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Giba Um

"O Ramagem, eu acho que vai vir para cá. A direita está dizendo que ele foi preso por uma...

...multazinha. Não. Ele foi preso porque estava condenado a 16 anos aqui. Ele foi um golpista e tem de voltar para cumprir sua pena" de Lula, sobre Alexandre Ramagem, que pediu asilo nos EUA

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O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto nos Estados Unidos dois dias depois de ser preso pelo ICE, "polícia da imigração", e ninguém sabe exatamente quem determinou sua imediata liberdade. Eduardo Bolsonaro, o "Dudu Bananinha", acha que a ordem saiu de Donald Trump e tratou de agradecer ao presidente norte-americano.

MAIS: Eduardo também agradeceu ao secretário de Estado Marco Rubio pela "sensibilidade em tratar do caso desse verdadeiro herói nacional". E emendou: "Mesmo perseguido, ele não se abate. Ele merece asilo na terra da liberdade, ao lado de sua brava esposa, incansável pela sua liberdade, e de suas lindas filhas".

Uma nova fase

Anitta inicia um novo capítulo em sua carreira com o lançamento de "EQUILIBRIVM", seu oitavo álbum de estúdio. Este projeto, disponibilizado pelas gravadoras Floresta Records, Republic Records e Universal Music Latino, foi desenvolvido em dois momentos distintos. Primeiramente, a artista explora os ritmos brasileiros ao cantar em português. Em seguida, amplia seu horizonte com faixas em inglês e espanhol, buscando atrair um público internacional. O álbum conta com colaborações de artistas da música brasileira, como Marina Sena, Liniker e outros, além da participação internacional da cantora Shakira. O título faz alusão ao número quatro em algarismos romanos, representando o quarto projeto da artista voltado para o mercado global, e até mesmo a capa do álbum foi escolhida com a participação dos fãs. Em termos musicais, o álbum traz faixas mais amenas, afastando um pouco as batidas energéticas do funk presentes em "Funk Generation". Anitta comenta sobre essa mudança: “Não estou criticando a forma como cantei antes em outros álbuns. Pelo contrário, ainda amo e me orgulho de todos os tipos de música que já produzi ao longo da minha carreira. É como se fosse um processo de transição entre estilos”. A espiritualidade também se faz presente no trabalho. Desde 2013, praticante do Candomblé, ela afirma: “É um álbum que aborda a pluralidade de crenças. Trata-se de tudo que nos faz bem”. A nova fase teve início com a canção "Pinterest". “Eu brinco que veio como uma psicografia. Foi muito rápida traduzi-la para o português, porque ela nasceu originalmente em espanhol. Ela traz o cheirinho do álbum. Por isso começamos com ela. É uma das minhas favoritas entre as que já escrevi na vida”. De acordo com o jornal The Washington Post, Anitta se consolidou como uma das cantoras brasileiras mais reconhecidas mundialmente desde Astrud Gilberto, e "EQUILIBRIVM" prova que essa trajetória continua a se desenvolver.

"Último Baile na Ilha Fiscal"

Em maio, o ex-tucano João Doria (agora sócio de uma consultoria ao lado de Michel Temer) fará, em Nova York, o Brazil Investment Forum, mais um. Dias antes, o ministro Gilmar Mendes (STF) comanda, em Lisboa, o Fórum Jurídico, batizado ironicamente de "Gilmarpalooza" nas redes. Dois palcos e ambientes atraentes para interesses privados, favorecendo o diálogo com autoridades. No Brasil de hoje, os eventos lembram o último Baile na Ilha Fiscal, festa espalhafatosa da monarquia para os "nobres", na véspera da Proclamação da República (a comparação até se espalhou nas redes sociais). No caso mais surpreendente, para não dizer escandaloso, em Londres, uma degustação do uísque The Macallan, no London Club, custou mais de R$ 6 milhões a Daniel Vorcaro (garrafas de 18 anos custam entre R$ 3.000 e R$ 5.000, e exemplares de colecionador podem chegar até mesmo a R$ 1 milhão). O "clube do uísque" virou denúncia por mostrar que o banqueiro tentava comprar acesso direto a determinadas autoridades. O pior foi o "jet set jurídico-empresarial" agir com a naturalidade de quem considera normal banqueiros pagarem a diversão de autoridades.

Contra Boulos

Hugo Motta, presidente da Câmara, aproveitou almoço com Lula nesta semana para criticar Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e reclamar do "tom beligerante" dele em relação à Casa. O estopim foi quando o ministro disse que "a onça vai beber água" sobre o projeto do fim da escala 6 x 1. Motta afirmou que "Boulos não tem votos nem no seu partido, mas atrapalha o governo", referência ao fato de o PSOL ter recusado federação com o PT. E ainda acusou o palaciano de tentar reeditar o mote "Congresso inimigo do povo", levantado pela esquerda em 2025.

