Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"O Brasil tem dono: é o povo brasileiro"

Senador Jorge Seif (PL-SC) sobre o avanço chinês sobre o agronegócio brasileiro

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Parlamentares culpam Costa por veto no Orçamento

A última palavra é de Lula, mas parlamentares responsabilizam Rui Costa (Casa Civil) como mentor da manobra que retirou aproximadamente R$11 bilhões do apito de deputados e senadores. Antes mesmo da canetada de Lula, o chefe da Casa Civil soltou por aí a possibilidade de alterar o Orçamento, aprovado pelo Congresso em dezembro passado. A movimentação afeta as emendas parlamentares.

A cavalo

A vingança deve vir já na primeira sessão do Congresso, com derrubada de vetos de Lula ligados à área fiscal, econômica e ambiental.

Ano eleitoral

Parte do dinheiro será para recompor recursos do Pé de Meia e Auxílio Gás, programas sociais que Lula quer usar para pedir votos este ano.

Deem adeus

Boa parte da grana foi redirecionada por meio de atos do Executivo e não dependem de análise do Congresso Nacional.

Dedos e anéis

Já há articulação entre parlamentares para recuperar ao menos parte do butim, aproximadamente R$400 milhões.

Marcus Pestana: mudanças fiscais ficam para 2027

Economista e diretor-executivo doa prestigiada Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, Marcus Pestana não acredita não vê chances para grandes mudanças no campo fiscal e econômico este ano. O ex-deputado federal e ex-candidato ao governo de Minas Gerais, é claro quanto ao motivo: ano eleitoral. Ao podcast Diário do Poder, o mineiro avalia ainda que, em 2027, a necessidade do ajuste do setor público vai se impor, seja qual for o governo ou quem seja o presidente.

Lá funcionou

Pestana cobra investimentos em educação para desenvolvimento do País e lembra que a Coreia do Sul tinha índices piores que os do Brasil.

Resta vender

Ex-membro do Conselho de Administração dos Correios, Pestana não vê muitas chances de a estatal escapar da crise financeira instalada.

Perdeu o sentido

“[Correios] virou uma empresa de logística como outra qualquer de encomendas, só que isso não justifica a existência de uma estatal”, diz.

Vaia baiana

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), deu as caras na tradicional Lavagem do Senhor Bonfim, em Salvador. Não deu outra: foi recebido com uma saraivada de vaias.

Por pouco

Antes de chegar no início da Lavagem do Bonfim, o pré-candidato ao governo baiano Ronaldo Mansur (Psol) levou um susto. Criminosos tentaram assaltar o político, no Centro Histórico de Salvador (BA).

Porta na cara

Cleitinho (Rep-MG) aproveitou o dia útil e foi a uma agência dos Correios. Deu com a cara na porta: a unidade tinha aviso que só funcionava uma vez na semana. O senador diz que vai notificar a estatal.

Fila recorde

“Uma fila de mais de 3 mil quilômetros, que sairia de Chapecó (SC) e chegaria até Aracaju (SE)", compara a deputada Carol de Toni (PL-SC) ao constatar a fila recorde do INSS, com mais de 3 milhões de pessoas.

Espera sentado

O deputado estadual Thiago Gagliasso (PL-RJ) quer saber cadê a classe artística, que não dá um piu sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, “não vai ter show de protesto dos artistas em Copacabana”.

De volta

Venezuelanos começam a ter de volta acesso ao X. A rede social foi banida do país pelo ditador amigão de Lula Nicolás Maduro, agora na cadeia após ser capturado pelos Estados Unidos.

Limites

A conduta do ministro Dias Toffoli (STF) no escândalo do Banco Master foi questionada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), “o STF não pode criar suas próprias leis. A Constituição precisa ser respeitada”.

Pai da garfada

É o deputado Fausto Pinato (PP-SP) o autor do projeto que cria a vistoria veicular periódica para veículos com mais de cinco anos. Parte da oposição já se mobiliza para matar o projeto, na CCJ da Câmara.

Pensando bem...

... não demora e o Brasil cria também o ministro de garantias.

PODER SEM PUDOR

Ah, se existisse blog...

Os boatos já tomavam Brasília, naquele 25 de agosto de 1961, quando o então ministro da Justiça de Jânio Quadros, Pedroso Horta, reunia-se a portas fechadas com o presidente do Congresso, senador Moura Andrade. Repórter atento e muito competente, Murilo Melo Filho estava no outro lado da porta, quando Pedroso Horta saiu do gabinete de Moura Andrade.

- Murilo, veja se isto lhe interessa – disse Horta, estendendo-lhe um papel.

Era nada mais nada menos que a carta-renúncia de Jânio Quadros.

artigos

Por que estamos tão esgotados?

21/04/2026 08h00

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Ultimamente, a palavra cansaço deixou de ser apenas um estado passageiro e passou a se tornar quase uma identidade coletiva. Muitas pessoas relatam se sentir constantemente esgotadas, seja mental, emocional ou até fisicamente. Isso levanta uma pergunta importante: por que estamos tão cansados? 

Parte da resposta está em como tradicionalmente entendemos saúde mental. Durante muito tempo, considerou-se que estar mentalmente saudável significava simplesmente não apresentar um transtorno psicológico. Ou seja, na ausência de ansiedade, depressão ou outras condições clínicas, presumiríamos que a mente estaria funcionando bem. 

