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GIBA UM

"Não tive conhecimento de minuta golpista. Não existe golpe com respaldo jurídico"

de JAIR BOLSONARO // salvando sua pele no julgamento do TSE, que pode deixá-lo inelegível.

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“Não tive conhecimento de minuta golpista. Não existe golpe com respaldo jurídico. Golpe não tem papel, tem fuzil”,

de JAIR BOLSONARO // salvando sua pele no julgamento do TSE, que pode deixá-lo inelegível.

O Carrefour quer vender novo pacote de ativos imobiliários, englobando lojas e centros de distribuição (CDs) em São Paulo, herdados com a aquisição da varejista Big junto ao Advent. A companhia trabalha com a estimativa de um resultado de R$ 800 milhões.

Mais: há semanas, o Carrefour estava negociando com a Barzel Properties para a transferências de cinco CDs e cinco lojas, avaliados em R$ 1,3 bilhão. E também fechou a venda de um imóvel na Zona Sul de São Paulo para a incorporadora Tegra.

In - Bolo três brigadeiros

Out - Bolo com brigadeiro de laranja

Tentando resolver

De volta ao Brasil, depois de um giro entre Vaticano, Roma e Paris, Lula tentará resolver alguns assuntos que deixou pendentes. De cara, tentará resolver o impasse envolvendo o Ministério do Turismo – e com isso, assegurará apoio do União Brasil. A nomeação de Celso Sabino (União-PA) para o Turismo é dada como certa. A atual ministra Daniela Carneiro não tem apoio da bancada no Congresso. Também deverá liberar verbas de emendas capazes de acalmar demandas por cargos no primeiro e segundo escalões. E Nísia Trindade permanecerá no Ministério da Saúde, já está decidido.

PREPARANDO

Depois de sua aparição no Rio de Janeiro, fazendo palestra para integrantes do Grupo Prerrogativas, o ex-ministro José Dirceu pretende voltar a dar entrevista e a se pronunciar mais publicamente a partir de agosto. Ele próprio revelou essa disposição na festa de aniversário de 45 anos de seu filho, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), há dias, em Brasília, onde também desmentiu quaisquer intenções eleitorais (ao contrário do que afirmou ao Grupo Prerrogativas). Apenas o filho deverá ter cargo eletivo na família.

Cotadas

A lista de mulheres supostamente cotadas para o lugar da ministra Rosa Weber que se aposenta do Supremo em outubro cresce. As juristas Carol Proner e Gisele Cittadino têm bom currículo e são próximas do PT. Adriana Cruz e Vera Lúcia Araújo, mulheres negras, também estão nessa corrida, além da professora da USP Maria Paula Dallari e a desembargadora Simone Schreiber, também citadas. A lista dos homens ganhou, nos últimos dias, o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, o famoso “Bessias”, chamado dessa maneira pela então presidente Dilma Rousseff (era subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo dela).

OLHO NA PRG

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tem trabalhado junto ao Planalto pela indicação do mineiro Antônio Carlos Bigonha, subprocurador da República, para o cargo de PRG. Bigonha costuma fazer críticas ao papel policialesco do Ministério Público, discurso que pode impulsionar apoios políticos para sua nomeação. Lula já avisou que não seguirá a lista tríplice votada pelo MPF, encabeçada por Luiza Frischeinsen. Mais: o presidente também flerta com a recondução de Augusto Aras no cargo.

Contra Nunes

A militância bolsonarista de São Paulo é radicalmente contrária ao apoio que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia dar à reeleição do prefeito Ricardo Nunes. A direita ideológica era a favor da candidatura de Ricardo Salles (PL-SP), que desistiu para não brigar com Bolsonaro. Ainda eleições municipais: o MBL fará prévias entre Kim Kataguiri (União Brasil) e Guto Zacarias (União Brasil) para ver quem disputará a prefeitura. Em pesquisas os dois aparecem com 1% de intenções de votos.

