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GIBA UM

"Eu não sou médico, não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento é que outras gripes mataram mais do que esta"

de JAIR BOLSONARO, que não entende o que está acontecendo em 118 países afetados pelo coronavírus.

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Eu não sou médico, não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento é que outras gripes mataram mais do que esta”, 
de JAIR BOLSONARO, que não entende o que está acontecendo em 118 países afetados pelo coronavírus.

 

O fechamento do Congresso é ideia rejeitada pela maioria dos brasileiros. Levantamento do Paraná Pesquisas revela que 51,2% são contrários à medida. 

Mais: ainda segundo o levantamento 43,2% são favoráveis ao fim da atuação de deputados federais e senadores. Não responderam 5,6% dos entrevistados. 

De volta ao trabalho

A apresentadora e atriz Sabrina Sato está de volta a TV, depois de ficar pouco mais de um ano afastada devido o nascimento de sua filha Zoe. Ela agora é comandante do Domingo Show e é a aposta da Record na nova grade de programação da emissora. Sabrina, que apareceu na mídia após participar do BBB, ganhou notoriedade após participar do Pânico na TV. Agora, comanda um reality-show dentro do programa chamado Made in Japão, onde 10 celebridades (ou subcelebridades) enfrentarão desafios por 12 semanas e disputarão um prêmio de R$ 500 mil. Entre os participantes, está também o ex-BBB Dhomini que já foi namorado da atriz. Mais Sabrina também está à frente de duas campanhas publicitárias uma da marca Alto Giro (esportiva, fitness e moda praia) e outra do Studio Z calçados.

Miopia populista

Jair Bolsonaro diz que “não é médico, nem infectologista” e demonstra não ter ideia do que está acontecendo em 118 países afetados pelo coronavírus, com 121 mil casos confirmados e 4.300 mortes. Para o Brasil, as projeções estimam 4.000 casos em quinze dias e cerca de 30 mil em 21 dias. Bolsonaro nem se preocupa com o tombo histórico do mercado financeiro ou os estragos que possam acontecer na saúde pública porque o Brasil não está preparado para essa guerra. Só pensa em convocar populares para a manifestação de domingo que vem, agora alardeando que “não é contra o Congresso, nem contra o Judiciário, é a favor do Brasil”. Todos os infectologistas, à propósito, são contra a concentração do dia 15. Países como Irã ou Rússia podem estar escondendo números, como algumas ditaduras. No Brasil, caso a contaminação seja mais rápida que em relação a vírus anteriores, o país enfrentará a falta da capacidade do SUS – Sistema Único de Saúde de atender uma demanda que pode crescer além das estimativas a partir do número de contaminados não atendidos. Na Itália, o governo quer instalar 10 mil respiradores artificiais e está comprando mais máquinas. O Brasil não tem, incluindo grandes hospitais, nem 10% desse número de máquinas.  

Boca Rosa

Bianca Andrade, influenciadora digital, que é conhecida como Boca Rosa, foi a única mulher até agora a ser eliminada do BBB20. Amante de maquiagem abriu um canal no YouTube onde começou a dar dicas sobre o segmento, mas ganhou fama em 2017 ao participar do programa É de Casa. Daí para frente, sua fama só foi aumentando. Hoje, tem mais de 10 milhões de seguidores no Instagram (2,5 ganhados após entrar no reality-show) e 5,5 milhões no Youtube. E sua participação no BBB continua rendendo frutos: ela já foi chamada para ser apresentadora convidada do TVZ e fará uma participará do Soltos em Floripa: A Resenha, reality-show do canal de streaming Amazon Prime Vídeo, onde dará sua opinião junto com outros famosos como Pabllo Vittar sobre o programa.

Fechar, não

Médicos que assessoram o governo de São Paulo no combate ao coronavírus não recomendam o fechamento de universidades, como a USP, para diminuir a velocidade de transmissão da doença. Acham que pode abrir um precedente: paralisação do campus, com impactos na economia. E mais: outras universidades seguiriam o exemplo, sujeitas às mesmas adversidades. O governador João Doria é favorável ao fechamento temporário da USP.

