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Giba Um

"Eu não desisto. Dizem que nós, do Norte de Minas Gerais, somos muito pirracentas. Eu não sei se...

...é por pirraça ou por uma perseverança consistente, mas a gente não desiste, porque, senão, a gente fica mal com a gente mesma", de Cármen Lúcia (STF), no podcast de Rita Lobo, ao falar sobre sua origem

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema, agora defende que crianças também possam trabalhar. “Nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos para cada jornal entregue. Aqui é proibido, né? Você está escravizando criança. Mas nós vamos mudar.”

MAIS: na mesma entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, de Minas Gerais, Aema acusou Lula de ter “anabolizado” a economia até torná-la “impotente” (?) e sugeriu o uso de “Tadalazema”, remédio contra disfunção erétil, como “solução para o país”. Até aliados acham que ele não anda regulando bem. Outros acham que ele conhece bem o “Tadalazema”.

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Uma saudade

Gisele Bündchen mostra que o genuíno sucesso ultrapassa aquilo que é visível nas passarelas. Aos 45 anos, a modelo e mãe de três crianças discute, de forma tranquila, tópicos como liberdade, maternidade e equilíbrio em sua vida. Para Gisele, o autocuidado vai além da vaidade ou do egoísmo; trata-se de manter-se saudável para seus filhos e para a vida em geral. Depois de enfrentar crises de ansiedade e um ataque de pânico na adolescência, escolheu um estilo de vida mais natural. Ela substituiu ansiolíticos por atividades como meditação, yoga, alimentação equilibrada e chás que aprendeu com a avó. Hoje, sente-se mais forte e mais consciente do que na juventude, afirmando que seu “corpo pedia atenção”. Embora seja uma das mulheres mais reconhecidas mundialmente, Gisele valoriza as pequenas coisas: caminhar descalça, respirar fundo, conectar-se com a natureza e desconectar-se dos excessos de estímulos. Para Gisele, liberdade também é não precisar se justificar para os outros. “Quanto mais barulhento e intenso fica o lado de fora, mais necessidade sinto de ir para dentro. Tenho saudade do telefone com fio, de deixar recado, de escrever num papelzinho, sair na rua e ninguém te achar. Era tão libertador. Ser constantemente estimulado faz mal para nosso sistema nervoso.” A experiência da maternidade mudou sua visão sobre o futuro e ressaltou a importância das pequenas decisões cotidianas. Para ela, a verdadeira beleza está em ser genuína, e cada indivíduo tem um propósito singular neste mundo.

Fazenda e AGU: guerra para enterrar o Perse

O Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União (AGU) intensificaram, nas últimas semanas, uma ofensiva no Supremo para derrubar as liminares que, na prática, mantêm vivo, ainda que por aparelhos, o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O movimento mira decisões que vêm permitindo às empresas seguir usufruindo da alíquota zero de tributos federais, mesmo depois de o governo declarar, em abril de 2025, o esgotamento do teto de R$ 15 bilhões previsto em lei. Para o Ministério da Fazenda, trata-se, hoje, de uma disputa central para conter uma renúncia fiscal que continua se acumulando fora do controle orçamentário. Dados da Receita indicam que, ao menos, R$ 649 milhões já foram usufruídos por empresas com base em decisões judiciais entre 2024 e o início de 2025, valor que não captura a totalidade do contencioso. Nos bastidores da equipe econômica, a estimativa é de que o montante “pendurado” por liminares tenha ultrapassado R$ 5 bilhões em 2026, considerando ações ainda em curso e benefícios mantidos provisoriamente.

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A divergência entre os números e as projeções internas reflete justamente a dificuldade de mensurar um programa que deixou de existir formalmente, mas segue operando por via judicial. A controvérsia nasceu de mudança introduzida por lei que manteve o Perse, mas estabeleceu limite global de renúncia fiscal. Ao atingir esse teto, a Receita publicou ato declarando o fim do benefício. Empresas, porém, recorreram ao Judiciário, com uma série de teses: direito adquirido por até 60 meses, violação do princípio da anterioridade tributária e questionamentos sobre a metodologia de cálculo do limite de R$ 15 bilhões. Juízes e tribunais regionais têm concedido liminares garantindo a continuidade da isenção até dezembro de 2026.