Papel importante

A atriz Leticia Colin, 33 anos, que foi mais que aplaudida em seus últimos trabalhos e principalmente por sua atuação na novela Em todas as flores, como Vanessa já é considerada uma das melhores atrizes de sua geração. Ela que começou aos 10 anos na série Sandy & Junior já interpretou diversos papeis, mas conta que Vanessa mostrou um lado pouco conhecido sobre o tratamento de Pessoas com Deficiência (PCDs). “Devemos deflagrar esse comportamento social asqueroso que, infelizmente, ainda é muito comum. As pessoas ainda têm muito preconceito e acreditam na ideia de um corpo perfeito, de uma supremacia do padrão, mas isso é uma ilusão e uma coisa injusta que nos atrapalha muito. A gente não se abre para todos os tipos de capacidades, talentos e existências”. A segunda temporada da novela será exibida em setembro deste ano na TV aberta. Ainda sem trabalho definido, apesar dos diversos convites ela está aproveitando os dias de folga. “Este foi o trabalho mais assistido que já fiz. Ando na rua e não tem como não ser reconhecida. Agora é descansar um pouco de Vanessa e desse universo para vocês sentirem saudades de mim, né?”. Mais: Letícia foi convidada (e aceitou) por Anitta para fazer uma participação de seu novo clipe.

“Candidato a vereador”

Grande parcela de seus aliados acha que Jair Bolsonaro será mesmo considerado inelegível por oito anos e o ex-presidente já começa a ser usado pelo PL com intuito de turbinar os quadros do partido. Ele está abatido, não tem exatamente ideia do que lhe acontecerá se for condenado e, na semana passada, tentou brincar, surpreendendo os mais chegados: “Então vou ser candidato a vereador”. Valdemar Costa Neto, dono do PL é um dos raros que diz ter “convicção” de que o ex-chefe do Governo não ficará inelegível (intimamente, pensa ao contrário). O advogado do ex-presidente Tarcísio Vieira de Carvalho já antecipa que, em caso do pior, recorrerá ao Supremo, mesmo achando que a maioria da Alta Corte não absolveria Bolsonaro. Além de um recurso extraordinário ao STF, Vieira de Carvalho, dependendo da situação, também poderia usar “embargos de declaração” ou “embargos infringentes”, questionando critérios contido na condenação. Os recursos só podem ser apresentados após a publicação oficial do julgamento e significam que uma decisão definitiva só ocorreria caso haja julgamento de todos eles. Ou seja: esticaria o prazo de uma condenação final. A pena e a data de aplicação permaneceriam, contudo, as mesmas: 8 anos a partir das eleições de 2022.

Inspirado na Wandinha

A primeira filha do casal de atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, a Chissomo, ou melhor, Titi que nasceu no Malawi, África, mas que foi adotada pelo casal aos 3 anos de idade, completou (20 de junho) 10 anos. E numa festa cheia de estilo a menina se transformou em Wandinha, inspirado na série homônima da plataforma de streaming. E toda a família é claro entrou no clima virando a família Addams à brasileira. Giovanna se vestiu de Mortícia Addams, Gagliasso apareceu como Gomez Addams e os irmãos Bless (8 anos) e Zyan (2 anos) apareceram de Pugsley Addams. A festa aconteceu no Centro Cultural Goiabeira Coisa & Tal, na Zona Oeste do Rio, para cerca de 160 convidados.

Recordista

Geraldo Alckmin se tornou o vice que mais assumiu a Presidência da República no início de mandato desde a redemocratização. Chega ao final do mês tendo ficado 31 dias no posto, somente um a menos do que o vice Hamilton Mourão ao longo de todo o primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro. Na comparação com outros ocupantes do posto, quem chega mais perto é José Alencar, vice de Lula nos dois primeiros mandatos. Ocupou por 27 dias no primeiro semestre do segundo mandato do petista, em 2007.

Outros nomes

O habitual aparato de assessores que cerca, todos os dias, o presidente Lula e parte que sempre viaja com ele, não vem sendo utilizado (ou utilizado de forma errada), no que se refere até mesmo em informá-lo do nome de ocupantes do poder no exterior. Se não fosse assim, o chefe do Governo não teria se referido, na Itália, à primeira-ministra do país. No final da viagem, chamou-a, seguidas vezes de “Giordana” e “Giovanna”. O nome dela é Giorgia Meloni. À propósito, ela pertence a um partido de extrema direita e festejou muito a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

Tentando resolver

De volta ao Brasil, depois de um giro entre Vaticano, Roma e Paris, Lula tentará resolver alguns assuntos que deixou pendentes. De cara, tentará resolver o impasse envolvendo o Ministério do Turismo – e com isso, assegurará apoio do União Brasil. A nomeação de Celso Sabino (União-PA) para o Turismo é dada como certa. A atual ministra Daniela Carneiro não tem apoio da bancada no Congresso. Também deverá liberar verbas de emendas capazes de acalmar demandas por cargos no primeiro e segundo escalões. E Nísia Trindade permanecerá no Ministério da Saúde, já está decidido.