In – Vestuário: estampa de gato
Out – Vestuário: estampa de cavalo

Correndo atrás

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, acha que o vírus “derruba o sistema de saúde” e quer contratar cinco mil médicos. Pediu mais de R$ 5 bilhões ao Congresso para enfrentar a guerra. O ministério prevê rápido crescimento especialmente em São Paulo por suas características de metrópole. O SUS precisa de mais de 3.200 leitos. Dos 16 mil existentes, 95% estão ocupados.

Tudo parado

O governo acha que é preciso aprovar as reformas administrativa e tributária, mas não envia ao Congresso os projetos, o que impede que se comece a discuti-las. A Câmara havia começado a discussão com base num projeto do economista Bernard Appy, mas diante da gravidade da situação, quer o Planalto comande tudo, Bolsonaro já disse que “não tem pressa” para liberar a reforma administrativa (na verdade, não está pronta) porque tem receio de reações contra as mudanças, especialmente dos funcionários públicos.

CABO ELEITORAL

O ex-presidente boliviano Evo Morales acha que Lula ainda é um bom cabo eleitoral. Agora, Morales articula um encontro com o petista e seu candidato à presidência da Bolívia, Luis Arce. A reunião acontecerá na Argentina, hoje reconquistada pela esquerda. Arce, por enquanto, é o líder das pesquisas para as eleições de maio, 32%, mas nunca é demais reforçar.

Surpresas

Num único dia, o Judiciário surpreendeu a nação: o TRF-4 mandou para a Justiça Federal a investigação sobre Lulinha e mandou soltar Renato Duque, ex-Petrobras, que acumula mais de 100 anos de prisão (usará tornozeleira). De quebra, foram suspensas as investigações sobre o caso de Flávio Bolsonaro até que o colegiado examine o assunto. Se comprovada a ilegalidade, tudo recomeçará do zero.

LINHA DIRETA

O govenador de Goiás, Ronaldo Caiado, só quer falar sobre a venda da Saneago com o ministro Paulo Guedes. Ele não quer mais tratar da privatização no programa de ajuda fiscal do governo com o secretário Salim Mattar, a quem acusa de total morosidade na questão. Caiado diz que já há três grupos interessados e ele continua se equilibrando em cima de um déficit fiscal de R$ 3,5 bilhões em seu governo.

Valores de família

Edilásio Santana Barra Junior, o Tutuca, é o nome do pastor, hoje responsável pelo Fundo Setorial de Audiovisual, para assumir a Ancine, instituição responsável pelo fomento, regulação e fiscalização do áudio visual. Ele é favorável a produção de filmes que fomentem os valores da família. No passado, gravou como Edilásio Junior, músicas de duplo sentido. Uma delas chama-se “Tina”: é sobre uma garota que gosta de sanduíche. Aí, ele pergunta no refrão: “Tina ketchup”, ao que uma voz de mulher responde: “Quero!”.

Quem vem

Nos dias 15 e 16 de abril em São Paulo acontece o VTEX Day, maior evento de inovação digital da América Latina, que discutirá a ascensão e a expansão do Brasil nos mercados internacionais. E quem participará da conversa no dia 16 será a ex-primeira-dama norte americana Michelle Obama. Gisele Bündchen, Abílio Diniz e Bernadinho também participarão do evento que contará com mais de 100 palestrantes. O valor do ingresso varia de R$ 897 a R$ 2.500.

RECORDE

O resultado do estudo da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão sobre ataques à imprensa no país através de redes socais (11 mil diários), ganhou repercussão lá fora, com veículos considerados um recorde internacional na área, superior mesmo aos Estados Unidos. Nas redes sociais, Bolsonaro fez 432 críticas a veículos de comunicação e seus profissionais em 2019, superando Donald Trump. O estudo contabilizou 130 milhões de brasileiros com acesso ao Twitter que fizeram 6,2 bilhões de publicações.

