O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto nos Estados Unidos dois dias depois de ser preso pelo ICE, "polícia da imigração", e ninguém sabe exatamente quem determinou sua imediata liberdade. Eduardo Bolsonaro, o "Dudu Bananinha", acha que a ordem saiu de Donald Trump e tratou de agradecer ao presidente norte-americano.
MAIS: Eduardo também agradeceu ao secretário de Estado Marco Rubio pela "sensibilidade em tratar do caso desse verdadeiro herói nacional". E emendou: "Mesmo perseguido, ele não se abate. Ele merece asilo na terra da liberdade, ao lado de sua brava esposa, incansável pela sua liberdade, e de suas lindas filhas".

Uma nova fase
Anitta inicia um novo capítulo em sua carreira com o lançamento de "EQUILIBRIVM", seu oitavo álbum de estúdio. Este projeto, disponibilizado pelas gravadoras Floresta Records, Republic Records e Universal Music Latino, foi desenvolvido em dois momentos distintos. Primeiramente, a artista explora os ritmos brasileiros ao cantar em português. Em seguida, amplia seu horizonte com faixas em inglês e espanhol, buscando atrair um público internacional. O álbum conta com colaborações de artistas da música brasileira, como Marina Sena, Liniker e outros, além da participação internacional da cantora Shakira. O título faz alusão ao número quatro em algarismos romanos, representando o quarto projeto da artista voltado para o mercado global, e até mesmo a capa do álbum foi escolhida com a participação dos fãs. Em termos musicais, o álbum traz faixas mais amenas, afastando um pouco as batidas energéticas do funk presentes em "Funk Generation". Anitta comenta sobre essa mudança: “Não estou criticando a forma como cantei antes em outros álbuns. Pelo contrário, ainda amo e me orgulho de todos os tipos de música que já produzi ao longo da minha carreira. É como se fosse um processo de transição entre estilos”. A espiritualidade também se faz presente no trabalho. Desde 2013, praticante do Candomblé, ela afirma: “É um álbum que aborda a pluralidade de crenças. Trata-se de tudo que nos faz bem”. A nova fase teve início com a canção "Pinterest". “Eu brinco que veio como uma psicografia. Foi muito rápida traduzi-la para o português, porque ela nasceu originalmente em espanhol. Ela traz o cheirinho do álbum. Por isso começamos com ela. É uma das minhas favoritas entre as que já escrevi na vida”. De acordo com o jornal The Washington Post, Anitta se consolidou como uma das cantoras brasileiras mais reconhecidas mundialmente desde Astrud Gilberto, e "EQUILIBRIVM" prova que essa trajetória continua a se desenvolver.
"Último Baile na Ilha Fiscal"
Em maio, o ex-tucano João Doria (agora sócio de uma consultoria ao lado de Michel Temer) fará, em Nova York, o Brazil Investment Forum, mais um. Dias antes, o ministro Gilmar Mendes (STF) comanda, em Lisboa, o Fórum Jurídico, batizado ironicamente de "Gilmarpalooza" nas redes. Dois palcos e ambientes atraentes para interesses privados, favorecendo o diálogo com autoridades. No Brasil de hoje, os eventos lembram o último Baile na Ilha Fiscal, festa espalhafatosa da monarquia para os "nobres", na véspera da Proclamação da República (a comparação até se espalhou nas redes sociais). No caso mais surpreendente, para não dizer escandaloso, em Londres, uma degustação do uísque The Macallan, no London Club, custou mais de R$ 6 milhões a Daniel Vorcaro (garrafas de 18 anos custam entre R$ 3.000 e R$ 5.000, e exemplares de colecionador podem chegar até mesmo a R$ 1 milhão). O "clube do uísque" virou denúncia por mostrar que o banqueiro tentava comprar acesso direto a determinadas autoridades. O pior foi o "jet set jurídico-empresarial" agir com a naturalidade de quem considera normal banqueiros pagarem a diversão de autoridades.
Contra Boulos
Hugo Motta, presidente da Câmara, aproveitou almoço com Lula nesta semana para criticar Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e reclamar do "tom beligerante" dele em relação à Casa. O estopim foi quando o ministro disse que "a onça vai beber água" sobre o projeto do fim da escala 6 x 1. Motta afirmou que "Boulos não tem votos nem no seu partido, mas atrapalha o governo", referência ao fato de o PSOL ter recusado federação com o PT. E ainda acusou o palaciano de tentar reeditar o mote "Congresso inimigo do povo", levantado pela esquerda em 2025.