PREPARANDO

Depois de sua aparição no Rio de Janeiro, fazendo palestra para integrantes do Grupo Prerrogativas, o ex-ministro José Dirceu pretende voltar a dar entrevista e a se pronunciar mais publicamente a partir de agosto. Ele próprio revelou essa disposição na festa de aniversário de 45 anos de seu filho, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), há dias, em Brasília, onde também desmentiu quaisquer intenções eleitorais (ao contrário do que afirmou ao Grupo Prerrogativas). Apenas o filho deverá ter cargo eletivo na família.

Cotadas

A lista de mulheres supostamente cotadas para o lugar da ministra Rosa Weber que se aposenta do Supremo em outubro cresce. As juristas Carol Proner e Gisele Cittadino têm bom currículo e são próximas do PT. Adriana Cruz e Vera Lúcia Araújo, mulheres negras, também estão nessa corrida, além da professora da USP Maria Paula Dallari e a desembargadora Simone Schreiber, também citadas. A lista dos homens ganhou, nos últimos dias, o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, o famoso “Bessias”, chamado dessa maneira pela então presidente Dilma Rousseff (era subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo dela).

OLHO NA PRG

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tem trabalhado junto ao Planalto pela indicação do mineiro Antônio Carlos Bigonha, subprocurador da República, para o cargo de PRG. Bigonha costuma fazer críticas ao papel policialesco do Ministério Público, discurso que pode impulsionar apoios políticos para sua nomeação. Lula já avisou que não seguirá a lista tríplice votada pelo MPF, encabeçada por Luiza Frischeinsen. Mais: o presidente também flerta com a recondução de Augusto Aras no cargo.

Contra Nunes

A militância bolsonarista de São Paulo é radicalmente contrária ao apoio que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia dar à reeleição do prefeito Ricardo Nunes. A direita ideológica era a favor da candidatura de Ricardo Salles (PL-SP), que desistiu para não brigar com Bolsonaro. Ainda eleições municipais: o MBL fará prévias entre Kim Kataguiri (União Brasil) e Guto Zacarias (União Brasil) para ver quem disputará a prefeitura. Em pesquisas os dois aparecem com 1% de intenções de votos.

Mais uma

A Via (dona da Casas Bahia e do Ponto) deverá recorrer a uma oferta subsequente de ações ainda este ano, após ajustes financeiros para alongar suas dívidas. Em maio, concluiu a rolagem de R$ 1,1 bilhão de debêntures por dois anos e no fim do ano passado outro R$ 1,75 bilhão do Bradesco com renovação por mais 15 anos de parceria para cartões cobranded na Casas Bahia. A Via deve R$ 4,1 bilhões com R$ 1,7 bilhão de vencimento no primeiro trimestre de 2024.

E OUTRA

A varejista de brinquedos Ri Happy está iniciando processo de renegociação de dívidas de R$ 500 milhões com cerca de 10 bancos – a maior parte está concentrada nas mãos de quatro instituições – na tentativa de adequar a estrutura de capital ao fluxo de caixa. A empresa teve prejuízo de R$ 88 milhões em 2022, bem superior à perda de R$ 9,6 milhões um ano antes. É o segundo ativo adquirido no país pela gestora de investimentos Carlyle que passa por uma situação financeira crítica.

MISTURA FINA

DEPOIS de muita resistência e agora pensando que poderá mesmo se tornar inelegível, Jair Bolsonaro começa a dar sinais de que aceitará que a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro se candidate a uma das vagas no Senado pelo DF em 2026. Ela também já sinaliza, em conversas com os mais chegados – e isso inclui Valdemar Costa Neto, dono do PL – que pode aceitar a missão. Aliás, ela apenas recusou depois que o maridão vetou.