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Quase desistiu

Jenna Ortega é, neste momento, uma das personalidades mais destacadas de Hollywood, mas sua jornada rumo a esse sucesso foi cheia de obstáculos. Durante um episódio do podcast Big Bro, apresentado por Kid Cudi, a atriz de Wandinha revelou que quase decidiu deixar sua carreira para trás. A mudança em seu percurso aconteceu devido a um papel inesperado: Ellie Alves, na segunda temporada de You, lançada na Netflix em 2019. “Estava incerta sobre qual rumo seguir. Nunca considerei outra alternativa, especialmente recentemente. Porém, na minha adolescência, havia me afastado de um programa voltado para o público jovem e não sabia o que viria a seguir. Precisei provar meu valor e encontrar diretores de elenco que nem sabiam da minha existência.” A transição de produções voltadas para crianças para projetos mais voltados ao público adulto apresentou desafios. “Pensei que talvez fosse o momento de desistir, se fosse necessário. Começando o ensino médio, refletia: ‘tive uma boa trajetória’. Conversei sobre isso com minha equipe por meses. Então consegui o papel em You, fui para o set, aproveitei ao máximo e pensei: ‘não posso desistir agora’”. Após You, chegou o papel que transformaria sua carreira: Wandinha Addams. Desde então, Jenna participou de filmes como "Os Fantasmas Ainda se Divertem" e "Hurry Up Tomorrow", ao lado de The Weeknd. Em 2025, a segunda temporada de "Wandinha" foi lançada na Netflix, com Ortega também assumindo o papel de produtora executiva.

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Fachin modesto

Viagens de jatinhos, hospedagens em hotéis cinco estrelas e tudo o mais que o dinheiro pode pagar a ministros do STF parecem não ser a praia de Edson Fachin, presidente do STF. Na semana passada, foi ao Rio de Janeiro como passageiro de classe econômica num voo de carreira e ficou hospedado em um hotel quatro estrelas (apartamento básico), no bairro do Catete. A bordo, acabou saudado sem maiores manifestações. Só faltou ter uma bicicleta à sua espera no aeroporto para pedalar até o centro.

Economia sem pressa

Flávio Bolsonaro não tem pressa para indicar um porta-voz econômico. A avaliação de sua equipe é que eventual nomeação levaria a um exame com lupa na biografia da pessoa indicada. Isso poderia trazer desgaste em um momento em que Lula tem sofrido questionamentos sobre temas econômicos, como o aumento do endividamento das famílias e a alta dos combustíveis. Nas palavras de um aliado, a prioridade agora é aproveitar o momento negativo do presidente e não atrair holofotes. Além disso, não há nenhum estudo econômico estruturado sobre qualquer área que um porta-voz tenha para divulgar.

Pérola

O Ramagem, eu acho que vai vir para cá. A direita está dizendo que ele foi preso por uma multazinha. Não. Ele foi preso porque estava condenado a 16 anos aqui. Ele foi um golpista e tem de voltar para cumprir sua pena".

de Lula, sobre Alexandre Ramagem, que pediu asilo nos EUA.

PL e Novo contra 1

Mesmo com o PL e o Novo avisando, com antecedência, que votarão contra a aprovação de Jorge Messias para a vaga no Supremo, a movimentação do governo Lula, que diminuiu a resistência de Davi Alcolumbre ao nome do titular da AGU — Advocacia-Geral da União — alterou os números das tabelas que circulam no Senado com a estimativa de votos pró-Messias. Na ala governista, otimistas apontam até 52 votos para ele.

PL e Novo contra 2

Na oposição, o clima é de cenário ainda indefinido, mas com o indicado de Lula tendo ao menos 30 votos garantidos dos 41 necessários. Se confirmada a aprovação de Messias, a oposição duvida que o número chegue a 52, como o governo diz ter. Seriam entre 41 e 49 votos. Há, nos dois lados, a estimativa de um placar semelhante ao de Flávio Dino: 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções. A resistência perdeu força sem o presidente do Senado, que voltou a conversar com Lula nesta semana, mas Messias deve ter cerca de 25 votos contra.