Quase desistiu
Jenna Ortega é, neste momento, uma das personalidades mais destacadas de Hollywood, mas sua jornada rumo a esse sucesso foi cheia de obstáculos. Durante um episódio do podcast Big Bro, apresentado por Kid Cudi, a atriz de Wandinha revelou que quase decidiu deixar sua carreira para trás. A mudança em seu percurso aconteceu devido a um papel inesperado: Ellie Alves, na segunda temporada de You, lançada na Netflix em 2019. “Estava incerta sobre qual rumo seguir. Nunca considerei outra alternativa, especialmente recentemente. Porém, na minha adolescência, havia me afastado de um programa voltado para o público jovem e não sabia o que viria a seguir. Precisei provar meu valor e encontrar diretores de elenco que nem sabiam da minha existência.” A transição de produções voltadas para crianças para projetos mais voltados ao público adulto apresentou desafios. “Pensei que talvez fosse o momento de desistir, se fosse necessário. Começando o ensino médio, refletia: ‘tive uma boa trajetória’. Conversei sobre isso com minha equipe por meses. Então consegui o papel em You, fui para o set, aproveitei ao máximo e pensei: ‘não posso desistir agora’”. Após You, chegou o papel que transformaria sua carreira: Wandinha Addams. Desde então, Jenna participou de filmes como "Os Fantasmas Ainda se Divertem" e "Hurry Up Tomorrow", ao lado de The Weeknd. Em 2025, a segunda temporada de "Wandinha" foi lançada na Netflix, com Ortega também assumindo o papel de produtora executiva.

Fachin modesto
Viagens de jatinhos, hospedagens em hotéis cinco estrelas e tudo o mais que o dinheiro pode pagar a ministros do STF parecem não ser a praia de Edson Fachin, presidente do STF. Na semana passada, foi ao Rio de Janeiro como passageiro de classe econômica num voo de carreira e ficou hospedado em um hotel quatro estrelas (apartamento básico), no bairro do Catete. A bordo, acabou saudado sem maiores manifestações. Só faltou ter uma bicicleta à sua espera no aeroporto para pedalar até o centro.
Economia sem pressa
Flávio Bolsonaro não tem pressa para indicar um porta-voz econômico. A avaliação de sua equipe é que eventual nomeação levaria a um exame com lupa na biografia da pessoa indicada. Isso poderia trazer desgaste em um momento em que Lula tem sofrido questionamentos sobre temas econômicos, como o aumento do endividamento das famílias e a alta dos combustíveis. Nas palavras de um aliado, a prioridade agora é aproveitar o momento negativo do presidente e não atrair holofotes. Além disso, não há nenhum estudo econômico estruturado sobre qualquer área que um porta-voz tenha para divulgar.
Pérola
O Ramagem, eu acho que vai vir para cá. A direita está dizendo que ele foi preso por uma multazinha. Não. Ele foi preso porque estava condenado a 16 anos aqui. Ele foi um golpista e tem de voltar para cumprir sua pena".
de Lula, sobre Alexandre Ramagem, que pediu asilo nos EUA.
PL e Novo contra 1
Mesmo com o PL e o Novo avisando, com antecedência, que votarão contra a aprovação de Jorge Messias para a vaga no Supremo, a movimentação do governo Lula, que diminuiu a resistência de Davi Alcolumbre ao nome do titular da AGU — Advocacia-Geral da União — alterou os números das tabelas que circulam no Senado com a estimativa de votos pró-Messias. Na ala governista, otimistas apontam até 52 votos para ele.
PL e Novo contra 2
Na oposição, o clima é de cenário ainda indefinido, mas com o indicado de Lula tendo ao menos 30 votos garantidos dos 41 necessários. Se confirmada a aprovação de Messias, a oposição duvida que o número chegue a 52, como o governo diz ter. Seriam entre 41 e 49 votos. Há, nos dois lados, a estimativa de um placar semelhante ao de Flávio Dino: 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções. A resistência perdeu força sem o presidente do Senado, que voltou a conversar com Lula nesta semana, mas Messias deve ter cerca de 25 votos contra.