MISTURA FINA

  • ENTRE os vários pesadelos que assolam as noites de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, o mais frequente é o que apresenta bonecos infláveis deles, com camisa do Botafogo, na manifestação de domingo.
  • MESMO com a confirmação de que Celso de Mello retornará ao STF no próximo dia 20, circula entre os gabinetes do Supremo a informação de que o ministro poderá pedir aposentadoria antecipada. Ele passou por uma cirurgia de quadril. Pela legislação, terá que deixar a Alta Corte em 1º de novembro quando completará 75 anos.
  • JAIR Bolsonaro já deu o primeiro sinal da queda de prestígio do general Luis Eduardo Ramos, da Secretária do Governo, que vinha comandando articulações com o Congresso. O novo nome da área é Jorge Oliveira, secretário-geral da Presidência e queridinho de Bolsonaro. Ele recomeçará as negociações com discussão na área de emendas no Orçamento.
  • ALEXANDRE Yousseff, empresário, advogado, criador do Bloco do Baixo Augusta e secretário municipal de Cultura da prefeitura de São Paulo, vai deixar a pasta para se filiar ao Cidadania e concorrer ao posto de vice de Bruno Covas. Não será fácil: é uma posição cobiçada pelo MDB, DEM e Republicanos. E o governador João Doria é radicalmente contra.
  • BOLSONARO trouxe para o Brasil – e está pendurado numa das paredes do Alvorada – o retrato que Romero Brito fez dele e no qual atreveu-se até a algumas pinceladas. O trabalho tem predomínio de cores verde e amarelo e quem já viu apelidou – e o apelido disseminou – de “Mono Lisa”.
  • O COMPORTAMENTO do presidente Jair Bolsonaro tem conseguido fazer milagres políticos. Agora, o governador João Doria – quem diria – é um dos principais interlocutores do governador da Bahia, o petista Rui Costa.
  • O EX-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que as manifestações que estão sendo convocadas não representam um risco para o país. “O risco do Brasil não são as manifestações. O risco é dos que tomam decisões ficarem com medo de afirmar os seus valores. Qualquer manifestação é manifestação. A sociedade tem direito de se manifestar, desde que não saia do limite”.
  • UMA das maiores operadoras de ativos logísticos do mundo, a GLP, de Cingapura, já aparece em cena como forte candidata a privatização dos armazéns da Ceagesp. O governo federal promete bater o martelo da venda antes do final do ano.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Ninguém aguenta mais o Lula, dentro ou fora do Brasil"

Pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro reage ao protesto anti-Lula em Portugal

23/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Governo revisa projeção de votos pró-Messias

Tem explicação a mudança na sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para ocupar a vaga do ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O cenário mudou e piorou muito a intenção do “Bessias” de ocupar a suprema cadeira, na última semana. A sutil mudança, apenas um dia, de 28 para 29 de abril, garante a votação após a reunião de líderes, quando deve sair a “aferição final” da pressão para a sabatina de Messias.

Esvaziou

Há uma semana, otimistas falavam até em 52 votos pró-Messias. Esta semana, tabelas indicam que não bate nos 50, com contas até em 43.

Não colabora

Governistas e oposicionistas contam que o clima azedou mais por “culpa” do Supremo do que pelas derrapadas do inábil governo do PT.

Supremo governismo

Nas “barbeiragens” do STF, diz uma fonte, aparece o inquérito aberto contra o Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula em outubro.

Pé atrás

Há ainda a inclusão de Romeu Zema (Novo), outro nome da oposição, no interminável “inquérito das fake news”, e a eleição do Rio de Janeiro.

Lula tem histórico de tentar ‘criar caso’ com EUA

A promessa de Lula (PT) de aplicar “reciprocidade” no caso do delegado brasileiro expulso dos Estados Unidos por tentar burlar regras de imigração contra o ex-deputado Alexandre Ramagem, é apenas mais uma das várias tentativas do petista, ao longo dos anos, de “criar caso” e desestabilizar a relação entre os dois países. Começou em 2004, quando Lula ameaçou expulsar o jornalista Larry Rohter, do New York Times, por reportagem sobre sua bebedeira. Lula acabou recuando. Sempre recua.