Bomba-relógio 1

Ninguém sabe ainda quem vai mandar na Raízen após a entrada dos credores no capital da companhia. Essa é a questão visceral que divide Rubens Ometto e a Shell, controladoras da empresa. A multinacional não se opõe a uma maior participação dos futuros acionistas, tanto no Conselho quanto na gestão executiva. A Shell estaria disposta, inclusive, a ceder a presidência do board como moeda de troca para viabilizar um acordo que permita a conversão de debt em equity na repactuação do passivo da Raízen, uma bomba-relógio de R$ 65 bilhões.

Bomba-relógio 2

Do lado da Cosan, no entanto, essa hipótese inexiste. Ometto não tem qualquer intenção de deixar o cargo de chairman da Raízen. A proposta em discussão prevê a conversão de até 45% do passivo da Raízen em cerca de R$ 29 bilhões em capital. Esse novo arranjo, por si só, já vai alterar o equilíbrio histórico de mando da Raízen, dividido em partes iguais entre Cosan e Shell. O ingresso dos credores nesse jogo desarrumará essa lógica e forçará uma nova configuração de poder, queira Ometto ou não. Do lado dos bancos e detentores de títulos, a lógica é direta: ao trocar dívida por equity, querem também trocar risco por influência.

BC–Nubank: olho vivo 1

Uma eventual CPI do Banco Master, segundo analistas mais lúcidos, deveria incluir também o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o Nubank. Os motivos são transversais. O Master seria investigado por possíveis fraudes; Campos Neto, por conflito de interesses; e o Nubank, por favorecimento. Há um fio condutor entre todos esses personagens: são protagonistas de uma coleção de maus momentos do BC. A decantada independência do Banco Central ficou devendo um histórico de maior nobreza.

BC–Nubank: olho vivo 2

Se o Master já foi esquartejado em praça pública, a conexão entre o ex-presidente do BC e seu atual empregador jamais foi inquirida. Ambos permanecem usufruindo de suas relações diferenciadas. Línguas ferinas no mercado perguntam: será que Campos Neto já era Nubank antes de ser Nubank? O banco deitou e rolou na elisão regulatória que permitiu regras diferentes para a mesma atividade econômica durante a gestão de Campos Neto. As fintechs, bancos que não eram bancos, sempre fizeram o mesmo que os bancos fazem. O Nubank é o principal representante dessa espécie que circula sem amarras pela selva do sistema financeiro.

Mistura Fina

Dirigentes da federação União Brasil–PP querem usar Pablo Marçal para fazer pressão sobre o governador Tarcísio de Freitas. Vão testar o nome do coach em pesquisas para reduzir o salto alto de Tarcísio. Partidos da base reclamam que o governador não atende a classe política nem libera emendas. Marçal está inelegível e, se reverter a condenação, disputaria uma cadeira na Câmara ou no Senado. Detalhe: Marçal fez as pazes com Tarcísio e agora apoia o governador em sua tentativa de reeleição.

Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado vai aos Estados Unidos, na semana que vem, tentar convencer Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a apoiá-lo para concorrer ao Senado. Há uma indefinição no partido sobre quem será o postulante à segunda vaga na chapa de Tarcísio de Freitas. A primeira deve ficar com o deputado Guilherme Derrite (PP), e a vice, com o MDB. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, vai junto: é padrinho político de André do Prado. Antes de deixar o Brasil, Eduardo pensava em concorrer ao Senado.

O acordo entre Palmeiras e Nubank já provoca um efeito dominó no mercado de naming rights de arenas esportivas no Brasil. O Corinthians está fazendo marcação cerrada sobre a Hypera com o objetivo de reajustar o contrato da Neo Química Arena. Hoje, o grupo farmacêutico paga aproximadamente R$ 21 milhões por ano. O Corinthians almeja o dobro. Nos bastidores, dirigentes alvinegros falam até na possibilidade de rompimento da parceria caso a Hypera não concorde com a renegociação.

Como ocorre costumeiramente no futebol, o corre-corre dos cartolas corintianos mistura preocupação efetiva com o business e com o valuation da Arena Itaquera com a surrada tática de jogar para a galera. O Corinthians passou a tomar uma goleada do arquirrival no campeonato de naming rights. O Palmeiras receberá do Nubank cerca de US$ 10 milhões por ano.

In – Parede: Branco cremoso (fundo amarelado/bege)
Out – Parede: Branco puro (muito claro e frio)

CLAÚDIO HUMBERTO

"Moraes transformou seu projeto de vingança em condenação"

Deputada Carol de Toni (PL-SC), sobre STF condenar Eduardo Bolsonaro por 'coação'

18/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Suíte em hotel que Vorcaro bancou a Motta tem 247m²

Um dos endereços mais prestigiosos de Portugal, o Four Seasons Hotel Ritz Libon, que o enroladíssimo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraude contra o sistema financeiro, bancou para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), oferece uma exclusiva suíte presidencial maior que muitos apartamentos brasileiros: 247 m². O chão da mansão, que fica no 10º andar, é outra extravagância que só endinheirados podem bancar, todo em mármore de primeira linha.