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Coração aberto

A atriz, apresentadora e influenciadora Rafa Kalimann tocou o coração dos telespectadores ao participar do programa Saia Justa, na quarta-feira (6), onde compartilhou, de maneira sincera, os desafios da maternidade e sua luta contra a depressão durante a gestação de sua primeira filha, Zuza, que tem apenas quatro meses e é fruto de seu relacionamento com Nattan. Ela revelou que já enfrentava episódios de depressão e síndrome do pânico antes de engravidar, mas percebeu que as mudanças hormonais agravaram essas experiências. Apesar de ter sonhado em ser mãe por muito tempo, Rafa admitiu que lidou com inseguranças, medos e emoções difíceis de verbalizar. Um dos pensamentos que mais a atormentou foi: “Serei capaz de lidar com isso?”. Rafa ressaltou a importância do acompanhamento médico e do apoio emocional para passar por essa fase de forma mais consciente e madura. Ela destacou que o nascimento de Zuza trouxe uma transformação significativa em sua vida, ajudando em seu processo de recuperação. “Hoje, ao me encarar no espelho, estou conseguindo me reconhecer.” Rafa também ficou comovida ao falar sobre o apoio e a força que recebeu de Tati Machado durante a gestação. Mesmo enfrentando o luto pela perda do filho Raul, Tati esteve ao seu lado em todos os momentos. Comovida, a jornalista expressou seus sentimentos com uma declaração poderosa: “Minha tristeza nunca me impediu de celebrar a felicidade do outro”.

"Não tenho que esperar nada"

“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada.” A resposta foi dada, nestes dias, por Davi Alcolumbre, presidente do Senado, a dois representantes de Lula, os ministros José Múcio Monteiro (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais), que o procuraram na primeira tentativa de reconstruir a relação com o comando da Casa depois da rejeição de Jorge Messias ao Supremo. Os dois “douraram” grande parte do que Alcolumbre pensa, apoiado em seu poder e em sua ação de vingança. Monteiro acha que “o momento é de apaziguar, não é hora de indicação nova, é deixar decantar”. Sabe que, quando Alcolumbre fala que “não tem que esperar nada”, está avisando que não está interessado em qualquer reconciliação e aposta que não haverá nova indicação.

Outro caminho

O senador Rodrigo Pacheco já foi definitivamente descartado por Lula para ocupar a vaga ainda aberta no Supremo, depois que a indicação de Jorge Messias foi rejeitada. O nome de Pacheco foi mencionado como uma forma de recompor relações com Davi Alcolumbre, que, assim como Alexandre de Moraes (STF), pesa contra a escolha, já que Lula credita a derrota aos dois. A nova possibilidade é que Pacheco seja indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU) pelo próprio Alcolumbre. Ocuparia a vaga de Bruno Dantas, caso o ministro deixe o tribunal. Dantas já havia sido cogitado por Lula antes da escolha de Flávio Dino. A indicação ao TCU caberia ao Senado. Dantas, a propósito, não gosta da ideia.

Pérola

“Eu não desisto. Dizem que nós, do Norte de Minas Gerais, somos muito pirracentas. Eu não sei se é por pirraça ou por uma perseverança consistente, mas a gente não desiste, porque, senão, a gente fica mal com a gente mesma”,

de Cármen Lúcia (STF), no podcast de Rita Lobo, ao falar sobre sua origem.

Riscos jurídicos

André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, sabe que a posição de Eduardo Bolsonaro como suplente de sua chapa ao Senado pode inviabilizar a própria candidatura se Dudu Bananinha for condenado pelo STF antes de 15 de agosto. A acusação é de coação no curso do processo do pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe. A chapa seria totalmente impugnada. A condição de suplente impediria o deferimento da candidatura. O risco é que isso levaria junto à anulação dos votos de Prado. A saída seria a substituição da candidatura ou a reversão da condenação, algo que ninguém acredita que possa acontecer.

Memória 1

Recordista de idas à Casa Branca entre presidentes brasileiros, Lula entrou pela quinta vez na sede do governo dos Estados Unidos. Nas outras ocasiões, vivia cenários mais favoráveis, tanto na política interna quanto na relação bilateral. A ideia era recuperar o bom momento vivido no ano passado, quando ganhou popularidade na esteira da reação ao tarifaço. Nos primeiros mandatos, Lula foi recebido quatro vezes em Washington. Três delas ocorreram com o republicano George W. Bush. Também se encontrou com Barack Obama, que o chamou de “o cara”. Na época, Bush disse que “gostava realmente do brasileiro”. Quando foi recebido por Obama, Lula tinha cerca de 80% de aprovação no Brasil.

