A ministra da Saúde, Nísia Trindade, já foi informada (duas vezes neste ano pelo Conass) da “situação crítica” dos insumos para ações de vigilância em saúde e laboral , de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, em alertas ignoradas.
Mais: estão em falta materiais para diagnósticos de covid-19, rubéola, chikungunya, doença de chagas e parvovírus. O problema é maior quando os Laboratórios Centrais de todos os Estados trocam insumos entre si (quando têm) e a população fica à mingua.
“O desejo de meu coração é chegar à Presidência. Eu já fazia política pública desde os 14 anos sem saber, como voluntária na igreja”,
de MICHELLE BOLSONARO // reforçando sua disposição de disputar o ex-cargo do marido.
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De volta ao Brasil
Com mais de 25 anos desde sua estreia na Broadway o musical O Rei Leão com direção de Julie Taymor, produção de Thomas Schumacher, presidente da Disney Theatrical Productions, já levou ao teatro pelo mundo todo cerca de cem milhões de pessoas.
A saga que conta história do leãozinho Simba, que vinga a morte de seu pai, Mufasa está de volta ao Brasil depois de 10 anos. Em sua primeira passagem levou mais de 850 mil espectadores ao teatro em quase dois anos.. Na nova adaptação brasileira o musical ganhou a contribuição especialíssima de Gilberto Gil como versionista das letras para as canções.
O espetáculo conta com 53 atores, desses 12 são sul-africanos que colaboram para a introdução que é composta de 6 línguas africanas originárias. Na pré-estreia na semana passada várias celebridades ocuparam as poltronas do Teatro Renault, Bela Vista, São Paulo.
Entre tantos, da esquerda para direita, o cantor Junior e sua esposa Mônica Benini, a atriz Klara Castanho (que esteve cotada para viver o personagem Mariana, no remake de Renascer, que na primeira versão foi vivido por Adriana Esteves), a jornalista Mari Palma, uma das queridinhas da CNN Brasil, a apresentadora Luciana Gimenez (que foi acompanhada de seu filho Lorenzo, fruto de seu relacionamento com Marcelo de Carvalho); e a jornalista e apresentadora Maria Cândida.
Coleção de gafes
Lula no exterior, discursando de improviso, não aprende e é sempre uma temeridade. Agora, aumentou sua coleção. Em Cabo Verde, num encontro com o ex-primeiro-ministro e atual presidente José Maria Neves, o petista cometeu novo ataque ao bom senso e tropeçou feio ao expressar gratidão “pelo que foi feito pelos africanos em 350 anos de escravidão”.
O agradecimento é devido aos negros que foram arrancados de suas casas, sequestrados e oprimidos, mais assassinatos, construíram o Brasil. Até Neves arregalou os olhos e engoliu a seco. A colossal gafe arrasa Lula que, até reconhecidamente, atuou pela aproximação do Brasil ao continente africano e foi o único presidente a se desculpar, em 2005, pela escravidão dos negros. Foi durante uma viagem ao Senegal, ao lado do então ministro da Cultura, Gilberto Gil.
Na visita à Ilha de Gorée, Lula pediu perdão e o que fez no passado virou pó. Há quem diga que Lula se atrapalhou nas palavras e não disse o que queria dizer. Afinal, na declaração final do encontro de líderes europeus e latino-americanos em Bruxelas, na Bélgica, na semana passada, o parágrafo 10 tratou do assunto:
“Reconhecemos e lamentamos profundamente o sofrimento incalculável infligido a milhões de homens, mulheres e crianças como resultado do comércio transatlântico de escravos”. Lula foi criticado até por seus ministros mais chegados. O único que saiu em sua defesa foi Silvio Almeida, dos Direitos Humanos.

14 quilos a menos
Em pouco mais de dois meses a vida de Ana Paula de Almeida, 46 anos, que ficou conhecida por integrar a segunda geração de paquitas conhecida como a Pituxita Bonequinha, mudou. Primeiro ela conseguiu entrar no reality-show A grande Conquista (que terminou semana passada com vitória do cantor Thiago Servo) na Record, sendo a quinta eliminada.
Ao ver suas imagens resolveu emagrecer eliminando pouco mais de 14 quilos em um mês. “Eu não tinha noção de como eu estava gordinha. Isso não é problema, porém, quando vi minha autoestima caiu e me sentia feia e triste”.