Conta direito

Chama atenção o, acredite, baixo valor que Vorcaro teria pagado nas cinco diárias para Motta e senador Ciro Nogueira, R$90 mil.

Só ricaços

O hotel faz questão de exaltar as excentricidades para hóspedes tipo Ciro e Motta, como spa premiado e restaurante com estrela Michelin.

Petistas adoram

O luxuoso hotel recebeu Dilma em um pernoite em janeiro de 2014. À época, 12 anos atrás, a fatura da noitada saiu por R$73,5 mil.

Caminhão de dinheiro

A coluna cotou a segunda suíte mais cara para amanhã (19), a presidencial estava indisponível, o valor: R$32.369. E não é a mais cara.

Pão de Açúcar esfola mais as vítimas do seu calotex

Após lhes ser empurrados títulos de dívida (COE, debêntures, CRI) do Pão de Açucar, quando o mercado já sabia que o grupo estava “micado”, clientes de bancões como Itaú receberam “proposta” que deveria virar caso de polícia: ficar quieto e perder de cara 70% do que investiram. Ou continuar bancando otário e investir mais ainda na empresa oficialmente quebrada, aportando 20% de tudo o que já foi perdido. Por que fariam isso? Para “manter a chance” (remota) de receber algum valor no futuro.

Vítimas esfoladas

Trocando em miúdos, a “recuperação extrajudicial” do Pão de Açucar tenta arrancar ainda mais dinheiro dos credores, vítimas do seu calote.

É um golpe antigo

Investidores notam tardiamente que, quanto mais micada a empresa, maiores as comissões e spreads para quem indica seus títulos de dívida.

Coisas do Brasil

Emprestar a empresas é investimento comum, como os bonds nos EUA. Mas, lá, ninguém banca a esperto porque acaba na cadeia.

É resistência

Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro afirma que a permanência dele nos EUA não se traduz a uma vida mais confortável: “Minha atuação é de combate e articulação internacional contra os abusos judiciais ditatoriais”

Estilo petista

Não tem nada de “química” a relação do governo Lula com os EUA. Na cúpula do G7, Donald Trump afirmou que se encontrou com o petista, mas ressaltou que a relação com o Brasil é uma “bagunça”.

É hoje

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) lança nesta quinta-feira (18) o plano de ação para a segurança pública em um eventual governo. Vai ser em São Paulo, no Teatro B32.

Tempos bons

João Otávio de Noronha, ministro do STJ, arrancou risadas dos colegas ao dizer sentir saudades do tempo de diretor jurídico do Banco Brasil, ao lembrar dos honorários disse, “advogados estão milionários e eu pobre”.

O mínimo

A ida de Dario Durigan (Fazenda) à Câmara rendeu ao menos um elogio de Mauricio Marcon (PL-RS). Disse que o ministro ao menos responde as perguntas, já que o outro “fugiu”, talvez por “limitação intelectual”.

Silêncio sepulcral

Veio de onde pouco se espera a cobrança sobre o silêncio após menção dos favores que Vorcaro bancou ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Chico Alencar (Psol-RJ) lembrou: não há almoço grátis.

Deu em nada

A ministra Estela Aranha (TSE) esclareceu à coluna que a ação por suposta infração disciplinar no CNJ, como noticiado pela coluna ontem (17), foi arquivada e que, diferente do publicado, não foi impetrada pelo PSD, mas pelo (agora) deputado Adelmo Soares (Republicanos).

Pinóquio

A turma da comunicação de Lula se desdobra para colar a fantasiosa versão de que o petista deu gelo em Trump, no G7. Na verdade, a diplomacia brasileira que nem mesmo conseguiu um papo de corredor.

Pensando bem...

... cara mesmo foi a conta que o brasileiro pagou da fatura Vorcaro.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Latindo por votos

Na campanha de Tancredo Neves ao governo de Minas, em 1982, o deputado Ronan Tito espalmava a mão e perguntava que número era aquele. O povão respondia “Cachorro!”, numa alusão ao jogo do bicho.

- Pois Tancredo será o cachorro que vai expulsar os ladrões do Palácio da Liberdade! – exclamava Tito.

A estratégia de gosto duvidoso preocupava os amigos de Tancredo, que provocaram uma reunião sobre o assunto. O vice Hélio Garcia discordou:

- Se for para ganhar a eleição, tem até que latir...