Memória 2

Fernando Henrique Cardoso foi duas vezes à Casa Branca, uma com Bill Clinton e outra com George W. Bush. Dilma Rousseff também entrou duas vezes no palácio, ambas tendo Obama como anfitrião. Fernando Collor, recebido por George H. W. Bush, e Jair Bolsonaro, por Donald Trump, tiveram uma visita cada. Lula ainda tinha uma comitiva de ministros na retaguarda: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Lima e Silva (Justiça), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Tem muito mais

Vai demorar bastante para que alguém consiga redução de pena e, mais ainda, liberdade por benefício da Lei da Dosimetria. Já as listas com exonerações prometidas pelo governo — centenas de cargos do PSD e MDB, que têm até ministérios, além de aliados de Davi Alcolumbre — estão quase prontas. Por outro lado, está longe o fim do processo sobre a quebradeira do 8 de janeiro. Até agora, foram 1.858 denúncias, e 177 investigações ainda estão em andamento.

Bala na agulha”

Um grupo de aliados de Davi Alcolumbre está encarregado de espalhar falsas informações sobre a possibilidade de Lula fazer uma “limpeza” no governo de indicados pelo presidente do Senado desde os tempos em que ajudava — e bajulava — o presidente Lula. Uma das informações é uma possível “bala na agulha” que Alcolumbre teria e usaria contra Lula na campanha eleitoral. Lula, por seu lado, também espalha que cabeças indicadas por Alcolumbre poderiam rolar. Uma delas seria a de Waldez Góes, titular da Integração e Desenvolvimento Regional; outra, a de Frederico Siqueira (Comunicações). Quem viver verá.

Mistura Fina

Um dos primeiros projetos de José Dirceu, caso venha a ser eleito deputado federal, será a proposta de mudança na composição do Conselho Monetário Nacional (CMN). A ideia é ampliar o colegiado responsável por decisões centrais da política econômica, a começar pela definição da meta de inflação. Hoje, o CMN é formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. De maneira geral, o presidente do BC é quem tem o cetro na mão.

O presidente do BC é também aquele que tende a vocalizar mais as posições do mercado. O diagnóstico ao redor de Dirceu é que esse desenho, na prática, acaba refletindo uma visão excessivamente aderente à lógica das instituições financeiras. O ponto central e maior motivador do projeto é justamente a fixação da meta de inflação, em torno da qual orbita toda a política monetária. Segundo Dirceu, da maneira como é composta atualmente, o CMN não consegue captar todas as variantes políticas, institucionais e mesmo econômicas.

O governo de São Paulo discute a possibilidade de um novo pacote de apoio ao agronegócio. Uma das ideias é um reforço do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, o FEAP/Banagro, principal instrumento estadual de crédito rural subsidiado. O fundo financia projetos de pequenos e médios produtores, agricultura familiar, pecuaristas e pescadores, com linhas voltadas à irrigação, maquinário, infraestrutura produtiva, energia renovável, produção orgânica e práticas sustentáveis.

Outra medida debatida é a liberação de mais recursos para o seguro rural. Em abril, o governador Tarcísio de Freitas anunciou um pacote de R$ 400 milhões para socorrer o agronegócio paulista. No entanto, a avaliação do Palácio dos Bandeirantes é de que o cobertor ainda é curto e insuficiente diante da combinação de crédito caro, eventos climáticos, endividamento de produtores e oscilação de preços agrícolas.

In - Poltrona concha
Out - Poltrona baixa japonesa

CLAÚDIO HUMBERTO

"Já estão roubando até facção criminosa?"

Nikolas Ferreira (PL-MG), após investigação apontar que vereador do PT roubou o PCC

27/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PT protela expulsão de vereador ligado ao PCC

Passados três dias da prisão do vereador Senival Moura (PT), o partido de Lula enrola, enrola, e não abre qualquer processo de desligamento do criminoso. O petista foi preso por integrar esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. Ele mandava na empresa, mas prestava obediência ao PCC, facção classificada como terrorista pelos EUA. O caso mostra, de forma clara, por que o PT tem dificuldade de combater gangues como o PCC.

Empurra com a barriga

O PT limitou-se a anunciar que encaminharia caso à comissão de ética, mas sem presa ou qualquer sinal de ruptura clara com o ativista preso.

Mão em cumbuca

A investigação revela que o PCC condenou Senival à morte, por desviar R$15 milhões do seu indicado para presidir a Transunião.

Quem rouba ladrão...

Senival acabaria “perdoado” pela facção, em razão do seu capital e influência política. Afinal, é filiado ao partido do presidente da República.

Estabilidade no PT

Mesmo preso, Senival influi no PT. Em 2014, em escândalo semelhante, seu irmão foi expulso do PT, ele, não. Há 12 anos não era incomodado.

