O nome de Isadora Cartaxo subiu sua bolsa de apostas para a sucessão de Jorge Messias na Advocacia Geral da União. Há pressão de juristas ligados ao governo, notadamente do Grupo Prerrogativas e de setores do próprio PT para a escolha de uma mulher.
MAIS: Isadora já tem uma posição de proeminência na estrutura da AGU: ocupa atualmente a Secretaria do Contencioso e é uma das colaboradoras mais próximas de Messias, a caminho do Supremo (mesmo Alcolumbre dizendo que não tem ideia de quando acontecerá a sabatina dele no Senado).

Parceira de anos
A Dolce&Gabbana celebra duas décadas do seu perfume The One com o lançamento de uma nova edição e uma campanha protagonizada por Madonna. A icônica cantora é acompanhada pelo ator cubano Alberto Guerra, juntamente com uma versão renovada da clássica canção italiana La Bámbola, que foi originalmente interpretada por Patty Bravo. O filme, dirigido por Mert Alas, um colaborador regular da artista, apresenta uma narrativa envolvente, repleta de sensualidade, elegância e elementos da cultura italiana. Lançada em 2006, a linha de perfumes The One já contou com a colaboração de várias figuras famosas em suas campanhas, incluindo as atrizes Emilia Clarke, Scarlett Johansson e Matthew McConaughey, além da modelo Gisele Bündchen. O mais recente lançamento introduz duas novas variantes: The One for Men Parfum, desenvolvido por Jean-Christophe Hérault e The One Eau de Parfum Intense, criado pelo renomado perfumista Quentin Bisch. Este perfume é uma das fragrâncias mais emblemáticas da marca, evocando feminilidade, carisma e sofisticação – características que Madonna sempre enfatizou ao longo de sua carreira. A conexão criativa entre Madonna e a marca italiana é robusta e se desenvolveu ao longo de muitos anos, começando no final da década de 1980, quando os estilistas Stefano Gabbana e Domenico Dolce tiveram seu primeiro encontro com a artista.
Gleisi aguarda na encruzilhada
O futuro eleitoral da ministra Gleisi Hoffmann, principal liderança do Paraná, está ligado ao de Ratinho Jr. Se o atual governador lançar sua candidatura à Presidência pelo PSD, abre-se uma larga estrada para Gleisi concorrer ao Senado. Seria o caminho de preferência de Lula, que permitiria a construção de um palanque mais forte no estado e a evidência é que o PT não tenha candidato próprio ao governo e apoie Requião Filho (PDT). Contudo, se Ratinho Jr desistir da disputa presidencial e se lançar ao Senado, tudo muda de figura. O governador é tido como imbatível. Restaria apenas a segunda vaga do Paraná ao Senado. Nesse caso, Gleisi iria se bater de frente com um candidato apoiado pelo clã Bolsonaro.
Encruzilhada 2
Hoje, três postulantes disputam o apoio do bolsonarismo: Cristina Graemi (União), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Trata-se sabidamente de um estado em que Bolsonaro tem expressiva força eleitoral: no segundo turno de 2022, por exemplo, derrotou Lula por 62% a 37%. Ou seja: nesse cenário, Gleisi trocaria uma reeleição líquida e certa à Câmara dos Deputados por uma duvidosa corrida ao Senado. Por outro lado, Sergio Moro lidera todos os cenários para o governo do Paraná.

