Colunistas

Cláudio Humberto

"O governo Lula foi derrotado na sua sanha"

Senador Eduardo Girão (Novo-CE) sobre manter o veto de Bolsonaro que barra censura

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Nunes dispara no 2º turno: 48,1% a 35,9% de Boulos

Levantamento Paraná Pesquisas em São Paulo, divulgado nesta quarta-feira (29), aponta que Ricardo Nunes (MDB) é o favorito dos paulistanos para a eleição deste ano. O atual prefeito de São Paulo lidera todos os cenários da pesquisa, seguido por Guilherme Boulos (Psol), que domina o segundo lugar. Se a eventual disputa de segundo turno entre os dois fosse hoje, Nunes teria 48,1%, seu melhor resultado desde fevereiro, e Boulos 35,9%, o pior resultado do deputado ex-MST, aliado de Lula (PT).

Abriu

Em fevereiro, o Paraná Pesquisas previa Nunes com 43,3% e Boulos com 39,6%, tecnicamente empatados na margem de erro de 2,6%.

Meio

No cenário com todos os pré-candidatos, Nunes tem 28,2%, Boulos 24,2%, José Luiz Datena (PSDB), 12,1 % e Tabata Amaral (PSB), 9,1%.

Atrás

Pablo Marçal (PRTB) teria 5,1%, Kim Kataguiri (União), 3,4%, a candidata do Novo, Marina Helena, 3,2%. Os demais não atingiram 1%.

Dados

A pesquisa está registrada sob n.º SP-05645/2024 para o cargo de Prefeito; a margem de erro é de 2,6% para mais ou menos.

Congresso irá vetar censura seja qual for o pretexto

A decisão do Congresso de manter veto do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 2021, na prática preserva o exercício à livre expressão, inclusive nas redes sociais. Assim, o Congresso descartou regra de inspiração fascista que previa até 5 anos de prisão para quem difundisse supostas “notícias falsas”. Um órgão do governo atuaria como um “tribunal da verdade” para determinar o que seria falso. A votação desta terça (28) mostrou que o Congresso não deverá a aprovar qualquer regra que implique censura.

Aqui, não, espertalhão

O “PL da Censura” está empacado desde 2022, quando a Câmara barrou a “urgência. Até hoje não há consenso dos líderes para ser pautado.

Brasil não aceita censura

A Câmara tem se recusado a legislar sobre censura, e não deixa andar o a iniciativa de Orlando Silva (SP), filiado ao PCdoB, partido stalinista.

Vozes da tirania

Deputados acham que não pode ser boa coisa proposta de um deputado cujo partido idolatra tiranos como Josef Stalin e o albanês Enver Hoxha.

Tá feia a coisa

Mais um levantamento do Paraná Pesquisas aponta que está feia a coisa para Lula em municípios de São Paulo. Em Campinas, a aprovação de Lula (41,8%) como poeira do governador Tarcísio de Freitas (64,3%).

Fazendo história

Foi um dia histórico de reafirmação do Congresso a derrubada de vetos de Lula, como saidinha de presos, e a manutenção do veto do antecessor Jair Bolsonaro que impede a volta da censura ao País.

Aqui me tens de regresso

Ao explicar a orientação pela manutenção do veto presidencial que barra criar o “crime de fake News”, com pena de prisão, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) lembrou: “do contrário, o primeiro preso seria Lula”.

Clima no Congresso

Os gritos de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” quase sufocaram o anúncio de Rodrigo Pacheco do resultado que manteve o veto do então presidente Bolsonaro à criação do “crime de fake news”.

Derrota bombando

A “peia” que o governo Lula tomou no Congresso, nesta terça (28), como definiu a deputada Bia Kicis (PL-DF), colocou o termo “derrota” como um dos assuntos mais comentado no X, antigo Twitter.

Lula tomou um grito

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse que a derrubada dos vetos de Lula “foi um grito” ao governo Lula. “Derrubar lei do Congresso é um tapa na cara da sociedade”, que ontem reagiu.

No telhado

Anúncio de suspensão de cancelamento unilateral e até criminoso dos planos de saúde por parte das operadoras levantou suspeitas na Câmara. Parlamentares já desconfiam que a CPI subiu no telhado.

Bolsonaro 2026

Questionada sobre eventual candidatura pelo Diário do Poder, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que já tem candidato para as eleições de 2026: Jair Bolsonaro. “Ele será o nosso candidato”, declarou.

Pensando bem...

...agora só falta o tapetão para derrubar veto.

PODER SEM PUDOR

Não vale o escrito

O deputado estadual paulista Francisco Franco era da escola de Fernando Henrique “Esqueça o que escrevi” Cardoso. Franco presidia a Assembleia Legislativa (Alesp) quando anunciou ser contrário a um projeto do Executivo. Procurado pelo líder do governo, foi seco: “Sou um homem de palavra. Eu falei, não volto atrás.” O líder mostrou a Franco um documento que ele mesmo assinara, dias antes, apoiando o projeto do governo. O deputado não se abalou: “Eu assinei, mas não falei. Só vale o que eu falo.”

