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Moradia digna está em falta

De qualquer forma, algo não muda: a necessidade de todos terem uma moradia digna.

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É muito importante que governo de transição, instalado em Brasília, governadores, senadores, deputados federais e estaduais que tomarão posse em janeiro deem muita atenção à nota técnica “Deficit Habitacional no Brasil – Impacto da Cadeia Produtiva da Construção Civil”, produzida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O documento estima que o combate ao deficit habitacional no País possa gerar 3,2 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos e um incremento de R$ 46,4 bilhões por ano em toda a cadeia produtiva do setor.

Para viabilizar a concretização desses números, seria necessário atender à demanda apontada em dados do Ministério do Desenvolvimento Regional, de um deficit de 5,9 milhões de moradias, e a necessidade de investimentos anuais de R$ 228,7 bilhões para a construção de 1,2 milhão de unidades por ano até 2030.

Cabe aqui uma ressalva: se o cálculo incluir residências inadequadas, ou seja, sem infraestrutura básica, o quadro é ainda mais grave, alcançando cerca de 13 milhões de habitações. Essas habitações são as construídas com materiais improvisados ou com baixa durabilidade, barracos e palafitas, e edificadas em áreas de risco.

Programas habitacionais da União, estados e municípios até hoje realizados são importantes, mas estão distantes de representar uma solução efetiva para o grave problema.

Contemplam parcela pequena do deficit habitacional brasileiro, que se torna mais preocupante com o crescimento demográfico e, agora, o aumento do desemprego e das dificuldades de financiamento decorrentes de mais de dois anos de pandemia, aumento das taxas de juros e da inflação, majoração de materiais de construção, desequilíbrio fiscal do Estado e instabilidade global decorrente da invasão da Rússia à Ucrânia.

Outro obstáculo no Brasil, principalmente em grandes cidades, são os planos diretores restritivos da oferta de moradias. Estamos na contramão das mais avançadas tendências referentes à ocupação do solo urbano, que recomendam maior adensamento, recuperação dos espaços centrais para habitação e revisão dos protocolos de verticalização das construções.

Isso acontece porque a legislação urbanística brasileira tornou-se complexa, confusa e conflitante.

Com União, estados e municípios legislando sobre o solo urbano, em uma espécie de federalismo cooperativo, e inúmeras entidades e órgãos da sociedade civil atuando, na maioria das vezes ideologicamente ou por interesses próprios, a cidade não consegue, em tempo hábil, formalizar um plano urbanístico e regulatório de desenvolvimento sustentável.

Nessa briga sem vencedores, quem perde é aquele que precisa de uma moradia digna.

As cidades são verdadeiros organismos vivos que vão se adaptando às mudanças comportamentais do planeta. A recente pandemia da Covid-19 é um exemplo clássico. Surgiram novos hábitos, que vieram para ficar, nas maneiras de morar, trabalhar e se divertir.

Não menos importante são as questões ambientais, que estão em constante debate e promovem, quase diariamente, novas diretrizes e leis que afetam o uso e a ocupação do solo. Um plano diretor, que tem a função de planejar o futuro das cidades e atender o menos favorecido, não pode ficar indiferente a isso.

Trata-se de um instrumento que deve ser revisto constantemente. Talvez o prazo de 10 anos estabelecido pela Lei Federal 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) seja incompatível com a velocidade e as necessidades que o mundo está exigindo.

De qualquer forma, algo não muda: a necessidade de todos terem uma moradia digna.

Nossos legisladores e a própria sociedade civil têm de entender que políticas habitacionais eficazes, além dos investimentos, empregos e fomento do nível de atividade que geram, como enfatiza a nota técnica da Firjan, são um relevante fator de inclusão social, pois as pessoas sem casa ou moradias adequadas também estão praticamente desamparadas pelo Estado em termos de segurança pública, educação, saúde e saneamento básico.

É inadmissível que o Brasil, detentor de uma das maiores economias do mundo, tenha Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,765, inferior aos dos vizinhos Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia.

Para que alcancemos um nível de oferta de residências dignas, em número compatível com a demanda, proporcionando qualidade da vida e bem-estar social, além de cidades mais inteligentes, seguras e sustentáveis, temos de ser mais ágeis, flexíveis, ousados, criativos e menos burocráticos e rixosos no planejamento urbano nacional.

Por isso, espera-se que as autoridades eleitas pelo voto soberano dos brasileiros confiram máxima atenção a políticas de desenvolvimento urbano mais eficazes.

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CLAÚDIO HUMBERTO

"O Brasil passa vergonha no cenário internacional"

Senador Jorge Seif (PL-SC), sobre vergonhosa participação de Lula no encontro do G7

17/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Ignorado por Trump, Lula paga mico no G7

Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França. Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil. Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial. O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo.