Bomba-relógio 1
Ninguém sabe ainda quem vai mandar na Raízen após a entrada dos credores no capital da companhia. Essa é a questão visceral que divide Rubens Ometto e a Shell, controladoras da empresa. A multinacional não se opõe a uma maior participação dos futuros acionistas, tanto no Conselho quanto na gestão executiva. A Shell estaria disposta, inclusive, a ceder a presidência do board como moeda de troca para viabilizar um acordo que permita a conversão de debt em equity na repactuação do passivo da Raízen, uma bomba-relógio de R$ 65 bilhões.
Bomba-relógio 2
Do lado da Cosan, no entanto, essa hipótese inexiste. Ometto não tem qualquer intenção de deixar o cargo de chairman da Raízen. A proposta em discussão prevê a conversão de até 45% do passivo da Raízen em cerca de R$ 29 bilhões em capital. Esse novo arranjo, por si só, já vai alterar o equilíbrio histórico de mando da Raízen, dividido em partes iguais entre Cosan e Shell. O ingresso dos credores nesse jogo desarrumará essa lógica e forçará uma nova configuração de poder, queira Ometto ou não. Do lado dos bancos e detentores de títulos, a lógica é direta: ao trocar dívida por equity, querem também trocar risco por influência.
BC–Nubank: olho vivo 1
Uma eventual CPI do Banco Master, segundo analistas mais lúcidos, deveria incluir também o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o Nubank. Os motivos são transversais. O Master seria investigado por possíveis fraudes; Campos Neto, por conflito de interesses; e o Nubank, por favorecimento. Há um fio condutor entre todos esses personagens: são protagonistas de uma coleção de maus momentos do BC. A decantada independência do Banco Central ficou devendo um histórico de maior nobreza.
BC–Nubank: olho vivo 2
Se o Master já foi esquartejado em praça pública, a conexão entre o ex-presidente do BC e seu atual empregador jamais foi inquirida. Ambos permanecem usufruindo de suas relações diferenciadas. Línguas ferinas no mercado perguntam: será que Campos Neto já era Nubank antes de ser Nubank? O banco deitou e rolou na elisão regulatória que permitiu regras diferentes para a mesma atividade econômica durante a gestão de Campos Neto. As fintechs, bancos que não eram bancos, sempre fizeram o mesmo que os bancos fazem. O Nubank é o principal representante dessa espécie que circula sem amarras pela selva do sistema financeiro.
Mistura Fina
Dirigentes da federação União Brasil–PP querem usar Pablo Marçal para fazer pressão sobre o governador Tarcísio de Freitas. Vão testar o nome do coach em pesquisas para reduzir o salto alto de Tarcísio. Partidos da base reclamam que o governador não atende a classe política nem libera emendas. Marçal está inelegível e, se reverter a condenação, disputaria uma cadeira na Câmara ou no Senado. Detalhe: Marçal fez as pazes com Tarcísio e agora apoia o governador em sua tentativa de reeleição.
Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado vai aos Estados Unidos, na semana que vem, tentar convencer Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a apoiá-lo para concorrer ao Senado. Há uma indefinição no partido sobre quem será o postulante à segunda vaga na chapa de Tarcísio de Freitas. A primeira deve ficar com o deputado Guilherme Derrite (PP), e a vice, com o MDB. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, vai junto: é padrinho político de André do Prado. Antes de deixar o Brasil, Eduardo pensava em concorrer ao Senado.
O acordo entre Palmeiras e Nubank já provoca um efeito dominó no mercado de naming rights de arenas esportivas no Brasil. O Corinthians está fazendo marcação cerrada sobre a Hypera com o objetivo de reajustar o contrato da Neo Química Arena. Hoje, o grupo farmacêutico paga aproximadamente R$ 21 milhões por ano. O Corinthians almeja o dobro. Nos bastidores, dirigentes alvinegros falam até na possibilidade de rompimento da parceria caso a Hypera não concorde com a renegociação.
Como ocorre costumeiramente no futebol, o corre-corre dos cartolas corintianos mistura preocupação efetiva com o business e com o valuation da Arena Itaquera com a surrada tática de jogar para a galera. O Corinthians passou a tomar uma goleada do arquirrival no campeonato de naming rights. O Palmeiras receberá do Nubank cerca de US$ 10 milhões por ano.
In – Parede: Branco cremoso (fundo amarelado/bege)
Out – Parede: Branco puro (muito claro e frio)



