A MRV, de Rubens Menin, quer vender ativos (terrenos) com menos potencial de geração de receita para recompor o caixa. No trimestre passado, a empresa consumiu R$ 653 milhões, bem acima das previsões do mercado.
Mais: o Goldman Sachs estimava o gasto em menos de R$ 350 milhões. As ações da construtora caíram 10%. A CNN, também de Menin é outro problema de faturamento. Ele tem ainda o Banco Inter, a Rádio Itatiaia e uma fortuna estimada em R$ 7,7 bilhões.
“Para mim, a meta zero é programática, não precisa nem estar na lei para perseguir”,
de FERNANDO HADDAD (Fazenda) // referindo-se ao “objetivo fiscal do governo federal”, que parece viver, mas já está morto.
In – Vestido acinturado
Out – Vestido peplum

Chegando bem aos 50 anos
A apresentadora Angélica chega aos 50 anos no próximo dia 30 e para festejar a data fez uma série especial que foi batizada de Angélica: 50 e tanto, que irá ao ar no Fantástico, no GNT e Globoplay, com previsão de estreia no dia 26. Fora das telas se aprofunda em questões relacionadas à saúde mental e bem-estar, no site Mina Bem-Estar, onde além de ser uma das fundadoras é também colunista.
Em entrevista à revista Marie Claire Brasil no qual é capa fez a previsão para quando ficar mais velha: “Vou virar uma velhinha maluquete. Adoro coisas novas, adoro quando me propõem uma aventura qualquer. Quando você já tem segurança do que é, do que quer, do que pode ou não, é muito bem-vindo algo que te desafie”.
Brincadeiras à parte ela diz que se sente bem com seu corpo: “Por causa da minha imagem na TV, era preocupada com o corpo, tinha muita pressão. Hoje a necessidade não é pro corpo estar ‘bom’, mas estar com saúde. Quero me sentir bem, entrar numa roupa legal, mas a celulite está ali e tudo bem. Tem dias em que me sinto bonita e outros não. No geral, gosto do que estou vendo. Está tudo bem. Não me permito mais não me aceitar”.
E para finalizar definiu que felicidade é uma mistura de tudo: “Felicidade é minha casa, meus filhos, meu marido, minha profissão. Quando vou dormir e está todo mundo em casa, eu passo no quarto de cada um dando boa-noite e agradeço. Me dá uma sensação de plenitude”.
Portugal deixou de ser um sonho
No aeroporto do Porto, em Portugal, há dias, uma mala caiu no pé de uma brasileira, ela reclamou e ouviu de uma portuguesa: “Sua porca! Vai para sua terra, sua porca! Sou portuguesa de raça! Você é uma brasileira, vai para sua terra! Estão invadindo Portugal, essa raça de filhas da p...”.
A brasileira estava de passagem: tem cidadania italiana e mora em Barcelona. A situação, contudo, espelho de preconceito, representava o que os portugueses estão sentindo pelos brasileiros. Hoje, achando que a terrinha seria um sonho, são 360 mil imigrantes do Brasil em Portugal. Metade quer vir embora e não tem dinheiro para passagem. Muitos vivem de subemprego e racham pequenos apartamentos.
Outros tantos espalham-se em pequenas cidades do interior, onde não há empregos e eles não são bem-vindos. Preços de moradia e alimentação não são para imigrantes brasileiros embora carrões só os milionários é que tem. Agora, estão falando mal dos judeus brasileiros – e apoiando o Hamas.

Esmalte de boiadeira
Prestes a completar 20 anos (dia16) a cantora Ana Castela que tem como apelido Boiadeira, no qual se batizou depois do sucesso de sua música homônima sai um pouco dos palcos e chega as prateleiras das perfumarias, drogarias e supermercados.
A sertaneja acaba de firmar uma parceria com a marca de cosméticos Impala e lança uma coleção de esmaltes com seu nome, que foi criada para o verão, com 10 cores.
“Eu nunca imaginei que a música pudesse me proporcionar a experiência de ter uma coleção de esmaltes minha, e o mais legal é que eu realmente participei de perto da criação das cores, por isso elas têm a minha cara. Agora, todas nós, boiadeiras, temos uma linha de esmaltes feita para nós”.