Amigo de tiranias

Em 2010, tentou “mediar” em favor do programa nuclear do Irã. Foi enxotado pelos EUA, que iniciava sanções contra a ditadura dos aiatolás.

No lado errado

Na guerra da Ucrânia, Lula passou pano para invasores russos. E apoiou os terroristas do Hamas contra Israel, onde virou persona non grata.

Ranço contra EUA

Em 2023, atual mandato, Lula passou a criticar a “hegemonia do dólar” e a colecionar provocações aos EUA, país que mais investe no Brasil.

Crachá retaliado

Após bravatas de “reciprocidade” contra a expulsão do seu agente, Lula (PT) baixou a bola. A “retaliação” será retirar credenciais de acesso de um policial americano à Polícia Federal. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo: o americano apenas perde o crachá de acesso ao prédio.

Lista arquivada

Sem ter como reagir ao flagrante de manipulação do ICE para deportar o Alexandre Ramagem, o governo Lula listou opções de oficiais de inteligência a serem expulsos do País. Recuarem. Sempre recuam.

Ao dicionário

Adulto entrou na sala, no Itamaraty, e lembrou que expulsando um funcionário americano sem haver cometido violações semelhantes às do delegado, o Brasil estaria praticando retaliação e não reciprocidade.

Lulatour

A deputada Carol de Toni (PL-SC) cobrou explicações da Casa Civil e do Itamaraty acerca da gastança de Lula no tour pela Europa. A coluna revelou que na Alemanha, só com hospedagem, passou dos R$812 mil.

Mão na carteira

A Aneel, agência reguladora que parece trabalhar contra o consumidor, bateu mais um prego no caixão do combalido bolso do brasileiro: liberou reajuste que chega a 20% para mais de 20 milhões de consumidores.

Ineditismo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lembra: desde que entrou em vigor a Constituição de 1988, nenhum parlamentar foi condenado por calúnia no STF, acusação pela qual ele agora é investigado na Corte.

Psicopatas fora

Pré-candidato a senador no Amazonas, Capitão Alberto Neto (PL) criticou ações do Ibama no estado, que acusa de atear fogo a casas de produtores rurais. O deputado disse que o governo federal do PT maltrata o povo e prometeu “enfrentar os psicopatas ambientalistas”.

União

Ao citar Flávio e Michelle Bolsonaro, a governadora do DF, Celina Leão (PP), está convicta na união da direita nas eleições: “Temos valores em comum, um projeto para o Brasil e nomes preparados para liderar”.

Pensando bem...

...credencial não é visto.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Pior que na ditadura

O advogado Técio Lins e Silva, que defendeu presos políticos por mais décadas anos, denunciou certa ao ministro ao então ministro da Justiça, Tarso Genro, que o tratamento da Polícia Federal ao exercício da advocacia no governo petista ficou “muito pior” que na ditadura. Lembrou que ouvia presos sem cerceamentos, até no temido Regimento Sampaio, do Rio de Janeiro, nos anos de chumbo: “Certa vez, no fundo da sala, havia um coronel orelhudo e, diante daquelas orelhas enormes, pedi ao general para retirá-lo, no que fui atendido.” Para Lins e Silva, a PF da era petista, na ocasião, não reconhecia o direito dos presos e nem as prerrogativas dos advogados.

Giba Um

"A gente vê todo dia o presidente Trump dizer que já acabou com oito guerras e que ainda não...

...ganhou o Prêmio Nobel. Então, é importante que a gente dê logo o prêmio para ele, para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz", de Lula, ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro

23/04/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) vai fazer um "levantamento" de prefeitos e vereadores do PL que, segundo ele, não estariam divulgando a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), ao Planalto. O filho do ex-presidente Bolsonaro alega que a iniciativa visa levar o assunto à executiva partidária.