Longe, ele ataca

Dias antes da humilhante tentativa de prosa em Evian, Lula chamou o presidente americano de “imbecil” e atacou seu secretário de Estado.

Perto, ele recua

Os insultos de Lula ocorreram dias depois de Trump receber o brasileiro em Washington com delicadeza, ouvindo sua conversa mole por 1h30.

Insulto não se esquece

Lula hostiliza Trump desde quando o chamou de “nazista”, na campanha presidencial americana. Agora, não consegue nem abrir negociação.

Mentiras de palanque

Bravatas eleitoreiras do tipo “não é um gringo que vai dar ordem a este presidente” eram lorotas. No caso, Trump não deu ordem alguma a Lula.

Ministra trava ação que atinge aliada de Flávio Dino

Juristas e políticos maranhenses estão estarrecidos com a morosidade na tramitação de um processo que pode reduzir a bancada estadual do PSB no estado. O partido, que teve Flávio Dino como filiado até sair para assumir vaga no Supremo Tribunal Federal, pode perder um deputado estadual, Fernando Braide, se confirmada acusação de fraude na cota de gênero que alçou o parlamentar ao cargo. Ele se elegeu pelo PSC, alvo da investigação, depois migrou de partidos até chegar ao PSB.

Haja protelação

A ação não avança no TSE em razão de estranhíssimos pedidos de vista (no plural mesmo) da ministra Estela Aranha desde dezembro de 2025.

Velhos conhecidos

O PSB-MA é presidido por Ana Paula Lobato suplente de Dino que virou senadora. E pode perder cadeira na Assembleia Legislativa maranhense.

Rolo jurídico

O PSD acionou o CNJ contra a ministra e pediu mandado de segurança no TSE. A coluna procurou a assessoria do TSE e aguarda resposta.

Quem se habilita?

A expectativa em Brasília é pelo surgimento de algum deputado que reivindique abertura de investigação sobre as relações de Daniel Vorcaro com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Rep-PB).

Acenando para o vazio

As redes sociais não perdoaram o deslocado Lula, no canto da tal “foto família” no G7. Enquanto todos mantinham postura, o petista, meio abobado, era o único que batia palmas e acenava para o vazio.

Buraco sem fim

A Anbima, associação de entidades dos mercados financeiro e de capitais (bancos, corretoras etc.) aumentou a estimativa do rombo nas contas do governo: passou de 8,58% para 8,84% do PIB do Brasil.

Judiciário mais caro

Alessandro Vieira (MDB-SE) quer barrar o projeto que aumenta em 56 vezes as custas judiciais. O senador apresentou três emendas à proposta que atualiza as custas judiciais da Justiça Federal e do STJ.

Não é a Copa

Eduardo Girão (Novo-CE) critica a paralisia do Senado no caso Master, em mais uma semana esvaziada, mesmo após denúncias envolvendo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Ele esclarece: o Senado está parado, na verdade, “por interesses pessoais, blindagem e corrupção”.

Tunga de volta

Vai durar pouco mais do que o período eleitoral o fim da rejeitada taxa das blusinhas, criada por Lula e extinta em ano de eleição. Em 2027, o governo volta a tributar as compras internacionais abaixo de US$50.

Pela imprensa

Hugo Motta foi o “marido traído” da vez. Apesar da prontidão para servir ao Planalto, só soube pela imprensa que o governo Lula iria retirar a urgência da votação do projeto sobre o fim da escala 6x1.

Próximo

Após mais uma recusa das autoridades sobre o acordo de delação premiada do banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, tem tudo para avançar a delação do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.

Pergunta no futuro

Criminalizar “lobby” no exterior é pior para quem?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

O lobby dos enforcados

Em 1988, uma comitiva do Ministério da Indústria e Comércio tentava com o governo Saddam Hussein quitar dívidas de US$2 bilhões com empresas brasileiras, entre elas a Mendes Júnior. Ressabiado, o deputado da extinta Arena Israel Pinheiro avisou ao ministro Roberto Cardoso Alves: “O pessoal do Saddam que saber mais do ‘contrato dos enforcados’.” Pergunta daqui, pergunta dali, “Robertão” matou a charada: Saddam mandou enforcar funcionários iraquianos suspeitos de receberem propina de brasileiros.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Lula deixou a casa em ruínas"

Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que está pronto para 'reformar' o Brasil

16/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Gastos com cartões saltam para R$33,5 milhões

Após meses de enrolação, o governo Lula (PT) atualizou os gastos com Cartões de Pagamento do Governo Federal, os famosos “cartões corporativos”. As despesas saltaram para R$33,5 milhões, após serem omitidas no Portal da Transparência e paralisadas em R$9,5 milhões desde fevereiro. Só a Presidência da República torrou por R$2,3 milhões em 12 cartões corporativos, este ano. Os cidadãos que pagam a conta não têm o direito de saber a natureza dos gatos, protegidos por “sigilo”.