DANIELA Carneiro e Celso Sabino são acusados até por companheiros de partido de não entenderem nada de turismo. No caso dele, há exceções. Desde seu primeiro mandato, apresentou três projetos ligado ao segmento: concedeu o título de “capital nacional do dendê” ao município de Moju e do “açaí” para Igarapé-Mirim, ambos no Pará. E também criou a Rota Turística Belém-Bragança, para “estimular o desenvolvimento econômico e social da Amazônia Atlântica”.

O GOVERNO da Alemanha caba de sinalizar a intenção em dobrar os investimentos para ações ambientais no Brasil, chegando à cifra de R$ 2 bilhões até o início do próximo ano. Com isso, o Fundo Amazônia receberia um aporte substancialmente maior do que os R$ 190 milhões inicialmente acertados. A informação é de alta fonte do Itamaraty que comenta que é por essa e outras que Marina Silva é uma ministra indemissível.

ESTUDO de três consultorias coordenado pelo especialista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES, sobre a reforma tributária que o governo pretende beneficiar a indústria e punirá os demais setores, notadamente o agronegócio (20% a mais de tributação) e triplicar a arrecadação com serviços, o maior setor da economia. O estudo revela ainda que a indústria deixará de pagar R$ 495 bilhões em impostos.

A GESTÃO do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) atingiu o maior gasto com publicidade em 12 anos e é a segunda administração que mais despendeu verbas públicas para essa finalidade em duas décadas. Dados oficiais apontam que o prefeito gastou R$ 223,7 milhões em propaganda institucional ao lado de 2022. Somados aos dois primeiros anos de mandato a conta chega a R$ 385,2 milhões. A cifra mais alta para essa finalidade foi registrada em 2010 durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD) que gastou R$ 243,3 milhões naquele ano.

uma verdadeira febre nos Estados Unidos a favor do Wegovy, medicamento contra a obesidade que emagrece quem entra em tratamento mais de 20 quilos em poucas semanas, sem quaisquer esforços. Há também outro remédio chamado Saxenda, menos eficaz, mas igualmente fascinando os 100 milhões de norte-americanos gordos. Outras drogas como o Ozempic e Mounjaro, medicamentos para diabetes, mas que estimulam a perda de peso estão na lista dos queridinhos dos estudienses. O Mounjaro, à propósito, fez Arthur Lira perder 10 quilos em cinco semanas.

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CLAÚDIO HUMBERTO

"O PT não desenrola, apenas enrola ainda mais o Brasil e o povo"

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre o relançamento do fracassado Desenrola

06/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula mandou divulgar visita antes de Trump confirmar

A Casa Branca ainda não confirmou ou nem dá a mínima importância à audiência do presidente Donald Trump a Lula (PT), nesta quinta-feira (7), em Washington. Mas o Planalto se apressou e divulgou o encontro. A audiência anterior foi cancelada pelo governo dos Estados Unidos de última hora porque Trump tinha muito a fazer, como prender o ditador Nicolás Maduro e ajudar Israel a atacar os tiranos do Irã. A viagem do petista aos EUA está mantida, mesmo sem a agenda confirmada.

Nada oficial

A própria Presidência da República contou à imprensa que a reunião é uma “previsão” e não garante que ocorrerá.

Memória

O primeiro encontro oficial dos dois foi em outubro de 2025, na cúpula de países do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia.

Esbarrão

A prometida reunião será a primeira em território americano desde que se esbarraram na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Nem 5 minutos

O encontro rápido entre Lula e Trump na ONU, em Nova York, ficou conhecido pela tal “química” citada pelo americano, para ser gentil.

PT quer resolver crise com Pacheco esta semana

Ainda magoado e irritado com a humilhante semana de derrotas no Congresso, Lula deu ordens para que o PT resolva logo o palanque em Minas Gerais e pressione Rodrigo Pacheco (PSB) para descer do muro. No Planalto, paira a desconfiança de que o senador mineiro atuou na rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Quem vai dar o enquadro em Pacheco é o presidente do PT, Edinho Silva, que deve resolver o imbróglio até o retorno de Lula dos Estados Unidos.