Mas saúde mental não é apenas a ausência de doença. Ela também envolve a presença de um funcionamento cognitivo e emocional saudável. Isso inclui capacidade de atenção, clareza mental, autoconhecimento, regulação emocional, flexibilidade psicológica, autocontrole, capacidade de tomar boas decisões, entre outros. 

Quando essas habilidades relacionadas às chamadas Funções Executivas começam a falhar, mesmo sem um diagnóstico clínico, o resultado frequentemente aparece na forma de fadiga mental, irritabilidade e sensação de sobrecarga constante. 

Vivemos em um ambiente que exige muito do cérebro. A quantidade de estímulos, decisões, informações e pressões diárias pode ultrapassar a capacidade natural do nosso sistema de processar tudo de forma equilibrada. Ao mesmo tempo, muitos dos hábitos que sustentam o bom funcionamento cerebral, tais como pausas mentais, sono reparador, atenção plena e regulação emocional, acabam sendo negligenciados. 
O esgotamento, portanto, muitas vezes não é um sinal de fraqueza individual, mas um indicador de que nossos sistemas mentais estão operando em modo de sobrevivência por tempo prolongado.
Mas você já percebeu que nem tudo que nos recarrega é necessariamente descanso? 

Veja, muitas atividades que nos devolvem vitalidade podem até cansar o corpo, mas ainda assim restauram nossa energia vital. Isso acontece, porque elas despertam nosso sentido de propósito, algo fundamental para o cérebro humano. Conversar com pessoas queridas, dedicar-se a um projeto significativo ou contribuir para algo maior do que nós, pode exigir esforço, mas, paradoxalmente, também nos reenergiza. 

No meu mais recente livro “Neurociência Positiva”, proponho olhar para a saúde mental de forma mais ampla. Em vez de perguntar apenas “como evitar o adoecimento”, devemos começar a perguntar também “o que faz o cérebro funcionar bem?” 

Essa mudança de perspectiva é fundamental para cultivarmos efetivamente uma saúde mental e não apenas para evitarmos, ou reduzirmos, a incidência de doenças ou os seus sintomas.

Assim, talvez o cansaço coletivo que vemos hoje seja, na verdade, um convite para repensarmos nossa percepção de saúde, nossa relação com a produtividade e com aquilo que realmente nos devolve energia. Afinal, o cérebro humano não foi feito apenas para suportar demandas, mas para encontrar sentido, equilíbrio e direção. 

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Quem responde quando a IA erra na saúde?

21/04/2026 07h30

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Uma reportagem recente do New York Times trouxe à tona um movimento que tende a se intensificar nos próximos anos: grandes empresas de tecnologia estão desenvolvendo ferramentas capazes de analisar prontuários médicos, resultados de exames e até dados coletados por dispositivos móveis. A promessa é sedutora: centralizar informações de saúde que hoje são dispersas, facilitar o acesso do usuário aos seus dados e, em última análise, melhorar a tomada de decisões.

É inegável que se trata de um avanço tecnológico relevante. Mas, na prática, o cenário é mais sensível – e mais arriscado – do que parece. Dados de saúde não são informações comuns. São classificados como dados sensíveis, pois dizem respeito à intimidade mais profunda do indivíduo. Sua centralização em plataformas digitais, embora eficiente, pode se transformar em ponto crítico de vulnerabilidade, altamente atrativo para ataques cibernéticos.

Mas o problema não é apenas técnico. É jurídico. Há registros de que sistemas de inteligência artificial já falharam na identificação de emergências clínicas ou sugeriram orientações inadequadas. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: quem responde quando a tecnologia erra?

Essa discussão ainda é incipiente, mas já se tornou essencial. Nas relações de consumo mediadas por tecnologia, a responsabilidade tende a se diluir entre desenvolvedores, plataformas e eventuais prestadores de serviço. Para o usuário, no entanto, o risco é concreto – e imediato.

Há ainda outro ponto crítico: o consentimento. Em teoria, o compartilhamento desses dados depende de autorização livre, informada e inequívoca. Na prática, o que se vê é a repetição de um padrão já conhecido: termos de uso extensos, linguagem técnica e uma evidente assimetria informacional entre empresas e consumidores.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece um regime mais rigoroso para o tratamento de dados sensíveis, incluindo os de saúde. Ainda assim, a eficácia dessa proteção depende não apenas da norma, mas de sua aplicação concreta diante de tecnologias em rápida evolução.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade objetiva e solidária dos fornecedores. Contudo, essa lógica pressupõe relações de consumo relativamente identificáveis, em que seja possível delimitar com clareza a cadeia de fornecimento e os pontos de controle.

O desafio colocado pela inteligência artificial reside justamente no fato de que decisões são tomadas por sistemas opacos e integrados a múltiplos agentes, muitas vezes sem que seja possível identificar, com precisão, onde ocorreu a falha.

O debate, portanto, não é sobre impedir a inovação, mas sobre a definição clara de seus limites. A incorporação da inteligência artificial à saúde é, ao que tudo indica, inevitável. O que ainda está em aberto é o modelo de responsabilização que acompanhará esse avanço e, principalmente, o grau de proteção que será efetivamente garantido ao consumidor.

A tecnologia continua prometendo respostas rápidas e decisões mais eficientes. O direito, por sua vez, precisa garantir que, quando algo der errado, também exista uma resposta clara.

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