje, o CMN é formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. De maneira geral, o presidente do BC é quem tem o cetro na mão.
O presidente do BC é também aquele que tende a vocalizar mais as posições do mercado. O diagnóstico ao redor de Dirceu é que esse desenho, na prática, acaba refletindo uma visão excessivamente aderente à lógica das instituições financeiras. O ponto central e maior motivador do projeto é justamente a fixação da meta de inflação, em torno da qual orbita toda a política monetária. Segundo Dirceu, da maneira como é composta atualmente, o CMN não consegue captar todas as variantes políticas, institucionais e mesmo econômicas.
O governo de São Paulo discute a possibilidade de um novo pacote de apoio ao agronegócio. Uma das ideias é um reforço do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, o FEAP/Banagro, principal instrumento estadual de crédito rural subsidiado. O fundo financia projetos de pequenos e médios produtores, agricultura familiar, pecuaristas e pescadores, com linhas voltadas à irrigação, maquinário, infraestrutura produtiva, energia renovável, produção orgânica e práticas sustentáveis.
Outra medida debatida é a liberação de mais recursos para o seguro rural. Em abril, o governador Tarcísio de Freitas anunciou um pacote de R$ 400 milhões para socorrer o agronegócio paulista. No entanto, a avaliação do Palácio dos Bandeirantes é de que o cobertor ainda é curto e insuficiente diante da combinação de crédito caro, eventos climáticos, endividamento de produtores e oscilação de preços agrícolas.
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