Desandou o palanque

O PT já dava como certo que Pacheco, que até mudou para o PSB, daria palanque a Lula em Minas, mas o clima de traição azedou a aliança.

Amnésia petista

Pacheco não perde a chance de lembrar os governistas de que foi ele quem arranjou o encontro entre Messias e Davi Alcolumbre.

Corpo mole

O senador não acredita em esforço de Lula pela candidatura, a começar pela manutenção dos ministérios do PSD, que tem candidato no Estado.

Até chover

Máxima em Brasília diz que quando os parlamentares querem, até chove. Esta semana, para adiantar tramitação do projeto da escala 6x1, a Câmara dos Deputados terá até raríssima sessão sexta-feira.

Desânimo

Mais da metade dos pequenos e médios empresários, 52,3%, não parecem lá muito animados com o Dia das Mães. O grupo, aponta a Serasa Experian, não vai realizar nenhuma ação específica para a data.

Remarca aí

Com pouca chance de sair alguma coisa, a reunião da lulista Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que ouviria Gabriel Galípolo ontem (5), não rolou. O presidente do Banco Central teve um mal-estar e não foi

Vermelho no CNJ

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse que representou contra o presidente do TST no Conselho Nacional de Justiça. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho se declarou “vermelho” em sessão da Corte.

Ajuda

Com 27 cidades pernambucanas castigadas pela chuva, a governadora Raquel Lyra (PSD) amanheceu em Brasília com o pires na mão para salvar os municípios. A meta é conseguir R$6,3 bilhões da União.

Crescemos!

Com todo vigor de quem tem 28 anos, a coluna cresceu e estreou no tradicional Diário do Comércio, que se soma a mais de 20 jornais pelo Brasil que reproduzem a Coluna Cláudio Humberto.

Volta à cena

Depois de José Dirceu, que se enrolou no Mensalão e no Petrolão, outro distinto petista vai tentar candidatura à Câmara. É o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que até puxou cana no Mensalão e na Lava Jato.

Só problema

A preocupação com as Bets chegou à Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carne. A gastança com a jogatina já compromete a renda familiar e impacta o consumo de alimentos, como carne bovina.

Pergunta suprema

O TST é a única Corte que tem ministros “vermelhos”?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Dos Thales, o maior

Dois gigantes do colunismo político, os saudosos Carlos Castello Branco, do Jornal do Brasil, e Luiz Recena, do Jornal de Brasília, compartilhavam do privilégio de terem como fonte o deputado pernambucano Thales Ramalho. Certa vez, em resposta a notícias da escolha do conterrâneo Fernando Lyra para o ministério de Tancredo Neves, Thales perpetrou uma maldade que era também uma grande injustiça: “Fernando não pode ser ministro da Justiça porque é um analfabeto.” Certa sexta-feira, já recomposto com Lyra, ele surpreendeu: “Castello, escreva pra domingo: Fernando será ministro da Justiça.” Castelinho cobrou: “Pô, Thales, ele não era um analfabeto?” A resposta saiu na bucha: “Alfabetizou-se esta semana, Castello...”. Depois ligou para Recena: “Escreva isto também, vá que o Castello esqueça...”

Giba Um

"Agora tem uma profissão chamada 'influencer'? Um cara que trabalha na internet e tem 3 milhões...

...de seguidores. Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões, mas se fala bobagem, pode ter até 20 milhões", de Lula, sobre "influencers" nas eleições legislativas

06/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Nos meios políticos a pergunta é repetida diariamente: "E se Paulo Henrique falar?". Agora, parece que a delação premiada dele começa a avançar. Ele já enumerou 20 situações de negócios suspeitos e esquemas de fraudes dos quais participou ou teve conhecimento no Banco Master.

MAIS: o nome de Ibaneis Rocha, ex-governador do DF, não chega a ser novidade. O da governadora Celina Leão pode ser uma novidade. Na lista, há também um ministro do TCU, um dirigente partidário do Centrão, funcionários do BC e deputados distritais de Brasília, para começo de conversa.

