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Planurb 35 anos

O CMDU recebeu da Planurb diversos projetos brilhantes, como o da concessão de direito real de uso para habitação ou a implantação da primeira GDU, isto é, a Guia de Diretrizes Urbanísticas, um documento essencial para se projetar um loteamento

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Neste mês, Campo Grande comemorou, no dia 26, seus 124 anos. Um pouco antes, no dia 22, a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), autarquia municipal, completou 35 anos de criação. Nasceu em 1988 como uma unidade técnica vinculada à Secretaria de Planejamento do município.

Juvêncio César da Fonseca era o prefeito da época, e Wilson Coutinho e Carlos Nóbrega, secretário e diretor-executivo da Pasta, respectivamente. E eu fui nomeado seu primeiro dirigente. Muita honra ter sido o primeiro, montado a equipe e aprovado o plano de trabalho, tendo feito tanto em tão pouco tempo.
Um ano antes, nasceu o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), e Campo Grande estava pegando fogo. Crescendo muito, favelas em todo canto, escolas sem vagas para todos, saúde um caos.

Juvêncio eleito em 1985, em uma disputa apertada contra Levi Dias, saiu direto da Câmara Municipal para se sentar na cadeira de prefeito, montando uma equipe muito competente, a qual tinha um arquiteto: José Marcos da Fonseca, que foi o responsável por fazer a ponte para que nascesse a Planurb. Ele foi o grande responsável pela criação do antigo instituto, hoje agência municipal.

A equipe que montamos, eu e ele, era quase toda formada de servidores municipais que foram deslocados de suas pastas para compor o time. Apenas quatro colegas vieram nomeados: a economista da Seplan-MS Mara Huebra Gordin (falecida), o arquiteto Luís Paulo Peters, a pedagoga Sandra Mara Freitas Jorge e a biblioteconomista Rita de Cássia Michelin, a qual até hoje trabalha lá, sendo, portanto, a servidora mais antiga.

Vou aqui repassar o time: na retaguarda, Solange, Antônio, Zenaide, Clélia, Reginaldo, Edson, Jean, Simone e Silvana. No meio de campo, Márcia Jacometo, Augusto Vieira, Juarez, Márcio, Mara Márcia e Rita. Na ponta, fazendo a parte técnica, Maria Lúcia, Mara, Valdete, Ana Isa, Cláudia, Paulo Kinoshita, Aparecida Oliveira (falecida), Maura Neder, Solange, Denise, Maria Inês, Vinicius, Anna Ponce, Élida Moreira, Elias Makaron, Eloisa, Jorge e Tirmiano.

A Planurb funcionava no primeiro andar do prédio do Paço Municipal, na Av. Afonso Pena, e a gente tinha algumas diferenças no serviço. Não havia divisórias no salão dos técnicos, todos juntos, e uma grande mesa no meio para as nossas reuniões. Uma sala de reunião onde aconteciam as reuniões do CMDU. Uma biblioteca chamada Centro de Documentação, que começa a capturar os primeiros trabalhos (inclusive resgatamos o plano da Hidroservice dos anos 1960 e de Lerner dos anos 1970).

Em um ano e meio, essa equipe trabalhou muito. Nunca trabalhei em minha vida com um time tão competente. O único computador da época era um PC com um editor de texto no qual digitamos a Lei nº 2.567/1988, a famosa Lei de Uso do Solo, que deu outra cara para a cidade e revolucionou o urbanismo, ao ponto de sermos um dos primeiros municípios do País a aplicar os conceitos ambientais em uma lei de uso do solo.

Em cada secretaria da prefeitura a gente tinha um “dos nossos”. Assim, publicamos, em 1988, o primeiro Perfil Sócioeconômico de Campo Grande, além do primeiro banco de dados da cidade, que hoje já está informatizado.

O CMDU recebeu da Planurb diversos projetos brilhantes, como o da concessão de direito real de uso para habitação ou a implantação da primeira GDU, isto é, a Guia de Diretrizes Urbanísticas, um documento essencial para se projetar um loteamento. As primeiras GDUs foram assinadas por mim, Inácio Nessimian, da Semur, e Ricardo Schetini, da Semob.

Em pouco menos de 18 meses, a Planurb colocou em discussão uma nova Campo Grande, que vinha explodindo desde 1979 ao virar Capital – e crescer 8% ao ano sem infraestrutura era péssimo. Ajudamos a tocar em frente por meio do planejamento urbano. Tenho muito orgulho desse processo. Me encanto quando penso naqueles anos.