Mais: Castela acaba de ser nomeada embaixadora da linha Seda (produtos para cabelos), da Unilever.
Deixou de ser paraíso
Durante décadas, Portugal não era nada, nem atração turística. De repente, começou a receber brasileiros (de todos os níveis) que achavam que iam resolver suas vidas. Os milionários queriam distância do Brasil, como aconteceu há anos com Miami.
No cotidiano, até a língua ficou complicada. Brasileiros não entendem os portugueses e os portugueses não entendem os brasileiros. Emprego é para quem é fluente em inglês (!?). As mulheres são muito xingadas. Ou seja: o episódio do aeroporto do Porto não é novidade.

Contra Dino
O ministro Flávio Dino (Justiça) resolveu comprar a história no aeroporto do Porto e defender a brasileira, usando uma linguagem irônica e ao mesmo tempo dura: “Nós temos direito de estar em Portugal por reciprocidade porque em 1500 eles invadiram o Brasil. Concordo até que repatriem todos os imigrantes que estão lá, devolvendo junto o ouro de Ouro Preto e aí fica tudo certo, a gente fica quieto”. Foi o suficiente para que os jornais atacassem o ministro, argumentando que ele “resolveu ofender” Portugal e quase criando um caso diplomático.
Sem ajuda
O futuro embaixador do Brasil no Catar só deve assumir em janeiro. Se estivesse nas funções poderia pedir ajuda ao país para libertação dos brasileiros em Gaza. Ninguém falou com o Catar e os árabes sacudiram os ombros. A longa vacância na embaixada brasileira foi – e está sendo – considerada desrespeitosa.
Entre diplomatas a avaliação é que, com a falta do encarregado dos negócios, que saiu do Catar em agosto e com Lula passando pano no Hamas, o Brasil virou uma pária. A nomeação de Marcelo Dantas para o Catar foi publicada em 25 de outubro, mas ele ainda não foi conhecer a cidade.
MAIS OBSTÁCULOS
Enquanto Fernando Haddad, ministro da Fazenda, tenta manter a promessa do déficit zero para 2024, o presidente da Câmara e um dos dirigentes do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), avisa que quer votar – e ainda este ano – um projeto de lei que criará mais obstáculos para Haddad.
Ele encapou a criação do Fundo Verde para financiar a transição energética no país com créditos tributários de até R$ 800 bilhões. Esses recursos lastrearão empréstimos em bancos comerciais para projetos ligados ao setor. Dinheiro só aparece em casos de inadimplência do tomador (o BNDES será o tomador).
Autoria
Principal defensora da revisão da meta fiscal, a Casa Civil (leia-se Rui Costa adversário de Fernando Haddad) trabalha com um teto de, no máximo, 0,5% do PIB de déficit para 2024. A ideia é que o governo apresente – e já nos próximos dias – uma emenda na Comissão Mista do Orçamento que não ultrapasse esse valor.
Desde que o governo aceitou alterar a meta zero, os parlamentares começaram a sugerir alternativas, chegando a 1% do PIB. Costa quer mostrar seu lado bonzinho e bloqueia em 0,5%.
PANORAMA DAS ARMAS 1
Discute-se o controle de armas de fogo no Brasil. Quando o negócio é bom para o Brasil, prejudica-se a indústria; quando é ruim, prejudica também. A Polícia Federal é leniente na captura de armas de fora. Ninguém sabe se no seu paiol tem mais armas estrangeiras ou nacionais.
A grana do armamento vem do exterior. O que fica aqui dentro é proveniente de roubos de caminhões, arma velha herdada, furto de armas dos policiais e a crescente demanda das milícias e do tráfico.
Panorama das armas 2
A política do governo, o que não é novidade, vai na mão inversa. Enquanto os bancos europeus aumentam os financiamentos para a indústria de armas (não falta guerra, não falta cliente), notadamente os alemães, o Banco do Brasil suspendeu suas linhas de crédito.
Seria um acordo com a ONU, ninguém sabe ao certo. A hora era de estimular a exportação de armas, com aumento maior do controle – e botar dólares no bolso. As três fabricantes existentes no país ganham dinheiro mesmo vendendo para o exterior.
