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Giba Um

"O atual governo federal está destruindo o país, incluindo problemas nacionais do mesmo sistema...

...que, no passado, prejudicou Minas Gerais. 'Nós não somos um país de fracassados. Nós somos um país roubado', de Romeu Zema, governo e acusando Lula de tudo 'o que acontece de ruim por aqui'.

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Quando Harry Styles esteve no Brasil pela primeira vez, em 2014, se apresentando no Rio e em São Paulo, os ingressos e pista premium custavam R$ 600. Quando voltou em julho, ingressos desse setor passaram a custar R$ 1.410 e, atualmente, pacote VIP costumam custar R$ 7.000.

MAIS: No show do The Weeknd, marcado para abril, há quatro modalidades. A mais cara chega a R$ 12.343,94 e inclui acesso a lounge VIP, brindes exclusivos e foto em frente a um painel sem a participação do canadense. Como se pode notar shows já viraram artigos de luxo.

Pacheco no PSB

O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, (PSD-MG) acaba de encaminhar sua filiação ao PS3 para ser candidato ao governo de Minas Gerais. Os ajustes foram debatidos durante um jantar, em Brasília, com o presidente do partido, João Campos, e outros integrantes da legenda, como Geraldo Alckmin, a deputada (e mulher de João) Tábata Amaral (SP) e o ex-presidente da sigla, Carlos Siqueira. Pacheco deve dar palanque a Lula no estado e o anúncio oficial de sua candidatura a governador poderá acelerar a sabatina de Jorge Messias ao Supremo, com aprovação e Davi Alcolumbre.

Planos de Michelle

A única pessoa que vive, noite e dia, com Bolsonaro é a ex-primeira-dama Michelle, que até hoje não se conformou com a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Os filhos, incluindo Flávio, podem visitar o pai duas vezes por semana e os encontros devem durar meia hora. Eles estão apostando que Michelle pode voltar a trabalhar pela candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência com Michelle na vice. A permanência do ex-presidente em casa fará com que Michelle tenha total proximidade com ele todos os dias, o que pode inspirar à ex-primeira-dama uma super-reviravolta.

Aliadas para o Senado

Ainda Michelle Bolsonaro: a ex-primeira-dama deve emplacar uma bancada de aliadas entre os candidatos do PL para as eleições deste ano. Ela trabalha pelo apoio do partido a nomes próximos dela para disputar o Senado como Caroline de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Priscila Costa (PL-CE) e Rosana Valle (PL-SP) e ao governo, como Celina Leão (PP-DF) e Maria do Carmo (PL-AM). Michelle, por outro lado, tem sido criticada por não apoiar abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Para as aliadas, ela quer apoio de Bolsonaro e do PL (leia-se: apoio financeiro). Valdemar Costa Neto, presidente do PL, tem dito que "tem pouco dinheiro".

Ficará na Rede

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) está dando sinais de que pode ficar na Rede para disputar o Senado por São Paulo - e sem se transferir para o PT. Marina diz que não desistiu do partido e comparou a política a um bioma, em que as legendas seriam ecossistemas. 'Estou lutando para manter o ecossistema Rede. Queremos que volte a ser o que era, um partido que defende pluralidade'. Já Simone Tebet (Planejamento) deve se mudar do MDB para o PSB para concorrer ao Senado, também por São Paulo.

Sentimento de pertencimento

A atriz Carol Castro foi a mais recente convidada do projeto Disconcertos, que ocorreu na quarta (25), no espaço Futuros – Arte e Tecnologia, no bairro do Flamengo, no Rio. Seu trabalho mais recente em novelas foi em Garota do Momento (2024). Durante o evento, ela participou de uma discussão sobre o icônico álbum Nevermind, da banda Nirvana, amplamente considerado um dos discos mais influentes na história do rock. O projeto, idealizado pelo filósofo, historiador, jornalista e escritor Dodô Azevedo — que teve a chance de entrevistar a banda e se encontrar com Kurt Cobain em 1993 — tem como objetivo estimular conversas sobre obras musicais importantes.

A amizade entre Dodô e Carol nasceu dessa paixão em comum. Ele detalhou que a conexão se formou recentemente, em grande parte porque a atriz é fã da banda desde sua adolescência. Durante o encontro, Carol compartilhou suas lembranças sobre como o álbum impactou sua vida. Ela contou que conheceu 'Nevermind' aos 10 anos, enquanto morava em Natal, e que o disco a fez sentir um forte senso de pertencimento em um momento em que se sentia isolada. A atriz recordou que, embora fosse nova, se esforçava para entender as letras, utilizando um dicionário de inglês para auxiliá-la. Carol também compartilhou a profunda impressão que a notícia da morte de Kurt Cobain, em 1994, deixou em sua vida e enfatizou como esse álbum continua a ser um dos mais significativos em sua jornada pessoal até hoje.

Repatriar dinheirama de fora: tentativa 2

Entre os tantos coelhos que o governo Lula pretende tirar da cartola, um deles atende pelo nome de repatriação de recursos. A equipe econômica estuda a abertura de uma nova rodada do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT). A retomada do programa de legalização de recursos enviados irregularmente para o exterior é vista no Ministério da Fazenda e, mais especificamente, pela Receita Federal, como uma alternativa de curto prazo para gerar receitas extraordinárias. Seria uma forma de ampliar a arrecadação sem recorrer ao aumento direto de impostos. Há uma enorme dispersão nas estimativas sobre o volume de recursos mantidos por brasileiros fora do país e longe dos olhos da Receita. Em 2015, quando o RERCT foi lançado, as projeções indicavam a possibilidade de até US$ 400 bilhões ocultos. Na época, as criptomoedas eram incipientes. De lá para cá, a explosão desses ativos ampliou muito a possibilidade de camuflagem de patrimônio fora do alcance das autoridades fiscais. Hoje, além dos instrumentos readicionais, há uma camada adicional de opacidade proporcionada por criptoativos.

