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JUDICIÁRIO

Leandro Provenzano: É ilegal cobrar ISS por obra em terreno próprio? Entenda

Advogado Leandro Provenzano, explica as decisões mais recentes, sobre a tributação do ISS

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O ISS é o Imposto Sobre Serviços, que é um tributo pago por empresas e pessoas físicas que prestam serviços para terceiros (pessoas físicas ou jurídicas), desta forma, quando contratado para uma prestação de serviço, o prestador deve recolher o ISS, também conhecido como ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza).

Ocorre que o município de Campo Grande-MS – assim como diversos outros municípios do país – exige o pagamento do ISS, mesmo no caso de obra própria, ou seja, quando não há prestação de serviço a terceiros e o construtor realiza a obra em terreno próprio, para moradia ou até mesmo colocá-lo futuramente à venda.

Além da cobrança já declarada ilegal, o município ainda se utiliza de subterfúgios para coagir o construtor a pagar o tributo, como por exemplo não liberar o alvará para construção, ou até mesmo o habite-se, caso o contribuinte não pague a guia do ISS. Ou o contribuinte paga o ISS, ou a obra não poderá prosseguir de forma regular.

Desta forma, reféns da situação, esses construtores acabam pagando pelo tributo, sob pena de paralisação das obras, o que traria um prejuízo ainda maior que o próprio pagamento do tributo.

Numa decisão recente a justiça de Mato Grosso do Sul, por meio da Turma Recursal Mista do Juizado Especial determinou que não há incidência de ISSQN na construção própria em terreno próprio, fato que confirmou a sentença de primeiro grau proferida no processo, obrigando com que o município de Campo Grande devolvesse ao construtor os valores pagos à título de ISS.

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Com esta decisão, diversos construtores que pagaram o ISS de forma irregular nos últimos 5 anos poderão obter este dinheiro de volta por meio de uma ação judicial de repetição de indébito. Para isso o construtor terá que comprovar que construiu o imóvel em terreno próprio, sem ter sido contratado por terceiro.

Mesmo com diversos julgamentos neste sentido, o município de Campo Grande continua a cobrar o ISS dos construtores, de modo que a única saída para receber de volta o que foi pago indevidamente tem sido por meio de uma ação judicial.

Meu nome é Leandro Amaral Provenzano, nascido e criado em Campo Grande, advogado há mais de 10 anos, pós graduado em direito tributário, direito do consumidor, direito imobiliário e agrário e espero contribuir com vocês leitores de modo a trazer informações práticas do mundo jurídico que sejam aplicáveis no seu dia a dia.

Espero que voltem todas as semanas neste espaço para conversarmos sobre os temas mais atuais no universo jurídico. É um imenso prazer escrever para os leitores do Correio do Estado, o jornal mais importante do MS, sinônimo de credibilidade e isenção.  

 

*Sugestão de temas: [email protected]

CLÁUDIO HUMBERTO

"Já vencemos uma vez, venceremos de novo"

Nikolas Ferreira (PL-MG) ao reforçar apoio a Flávio Bolsonaro em evento do PL

05/07/2026 06h58

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula recua e vai segurar nova indicação de Messias

Lula foi demovido da ideia, que sustentava até o mês passado, de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Os cenários hoje são: enviar logo após a eleição ou deixar para fevereiro. As bravatas de Lula, sugerindo reenvio imediato, vieram depois dos "trackings" do Planalto captarem ligeira melhora na desgastada popularidade do petista após confronto, sobretudo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Olho na urna

Eventual reenvio este ano vai depender do resultado eleitoral, com envio caso Lula seja derrotado, já contando que a questão vai parar no STF.

Outro clima

Hoje, o cenário mais provável é que fique para fevereiro, após o fim da legislatura, com possibilidade de troca da presidência do Senado.

Água no chopp

Lula não vai admitir, mas o recuo veio após Alcolumbre segurar votações que o petista está de olho, como o projeto do fim da escala 6x1.

Caminho complicado

Além da má vontade de Alcolumbre, regra interna do Senado impede que uma mesma nomeação seja votada duas vezes em um ano.