Giba Um

Maior show da carreira

Shakira dominou o palco do evento Todo Mundo No Rio, proporcionando uma performance memorável, a maior de sua trajetória e também de uma artista latina. Mesmo iniciando com um atraso de 1h20 (problemas pessoais), trouxe toda a magnificência da turnê Las Mujeres Ya No Lloran, que já arrecadou mais de R$ 2 bilhões. Vestindo um traje nas cores do Brasil, a noite começou com drones formando a imagem de um lobo no céu, seguidos por fogos de artifício e efeitos deslumbrantes. No palco, ela apresentou sucessos como “Girl Like Me” e “Estoy Aquí”, com rápidas trocas de roupa que aumentaram ainda mais a energia do espetáculo. Emocionada, fez uma saudação à sua longa relação com os fãs brasileiros, uma conexão que já dura mais de três décadas. No entanto, nem tudo foi impecável: o setlist omitiu canções amadas como “Addicted to You” e “Gypsy” e incluiu faixas menos reconhecidas, o que gerou opiniões divergentes. Os momentos mais intensos surgiram com “Hips Don’t Lie” e as participações de Anitta, Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Maria Bethânia, levando quase 2 milhões de pessoas em Copacabana à euforia. Entre os famosos que estiveram na área VIP estavam a vencedora do BBB26, Ana Paula Renault, a jornalista Tati Machado, a atriz Bianca Bin e a cantora Wanessa Camargo. E a artista não para: o grandioso encerramento da turnê será em Madri, em um estádio temporário exclusivo para ela batizado como “Estadio Shakira”. Serão 11 apresentações em 2026, dentro do Iberdrola Music, com uma estrutura inspirada no mundo de Gabriel García Márquez.

Terras raras: Vale e os irmãos Batista

Em meio à corrida global por minerais críticos, todos os caminhos e players se cruzam em alguma esquina. É o caso da Vale e da J&F, holding controladora da JBS e dos demais negócios dos irmãos Batista. Os dois grupos empresariais têm mantido conversas sobre possíveis investimentos conjuntos na exploração de minerais estratégicos, notadamente terras raras. Por enquanto, são tratativas preliminares que tendem a ganhar força diante do crescente interesse pela alta tecnologia. Não é de hoje que a LHG Mining, braço de mineração de Joesley e Wesley, avalia entrar na produção de minerais críticos. Trata-se de um negócio que extrapola as fronteiras brasileiras e conversa com as ambições globais da J&F. Já a Vale é a Vale. A empresa já tem dentro de casa um eldorado com notório potencial de crescimento, a Vale Base Metais, sua subsidiária voltada à produção de minérios estratégicos. A controlada vale quanto pesa e pesa quanto vale, seja pelo que já tem em seu portfólio — operações de cobalto, níquel e cobre no Brasil, Canadá e Indonésia — seja pela possibilidade de avançar sobre outros minerais críticos e terras raras.

Terras raras 2

A Arábia enxergou essa riqueza a valor presente e o valor futuro: pagou US$ 3,4 bilhões por 13% da Vale Base Metais, por meio da Manara Minerais, joint venture entre a Ma'aden e o PIF (Public Investment Fund), fundo soberano saudita. Vale lembrar que o próprio presidente da Vale, Gustavo Pimenta, já disse publicamente que a companhia avalia investimentos em terras raras. Uma eventual parceria entre Vale e J&F/LHG Mining teria forte potencial para ser um dos líderes de investimentos em minerais estratégicos no subsolo brasileiro.

Giba Um

Faz parte da fernanda

A atriz Fernanda Vasconcellos não tenta esconder que, em alguns dias, ao terminar as gravações de “Três Graças”, ela chorava. Na reta final da novela, a atriz de 41 anos se aprofundou no papel de Samira, uma chef de cozinha envolvida com o tráfico de bebês, um papel bastante intenso, especialmente por ser mãe de Romeo, que tem 3 anos. “Samira sente emoções, mas não as revela”. Após uma década longe da atuação, ela enfrenta a seriedade da trama com consciência: “Qualquer pessoa pode ter uma natureza boa ou má. E a mensagem da história é extremamente relevante”. Dividida entre São Paulo e Rio, Fernanda se esforça para manter a rotina de seu filho. Contudo, o momento de “tchau” ainda é difícil: “Não é simples, mas ele está se tornando mais independente.” Como uma mãe superprotetora, reconhece: “Penso em tudo, desde a alimentação até o banho”. Junto de Cássio Reis há 14 anos, ela comemora a parceria: “Somos excelentes companheiros, tudo realmente flui bem.” Após a maternidade, surgiram incertezas e pausas. “Cheguei a pensar que talvez não voltasse a trabalhar novamente.” Retornou com uma visão mais clara: “Ser atriz é uma parte essencial de quem eu sou. Aprendi que esta carreira demanda paciência”. E ela não tem a intenção de parar. “Após a novela, quero elaborar um novo projeto de teatro com a Ana Beatriz Nogueira. Nesse tempo de profissão, aprendi que ela é inconstante, não temos o controle de nada. Mas sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.”