MAIS: a intenção é "corrigir" (a expressão é dele) a postura daqueles que não estão vestindo a camisa da candidatura de Flávio. Carluxo argumenta: "É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema há mais de quatro meses, iniciada (sic) a corrida eleitoral".

Giba Um

Artista incomparável

Rihanna continua a se destacar como uma artista única, agora dividindo os holofotes com sua filha. Aos 38 anos, a cantora fez sua primeira aparição em uma capa de revista ao lado da pequena Roki Irish Mayers, que tem apenas sete meses, para a publicação W. Em um tom descontraído, Rihanna compartilhou sua felicidade: "Garotas capa de revista! A baby Rocki entregou tudo na sua primeira capa! Chegou no set e deixou a mãe dela no chinelo!". Reconhecida em todo o mundo, além de Roki, Rihanna é mãe de RZA, de 3 anos, e Riot, de 2. Contudo, seu brilho vai além de sua vida como mãe. Desde o lançamento de "Pon de Replay", quando tinha 17 anos, ela ergueu uma carreira impressionante na música. Com nove Grammys e hits memoráveis, Rihanna atingiu um marco notável: a certificação superior a 200 milhões de singles, cimentando sua posição entre os grandes nomes da música mundial, mesmo sem lançar um novo álbum há anos. Fora do universo musical, ela tem transformado a indústria da beleza e da moda com suas marcas inclusivas, como Fenty Beauty e Savage x Fenty, sempre promovendo um verdadeiro senso de diversidade. Ademais, ela também alterou a percepção da moda durante a gravidez, tornando essa fase um verdadeiro emblema de estilo e liberdade. Ao lado de A$AP Rocky, com quem formou uma família, amigos a definem como "uma força da natureza". Não é surpreendente: Rihanna não apenas acompanha as tendências — ela as cria. Mesmo com lançamentos mais esporádicos, suas músicas clássicas continuam a dominar as plataformas. E, quando seu próximo álbum chegar, a expectativa é simples: mais um capítulo histórico de uma artista que nunca jogou pelo seguro e nunca precisou.

Mais uma derrota fiscal do governo

O Planalto já sente o cheiro de mais uma derrota fiscal no Congresso. A Frente Parlamentar da Agricultura está costurando um acordão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a votação do projeto de lei que prevê o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para refinanciar dívidas do agronegócio. O próprio Alcolumbre foi determinante na indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria do PL. Embora ligado ao governo, Renan já trabalha nos bastidores para a aprovação da proposta. Ele candidato à reeleição ao Senado neste ano, o parlamentar não é doido de arriscar perder o voto do agronegócio em Alagoas. Existe, inclusive, uma articulação para que o projeto de lei tramite em regime de urgência, o que pode abrir caminho para a sua votação em plenário ainda neste mês. Caso a aprovação se confirme, será o primeiro grande revés de Dario Durigan no cargo de ministro da Fazenda. Nos últimos dias, Durigan tentou bloquear a tramitação do projeto, acenando com a inclusão dos produtores rurais no pacotão de renegociação das dívidas. Gastou as cordas vocais à toa.

Ficou de fora

Na semana passada, ao dizer que o pacotão estará pronto depois do anúncio de Lula, o ministro mencionou que ele atenderá três frentes: famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas. O agronegócio ficou de fora. O Fundo Social do pré-sal foi criado originalmente para financiar áreas como educação, saúde, ciência e tecnologia. Na prática, tornou-se um chiclete orçamentário para tapar buracos pequenos nas contas do governo. Já cobriu estados, municípios e segurança pública. Agora, tem sempre mais gente querendo puxar essa goma de mascar.