Congresso precisa analisar 96 vetos presidenciais

Estão pendentes de análise do Congresso 96 vetos presidenciais. Alguns estão parados há mais de três anos, como veto nº9/2023, feito por Lula (PT) em junho do primeiro ano do mandato, sobre a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Do total, 84 vetos estão "sobrestando a pauta", ou seja, deveriam ser votados antes de qualquer outra matéria.

Alívio para bandido

Lula vetou aumentar pena de roubo qualificado por lesão corporal grave, pois a pena mínima seria superior à pena para homicídio qualificado.

Ajudar para quê?

Lula vetou integralmente a lei que reconhece estágios como experiência profissional pois "compromete seleção de concursos públicos".

Barrou

Existem 16 vetos totais de Lula a leis aprovadas, os demais são parciais, como um sobre o projeto da Copa do Mundo Feminina, em 2027.

Bebeu?

Mauricio Marcon (PL-RS) criticou o gesto obsceno de Lula ao mostrar o dedo do meio durante discurso em Brasília: "Quanta classe para um presidente. Será que estava bêbado?", indagou o deputado federal.

Depoimento muda tudo

Reviravolta no caso Marco Buzzi, ministro do STJ acusado de assédio sexual: uma das supostas vítimas diz que não houve nada e que ele sempre foi respeitoso. O depoimento em cartório será juntado aos autos.

Propaganda, não

A partir deste sábado (4), conteúdos de sites governamentais pararam de ser atualizados. É o tal "defeso eleitoral", que proíbe conteúdo, mesmo digital, que possa favorecer campanha de autoridades. Incluiu a Polícia Federal, antes considerada órgão de Estado e não de governo.

Redesenho

A eventual desistência de Michelle Bolsonaro (PL) de disputar cargo eleitoral este ano já movimenta a política do Distrito Federal. Inimigos (e especialmente aliados) refazem estratégias para o caso de mudança.

Desgosto vs. ação

O senador Jorge Seif (PL-SC) avalia que enquanto Lula e cia. se preocupam com as sanções dos EUA sobre o crime organizado, a oposição avança para construir parcerias reais para enfrentar facções.

Fundos e fundos

Eduardo Bolsonaro denuncia elo entre filho de Lula e o PCC. Para o ex-deputado "é provavelmente por isso" que o petista fez "lobby a favor do PCC", contra a ideia de os EUA designarem o grupo como terroristas.

Tudo pronto

Presidente do TSE, Kássio Nunes Marques promove reunião ainda nesta quinzena para enquadrar representantes de plataformas digitais e de institutos de pesquisa. Quer afinar tudo antes das eleições.

Vai indo

Sobre eventual reenvio da indicação ao STF, Jorge Messias não mostrou resistência, mas também não está trabalhando para isso. Vai deixar o grosso para a articulação de Lula e só depois parte para outro beija-mão.

Pergunta na indicação

Rejeição histórica por duas vezes seria o quê?

PODER SEM PUDOR

Croquis voador

Estudantes de engenharia curitibanos, do saudoso Projeto Rondon, mudaram a face de João Câmara (RN). Reformaram o coreto, a praça, até construíram um chafariz.

Deixaram saudades. Meses depois, o prefeito recebeu um recado: os estudantes precisavam de um croqui das obras que ajudaram a realizar, para um trabalho de conclusão de curso.

O prefeito não entendeu direito, mas, solícito, foi aos Correios e ditou um telegrama: "Impossível encontrar conquis, mas segue a melhor craúna da região." Em Curitiba, estudantes perplexos receberam do prefeito um pássaro preto.

Cláudio Humberto

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CLAÚDIO HUMBERTO

"É recesso master que se chama?"

Eduardo Girão (Novo-CE) sobre apatia do Senado no escândalo do Banco Master

03/07/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Governo Lula isola o Brasil no combate ao crime

A crítica constrangedora do governo Lula (PT) às sanções dos EUA a cúmplices do PCC, em nome de “soberania”, reitera sua recusa de cooperação no combate ao crime transnacional. Enquanto isso, o PCC baila, com ramificações nos EUA, na Europa, África e Ásia, financiando-se com narcotráfico e lavagem. As sanções americanas contra o PCC mostram na prática o que a designação terrorista permite: bloqueio de ativos, restrições a transações em dólar e ataque a estruturas da facção.

