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CLÁUDIO HUMBERTO

"O país que não tem segurança jurídica, se afugenta"

José Nelto (PP-GO), sobre a MP do Esfolamento, que reonera 17 setores da economia

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“O país que não tem segurança jurídica, se afugenta”
José Nelto (PP-GO), sobre a MP do Esfolamento, que reonera 17 setores da economia

Pará continua a liderar o desmatamento no Brasil
O Pará é o estado que mais destruiu as suas matas em 2023, apontam dados da plataforma Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), que mapeia evidências de alteração da cobertura florestal da Amazônia e do Cerrado.

O estado governado por Helder Barbalho (MDB) lidera o desmatamento no Brasil desde 2006, segundo o próprio INPE. No ano passado foram 1.903 km² desmatados. A cidade de Altamira, no Pará, foi o município que mais desmatou na Amazônia Legal em 2023: 234,5 km². 

Curioso
O Maranhão do novo ministro do STF Flávio Dino é o segundo estado no ranking da destruição de matas: 1.765,1 km² apenas em 2023.

No Nordeste
A Bahia é o terceiro estado que mais desmatou no Brasil: 1.727,8 km². Tanto Maranhão, quanto a Bahia integram a região Matopiba do Cerrado.

Pódio
Na região da floresta amazônica, o Mato Grosso é o segundo estado que mais desmatou: 1.408 km2. Mas o estado é o 4º no total nacional.

Inédito
De acordo com o levantamento do Deter, 2023 foi a primeira vez em cinco anos que o Cerrado teve a área desmatada maior que a Amazônia.

Fim dos ‘saidões’ da prisão espera análise do Senado
Está parado no Senado desde agosto de 2022 o projeto de lei que acaba com os “saidões” (ou saidinhas), aprovado com amplo apoio na Câmara dos Deputados. O projeto estacionou na Comissão de Segurança Pública do Senado (CSP), presidida por Sergio Petecão (PSD-AC), no início de novembro passado e desde então aguarda apenas ser pautada para votação. A pauta é determinada pelo presidente do colegiado.

Tempo recorde
Quase 400 presidiários que tiraram folga da cadeia no fim do ano apenas no estado de São Paulo foram presos novamente por novos crimes.

Grandes interessados
Sergio Petecão disse que vai atender pedido de um funcionário do Ministério da Justiça e “instituições” para adiar a análise do projeto. 

Tem explicação
O relator do projeto na Comissão de Segurança é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo relatório é favorável ao fim das saidinhas.

Mais impostos, não
Um dos favoritos para assumir o comando da Câmara, o deputado Danilo Forte (União-CE) garantiu que está envolvido na articulação pela devolução da medida provisória da reoneração da folha de pagamento.

Fogo interno
“O governo [Lula] teve muitos acertos na área econômica, mas o déficit zero não é um deles”, criticou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre a gestão Fernando Haddad na Fazenda, que já comparou o arcabouço fiscal a um “pacto demoníaco”.

OAB já morreu?
Ex-líderes da advocacia têm saudades dos tempos em que sobrava autoridade moral à OAB para criticar quem se associa a ex-condenados ou se solidariza e até oferece serviços a vigarista sob ameaça de CPI.

Lá como cá
Presidente dos EUA, Joe Biden proferiu seu primeiro discurso de campanha, ontem (5). Em vez de planos para o futuro, o tema único da sua fala foi a “insurreição” de 6 de janeiro e o ex, Donald Trump.

Pediu, ganhou
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina proibiu a nomeação de Filipe Melo, filho do governador Jorginho Mello, para assumir o comando da Casa Civil catarinense. O pedido foi feito pelo... Psol.

Outras prioridades
O deputado Maurício Marcon (Pode-RS) não acredita que haverá reação do Congresso em relação à reoneração do diesel: “Os parlamentares estão muito mais preocupados com suas emendas e cargos”, disse ele.

Reoneração é imposto
“O ônus do ajuste das contas públicas não pode cair apenas sobre o setor produtivo. O setor público precisa dar sua contribuição” afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban.

Falou sem dizer
Kim Kataguiri (UB-SP) reagiu ao “apoio” ao padre Júlio Lancelotti e contra a CPI das ONGs na cracolândia. “Acho que qualquer suspeita de financiamento deve ser investigada, sem interferência autoritária”.

Pergunta no partido
Clero político é político santo?

PODER SEM PUDOR

Dos Thales, o maior
Dois gigantes do colunismo político, Carlos Castello Branco, do Jornal do Brasil, e Luiz Recena, do Jornal de Brasília, compartilhavam do privilégio de terem como fonte o deputado pernambucano Thales Ramalho. Certa vez, em resposta a notícias da escolha do conterrâneo Fernando Lyra para o ministério de Tancredo Neves, Thales perpetrou uma maldade que era também uma grande injustiça: “Fernando não pode ser ministro da Justiça porque é um analfabeto”.

Certa sexta-feira, já recomposto com Lyra, ele surpreendeu: “Castello, escreva pra domingo: Fernando será ministro da Justiça”. “Pô, Thales, ele não era um analfabeto?” cobrou Castelinho. A resposta foi na bucha: “Alfabetizou-se esta semana, Castello...”. Depois ligou para Recena: “Escreva isto também, vá que o Castello esqueça...”.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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