Ana Paula já fez trabalho como modelo plus size em 2014. Mais: ela reatou a amizade que tinha com a apresentadora Xuxa, durante o lançamento do documentário da ‘rainha dos baixinhos’. As duas haviam se distanciado depois que Ana Paula forjou uma agressão de seu ex-marido.
Ainda o tropeção
Para associar ao discurso de Lula sobre a escravidão na África: em abril deste ano, com muito atraso, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou que o país deveria se desculpar e assumir seu papel no comércio transatlântico de escravizados.
Em 1º de julho, o rei Willem-Alexander, da Holanda, se desculpou oficialmente pela escravidão no período colonial. A Rainha Elizabeth II nunca tocou no assunto, por mais de sete décadas. Em 2009, meses depois de Barack Obama tomar posse como primeiro presidente negro americano, o Senado se desculpou pela escravidão e pela segregação.

Vaidade ferida
Para muitos, a reação de Lula contra o presidente do Chile Gabriel Boric só teria uma explicação: vaidade ferida, cujo discurso confuso acabou ofuscado pelas declarações do chileno que, em Bruxelas, condenou ditaduras como Venezuela e Rússia (pela invasão à Ucrânia).
Pior: as palavras de Boric ganham manchetes positivas e soaram como música aos ouvidos dos chefes de Estado da Europa e da América Latina.
Olho na pesquisa
Valdemar Costa Neto, dono do PL, anda encomendando pesquisas eleitorais sobre 2026 para consumo interno. A última delas assustou Valdemar: dizia que, se o segundo turno da eleição presidencial fosse hoje, o resultado não seria o eleitorado rachado ao meio, como em outubro de 2022.
O levantamento mostra vitória folgada de Lula graças ao aumento de sua popularidade e aprovação de seu governo. Essas posições decorreram especialmente devido aos acontecimentos de 8 de janeiro e à recente melhora dos indicadores econômicos.
Em outra pesquisa, Michelle Bolsonaro, candidata ao Planalto, continua ostentando apenas 1% de intenções de votos (outro susto para Valdemar).
ELEVAÇÃO DE NOTA
Fernando Haddad (Fazenda) teve uma reunião com representantes da Fitch, uma das maiores agências de rating do mundo, ouviu avaliações positivas, mas não tirou nenhuma promessa.
Os técnicos da agência ficaram satisfeitos e elogiaram a simplificação do regime tributário no país. Haddad acha que a Fitch reclassificará a nota do Brasil para melhor.
A Standard & Poor’s também alterou sua perspectiva do rating de negativo para estável e a Moody’s manteve a nota de crédito soberano de logo prazo de Ba2 e também a perspectiva de estável para o rating do país.
Homofobia
Depois de um embate nas redes sociais, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, acionou o Ministério Público contra o ex-deputado Jean Wyllys (PT) por comentários discriminatórios. Nesses dias, depois do governante gaúcho ter decidido manter as escolas cívico-militares em seu estado, Wyllys o chamou de “gay como homofobia internalizada”.
Leite lembrou que já sofreu outros “ataques homofóbicos” e citou casos envolvendo o ex-deputado Roberto Jefferson e até o ex-presidente Jair Bolsonaro. Wyllys estava insistindo no ataque dizendo que “gays como homofobia internalizada desenvolvem libido e fetiches em relação às autoridades e uniformes: se for branco e rico então”.
BAIXAR AS VENDAS
A ideia de Lula de mobiliar os imóveis do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ ou promover uma campanha de preços baixos para eletrodomésticos fez o setor ficar torcendo por seu eventual aquecimento. Em 2022, as vendas de eletrodomésticos (e móveis também) caíram 6,7% em relação ao ano anterior, quando a retração já alcançara 7%.
O pessoal da equipe econômica não gosta da ideia. E também a hipótese de instalação de painéis solares fica de fora: surgiu no governo Bolsonaro dentro do ‘Casa Verde e Amarela’, sua versão do programa habitacional.
Outros tempos
A disposição de Lula falar de improviso em qualquer lugar e muitas vezes distanciando-se do assunto principal e cometendo alguns disparates, não chega ser novidade. Nos governos 1 e 2, o cenário não era diferente.