Em 2012, a Câmara Municipal abriu suas portas para homenagear todos os que fizeram parte dessa história. Em nome dos que já partiram, dedico esse artigo e espero que os que ficaram leiam e pensem na minha alegria de morar em Florianópolis (SC), mas nunca me esquecer da Campo Grande que me deu família – esposa e filhos –, muita bagagem e muitos amigos. Parabéns Planurb. São 35 anos de muita história.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Filho de Lula, Lulinha é"

Romeu Zema (Novo) sobre mais um escândalo envolvendo o filho do presidente

03/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Deputados já nos custaram mais de R$584 milhões

Supera meio bilhão de reais a quantia que o pagador de impostos desembolsou para sustentar os gabinetes da Câmara dos Deputados. O farto dinheiro é gasto sem dó em “Cotara para o Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecido como cotão, e verba de gabinete, que sustenta um exército de aspones em Brasília e nas bases eleitorais das excelências. No cotão, cabe uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, planos de telefonia, abastecimento, alimentação...

Dinheiro sem fim

Cada um dos 513 deputados pode torrar R$165.806,07 como verba de gabinete. O limite é mensal para custear os salários dos pendurados.

Só a nata

Cada contratado, livremente selecionado pelo parlamentar, pode receber um salário de fazer inveja, coisa de marajá: R$25.958,90.

Raio-x da gastança

A conta é assim: só de verba de gabinete foram R$448,3 milhões. Com o cotão, lá se vão mais R$133,3 milhões. E o ano ainda não acabou.

A cereja

Coloca no bolo outros R$2,4 milhões que a Câmara (nós) bancou a título de auxílio-moradia aos nobres, que já têm salário de R$46,3 mil.

Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.

Unha e carne

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.

Lobby no governo

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Problema do outro

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Vale lembrar

Ligado a Lulinha Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” não ganhou o apelido atoa. Para a PF, é peça central no esquema bilionário de fraude que atingiu 9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

Pressão no PT

Márcio Bittar (PL-AC) diz que a decisão de Mendonça (STF) de autorizar a PF a acessar dados de Jacques Wagner expõe o entorno de Lula. Para o senador, a medida mostra que "a casa caiu" para o núcleo petista.

Máquina pública

Jorge Seif (PL-SC) afirmou que o favorecimento ao filho de Lula, investigado dentro da estrutura federal contradiz o discurso do governo contra privilégios: “Revela como funciona o desgoverno".

INSS na berlinda

Marcel van Hattem voltou a mirar o governo: “A farra dos descontos no INSS saltou de R$ 700 milhões para inacreditáveis R$ 2,6 BILHÕES no governo Lula”. Lulinha agora investigado no STF, intensifica às críticas.

Ponto final

Michelle Bolsonaro não tem planos para reassumir a presidência do PL Mulher. Questionada sobre a possibilidade de voltar a ocupar o cargo, a ex-primeira-dama não titubeou e decretou: ciclo encerrado.

Tarifaço divide

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra o país dividido sobre o novo tarifaço dos EUA: 49,2% dizem que a medida não ameaça a soberania brasileira, enquanto 47,7% enxergam risco.

Palanque paulista

Flávio Bolsonaro reuniu Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e aliados em São Paulo, fortalecendo sua campanha no maior colégio eleitoral do país: “Vamos resgatar o Brasil e tirar o PT do governo”, disseram.

Base reforçada

Bem avaliado, o PL de Alagoas oficializa, amanhã (4), a candidatura de Alfredo Gaspar ao Senado durante convenção estadual em Maceió. Deputado teve ascensão ao relatar a CPMI do INSS.

Pensando bem...

...ao pagador de impostos, sobra o “cotão” de paciência.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Acordo salvador

Vereador Totó Bezerra, de Teresina (PI), fotógrafo, certa vez recebeu em sua loja – vizinha a um banco – a visita do deputado João Clímaco. De repente chegou um eleitor e pediu dinheiro emprestado ao vereador. Clímaco meteu o bedelho para livrar o amigo do constrangimento: “Você está vendo o banco aqui do lado?”, perguntou ao eleitor. “Pois o Totó não pode emprestar dinheiro a você porque tem um acordo com o banco. Nem ele empresta dinheiro, nem o banco tira retrato”.

CLAÚDIO HUMBERTO

"É uma armadilha em forma de intimação"

Senador Magno Malta (PL-ES), sobre Jair Bolsonaro ter que responder por vídeo com IA

30/07/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Paraná Pesquisas desfaz ‘empate técnico’ em SP

O levantamento de ontem do Paraná Pesquisas restabeleceu a sensatez em São Paulo, desfazendo a lorota divulgada pelo Datafolha em 13 de julho, atribuindo 13% a três desconhecidos candidatos de extrema-esquerda, criando um “empate técnico”. A conta foi de padeiro: “13%” dos extremistas, mais os 30% de Haddad (PT) davam 43% à esquerda contra 46% da direita liderada por Tarcísio de Freitas (Rep). A diferença era a “margem de erro” de 3%. Fez-se, assim, o “milagre do empate técnico”. 