Proporção

A Presidência de Lula realizou 2,2 mil compras com cartões, em 2026. Quase todas as despesas são sigilosas “por motivos de segurança”.

Dois tipos

Existem dois tipos de cartões; os de pagamentos (“corporativos”) e os da Defesa Civil, usados para custear gastos emergenciais após desastres.

Diferentes, iguais

Somados, em 2026, os dois tipos de cartões custaram R$172,9 milhões aos pagadores de impostos. Só os da defesa civil, R$139,4 milhões.

Comparativo

Em 2025, os cartões corporativos custaram R$105,4 milhões aos pagadores de impostos. Os da Defesa Civil, outros R$329 milhões.

Motta libera votações online e esvazia Câmara

A segunda-feira foi dedicada à falatório contra Hugo Motta (Rep-PB) em grupos paralelos de deputados, a maior parte descendo o bambu na gestão que o presidente da Câmara faz da pauta de votações. Até o recesso legislativo, os parlamentares não precisarão dar as caras em Brasília e poderão votar pelo infoleg, que funciona nos smartphones e tablets do parlamentar, desobrigando registro de presença física na Câmara. Desde a semana passada, o Plenário da Casa está às moscas.

Home office

A circular dos líderes oficializou a regalia, decidida no último dia 9. Na prática, é a quinta semana consecutiva com a moleza vigorando.

Embromation

Para ter cara de algum trabalho, sessões deliberativas vão ocorrer em todas as próximas semanas, inclusive na de São João (24/6).

Com a barriga

A Câmara tem mais quatro semanas de “trabalho” até o recesso. Mas serão todas com votação online. Isso com Copa e São João no meio.

Dr. Furlan lá na frente

O Paraná Pesquisa (registro no TSE nº AP-02175/26) aponta que o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD) tem 64,3% na intenção de votos para governador do Amapá. O atual, Clécio Luís (União), tem 26.1%.

Nova disputa

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, que antecipou sua aposentadoria, ocupava vaga destinada a Câmara, que deve escolher outro deputado federal para o seu lugar.

Milhões todo dia

O total de despesas do governo Lula (PT) com viagens foi atualizado nesta segunda (15): disparou para R$737 milhões, desde o início do ano. Nos últimos 10 dias, o governo torrou R$61 milhões, diz a Transparência.

Vagas preferenciais

Na série B do G7, a comitiva brasileira teve direito apenas a dez passes para jornalistas trabalharem na cobertura do evento. A assessoria de Lula deu dois a Globo e (para disfarçar a preferência) dois a Record e sorteou os passes restantes entre cerca de quinze irritados profissionais.

Delação enrolada

Para o advogado André Marsiglia, “a PGR está enrolando a negociação apenas para impedir que Vorcaro retorne à Papuda”. O constitucionalista afirma que a tratativa é um favor aos que querem soterrar o caso Master.

Às traças

Em agenda no Pará, o pré-candidato ao Planalto, Renan Santos, criticou: “estou numa BR que me fez ter saudades do Maranhão”. Quando foi ao Estado vizinho, o político fez duras críticas às rodovias maranhenses.

Visita

Recuperando-se de cirurgia de desobstrução intestinal, o deputado e pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL-GO) recebeu visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foi realizada uma oração em Goiânia.

É hoje

O ministro Alexandre de Moraes (STF) rejeitou pedido da defesa de Eduardo Bolsonaro e manteve para hoje (16) o rito condenatório por suposta “coação”. Diz-se em Brasília que só falta oficializar a dosimetria.

Pensando bem...

...parece que ninguém aceita a delação premiada de Vorcaro, nem mesmo o delator.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Susto na campanha

Aloysio Nunes Ferreira era líder do governo na Assembleia e confessou ao governador Orestes Quércia que, sem tempo para campanha, temia ser derrotado na disputa para deputado. O prefeito de Rio Preto, Manoel Antunes, era seu concorrente na mesma base eleitoral. Quércia ligou para Antunes: “Soube da sua candidatura, parabéns! Conte comigo.” Aloysio quase tem um infarto. Quércia o acalmou: “Tenho algo melhor para você.” De fato, ele seria eleito vice-governador na chapa de Luiz Antônio Fleury Filho, apoiada por Quércia.

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