Colunistas

Cláudio Humberto

"Obrigado, Anvisa"

Deputado Eduardo Bolsonaro ironiza a obrigatoriedade de máscara em voo enquanto foliões se aglomeram aos milhões no carnaval

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Desmonte: MEC irá ‘rever’ reforma do ensino médio

O currículo do Novo Ensino Médio está prestes a sofrer desmonte no Ministério da Educação. É o que querem deputados governistas do tipo porraloucas. Após décadas de hesitações nos governos do PT, a grade curricular foi atualizada no governo Michel Temer, em 2017, e implantada em 2022. Setores ideológicos pressionam pela revogação total da reforma, que acabou com a obrigatoriedade de matérias tipo sociologia e filosofia, onde os alunos viram presas fáceis para doutrinação política.

 

Isto é libertador

O novo modelo é moderno, deixa que alunos optem por disciplinas e carga horária direcionadas para áreas do seu interesse.

 

Ensino técnico

A reforma do ensino médio também possibilita aos alunos a escolha de disciplinas que o direcionem ao ensino técnico, cada vez mais valorizado.

 

Rumo ao atraso

À coluna, o MEC confirmou que há “planejamento” de uma pesquisa para optar pelo atraso: “qualificar o debate” e “corrigir distorções”.

 

O povo gosta

A reforma do ensino médio caiu no gosto da população, segundo pesquisa do Sesi que aponta aprovação por 70% dos brasileiros.

 

Lula muda atitude e evolui do isopor ao sobrevoo

O presidente Lula (PT) mudou de atitude ao suspender o feriadão na Bahia para sobrevoar as áreas atingidas pelas chuvas no litoral paulista. Na “gestão” da falecida primeira-dama, ele fugia como o diabo da cruz de “associar” sua imagem a tragédias. Os assessores culpavam Marisa Letícia, claro. Ele não arredou pé da mesma base naval de Aratu (BA), em janeiro de 2010: enquanto 53 pessoas morriam no Rio de Janeiro, sob lama, ele desfilava na praia com um isopor de bebidas na cabeça.

 

Sem explicações

Nos dois primeiros governos, o petista não alterou sua conduta diante das tragédias que vitimaram brasileiros. E jamais explicou isso.

 

Longe da crise

Na queda do voo 3054 da TAM (Latam), no aeroporto de Congonhas (SP), que matou 199 pessoas, Lula foi a única autoridade a evitar o local.

 

Inexplicável

Além de nunca demonstrar solidariedade, Lula levou cerca de dois anos para receber no Planalto familiares das vítimas do voo 3054.

 

Se fosse o outro...

Petistas como Zeca Dirceu, filho do ex-todo-poderoso José Dirceu, além de Quaquá e até a primeira-dama Janja, pulavam Carnaval enquanto as chuvas destruíram o litoral paulista. As manchetes omitiram a folia.

 

Merrecas

Houve quem registrasse: enquanto o ministro Márcio França (Portos) tentava fazer política anunciando doação de R$2 milhões da autoridade portuária aos municípios da sua base eleitoral atingidos pelas enchentes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, liberava R$80 milhões.

 

Vergonhoso

Provocou revolta nas redes vídeo de flagrante no Sesc Rio Preto (SP) que pendurou nas suas instalações uma bandeira vermelha “do Brasil”, com a frase “índios, negros e pobres” no lugar de “Ordem e Progresso”.

 

Ao que interessa

Ex-presidenciável, Aécio Neves (PSDB-MG) tenta garantir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. PT e lulistas raivosos não aceitam o tucano no comando da comissão e exigem sua substituição.

 

Faltou resposta

O ministro Flávio Dino (Justiça) usou as redes para negar que responda a 277 processos judiciais. Foi logo interpelado por deputado delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP): “e comunista, você é?”. A resposta não veio.

 

Ratinho solidário

O governador do Paraná, Ratinho Junior, telefonou ao paulista Tarcísio Gomes de Freitas ainda no domingo, colocando o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil à disposição para o resgate das vítimas das enchentes.

 

Responsabilidades

A tragédia no litoral norte de São Paulo foi agravada por decisão do STF ao alegar a pandemia e proibir remoção de famílias. A prefeitura de Ubatuba notificou moradores, mas, com base na decisão, não saíram.

 

São uns artistas

A Atricon, que promoveu congresso de comunicação e não informou os custos alegando não ser alcançada pela lei da transparência, agora garante à coluna que dentro de 90 dias apresentará prestação de contas.

 

Pensando bem...

...Simone Tebet, uma ministra ilhada, também ficou isolada pelas chuvas.

 

PODER SEM PUDOR

O síndico mirim

De estatura inversamente proporcional à pose, ACM Neto mostrou desde cedo que herdou o jeito ACM de se impor. Nos anos 1980, o alto clero carlista (Antonio Imbassahy, o ex-senador ACM Jr etc) morava no Condomínio Bosque Suíço, em Salvador. Ainda criança, dez anos, Neto quis ser síndico do condomínio, alegando ser o “neto do homem”.

Foi impedido pela convenção do condomínio, mas criou a figura do “síndico mirim”, à revelia dos moradores. Tinha até verba mensal. O hoje ex-prefeito de Salvador ACM Neto foi o primeiro e único a ocupar o cargo.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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