Apesar da boa recepção a Flávio Bolsonaro, representantes do governo dos EUA disseram não entender como uma tarifa tão pesada poderia beneficiar politicamente Lula, como afirma um pré-candidato da oposição. O relato foi feito por brasileiros que acompanharam a reunião.
Mais: para os técnicos americanos, aumentar tarifas costuma prejudicar a economia. Eles também não veem o cálculo político citado, embora o PT aposte no tema para enfrentar EUA e oposição. Em 2025, Lula ganhou fôlego nas pesquisas ao confrontar Donald Trump.

"Tudo que eu sinto"
A atriz e escritora Mônica Martelli está se preparando para se despedir de Minha Vida em Marte, produção que conquista plateias no Brasil há nove anos, contando a jornada de Fernanda, já conhecida de Os Homens São de Marte... E É Pra Lá que Eu Vou. Contudo, não é o fim: um novo capítulo está previsto para 2027. "Estou tendo dificuldade em escrever de novo porque é a despedida de um roteiro ainda muito atual." Conhecida por transformar suas experiências pessoais em comédia, Mônica reflete no palco sobre envelhecimento, maternidade, amizade e autoconhecimento. "Eu coloco minha vida em jogo porque escrevo tudo o que sinto." Ela sempre se sentiu em desacordo com o tempo. "Desde os 20 anos, sinto que já sou velha." Após deixar o Direito, encontrou sua paixão no teatro, construindo uma carreira autêntica e bem-sucedida. Sua determinação é inspirada por sua mãe, Marilena Garcia, primeira vereadora eleita em Macaé. Em seu tempo livre, mantém amizades duradouras, como a que tem com Ingrid Guimarães, que descreve como um verdadeiro "encontro de almas". Mãe de Julia, de 16 anos, e em um relacionamento estável com Fernando Altério há sete anos, Mônica explora o amor com humor e sinceridade. "Fernando não vê meu sucesso como uma ameaça." Essa mistura de leveza, autenticidade e comédia é o que mantém e fortalece seu vínculo com o público.
BRB-Master: agora, duas investigações
Se não bastassem as investigações da PF sobre os negócios obscuros entre o BRB e o Banco Master, as seguidas operações da Polícia Civil do Distrito Federal contra o banco estatal têm aumentado a temperatura política em Brasília. Há forte clima de tensão no entorno do ex-governador e ex-candidato ao Senado Ibaneis Rocha (MDB-DF). Na semana passada, circulavam na capital federal rumores de que novas diligências policiais estariam engatilhadas para os próximos dias. Entre aliados de Ibaneis, cresce a percepção de que o governo de Celina Leão (PP-DF), candidata à reeleição, estaria estimulando uma devassa na instituição financeira com o objetivo de encontrar irregularidades na gestão de seu antecessor. Cavar fundo no BRB permitiria a Celina posar como responsável por uma "limpeza" na instituição financeira e, assim, se desvincular das suspeitas que pairam sobre o ex-governador. Ela era vice de Ibaneis durante todo o processo de negociação com o Master. A leitura dos aliados é alimentada por declarações recentes de Celina: ela já disse que Ibaneis errou ao indicar o "megalomaníaco" Paulo Henrique Costa para a presidência do banco estatal.
Áreas sensíveis
Duas operações da Polícia Civil atingem áreas sensíveis do BRB. Na maior delas, a corporação deflagrou uma operação contra suspeitas de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo servidores do banco. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, com bloqueio de contas, veículos de luxo e um imóvel no DF. Em junho, nova pancada: a Operação Parasitas prendeu sete pessoas, entre elas três servidores do BRB, por suspeita de descontos associativos não autorizados em contas de aposentados e pensionistas. Mais de 3,5 mil contas podem ter sido atingidas.

Contrato renovado
A atriz Alana Cabral tem muitos motivos para comemorar. Com recém-completados 19 anos, assegurou sua permanência na Globo por mais dois anos, um marco significativo após o destaque alcançado ao interpretar Joélly em Três Graças. Essa renovação representa a concretização de um antigo sonho. "Fiquei muito feliz porque, dentro da Globo, desde pequena, é onde sonhei estar", relembra a época em que sua família se mudou para o Rio de Janeiro em busca de melhores oportunidades no meio artístico. Com oito anos de carreira, vê a personagem Joélly como um verdadeiro divisor de águas. "A Joélly transformou a minha vida." O papel não apenas trouxe reconhecimento nacional à jovem, mas também abriu portas para novos desafios profissionais. Entusiasmada com o futuro, ela afirmou que não pretende ficar longe dos estúdios por muito tempo. "Olha, se depender de mim, não tem férias. Emendaria outro projeto feliz da vida, mas sei que as coisas vão acontecer da melhor maneira." Alana pretende aproveitar ao máximo essa fase positiva de sua trajetória. "Eu sei que sou muito privilegiada por trabalhar com o que eu amo", celebra, ao destacar a chegada de novas oportunidades.