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Três volumes

Amplamente reconhecida por interpretar Tiazinha no programa H, exibido na Band, Suzana Alves anunciou, na última segunda (20), que publicará sua autobiografia, chamada “Por Trás da Máscara”. Com 47 anos, Suzana decidiu dividir sua história em três volumes. Ela comentou: “Minha vida não pode ser resumida em um único livro. Passei por várias fases, desafios e recomeços. Por isso, optei por três livros, um para cada ano”. Com sinceridade, ela ressalta que este trabalho vai além da concepção de um simples livro: “Esse livro não nasceu de um dia fácil... nasceu de processos, lágrimas, cura e reconstrução”. Atualmente, Suzana é escritora, estuda psicologia, é influenciadora, evangélica e tem se dedicado à pregação. Em uma de suas recentes aparições em uma igreja, refletiu sobre sua mudança de carreira, distanciando-se da figura de sex symbol. “Quando rescindi os contratos e paguei um monte de multas, comecei a seguir a minha vida, minha carreira, porque queria provar para todo mundo que era uma ótima atriz e não só uma estética. Estava sozinha; todos os famosos que me apoiavam, os meus melhores amigos, não eram mais, da noite para o dia. Ninguém me apoiava na decisão que eu tinha tomado, só a minha mãe”. Em 2025, Suzana anunciou o fim de seu casamento com Flávio Saretta, pai de seu filho, Benjamin. A data do lançamento do primeiro volume será´no dia 29 de abril, na Livraria da Travessa, situada no Shopping Villa-Lobos, em São Paulo.

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Aval de Lula

Em depoimento ao Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que "pediu apoio no início, ajuda e agora peço socorro" para a aprovação do projeto que dá autonomia financeira ao BC. Num governo do PT, ele pode esquecer. O ressentimento da sigla por ele não ter culpado seu antecessor, Roberto Campos Neto, pelo escândalo do Master virou crise maior do que as queixas usuais sobre os juros altos. Apesar do PT, Galípolo tem o aval de Lula para indicar quem quiser para as duas diretorias vagas no Banco Central.

Nome de Camilo cresce

A hipótese de o presidente Lula desistir de tentar a reeleição fez com que alas do partido defendessem logo a substituição, com a definição do ex-governador cearense Camilo Santana no posto. A ideia surgiu diante da possibilidade de Ciro Gomes (PSDB) se lançar ao Planalto, dando fôlego a Elmano de Freitas, com complicada missão de se reeleger, até agora, no pleito contra o tucano. Santana, inclusive, é tido também como "plano B", caso a disputa no Ceará aperte, assumindo a disputa contra Ciro. Como Santana comandou o Ministério da Educação, a avaliação é que o petista consegue dialogar com o eleitor mais jovem. Santana tem desbancado Fernando Haddad na preferência interna por ser reconhecido no Nordeste, região que é fortaleza eleitoral do partido. Se tudo der errado, Camilo Santana não vai ficar na chuva. O petista tem ainda mais quatro anos de mandato no Senado.

Pérola

"A gente vê todo dia o presidente Trump dizer que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel. Então, é importante que a gente dê logo o prêmio para ele, para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz",

de Lula, ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Ninguém segura o rombo

O fantasma dos Correios vai perseguir Lula durante toda a campanha. A estatal trabalha com projeções para este ano de um prejuízo acima de R$ 5 bilhões, não muito distante dos R$ 5,8 bilhões do ano passado. As medidas emergenciais vão demorar para fazer efeito — se é que surtirão efeito. Além do empréstimo de R$ 12 bilhões, o pacote inclui fechamento de unidades, venda de imóveis e um Programa de Demissões Voluntárias, que, até o momento, teve 2,5 mil adesões, bem abaixo dos 10 mil desligamentos.

Era só campanha 1

Candidato ao terceiro mandato à frente da Presidência, Lula prometeu que o brasileiro "voltaria a comer churrasquinho, picanha e a beber cervejinha". A afirmação foi feita no Jornal Nacional, da Globo, em 24 de agosto de 2022 e virou mantra da campanha petista. Depois de 44 meses, todos os preços aumentaram: a cerveja, por exemplo, ficou 25% mais cara, em média, em mercados e bares. Só a inflação acumulada desde janeiro de 2023 significa que todos os produtos ficaram ao menos 17% mais caros, no mínimo.