Crime virou detalhe

A reação de Lula revela preocupação maior de sanções atingirem bancos ou empresas brasileiras do que com o fato de estarem a serviço do PCC.

O que o Brasil recusa

Combater o PCC de forma séria exige cooperação internacional robusta, especialmente no rastreamento de recursos em dólar e criptomoedas.

Soberania usurpada aqui

A soberania não se defende com retórica contra Washington. Defende-se desmantelando quem, dentro do Brasil, a usurpa todos os dias.

Ajuda recusada

Em ano eleitoral, Lula prefere a narrativa da “soberania” a aceitar ajuda concreta contra um inimigo interno que já a viola diariamente.

PT tenta resolver palanque mineiro até o fim do mês

O PT tenta resolver, em menos de um mês, a celeuma que se arrasta há semanas em Minas Gerais: criar um palanque para Lula no estado que tem histórico de ser decisivo na eleição. Lula se reuniu com nomes do PT mineiro, incluindo o deputado Reginaldo Lopes, um dos cotados para assumir a missão ingrata. O partido corre contra o tempo para definir a situação antes da convenção que vai lançar Lula à reeleição, marcada para 2 de agosto. Há preocupação até com o partido perder tamanho.

Bateu o desespero

Há chance de sobrar para Rogério Correia, para a estadual Beatriz Cerqueira ou algum desavisado do movimento sindical.

Tudo para dar ruim

O páreo é duro para Lula em Minas Gerais, com pesquisas apontando para vantagem folgada do senador opositor Cleitinho (Republicanos).

Barco furado

Lula já recebeu não de Rodrigo Pacheco (PSB). Marília Campos (PT) também não quis entrar na fria e Josué Alencar (PSB) não se empolgou.

Rara verdade

No Ceará, Lula admitiu que o Nordeste “sempre foi tratado com muito desprezo pelas pessoas que governaram esse País”. Sincericídio. Desde o ano 2000, Lula e PT governaram o Brasil por 18 anos (66% do tempo).

Tem coisa aí

“O mais revelador é o que não apareceu nela”, é a conclusão de Deltan Dallagnol sobre a conversa entre Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), e o enrolado banqueiro Daniel Vorcaro.

Fiscalize

A partir de sábado (4), sites, redes e outros meios oficiais do governo devem retirar nomes, slogans, símbolos, imagens ou qualquer elemento que promovam autoridades ou governos para não influenciar na eleição.

Sem propaganda

A Polícia Federal anunciou a suspensão do seu perfil oficial no X (ex-Twitter) durante todo o período eleitoral, 4 de julho a 25 de outubro. Para seguir a regra eleitoral, também já desativou o perfil no Facebook.

Master PT

Os petistas Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, e os senadores Rui Costa e Jaques Wagner foram recebidos com imensa vaia, ontem, em Lapinha (BA). Tinha até cartaz “Jaques Master”.

Plano B

Diz o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que se Michelle Bolsonaro não lançar candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, o que ela não confirmou, a vaga será ocupada pelo correligionário Izalci Lucas.

Nu, assim, não

Clientes do Nubank reclamam ao Baco Central de assédio com avisos de “boletos proposta” emitidos por empresas picaretas apostando que correntista distraído pagará. Não sem deixar beirada para o Nu, claro.

Cegueira

Carlos Jordy (PL-RJ) estranha nada acontecer após flagrante troca de mensagens entre a esposa de Alexandre de Moraes e o enrolado Daniel Vorcaro, do Master, que até preso está. “Surreal”, alfineta o deputado.

Pensando bem...

...pior que o tarifaço, só o eleitoraço.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Coreto tombado

A história é conhecida nas rodas políticas de Minas. Nos anos 50, a prefeitura de Muzambinho recebeu uma mensagem do órgão estadual de defesa do patrimônio histórico: diante de murmúrios chegados a Belo Horizonte, a municipalidade ficava advertida de que o antigo coreto da praça era considerado “de interesse histórico”, e que uma comissão iria até lá para tombá-lo. O prefeito reagiu com um telegrama urgente: “Desnecessária vinda da comissão. Já que era para tombar, mandei derrubar o coreto”.

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