"Melhor fora"
Integrante da campanha de Lula e novo líder do PT no Senado, Camilo Santana, ex-ministro da Educação, acha que o PT não deveria ter candidatura própria em Minas Gerais, sob pena de sofrer grande derrota no segundo maior colégio eleitoral do país. Santana admite que a memória da avaliação ruim do governo Fernando Pimentel dificulta a viabilidade eleitoral da legenda no estado. Por outro lado, o PT ainda busca um nome para concorrer ao governo mineiro. Agora, tenta convencer o deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), que disputará a reeleição para a Câmara, mas ele não quer saber de se lançar.
Carne mais cara
O governo teme que o veto da União Europeia à carne brasileira, sobretudo de frango, eleve os preços no mercado interno. A restrição começa a valer em setembro, às vésperas das eleições. O custo pode chegar a R$ 2,2 bilhões ao ano, e a preocupação é que isso seja repassado ao consumidor. O governo ainda tenta reverter a decisão. Para quem não sabe, o Brasil é hoje o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo e alcança uma produção de 11 milhões de toneladas por ano. É também um dos principais produtores mundiais de frango, com a expressiva marca de 15 milhões de toneladas anuais, além de ser o maior exportador de frango, atendendo a mais de 150 países (2,9 milhões de toneladas por semestre).
Pérola
"Não é normal ter aprovado mais projetos sozinha do que aquele grupo somado e que a população receba migalhas em retorno ao voto",
de Tabata Amaral contra Guilherme Boulos, diante da lista dos bolsonaristas Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro.
"Decepcionante"
A recente participação de Flávio Bolsonaro na audiência pública do governo americano para tentar impedir a imposição de tarifas contra produtos brasileiros — em uma estratégia para conter desgaste eleitoral com a medida — foi considerada pelo bloco da Faria Lima inócua para o setor privado e para o mercado financeiro. Alguns nomes do segmento a classificaram como "decepcionante". Empresários e gestores acharam que a presença de um senador brasileiro poderia ter ajudado caso ele tivesse levado argumentos econômicos para combater o tarifaço. Ele não levou e não entende nada de economia, como o pai.
Tiro no pé
O economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega acha que a participação de Flávio Bolsonaro na audiência do USTR é mais um "tiro no pé", ao dar argumentos para o governo Lula tachar o senador de "entreguista". O USTR, segundo Maílson, não vai tomar uma decisão técnica apenas com o argumento de que haverá eleição presidencial no Brasil e que este "não é o melhor momento para impor tarifas". E acentua: "O USTR se baseou em um estudo, ainda que com erros, para impor essas tarifas ao Brasil". Maílson ainda pondera sobre a imprevisibilidade do governo Trump, que já interferiu até na Copa.
Leva no 1º turno
A pesquisa Datafolha mostra o governador Tarcísio de Freitas bem à frente de Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo. As apostas já envolvem analistas que acreditam que ele poderá vencer no primeiro turno das eleições, o que faria Lula perder um palanque importante em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Alguns otimistas acham que Haddad ainda pode crescer, visto que outros candidatos, principalmente de esquerda, como os do Partido Comunista Brasileiro, acumulam 13% das intenções de voto.
Quem manda na CBF 1
Dois dias depois de a Seleção Brasileira ser derrotada pela Noruega e voltar para casa, Gilmar Mendes, ministro do STF, publicou nas redes sociais mensagem para expressar "gratidão" aos jogadores. E salientou que queria "apresentar meu agradecimento a cada atleta pela dedicação e pelo compromisso com que honraram a camisa do Brasil". Aproveitou ainda para anunciar um "novo ciclo" com a permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe, "o que dá solidez a esse recomeço, e a seleção que se renova encontrará no torcedor, mais uma vez, a sua força".
Quem manda na CBF 2
Usuários do X aproveitaram para lembrar outro detalhe: "Gilmar Mendes não mencionou, mas ele e o filho têm grande influência na CBF (já indicaram outros cinco diretores)". Filho de Gilmar, Francisco Mendes é vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol. Não tem cargo formal na CBF, mas muitos afirmam que manda mais do que o presidente. Antes da Copa, apresentava-se como responsável pela convocação de Neymar. Também se diz patrono da CBF Academy, que chama de "instituição educacional do futebol brasileiro". A escola foi criada pela confederação e pelo IDP, que pertence à família de Gilmar, ficando com 84% de suas receitas. Francisco Mendes é diretor-geral do IDP.
Mistura Fina
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avisa que já conta com 50 votos para aprovar o projeto de lei que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A proposta será levada ao plenário esta semana. Se não chega a ser uma pauta-bomba, a medida está longe de ser neutra do ponto de vista fiscal. O texto prevê a concessão de créditos financeiros para as empresas que investirem em projetos de fertilizantes e insumos estratégicos, com teto de até R$ 10 bilhões em cinco anos.
Na prática, trata-se de renúncia fiscal embalada com política industrial para reduzir a dependência externa do Brasil, hoje fortemente apoiado na importação de fertilizantes. Há ainda uma isenção complementar do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para mercadorias destinadas a projetos aprovados no programa, com impacto potencial de até R$ 1 bilhão no período. Somente nas duas frentes, a conta pode chegar a R$ 11 bilhões entre 2027 e 2031. O problema é o colossal aperto das contas públicas.
Há exatos 33 anos, o Congresso ignora o clamor popular por maior rigor penal. Pesquisas mostram apoio de 79%, em 2026, à redução da maioridade penal para 16 anos, sobretudo para crimes graves. Apesar disso, o Legislativo adota o que se poderia chamar de "embromação" como estratégia: protelar, desrespeitar a vontade da sociedade e arquivar propostas. A PEC 171, de 1993, do deputado Benedito Domingos (PP-DF), é o símbolo dessa procrastinação: tramitou ao longo de 22 anos. Aprovada pela Câmara em 2015, a PEC morreu nos arquivos do Senado, então presidido por Renan Calheiros. O maior obstáculo continua sendo Lula, contrário à redução da maioridade penal, ninguém sabe se é por ignorância ou porque a extrema esquerda exige isso do petista.
In - Macaron de tangerina
Out - Muffin de tangerina