A conta certa

Na verdade, de acordo com o Paraná Pesquisas, os candidatos do PSTU (1,7%), PCB (1,1%) e UP (0,9%) totalizam apenas 3,7%. E olhe lá.

A disputa real

Os extremistas são tão irrelevantes que o Paraná simula também  primeiro turno envolvendo apenas Tarcísio (51,8%) e Haddad (38,3%).

Presencial

A pesquisa que desfez o “empate técnico” ouviu entre 25 e 28 deste mês 1680 eleitores de 79 municípios e foi registrada no TSE: SP-04624/2026.

Livres para

Enquanto pesquisas motivam questionamentos, cresce a resistência de institutos importantes à decisão do TSE de premiar os que mais acertam.

Viagens do governo Lula batem R$ 1 bilhão em 2026

O pagador de impostos bancou mais de R$ 1 bilhão em viagens para o governo Lula (PT), este ano. Dados do Portal da Transparência confirmam que a administração petista já gastou R$ 1.037.740.148,15 com “deslocamentos” de ocupantes de cargos de confiança entre 1º de janeiro e 23 de julho deste ano. Com isso, o atual governo conseguiu gastar mais de R$ 1 bilhão com um mês de antecedência, em relação a 2025. A conta não inclui as viagens extravagantes do casal Lula/Janja.

Passagens e diárias

No total, foram R$ 453,4 milhões destinados às passagens aéreas e outros R$ 581,3 milhões para pagar as diárias dos funcionários.

Tudo na nossa conta

O governo Lula também já torrou R$ 6,3 milhões com “outros gastos”, que são despesas apenas com taxas, seguros de viagens etc.

Só um trecho

Até o momento o governo contabiliza pouco mais de 361 mil viagens, em 2026. Significa que são, em média, R$ 2.874 por trecho.

Discrição, senhores

Ficou esquisito o eufórico Lula (PT) se deixar ouvir convidando para um café amigo o ministro do STF que acabara de abrir fogo contra seu adversário da família Bolsonaro, em pleno período eleitoral.

Se ficar, o bicho come

A defesa de Jair Bolsonaro deve oficializar hoje a obviedade de não haver autorizado vídeo com sua imagem em IA. Será a “deixa” para que ministros do STF cumpram o sonho (ou a “missão”, segundo deputados de oposição) de tornar inelegível o filho, assim como aconteceu ao pai.

O que é ruim, esconde

A nota do governo contra os EUA estenderem sanções ao Brasil repetiu o apelo eleitoreiro da “soberania”, mas não é isso que preocupa essa gente. É não ter de explicar um governo que não fez entregas, criou e/ou aumentou trinta impostos e 82% dos brasileiros estão endividados. 

Chute eleitoral

Integrantes do governo Lula disseram a jornalistas próximos que há possibilidade de novas sanções da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Eles não sabem, não têm contato no governo Donald Trump.

Lula lá

Carlos Bolsonaro (PL) lembra da visita de Lula à Cristina Kirchner, presa e condenada por corrupção, com direito a plaquinha de “Cristina Libre”, para apontar a incoerência no discurso contra a visita de Javier Milei.

Tribunal paralelo

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) avalia que o caso do vídeo com IA é de competência da justiça eleitoral e acusa o ministro Alexandre de Moraes de transformar o STF “em uma espécie de tribunal eleitoral paralelo”.

Ranking

Índice de Confiança Social, divulgado pelo Ipsos-Ipec, coloca o Corpo de Bombeiros como a instituição que os brasileiros mais confiam, com 86 de 100 pontos. No outro extremo estão os partidos políticos, só 30 pontos.

Sem saída

Carol de Toni não vê saída na decisão de Moraes sobre o vídeo de IA de Bolsonaro: “Se disser que autorizou, pode voltar ao regime fechado. Se disser que não, Flávio e o PL entram na mira. Perseguição escancarada!”

Pensando bem...

...cafés são ótimos para celebrar missões que são cumpridas. 

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Vantagens da soneca

O poeta chileno Pablo Neruda era conhecido pelo hábito de abandonar qualquer coisa, após o almoço, por uma boa soneca. Era candidato a presidente de seu país quando visitou o Brasil. Em uma de suas muitas entrevistas, ele acabaria sendo confrontado com aquele hábito que fazia as delícias dos seus adversários. Neruda respondeu com tranquilidade: “Claro, vou continuar com a sesta. Enquanto estiver dormindo, a população saberá que não lhe vou fazer nenhum mal”.

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