Cada um na sua
Responsável por conduzir as ações que levaram a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Benedito Gonçalves, que não esconde sua amizade com o presidente Lula, deixou o Tribunal Superior Eleitoral na semana passada para Raul Araújo, que tem adotado posições favoráveis ao Capitão.
No julgamento de Bolsonaro, Gonçalves acusou o ex-chefe do Executivo de disseminar fake news sobre as urnas eletrônicas durante a reunião com embaixadores, vencendo por 5 a 2. Araújo, na época, disse que “não via suficiente gravidade” nos fatos apresentados – e votou para absolvê-lo.
ALMANAQUE
No passado, esse tipo de julgamento que condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade, demorava anos para ser apresentados aos desembargadores. Foi o caso da ação movida contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer durante a campanha de 2014.
O caso só foi levado a julgamento em meados de 2017, depois do impeachment da petista. Na época, a chapa foi absolvida pelo TSE. Com a saída de Benedito, abre uma vaga de ministro titular da Corte para mais um integrante do STJ. Entra a ministra Maria Isabel Galotti. Ela já atuava como substituta, mas agora terá mandato até 2025.
Na campanha, como juíza da propaganda, concedeu diversas liminares a favor de Bolsonaro, o que é considerado um indicativo de que sua atuação será mais alinhada às de Raul Araújo e Nunes Marques.
MISTURA FINA
- DOIS meses depois de ter sido criada num movimento para acomodar o Centrão, a 38ª pasta do governo de Lula ainda está praticamente inativa. Dos quatro postos centrais na hierarquia interna do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, três estão vagas ou ocupadas por interinos. O que estaria travando novas indicações são conflitos gerados na bancada do PSB, sigla do ministro Márcio França.
- O EX-governador de São Paulo (foi vice de Alckmin), Márcio França desistiu da corrida ao Palácio dos Bandeirantes em 2022 dando lugar para o petista Fernando Haddad, que foi batido por Tarcísio de Freitas. Como ficou com crédito, ganhou a pasta de Portos e Aeroportos do governo Lula. No começo de setembro, teve de deixar esse ministério para abrigar Silvio Costa Filho, indicado pelo Republicanos. Assumiu sua nova Pasta (criada especialmente para ele) que até agora ninguém sabe o que vai fazer.
- A LIDE, empresa de eventos de João Doria, agora associada ao Grupo Globo, está convocando empresários (com duas páginas inteira de jornal) para um encontro entre brasileiros e chineses, entre 10 e 13 de janeiro de 2024, entre Shenzhen e Hong Kong. Já está sendo vendidos pacotes para empresas e o evento misturará agronegócio, mineração, mobilidade, energias renováveis, alimentos e commodities e indústria automobilística (tem de tudo para todos). Governantes brasileiros e figuras do Judiciário, como sempre, serão convidados.
- DEPOIS de sucessiva derrotas (arbitral e judicial), a mais recente no Tribunal de Justiça de São Paulo, a J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, impetrou ação no STF tentando não entregar o controle da Eldorado Celulose, que vendeu por R$ 15 bilhões. A Paper Excellence (patrocinadora do evento da Lide na China, em janeiro), que pagou pela compra, considerou a manobra “repulsiva”. A ação se baseia em pedido de anulação do acordo de leniência que a dupla assinou para escapar das penas da Lava Jato. A J&F diz que foi “coagida”.
- O IPO está de volta ao cardápio do grupo Madero. Os acionistas da rede de restaurantes tendo à frende Luiz Renato Durski Junior (Luciano Huck já foi sócio), vem maturando a oferta de ações, com previsão para o primeiro semestre do ano que vem. O Carlyle é o mais interessado na operação. Dona de 34% do grupo Madero, a gestora norte-americana enxerga no IPO uma porta para reduzir ou mesmo se desfazer totalmente de sua participação. O grupo tem os restaurantes Durski, Madero, Jeronimo Burguer, Ecoparada e Dundee Chicken & Burger. Durski Jr. é bolsonarista: hoje, está arrependido.


