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Jantando democracia

A aproximação de opostos iniciada em um simples jantar não só surtiu o efeito desejado, como garantiu a democracia, ao unir posteriormente16 partidos em apoio no segundo turno, ganhando

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Fim de 2021. Notícias dão conta de um jantar que ocorreria por conta de advogados e juristas “defensores da democracia” como tentativa esvanecer a polarização política do momento e uma maneira de contornar as contradições entre candidatos, eleitores e representantes da vida política com perfis distintos e orientações ideológicas diversas.

Na época, isso me fez lembrar um filme icônico dos anos 1960: “Adivinhe Quem Vem para Jantar”.

O enredo era em São Francisco (EEUU). Um casal rico e conceituado estava chocado ao saber que a filha embevecidamente apaixonada de um negro.

Eles noivariam após um jantar de apresentação às suas respectivas família. Os pais Tracy & Hepburn e os noivos Houghton & Poitier (um médico negro) se encontram e aqueles tentam descobrir algo desabonador no pretendente, mas só descobrem nele qualidades morais e profissionais acima da média.

Nos Estados Unidos (1967), as uniões inter-raciais não eram bem acolhidas e as respectivas famílias tinham restrições ao casamento única e exclusivamente por conta das diferenças étnicas, apesar de atributos julgados satisfatórios.

Quando se sustentavam preconceitos em detrimento do julgamento da sociedade (ainda hoje continuam), mas com um espectro antidemocrático mais largo, como diferenças raciais, econômicas, sociais, de naturalidade e de gênero.

Os relatos do jantar descreveram que não sobraram lugares no evento cujo cardápio real seria “jantar a terceira via”, ao se fazer o anúncio de uma parceria inusitada, estratégica e aglutinadora, unindo a esquerda progressista com o centro liberal, já que os organizadores asseguravam que não haveria oposição quanto aos participantes que se diziam liberais.

Foi uma oportunidade para aparar arestas, mostrando que apesar de se digladiarem politicamente em diferentes e opostos campos ideológicos em outros tempos lembraram que foram apenas adversários, com muito respeito, jamais inimigos, e capazes de fazer uma aliança para a retomada da democracia de fato.

O sucesso do encontro reforçou a agenda na continuação a outros eventos com políticos simpatizantes ou dispostos a somar opiniões, quando um partido oficializou a filiação tão aguardada de um tucano renitente em outro partido, abrindo caminho para a formalização de sua candidatura como vice à Presidência da República de um adversário político de outra época, então líder nas pesquisas de opinião, o que ensejaria a costura na aliança política democrática.

Ainda assim, acreditava-se que uma terceira via enrustida, conservadora, teria sucesso em uma empreitada “natimorta”, como intenção de desviar o foco da chamada polarização, assim reunindo candidatos inexpressivos, sem traquejo político ou identidade popular, mas que pleiteavam ocupar o mais alto cargo do Executivo exatamente por considerarem que qualquer um estaria capacitado, a exemplo do comediante ucraniano, do aventureiro venezuelano que se autointitulou presidente, com apoio fake internacional, ou mesmo um alferes lunático, rebelde e reformado.

O que se sabe é que a partir dessa expectativa gastronômica, quando se dizia que frutos do mar não combinariam com certas hortaliças, quando na verdade tal relação passou a ser um dogma culinário na busca da democracia.

Não existia polarização política e, sim, ideologias em oposição, pois no segundo turno eleitoral tanto a terceira via, a abstenção ou os eleitores omissos dariam o peso para um dos lados, reforçando as divergências de opinião.

A aproximação de opostos iniciada em um simples jantar não só surtiu o efeito desejado, como garantiu a democracia, ao unir posteriormente16 partidos em apoio no segundo turno, ganhando.

Ainda assim, os dissonantes políticos e apostadores vivos, remanescentes da terceira via, os rentistas e o mercado apostavam na inviabilidade da montagem de um governo, tipo arca de Noé, muitos braços e pernas, muitas cabeças, interesses e inveja.

Pois bem, foram criados 37 ministérios, contemplando várias posições políticas, acomodando todos aqueles que mostraram interesse em ajudar o País a dar valor à alimentação dos pobres.

Concluímos então que para um bom relacionamento em todas as áreas sociais, principalmente na política, um evento gastronômico não só abre a apetência democrática, como promove hábitos, comportamentos e atitudes civilizadas, em contradição àquelas noticiadas sobre farofadas, churrascos, pizzas deglutidas em calçadas, mal-estar com camarões miúdos e lanchinhos de pão com leite condensado.

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CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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