Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Por que ainda escondem as imagens do Ministério da Justiça?"

Senador Eduardo Girão (Novo-CE) sobre o "jogo de esconde" do ministro Flávio Dino

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Mercado desconfia de oferta da J&F à Braskem

Holding de Joesley e Wesley Batista, dona da JBS, a J&F ofereceu R$10 bilhões pela dívida bancária da Braskem, mas isso foi recebido com pé-atrás.

Executivo de um banco credor da Novonor, acionista da Braskem, avalia que a J&F “não tem caixa suficiente” nem para arcar com suas dívidas, tampouco conta de onde sairia o dinheiro para o negócio. A dívida da J&F dobrou de R$3,2 bilhões para R$6,5 bilhões em 2022, valor bem superior aos R$1,6 bilhão que a empresa possuiria em caixa.

Custo da dívida cresceu

As demonstrações financeiras da J&F revelam que o custo da dívida da holding também cresceu, com a taxa média de juros chegando a 18,3%.

Fonte começou a secar

A situação pode se complicar porque a JBS, principal fonte de receita da J&F, deixou de dar lucro este ano, e gordos dividendos devem minguar.

Podem ficar na saudade

A J&F recebeu R$500 milhões em dividendos da JBS em 2020, R$2,8 bilhões em 2021 e R$1,8 bilhão em 2022.

Bye, bye, dividendos

Com prejuízos de R$ 1,5 bi da JBS em 2023 no 1º trimestre e R$ 263,6 milhões no 2º, e dívida líquida 4,15 vezes o Ebitda, bye, bye, dividendos.

Petrobras torra R$17,8 milhões em viagens

Entre idas e vindas de funcionários, a Petrobras já gastou com passagens e diárias impressionantes R$17,8 milhões. Os dados, extraídos da transparência da petroleira, são referentes aos meses de janeiro a maio, último período disponibilizado.

O mês que registrou maior gastança foi abril, mais de R$5,7 milhões. Março foi o mês com menor custo, R$668,5 mil. Um cafezinho, para os padrões da gastança.

O céu é o limite

Em janeiro, as viagens custaram R$5,1 milhões; passaram para R$3,9 em fevereiro. Maio, último mês disponível para consulta, R$2,3 milhões.

Sem fronteiras

As viagens não se limitaram ao território nacional. Há registro por várias regiões do globo, como Américas, Europa e Ásia.

Gute reise!

A viagem mais cara foi realizada em janeiro. Um funcionário partiu de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha. Custou R$75,6 mil.

Sem perspectiva

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), confirmou que a Medida Provisória que trata dos créditos para vale-alimentação e vale-refeição deve caducar por falta de acordo com a base governista.

Tutti buona gente

Passado limpo não é condição para ocupar cargo no governo Lula, ele próprio um ex-presidiário. Escolheu para conselheiro da Anatel Mateus Gomes, que jogou dinheiro na privada quando a PF bateu à sua porta em 2018 na Operação Capitu, que também prendeu Joesley Batista.

Irritou a lacrolândia

No STF, Cristiano Zanin foi o único a não reconhecer atos de homofobia e transfobia como crime de injúria racial. Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, foi favorável. André Mendonça se deu por impedido.

Sábia analogia

Para o deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS), agradecer a parlamentares pelo envio de emendas é a mesma coisa que reverenciar um caixa eletrônico pelo dinheiro que a máquina “entrega”.

A ver

O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) pede “isonomia” do STF para incluir o relógio Piaget de R$80 mil do presidente Lula no inquérito que apura suposta ilegalidade nas joias sauditas recebidas por Bolsonaro.

Sob nova direção

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) trocou o comando da Cia de Engenharia de Tráfego (CET) após perda de prazo para ampliar a faixa azul para motos. Hemilton Inouye, diretor de operações, assume.

Entrevista recorde

A entrevista de Donald Trump no ‘X’ (ex-Twitter) acumulou mais de 240 milhões de visualizações em menos de 24 horas. Trump é pré-candidato a presidente dos EUA, faltou ao debate na Fox News e marcou a entrevista para a mesma hora.

Sem comparação

O debate na Fox New entre os pré-candidatos republicanos, partido de Trump, registrou a maior audiência para evento não-esportivo de 2023 na TV a cabo americana: 12,1 milhões de espectadores, diz a Nielsen. Longe dos 240 milhões.

Pensando bem...

...governo petista sem medidas provisórias é como jogador de futebol sem bola.

PODER SEM PUDOR

Torturador de ouvidos

Deputado do PDS, Nilson Gibson (PE) se divertia tirando a oposição do sério. Certa vez, em 1982, ele foi à tribuna da Câmara atacar o PMDB do seu Estado, para ele “vítima de araque” do regime militar. Em aparte, o peemedebista José Carlos Vasconcelos vestiu a carapuça e o acusou de “defender o arbítrio”.

Com seu jeito eloquente, Gibson desafiou: “Vossa Excelência, por acaso, alguma vez já foi torturado?” Vasconcelos respondeu “não”. Foi a “deixa” para o implacável conterrâneo: “Mas bem que merecia!”

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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