Giba Um

Saindo de cena

Lula ainda considera o senador Rodrigo Pacheco candidato ao governo de Minas Gerais. Ledo engano: ele já avisou que não quer ser candidato ao Supremo e tampouco ao governo mineiro. Nos dias que antecederam a votação, Pacheco chegou a dar demonstrações de apoio a Jorge Messias, subscreveu uma nota do PSB ao indicado, almoçou com o advogado-geral da União e apareceu em foto ao lado dele no encontro. Há quem insista em dizer que Pacheco não estava a par das manobras de Alcolumbre, seu grande amigo. O ex-presidente do Senado, contudo, não revelou se votou a favor ou contra Messias. Aos chegados, diz que abandonará a política.

Foto da capa

Na semana passada, depois da segunda derrota do governo pelo Congresso, a foto unindo os senadores Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro foi estampada na maioria dos grandes jornais brasileiros. Derrubado o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, Flávio foi abraçar Alcolumbre, e o presidente do Senado preferiu encostar o rosto, de olhos fechados, no peito do pré-candidato ao Planalto, parecendo dizer: "Estamos juntos e vencemos". Há quem tenha ouvido um comentário semelhante. O veto derrubado beneficiará — não exatamente no curto prazo — condenados por golpe, inclusive o ex-presidente Bolsonaro. Enquanto isso, em grande área do plenário, demais senadores davam pulinhos e sacudiam os punhos, numa espécie de dança, ritual que já havia sido cumprido na derrota de Jorge Messias, candidato ao Supremo indicado por Lula. Alguns emocionados da oposição acharam que o momento Alcolumbre-Flávio poderia ser a cena de um filme.

Pérola

"Agora tem uma profissão chamada 'influencer'? Um cara que trabalha na internet e tem 3 milhões de seguidores. Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões, mas se fala bobagem, pode ter até 20 milhões",

de Lula, sobre "influencers" nas eleições legislativas.

Roteiro e soberba

O benefício aos condenados, derrubado o veto, não é imediato. Espera-se que algum partido ou a PGR apresente ação no STF questionando a constitucionalidade do projeto de lei. Nesse caso, o tema será julgado pelos atuais dez ministros da Corte. Os senadores gritavam "Fora Lula" e Flávio respondia: "O governo Lula acabou". Mais tarde, já dizia que tem vários nomes para indicar ao Supremo. "Mas não vou adiantar nada. Ainda não sou presidente", emendava o "01", passando a impressão de que já se considera eleito. Bernardo Mello Franco acha que "a soberba pode cobrar um preço alto à campanha".

"Tradição brasileira"

O historiador Carlos Fico, professor da UFRJ e especialista em História do Brasil República, autor de várias obras sobre o assunto, acha que a mobilização do bolsonarismo e aliados para demolir o veto de Lula à Lei da Dosimetria, aprovado pelo mesmo Congresso Nacional, foi mesmo "mais uma vitória da tradição brasileira de tratorar a democracia". Numa tabela pública, ele enumerou 15 golpes (tentados ou consumados) e pronunciamentos militares. Na meia dúzia que fracassou (1902, 1922, 1924, 1956, 1959 e 1961), houve anistia. A sétima, pavimentada pelo Legislativo, facilita a progressão do regime de condenados pela trama golpista de 2022-2023, beneficiando Bolsonaro, três generais e o almirante. O bolsonarismo, ao lado do Centrão, viabilizou um próximo golpe.