Mais uma vez Marisa
Em sua estreia no grupo especial do desfiles das escolas de samba a Acadêmicos de Niterói resolveu homenagear o presidente lula com o enredo: "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil". E a escola chamou a atriz, apresentadora do talk show "Precisamos Conversar" no canal ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e ex-paquita Juliana Baroni para representar a ex-primeira-dama Marisa Letícia (falecida em 2007). Mas para quem não sabe ou não se lembra Juliana já deu vida a “Marisa”, no filme “Lula, o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto e Marcelo Santiago, de 2009. “Revisitar esse personagem 17 anos depois vai ser uma emoção enorme para mim, porque eu me aproximei muito afetivamente da Dona Marisa. Quando eu recebi o convite para fazer o filme, eu comecei a pesquisar a vida e o encontro dos dois, que foi uma história muito bonita. A Marisa era uma viúva muito jovem, e o Lula também e, quando eles se conhecem, o Marcos tinha três anos e o Lula adota o filho da Marisa e eles casam muito rapidamente. Foi uma grande paixão e eles passaram 40 anos da vida juntos”.

Muito cuidado
Convidado para ingressar no Conselho da Paz para Gaza, que terá coordenação de Donald Trump, o presidente Lula vai demorar para decidir se aceita ou não. Está analisando o convite com cautela para entender os objetivos técnicos e financeiros (cada integrante do Conselho entrará com R$1 bilhão nessa história) antes de confirmar sua participação. O Conselho enfrenta críticas: muitos acham que uma tentativa de esvaziar o papel da ONU no conflito. E enquanto pensa, Lula arruma as malas: em fevereiro, vai à Índia e à Coreia do Sul. Janja não aguenta mais o sol da Restinga da Marambaia.
Exame oral
O escritor, cronista e acadêmico Ruy Castro acha que é direito de Bolsonaro ler 12 livros por ano (cada um dá remissão de quatro dias de sentença), desde que produza um comentário escrito sobre a obra que seria analisado por uma comissão. O problema, segundo Ruy, é o comentário escrito. Ele tem quem leia para ele e repasse escondidamente os textos. Então, sugere que Bolsonaro seja submetido a arguições - um severo exame oral para cada livro e por uma bancada de especialistas em Marx a Foucault. E decreta: só então Bolsonaro saberá o que é pagar por cada um de seus crimes.
Pérola
"Influenciadores só falam bobagem. Cara, que trabalha na internet e tem 3 milhões de seguidores. Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões. Mas, se o cara estiver falando bobagem, pode ter até 20 milhões. Bolsonaro tinha 30 milhões"
de Lula, que tem 14 milhões de seguidores.
Ciúmes de Lula 1
Lula boicotou a assinatura do acordo com a União Europeia por ciúmes de Santiago Peña, presidente da direita do Paraguai que estreou sua presidência no Mercosul. Lula quis assinar quando presidia o bloco, mas não deu. Este também está com raiva porque Peña negocia com Trump atrair datacenters dos EUA com sua energia de Itaipu e "sem pedir licença a Lula", que não quer ver Peña de perto. Ele é um político conservador com ideias atuais.
Ciúmes de Lula 2
Energia barata atrai datacenters e indústrias. Gente competente no comando a segurança jurídica são diferenciais próprios do Paraguai. E Lula também está enciumado porque mais de 200 industriais trocaram o Brasil pelo Paraguai, atraídos pela elogiada política econômica de Peña. O Paraguai quer os empregos nas fábricas que se mudaram para lá e continuam abastecendo o mercado brasileiro. La, industrie paga 1% de impostos de exportação, 10% de IR e 0% ao importar insumos. O Brasil abocanha mais de 37% de quem produz.
Farra de diárias
O vaivém de servidores, juízes auxiliares, desembargadores e até "colaboradores eventuais" do Tribunal Superior do Trabalho custou mais de R$ 2 milhões em 2025. São dados do Portal da Transparência. A maior parte foi nacional e inclui Brasília como um dos trechos. Entre as justificativas estão eventos de formação e correições ordinárias. O maior custo unitário foi de R$ 71.4 mil para uma viagem da ministra Kátia Magalhães Arruda para Lisboa. E o pico de gastança ocorreu em abril e agosto para destinos como Lima (Peru) a Belém (Pará), R$ 280 mil em cada mês.