Artigos

Cortes de gastos públicos: da opção à imposição

Por Samuel Hanan, Empresário e engenheiro com especialização nas áreas de Macroeconomia, Administração de Empresas e Finanças

12/07/2024 07h30

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O grande fato econômico da segunda semana de junho foi a declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo reverá as despesas. Foi uma forma de ele tentar acalmar o mercado que reagiu mal às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual disse não pensar a economia do Brasil separada de medidas voltadas ao desenvolvimento social.
 

Haddad prometeu rever o gasto primário e cortar privilégios, tendo sua fala endossada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet. Uma notícia boa, sem dúvida, mas que não pode ficar somente na retórica, limitando-se a desfazer momentaneamente o mau humor do mercado.

A questão é que reduzir gastos públicos já deixou de ser mera opção do presidente da República, de ministros de Estado ou de outros governantes. A medida é, agora, a última oportunidade – impositiva e inadiável – para se evitar desastres maiores ao País, como o aprofundamento das desigualdades regionais e sociais. É a bala de prata para estancar o crescente deficit público nominal (de R$ 967 bilhões em 2023) e o brutal aumento do endividamento público (já superior aos R$ 8,1 trilhões de 2023) – e que provavelmente atingirá R$ 9 trilhões em dezembro.

Não há outra expressão para definir a real situação do setor público: o governo brasileiro não cabe mais no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Essa não é uma opinião, e sim a mais pura constatação resultante da análise de números oficiais, isenta de qualquer viés político-ideológico.

Vejamos o exemplo dos gastos da União. O funcionalismo público federal consome anualmente R$ 490 bilhões, o correspondente a 4,5% do PIB. Outros R$ 421 bilhões/ano são destinados a cobrir deficits previdenciários (Regime Geral da

Previdência Social, com R$ 311 bilhões/ano, e servidores federais civis e militares, com R$ 110 bilhões/ano). São mais 3,86% do PIB. Já os precatórios da União custam R$ 91 bilhões (ou 0,83% do PIB), e mais R$ 644 bilhões (ou 5,91% do PIB) são empregados no pagamento de juros incidentes sobre as dívidas da União. A soma revela o comprometimento anual de R$ 1,646 trilhão – o equivalente a nada menos que 15,10% do PIB.

Vamos agora às receitas da União, deduzindo as receitas previdenciárias, porque no cômputo geral consideramos apenas os deficits. A União soma receitas no total de R$ 1,605 trilhão, o correspondente a 14,73% do PIB. O deficit, portanto, é de 0,37% do PIB ou R$ 41 bilhões anuais.

A primeira conclusão que se tira é de que a União somente conseguirá oferecer à população serviços públicos – de educação, saúde, segurança pública, saneamento, habitação e programas sociais como Bolsa Família, Benefícios de Prestação Continuada (BPCs) e outros – mediante a geração de deficits gigantescos. Isso, por sua vez, implicará mais endividamentos, alimentando, portanto, um círculo vicioso insustentável e altamente prejudicial à nação.

A hipótese de o governo buscar ajustes via aumento de tributação está muito perto da exaustão. Essa medida recorrente já sacrifica demais a população – notadamente a mais carente – e certamente estimularia a sonegação e a informalidade, retrocesso indesejável.

Portanto, o corte de gastos é, além da solução mais adequada, a única solução capaz de produzir os efeitos necessários a melhoria de qualidade de vida dos mais de 200 milhões de brasileiros. Imprescindível, no entanto, que seja expressivo para não se tornar mais um remédio paliativo.

E é possível de ser feito, por meio da redução do gigantismo do Estado, dos privilégios e da impunidade (que consomem entre 2% e 3% do PIB), do efetivo combate à corrupção (a redução pela metade significaria diminuir os custos desse mal dos atuais 2,50% do PIB para 1,25 % do PIB) e do controle da farra das renúncias fiscais, muitas delas ilegítimas. O corte pela metade do que hoje é chamado de gastos tributários reduziria as despesas dos atuais 4,80% do PIB para 2,40% do PIB.

É factível, e apenas essas medidas de controle reforçariam os cofres da União em valores correspondentes a 6,65% do PIB, 
o que equivale a mais R$ 700 bilhões. Seria um bom começo e efetiva sinalização de que o governo está, de fato, disposto a mudar a realidade econômica do País.

Os números são claros e a realidade grita. O Brasil precisa sair da ilusão para a era da verdade. A redução dos privilégios significaria ganhos palpáveis para a classe trabalhadora – ou seja, melhores condições de vida –, maior crescimento da economia, ampliação da oferta de emprego e melhores salários. Seria, além disso, um passo fundamental para viabilizar, por exemplo, a melhoria da educação com implantação de escolas em tempo integral e a melhor remuneração dos professores, a expansão e o avanço dos serviços do SUS e a oferta de serviços públicos de maior qualidade à população.