Isolamento político

A decisão de Alexandre de Moraes de vincular a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro deixou felizes os inimigos do ex-presidente no Planalto. A decisão impede que ele receba aliados políticos, limitando espaço de articulação para alianças com vistas às eleições no Senado, prioritárias para a direita. É de lá que se pode deflagrar impeachment de ministros do STF. Visitas só a advogados, médicos e familiares. Na Papudinha, Bolsonaro podia receber aliados. A depender da prorrogação domiciliar, segura Bolsonaro até fim de setembro.

Conhecimento do corpo

Aos 56 anos, a atriz Drica Moraes decidiu se abrir mais sobre sua vida pessoal, compartilhando como a maturidade lhe trouxe uma sensação de segurança, especialmente no que diz respeito à sua vida sexual. Conhecida por seu espírito bem-humorado e sua natureza reservada, a artista tem participado de entrevistas mais autênticas nos últimos tempos, revelando uma fase de maior liberdade em sua trajetória. Durante uma entrevista no programa Provoca, da TV Cultura, apresentado por Marcelo Tas, a atriz conversou de maneira descontraída sobre autoconhecimento e prazer. Ela enfatizou que explorar a sexualidade em uma idade mais avançada pode ser ainda mais gratificante, uma vez que a pessoa desenvolve uma compreensão mais clara de seu corpo e dos próprios desejos. 'Eu adoro transar. Transar mais velho é muito melhor. Você vai para o jogo, você se conhece, conhece o seu corpo, sabe o que você gosta, sabe pedir. Minha mãe me ensinou, ensinou a nós todos. "Sejam pessoas do bem, trabalhem, ganhem o dinheiro de vocês e tenham prazer". Porque a vida é para ter prazer.'

Silvia candidata

Silvia Abravanel, filha número 2 de Silvio Santos, acaba de se filiar ao PSD e aceitou convite da legenda para ser candidata a deputada federal por São Paulo. Ela é irmã de Cintia (filha biológica de Cidinha e irmã de Patrícia, Rebeca, Daniela e Renata). Durante 38 anos, Silvia manteve intolerância religiosa, mas quando aceitou o convite do PSD não resistiu: 'Deus me quer aqui'. De quebra, quer ver 'mais mulheres atuantes na vida política nacional'. Ela foi adotada com 72 horas de vira e quase filha de Manoel de Nóbrega.

CBF: R$ 3 bilhões 1

Não é à toa que a CBF desperta tanta cobiça junto a políticos e eminentes figuras do Judiciário. A entidade trabalha com a estimativa de um faturamento superior a R$ 3 bilhões neste ano. E a estimativa contempla apenas receitas recorrentes. Ou seja: não inclui premiações decorrentes da eventual conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira, o que poderá aumentar substancialmente a performance financeira da Confederação.

CBF: R$ 3 bilhões 2

Os números da CBF são de dar inveja a muita companhia aberta. Em pouco mais de dois anos, a CBF praticamente duplicou seu faturamento. Em 2023, o valor amealhado foi de R$ 1,2 bilhão. No ano passado, a cifra chegou a R$ 2,2 bilhões. A maior parcela dessa prosperidade vem dos contratos de patrocínio: o mais recente, com a MBRF/Sadia, anunciado há dias, renderá cerca de R$ 400 milhões em cinco anos. Nada que se compare ao acordo com a Nike, pelo qual a CBF recebe cerca de R$ 100 milhões por ano.

Mistura Fina

Ao solicitar referendo dos colegas da decisão que prorrogou a CPMI do INSS, o ministro André Mendonça acabou aplicando um involuntário 'xeque-mate' no xadrez político que se transformou o Supremo. A maioria tem interesse em neutralizar o Congresso como instância investigadora e zero interesse em desapontar Alcolumbre, única autoridade com a prerrogativa de decidir sobre abertura de processos de impeachment de ministros do STF.

A pressão contra Mendonça: aliados lembram os serviços prestados por Alcolumbre como "engavetador-geral" de pedidos de impeachment. Alcolumbre quer o fim da CPI que tenta investigar seu ex-chefe de gabinete por receber R$ 3 milhões do esquema que roubou os aposentados. Alcolumbre terá de jogar no lixo o próprio precedente: o STF apoiou a liminar de Luís Roberto Barroso criando a CPI da Covid.

O projeto de lei complementar (PLP), aprovado a toque de caixa pelo Senado, foi vendido como projeto para "garantir a licença-paternidade". Só que serve principalmente para conceder benefícios fiscais às áreas de livre comércio da região Norte, incluindo Macapá e Santana (AP), no estado do autor do projeto e líder do governo Lula no Senado, Randolfe Rodrigues, além do estado natal de Davi Alcolumbre (União).

O projeto foi apresentado na terça (24) e, na quarta (25), já havia sido aprovado pelo plenário do Senado. Na prática, o projeto suspende regras fiscais que o Congresso aprovou em 2025, como exigir estudo prévio para o benefício fiscal.

Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, recebeu R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa investigada pela Polícia Federal, sob suspeita de servir de canal de pagamentos a uma suposta milícia privada do grupo e a agentes públicos. As informações estão em um extrato de uma conta de Zettel. Os repasses foram feitos entre julho de 2022 e janeiro deste ano. Só no ano passado, Zettel recebeu R$ 160 milhões da Super, originados de 264 transferências. Os maiores repasses foram feitos entre fevereiro e abril, de R$ 5 milhões cada um.

In - Tesoura de cozinha multiuso

Out - Tesoura de cozinha multipla

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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