CLAÚDIO HUMBERTO

"O Brasil passa vergonha no cenário internacional"

Senador Jorge Seif (PL-SC), sobre vergonhosa participação de Lula no encontro do G7

17/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Ignorado por Trump, Lula paga mico no G7

Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França. Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil. Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial. O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo.

Longe, ele ataca

Dias antes da humilhante tentativa de prosa em Evian, Lula chamou o presidente americano de “imbecil” e atacou seu secretário de Estado.

Perto, ele recua

Os insultos de Lula ocorreram dias depois de Trump receber o brasileiro em Washington com delicadeza, ouvindo sua conversa mole por 1h30.

Insulto não se esquece

Lula hostiliza Trump desde quando o chamou de “nazista”, na campanha presidencial americana. Agora, não consegue nem abrir negociação.

Mentiras de palanque

Bravatas eleitoreiras do tipo “não é um gringo que vai dar ordem a este presidente” eram lorotas. No caso, Trump não deu ordem alguma a Lula.

Ministra trava ação que atinge aliada de Flávio Dino

Juristas e políticos maranhenses estão estarrecidos com a morosidade na tramitação de um processo que pode reduzir a bancada estadual do PSB no estado. O partido, que teve Flávio Dino como filiado até sair para assumir vaga no Supremo Tribunal Federal, pode perder um deputado estadual, Fernando Braide, se confirmada acusação de fraude na cota de gênero que alçou o parlamentar ao cargo. Ele se elegeu pelo PSC, alvo da investigação, depois migrou de partidos até chegar ao PSB.

Haja protelação

A ação não avança no TSE em razão de estranhíssimos pedidos de vista (no plural mesmo) da ministra Estela Aranha desde dezembro de 2025.

Velhos conhecidos

O PSB-MA é presidido por Ana Paula Lobato suplente de Dino que virou senadora. E pode perder cadeira na Assembleia Legislativa maranhense.

Rolo jurídico

O PSD acionou o CNJ contra a ministra e pediu mandado de segurança no TSE. A coluna procurou a assessoria do TSE e aguarda resposta.

Quem se habilita?

A expectativa em Brasília é pelo surgimento de algum deputado que reivindique abertura de investigação sobre as relações de Daniel Vorcaro com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Rep-PB).

Acenando para o vazio

As redes sociais não perdoaram o deslocado Lula, no canto da tal “foto família” no G7. Enquanto todos mantinham postura, o petista, meio abobado, era o único que batia palmas e acenava para o vazio.

Buraco sem fim

A Anbima, associação de entidades dos mercados financeiro e de capitais (bancos, corretoras etc.) aumentou a estimativa do rombo nas contas do governo: passou de 8,58% para 8,84% do PIB do Brasil.

Judiciário mais caro

Alessandro Vieira (MDB-SE) quer barrar o projeto que aumenta em 56 vezes as custas judiciais. O senador apresentou três emendas à proposta que atualiza as custas judiciais da Justiça Federal e do STJ.

Não é a Copa

Eduardo Girão (Novo-CE) critica a paralisia do Senado no caso Master, em mais uma semana esvaziada, mesmo após denúncias envolvendo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Ele esclarece: o Senado está parado, na verdade, “por interesses pessoais, blindagem e corrupção”.

Tunga de volta

Vai durar pouco mais do que o período eleitoral o fim da rejeitada taxa das blusinhas, criada por Lula e extinta em ano de eleição. Em 2027, o governo volta a tributar as compras internacionais abaixo de US$50.

Pela imprensa

Hugo Motta foi o “marido traído” da vez. Apesar da prontidão para servir ao Planalto, só soube pela imprensa que o governo Lula iria retirar a urgência da votação do projeto sobre o fim da escala 6x1.

Próximo

Após mais uma recusa das autoridades sobre o acordo de delação premiada do banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, tem tudo para avançar a delação do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.

Pergunta no futuro

Criminalizar “lobby” no exterior é pior para quem?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

O lobby dos enforcados

Em 1988, uma comitiva do Ministério da Indústria e Comércio tentava com o governo Saddam Hussein quitar dívidas de US$2 bilhões com empresas brasileiras, entre elas a Mendes Júnior. Ressabiado, o deputado da extinta Arena Israel Pinheiro avisou ao ministro Roberto Cardoso Alves: “O pessoal do Saddam que saber mais do ‘contrato dos enforcados’.” Pergunta daqui, pergunta dali, “Robertão” matou a charada: Saddam mandou enforcar funcionários iraquianos suspeitos de receberem propina de brasileiros.

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