R$ 300 bi em 20 dias
A torneira da gastança do dinheiro do contribuinte segue aberta em 2026 e já ultrapassou os R$ 300 bilhões nos primeiros 20 dias do ano. São dados de plataforma Gasto Brasil da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil. O governo federal está no topo da gastança: R$ 120 bilhões e a Previdência aparece como principal gastador, com quase R$80 bilhões. Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública torrou quase R$ 3 bilhões, municípios, R$ 92 bilhões e estados, R$83,5 bilhões.
Correndo atrás 1
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência (PL-RJ), antes de circular pelos estados brasileiros, embarcou para seu primeiro giro neste ano eleitoral. O destino é Israel, mas poderá incluir também países da Europa. O irmão Eduardo viaja com Flávio: eles foram convidados a palestrar numa conferência de combate ao antissemitismo, em Jerusalém, em 26 e 27 de janeiro, que terá a presença de Benjamin Netanyahu. O objetivo é se aproximar de líderes da direita no mundo.
Correndo atrás 2
A viagem foi organizada por Eduardo, que já se sente e até confessa "um pouco" de ministro das Relações Exteriores. Ele vive nos Estados Unidos desde março do ano passado. No ano passado, Flávio foi ver de perto o governo de ultradireita de Nayib Bukele. Ela planeja visitar ainda a Argentina am, governada por Javier Milei e Chile, onde Antonio Kast, de direita, venceu as eleições. No fim de 2025, Flávio viajou para os EUA para se reunir com Eduardo. Os dois devem voltar ao Brasil em 15 de fevereiro.
Mistura Fina
O Supremo decidiu por unanimidade tornar ré Maria Shirlei Pior tkievicz, enfermeira e servidora do governo do Paraná, por proferir insultos contra o ministro Flávio Dino em um voo de São Luís (MA) a Brasília. Aconteceu em setembro do ano passado e tramitou na 1ª Turma da Corte, onde Dino é o atual presidente. Na denúncia ela foi acusada de injuria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.
No voo, Maria Shirlei teria tentado avançar para cima do ministro e foi logo contida por um segurança. Ela fazia parte de um grupo de turistas com 16 pessoas. Entrou dizendo que a aeronave "estava contaminada" e que "não respeita essa espécie de gente". Gritava frases como "Dino está aqui", incitando uma espécie de rebelião a bordo. Só parou depois de advertida pela chefe da cabine. Testemunhas disseram que o ministro do STF permaneceu atônito o tempo todo.
O governo Lula chegou ao fim de seu terceiro ano com um total de nove acordos de leniência firmados, que preveem o pagamento de R$ 1,54 bilhão, valor seis vezes menos do que o celebrado no mesmo período no governo de Bolsonaro. O ressarcimento total acordado de 2019 a 2021 foi de R$ 9,3 bilhões em 11 processos diferentes. Só Braskem, OAS e Camargo Corrêa foram quase R$ 6,2 bilhões, ao todo. Já o maior acordo da atual gestão foi de R$ 728 milhões (firmado com empresas de Singapura e Estaleiro Jurong Aracruz no Espírito Santo).
O PT sonha com uma chapa puro sangue para duas vagas no Senado por São Paulo. No desenho da legenda, os candidatos seriam os sinistros da Fazenda, Fernando Haddad e do Meio Ambiente, Marina Silva, A ideia a apresentar dois nomes fortes para enfrentar nomes da direita. Há problemas: Haddad não quer ser candidato a nada, Lula ainda precisa convencê-lo e, por enquanto, ele resiste. Já Marina Silva teria de retornar ao PT, de onde saiu brigada em 2009. Marina está insatisfeita com a Rede, quer sair e conversar também com Psol e PSB.
A propósito: quem deverá sair também para o Senado pelo MDB é a ministra Simone Tebet (Planejamento). Ela já foi prefeita de Três Lagoas, vice-governadora e senadora pelo Mato Grosso do Sul. E sabe que lá não se reelege.
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Out - Puxador tubular de aço