Metade do governo Lula está entregue a SP e PE

São Paulo e Pernambuco não têm governadores filiados ao PT, mas ocupam quase metade de todo o ministério de Lula, ou sejam, 17 dos 38 existentes. São paulistas ou fizeram carreira no Estado nove dos atuais ministros, enquanto oito deles são pernambucanos, incluindo a pernambucana Tereza Leitão, nova Líder do Governo no Senado, que tem status e mordomias de ministra. Estado governado pelo PT, a Bahia tem só dois ministros, mesmo número de cargos do Rio de Janeiro.

Os esquecidos

Não há ministros do Norte, do Centro-Oeste ou do Sul no governo e ou de Estados como Alagoas, Espírito Santo e Maranhão de Flavio Dino.

Latifúndio paulista

São de SP, por exemplo, Casa Civil (Miriam Belchior), Fazenda (Dario Durigan), Saúde (Alexandre Padilha) e Trabalho (Luiz Marinho).

PE no poder

Pernambucanos, até conhecidos, têm Agricultura, Ciência e Tecnologia Comunicações, Defesa, Empreendedorismo, Previdência e AGU.

Invenção brasiliense

Inventaram em Brasília que Tereza Leitão (PT-PE) virou líder do governo por sua “ligação” ao presidente do Senado. Nada mais falso. Davi Alcolumbre se dá com todo mundo... só não se dá com Lula.

Chão goiano

Flávio Bolsonaro tem aproveitado os fins de semana para lançar pré-candidaturas pelo Brasil. Hoje (27) será em Goiânia, às 9h, no Tatersal de Elite do Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, Vila Nova.

Lá longe

Anunciado como vice de Fernando Haddad (PT) este ano, a última vez em que Márcio França (PSB) venceu uma eleição foi em 2014, como vice de Geraldo Alckmin, então no PSDB, ao governo paulista. Perdeu em 2018 para governador de São Paulo e perdeu para o Senado, em 2022.

Teto é o céu

Foram três meses de barulho até o STF começar a desenhar a fim dos penduricalhos, que não é exatamente fim. A Corte caminha para liberar benesses, mas com limite de 35%. O julgamento termina segunda (29).

Décadas de PT

O vereador Rubinho Nunes (União-SP) não deixou passar fala de que “o único erro” de Jaques Wagner foi “cuidar dos pobres” e ironizou, “cuidou tanto dos pobres que a Bahia segue pobre, insegura e abandonada”.

Debutou

O TSE deu vitória unânime ao PL contra post falso, com foto montada, em evento que nunca aconteceu... tudo com inteligência artificial para atacar Flávio Bolsonaro. É a primeira decisão anti-IA da eleição 2026.

Sol quadrado

Para Carlos Viana (PSD-MG), é correto o retorno de Daniel Vorcaro ao presídio: “É assim que tem que ser. Banqueiro que frauda, lesa o sistema e mete a mão na previdência vai para a cadeia como qualquer um”.

Rio de curiosidades

Curioso o Rio de Janeiro: é o único estado com mais pré-candidatos confirmados ao governo (11) do que ao Senado (7). Também é a única unidade da federação onde todos os governadores eleitos nos últimos 30 anos acabaram presos... incluindo alguns dos atuais pré-candidatos.

Pergunta na estratégia

Atacar o líder da maior potência mundial é interferência nas eleições?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Diálogo de raposas

Magalhães Pinto era deputado federal e, no dia do aniversário de José Maria Alkmin, seu rival na política mineira e nos talentos de raposa, resolveu não enviar mensagem alguma. Mas o destino colocou os dois frente a frente, naquele dia. Magalhães fingiu contentamento: “Parabéns, Alkmin, muitos anos de vida! Recebeu meu telegrama?”. Alkmin foi tão insincero na resposta quanto o adversário na saudação: “Mas é claro, Magalhães. Aliás, de todos que eu recebi, o seu foi o que mais me emocionou”.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Mais um petista ligado ao crime organizado. Zero surpresa!"

Deputado Carlos Jordy (PL-RJ), após prisão de vereador petista ligado à facção criminosa

26/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Desafio de Flávio é atrair até quem lhe faz sombra

Não é só Michelle Bolsonaro. Os problemas de Flávio Bolsonaro (PL), que o colocam a dois ou três pontos de Lula (PT), têm a ver com políticos importantes da direita mantidos à distância da pré-campanha. Caso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e até do governador de São Paulo. Os três, aliás, têm a mesma queixa de hostilidades dos “herdeiros naturais” da dinastia. Até Michelle é tratada como “intrusa”. Os três fazem falta no palanque e isso se reflete nas intenções de voto em Flávio.