Um dos seus principais colaboradores era o escritor, professor e sindicalista, Luiz Dulci, que foi secretário-geral da Presidência. Era ele que preparava todos os discursos que Lula deveria fazer em determinadas situações. E em grande maioria das vezes, o presidente ignorava – e falava de improviso.
Ideia de fusão
Analistas mais práticos da situação que aflige a rede varejista brasileira, aumentada com a fraude da Americanas, acham que uma alternativa que impactasse o setor poderia ser uma fusão justamente entre a empresa de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira e o Magazine Luiza, também asfixiado e comandado por Luiza Trajano.
No tempo dos generais, foi assim com o Projeto Jari: Azevedo Antunes, Antônio Ermírio de Moraes, João Fortes e outros foram chamados para salvar a empresa. Os bancos entre Americanas e Magazine Luiza são praticamente os mesmos e com o apoio do BNDES poderiam ser criadas condições para a fusão. Seria para esses analistas uma “JBS do varejo”. Entre as duas, existem 75 mil funcionários.
DORIA, NÃO
Lula vetou a presença de ministros de seu governo em eventos organizados pela empresa Lide, fundada pelo ex-governador de São Paulo, João Doria. O petista teria sido mais do que claro quando pediu que integrantes do primeiro escalão de sua gestão não prestigiem Doria “de jeito nenhum”.
Há meses, o ministro da Justiça, Flávio Dino e o da Defesa, José Múcio, compareceram à evento do Lide. Na época Lula já manifestara seu descontentamento diretamente a Múcio. Depois, fez que outros auxiliares soubessem de seu desconforto. No passado, Doria se referia a Lula como “ladrão”, só para começo de conversa.
MISTURA FINA
- ENQUANTO o nome de Augusto Aras é até cotado para permanecer na Procuradoria-Geral da República, o presidente Lula avisa o Ministério Público de que a definição de quem vai chefiar o bloco de procuradores vai demorar mais que o esperado, podendo esticar até mais do final de setembro (é quando Aras sai). Se acontecer, a chefia do MPF fica nas mãos de um interino. Um dos motivos do adiamento é a coincidência de calendário entre a sucessão na PGR e a substituição da ministra Rosa Weber, que se aposenta do STF em outubro.
- O MINISTRO Alexandre de Moraes quer iniciar os julgamentos do 8 de janeiro na primeira quinzena de agosto, logo após a volta do Judiciário. Um primeiro bloco de processos com 30 réus será levado a plenário e terminado até o fim de agosto. A jornada é longa: o próprio Alexandre já declarou que os julgamentos dos acusados devem durar ao menos seis meses. para quem não tem ideia: até o momento, são 232 réus.
- DEPOIS da super gafe em Cabo Verde, Lula convocou uma força-tarefa de assessoria para seus discursos. Na semana passada, depois de ter sido criticado internacionalmente, resolveu repensar sobre seus discursos escritos. A atual equipe de três auxiliares do presidente será reforçada com Cristina Charão, assessora de Janja, por recomendação da primeira-dama.
- A PRIMEIRA-dama Janja da Silva, que coordena reuniões com integrantes do governo e faz comentários que são distribuídos nas redes sociais, é também a companhia constante de Lula em solenidades e eventos, incluindo situações no exterior. Em muitas vezes, senta-se ao lado do marido; em outras, numa cadeira atrás dele. Quem melhor tem observado as feições de Janja em muitas circunstâncias, considera seu olhar “vago”, não muito interessada no que está acontecendo.
- A BAND já está iniciando as conversas com a norte-americana Liberty Media para a renovação dos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil. O contrato tem validade até 2025. A emissora quer acelerar as tratativas por conta da movimentação de concorrentes, incluindo plataforma de streaming, dispostos a fisgar o acordo de exibição da categoria. Há quem aposte que Galvão Bueno poderia estar envolvido nessa plataforma, como locutor e até mesmo produtor associado.
- NA reformulação da grade noturna com a saída de Fausto Silva, a Band já pensa em colocar o novo programa no começo de agosto. A atração já tem nome: Melhor da noite. O programa que será comandado por Glenda Kozlowski e Zeca Camargo, ganhou um nome de reforço. É o chef Henrique Fogaça, que se afastou do júri do Masterchef Brasil alegando que queria mais tempo com a família. Há quem garanta que a proposta financeira foi crucial para o chef voltar a TV. A emissora do Morumbi ainda está em busca de outros nomes para reforçar a atração.