"Olha eu aqui!"

Lula pensa em outros nomes para o Supremo e os mais chegados acham que ele deveria colocar Jorge Messias no Ministério da Justiça no lugar deWellington Lima apadrinhado de Jaques Wagner. Messias queria deixar a AGU, mas Lula o convenceu a ficar até o final de seu mandato. Aliados de Lula aconselham o presidente a escolher uma mulher para o STF, e especialmente uma negra. Gleisi Hoffmann gosta da ideia: "É uma oportunidade para a gente debater a indicação de uma mulher para a Corte". Antes de Flávio Dino ser escolhido para o STF, a própria Gleisi chegou a ter seu nome cogitado para a vaga. Ela é advogada diplomada pela Faculdade de Direito de Curitiba e, claro, gostaria de "usar" toga.

Oito votos 1

Na noite anterior à sabatina de Jorge Messias, o ministro Alexandre de Moraes ofereceu um jantar para recepcionar um velho amigo, o procurador e ex-secretário Nacional de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo (ambos fizeram carreira no Ministério Público de São Paulo) e, entre outros convidados, estava o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Também lá estavam os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, além do senador Rodrigo Pacheco. Houve conversas sobre a votação de Messias e, apenas para Alexandre, Alcolumbre teria antecipado que o titular da AGU seria rejeitado pela diferença de oito votos.

Oito votos 2

O ministro Alexandre de Moraes também não era favorável à aprovação de Jorge Messias (ele garante que jamais conversou com algum senador) e permaneceu com a informação na cabeça: "oito votos". Moraes conhece onde aperta o sapato de Alcolumbre. Ele é padrinho de Jocildo Lemos, que pediu exoneração do comando da Amapá Previdência (Amprev) após a Polícia Federal investigar um aporte de R$ 400 milhões feito pelo fundo do Banco Master. Lemos também foi tesoureiro da campanha de Alcolumbre. Depois do encontro entre ele e Moraes no jantar, redes sociais ironizaram um suposto pacto: "Você salva a minha pele e eu salvo a sua".

Mistura Fina

A costura política que levou o veto presidencial da Dosimetria à pauta do Congresso passou por um acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e políticos bolsonaristas para enterrar a CPI do Master, cuja instalação vinha sendo pedida pela oposição. Um grupo de parlamentares planejava utilizar a sessão conjunta entre as duas Casas para cobrar que Alcolumbre autorizasse a abertura da CPI sobre o escândalo do banco de Daniel Vorcaro. A rejeição de Jorge Messias também entrou na conversa.

As tratativas foram conduzidas entre Alcolumbre (rotulado em editorial pelo Estadão de "egresso do baixíssimo clero") e o senador Jorge Seif (PL-SC). Parte dos deputados bolsonaristas diz não ter feito parte da negociação e se queixa de a CPI não ter sido instalada. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento que pede a criação da comissão, reclamou da manobra e sustentou que ela fere o regimento. Agora, ele quer entrar com mandado de segurança no STF para tentar garantir a criação da CPI.

O presidente Lula e seus assessores mais próximos iniciam a semana estabelecendo uma série de providências a serem tomadas contra Davi Alcolumbre, com o qual não planeja "em hipótese alguma" ter uma reconciliação. De cara, servidores indicados pelo presidente do Senado serão demitidos e informados da causa da demissão. Aliados defendem que Alcolumbre "deve sofrer" sempre que possível por ter causado constrangimento ao próprio presidente. Lula quer força total contra candidatos de Alcolumbre no Amapá para diminuir sua força em Brasília. E nem agendas importantes (caso do 6x1) serão motivo para uma reaproximação.

Mais: enfurecidos governistas estão prevendo que Davi Alcolumbre terá destino semelhante ao de Eduardo Cunha, que liderou o impeachment contra Dilma Rousseff em 2016 e acabou preso. Para alguns deles, o presidente do Senado será afetado (de saída, pelo episódio dos R$ 400 milhões da Amprev no Amapá) por revelações de Daniel Vorcaro e não terá mais o governo para ajudá-lo. E alguns defendem que Lula deixe vago o cargo de ministro do Supremo para não correr risco de nova derrota.

In - Esmalte: rosa fosco
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