Entorno fraco

Presidente de instituto de pesquisa disse à coluna que é o entorno fraco de Flávio e não áudios a Vorcaro que dificultam resultado nas pesquisas.

Olho no futuro

Tarcísio está longe da campanha de Flávio porque precisa cuidar da sua própria. Além disso, ele já pensa em ser eleito presidente em 2030.

Rumo ao Senado

Michelle não se engaja na campanha do enteado porque, sentindo-se excluída, prefere se proteger e cuidar da própria campanha ao Senado.

À distância

Nikolas também foi repelido pelo núcleo duro bolsonarista em razão dos ciúmes do seu protagonismo. Para evitar polêmica, é outro que caiu fora.

Itamaraty troca trabalho na diplomacia por lacração

Após o governo Lula (PT) não fazer parte das audiências públicas nos Estados Unidos que discutirão tarifas sugeridas contra o Brasil, sobrou para o Ministério das Relações Exteriores apelar para a lacração. O perfil oficial do Itamaraty, que era responsável por fazer diplomacia, resolveu fazer politicagem eleitoral: tentou justificar a própria incapacidade negociadora, que resultou na recomendação do tarifaço, aos “traidores da pátria” e à “tentativa de interferência externa na justiça brasileira”.

Aqui é repartição

Em publicação secundária, o Itamaraty ainda defende a lorota de que as audiências seriam apenas para o setor privado e a sociedade civil.

Mentira ativista

O Itamaraty diz ter participado “ativamente” do caso: duas defesas escritas e uma reunião “com delegação de alto nível”, em Washington.

Imitar é melhor

O Itamaraty deveria se envergonhar de ficar fora de importante debate, ainda mais no Congresso dos EUA, que pode nos livrar de tarifaço.

Itamaraty destruído

Estarrecido com o nível baixo e o aparelhamento ideológico e partidário do Itamaraty, ex-chanceler muito admirado pelos diplomatas brasileiros desabafou: “Destruíram uma bicentenária instituição de Estado...”

Diplomacia aparelhada

O vídeo vazado do chanceler decorativo Mauro Vieira tomando bronca humilhante no G7 expôs todo desprezo de Lula (PT) pelo Itamaraty, que ele trata como departamento do PT. E a chefia do Itamaraty gosta.

Crise instalada

“A saída de Jaques Wagner da liderança do governo não apaga o escândalo do Banco Master. Pelo contrário: escancara o tamanho da crise instalada dentro do Planalto”, diz o senador Carlos Viana (PSD-MG)

Honraria gaúcha

O deputado Zucco (PL-RS) será homenageado com a Medalha do Mérito Farroupilha, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa gaúcha. Distinção foi proposta pelo Capitão Martim (Rep).

Objetivo comum

Líder da oposição a Lula, o senador Rogério Marinho (PL-RN) descarta afastamento sobre a picuinha de Michelle e Flavio Bolsonaro e garante: “seguimos juntos para livrar o Brasil das garras do PT”.

Planalto vem aí

Ex-governador do Rio de Janeiro e ensaiando retorno à política, Anthony Garotinho analisou vídeo de Michelle Bolsonaro sobre desentendimento com Flávio e concluiu que é um pré-anúncio à Presidência da República.

Um sopro

Durou só 100 dias a prisão de Daniel Vorcaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O banqueiro foi preso na Compliance Zero no início de março e, após duas semanas, foi enviado à PF.

Quem importa se cala

Independente da conclusão da PGR sobre a arma de Jair Bolsonaro, a defesa do ex-presidente ainda aguarda análise pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) do pedido de prorrogação da domiciliar, feito terça (23).

Pensando bem...

...roupa suja se lava em domicílio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

É duro ser secretário...

Atual ministro do governo, José Múcio é paciente e bem-humorado. Provou isso quando foi secretário do governador de Pernambuco, Roberto Magalhães. Certa vez, no Programa Geraldo Freire, da rádio Jornal, Magalhães pediu seu testemunho para uma afirmação: “Meu governo já fez mais de 12 mil quilômetros em eletrificação rural!”. José Múcio não deixaria o governador mentindo sozinho: “É verdade, foram mais de 12 mil quilômetros...”. Magalhães exclamou, desistindo da lorota, “É mentira! Não posso mentir ao povo. Na verdade, foram só 8 mil!”.

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