Eis um caminho seguro para a redução das desigualdades regionais e sociais, medida tão necessária para fazer do Brasil um país mais justo e igualitário, dando concretude ao que diz a Constituição. Afinal, os direitos precisam sair do papel e chegar efetivamente à vida dos cidadãos.

Assine o Correio do Estado.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não se ouve falar em corte de gastos"

Senador Rogério Marinho (PL-RN) sobre a política de gastança em busca de votos

12/07/2024 07h00

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Pimenta termina a semana queimado no Planalto

Ministro da “reconstrução” em campanha para o governo do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta encerra a semana mais distante de reassumir a Secretaria de Comunicação Social de Lula. O cargo foi inventado por Lula para, de quebra, se livrar de Pimenta, cujo desempenho desagrada na Secom. No Planalto, é quase consenso que a melhora na avaliação de Lula, captada em pesquisas, esta semana, se deve mais ao afastamento de Pimenta da Secom do que ao desempenho do governo.

O problema saiu

Lula percebeu melhora na Secom sem Pimenta, com destaque nas redes sociais, cabresto na imprensa amiga e agilidade nas demandas.

Crise contratada

O governo também não quer contratar uma crise com o retorno de Pimenta: o escandaloso contrato de R$200 milhões suspenso pelo TCU.

O que falta

Laércio Portela, substituto de Pimenta na Secom, dificilmente ficará no posto até o fim do governo. Falta-lhe traquejo político.

Costas quentes

A primeira-dama Janja, que dá palpites no governo, deseja que Brunna Rosa, secretária de Estratégias e Redes, assuma a Secom.

Aulas de tabuada fazem falta à turma de Haddad

Antes de fazer sua turma aprender Economia, Fernando Haddad (Fazenda) deveria ordenar que aprendessem tabuada, após admitirem um “pequeno” erro na conta mentirosa de que somariam mais de R$22 bilhões a perda de receita provocada pela desoneração da folha de pagamento dos 17 setores que mais empregam pessoas. Reconhece agora que a suposta “perda” somaria R$4 bilhões a menos. A política econômica é tocada por pessoas que, tudo indica, não sabem aritmética.

Sem perigo de dar certo

Economia não é o forte nem mesmo do próprio Haddad, que confessou nada entender do assunto e que até colava dos colegas nas provas.

País da estupidez

A cobrança de imposto de 20% sobre a folha de pagamentos pune o empresário que gera empregos e assina carteiras de trabalho.

Contra o emprego

O projeto da reoneração, que deve suprimir postos de trabalho, prevê a volta do imposto reescalonado de 5% a 20% entre 2025 e 2028.

Sem coincidência

O projeto que perdoa bilhões em dívidas de partidos políticos foi aprovado na Câmara no dia seguinte à aprovação da regulamentação da reforma tributária, que atende a tara arrecadatória do governo Lula.

Pai da isenção

O PT tenta faturar com a inclusão da carne na cesta básica e bate bumbo dizendo que foi obra governista, mas foi o destaque solicitado pelo PL que garantiu a isenção do imposto para a proteína.

Lei da lei

Zequinha Marinho (Pode-PA) defende aprovação de PEC para reafirmar o marco temporal e garantir segurança jurídica sobre o assunto. “Infelizmente, em nosso país, não basta o texto da lei”, diz o senador.

Veto sem sentido

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, tenta reverter a decisão de Alexandre de Moraes que proíbe o dirigente de se encontrar com Jair Bolsonaro. Deve se reunir com o ministro em agosto.

Lobby

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) puxou lobby nas redes sociais e despejou um caminhão de dinheiro em propaganda para pressionar pela aprovação da regulamentação da reforma tributária.

Biden sob bullying

Nem entre Democratas Joe Biden encontra apoio para seguir com tentativa de reeleição: 56% defendem a desistência, diz pesquisa Wapo/ABC/Ipsos. No público geral, o número é ainda maior: 67%.

Espanta-eleitor

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, vai ao Ceará esta semana para participar do lançamento de candidaturas petistas no Estado, incluindo o atual presidente da Assembleia Legislativa de Fortaleza, Evandro Leitão.

Pior para pequenos

Para o senador Alan Rick (União-AC), são dois os grupos de agricultores mais afetados pelo insuficiente crédito do plano safra 2024/2025 de Lula: os pequenos e os médios produtores.

Pensando bem...

...não estudou economia, nem aritmética.

PODER SEM PUDOR

Fuga sem destino

O governador Ildo Meneghetti dormia, na madrugada de 31 de março de 1964, quando eclodiu o golpe militar. Acordou-se assustado com a multidão que ocupava o Palácio Piratini, convocada por Leonel Brizola, meteu-se no carro e saiu da cidade em disparada. Cansado, acabou dormindo novamente. A certa altura, foi despertado pelo motorista. Meneghetti perguntou, esfregando os olhos: “Chegamos aonde?” O homem. Respondeu: “Em Passo Fundo, governador, como o senhor mandou.” O governador estava surpreso: “Você se enganou, rapaz. Eu disse ‘pise fundo’!”

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