Era só campanha 2

Entre janeiro de 2024 e março de 2026, a picanha acumulou 12% de alta; o contrafilé subiu 26%; o acém, 31,8%; e o músculo, 25,7%. O preço nominal da arroba do bezerro passou de R$ 500 pela primeira vez na história, em abril. A alta anterior foi em 2021, durante a pandemia. "O povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha", como lembram os analistas. Em 2026, até agora, não disse nada.

Contra Eduardo

A ministra Cármen Lúcia seguiu o ministro Alexandre de Moraes (STF) e votou pela condenaçã de Eduardo Bolsonaro, em regime inicial aberto, a um ano de detenção, por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). O caso está sendo analisado pelo plenário virtual da Primeira Turma desde a semana passada. Com o voto de Cármen, o placar está em dois votos contra Eduardo.

"Reeducou o marido" 1

Enquanto analistas mais veteranos (e mais lúcidos) apostam que, pelo que se tem visto nos discursos e entrevistas de Flávio Bolsonaro, ele será mesmo uma espécie de "Bolsonaro 2", prometendo repetir diversas ações do pai (inclusive "usar a força" para reformar o STF, segundo jornais americanos), a mulher do "01", a dentista Fernanda Bolsonaro, resolveu entrar na dança, garantindo que, hoje, seu marido é "um Bolsonaro moderado". Num vídeo, ela afirma ter "reeducado" Flávio. Fernanda diz que ele vem tentando demarcar sua postura e a do ex-presidente Bolsonaro.

"Reeducou o marido" 2

O vídeo mostra Flávio com a esposa e as duas filhas, num aceno ao eleitorado feminino (muitos acham que ele está atrasado e ainda distante desse bloco e também do eleitorado católico). O senador, então, diz que algumas pessoas já começaram a chamá-lo de "Bolsonaro vacinado", em alusão ao fato de o pai ter se recusado a tomar a vacina contra a covid-19. A última pesquisa Genial/Quaest mostra que teria recuado um pouco a percepção de Flávio como alguém tão radical quanto seus familiares. Hoje, 39% o veem como mais moderado, seis pontos a menos dos 45% que não enxergam diferença.

Mistura Fina

O Tribunal de Contas da União, que deveria ser a última trincheira de defesa do patrimônio público, escolheu mais uma vez "passar o pano" para o uso abusivo de jatos da Força Aérea Brasileira por autoridades dos Três Poderes. Foram mapeados 7.491 voos entre 2020 e 2024, ao custo de R$ 295 milhões. Em vez de mandar os passageiros folgados ressarcirem o gasto, o TCU transferiu para o futuro a tarefa de coibir abusos, pedindo ao governo Lula um plano para "novas regras".

Ou seja: o TCU flagra o "uber aéreo", mas não faz, segundo analistas, o que lhe cabe: responsabilizar quem errou e recuperar o que foi desperdiçado. A taxa média de ocupação dos voos foi de apenas 55% nesse período, e 70% sem identificação adequada de passageiros, como manda a legislação. Tratando a FAB como extensão de seu conforto privado, autoridades fizeram 111 voos solitários ou sem identificação dos passageiros. O TCU estima que, ao menos, R$ 36 milhões poderiam ter sido poupados somente em sete meses de 2024.

O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, passou o feriadão em modo campanha monotemático, concentrado exclusivamente na articulação para viabilizar a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Com Brasília esvaziada pelo feriado de Tiradentes, Guimarães manteve uma frenética rotina de conversas telefônicas com senadores. Foram mais de 40 contatados. Nos bastidores, o ministro tem dito que, em poucos dias, conseguiu aumentar de 48 para 52 o número de votos certos para a aprovação de Messias no plenário do Senado. A conferir.

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, virou atração especial nas redes sociais depois de ter afirmado, em sessão na Corte, que "a magistratura caminha para um regime de escravidão" diante das restrições recentes aos penduricalhos. O STF extinguiu 15 benefícios, manteve oito verbas indenizatórias e fixou que essas parcelas não podem ultrapassar 35% do subsídio, limitado a R$ 46.366,19, teto do funcionalismo.

In - Portas invisíveis (camufladas)
Out - Portas de vidro

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