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Situação de Neymar começa a lembrar a de Zico em 1986

Paulo Vinicius Coelho Jornalista, autor de 'Escola Brasileira de Futebol', cobriu seis Copas e oito finais de Champions

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A comissão técnica da seleção não fará previsões sobre o retorno de Neymar. As imagens são sempre bonitas, depois do horror de ver seu tornozelo inchado em rede nacional. Neymar andando, Neymar nadando, Neymar na academia...

Ninguém sabe quando ele volta.

A ideia inicial de que voltará nas oitavas de final não está descartada, nem confirmada. Parece mais provável que jogue as quartas, se o Brasil chegar lá. A primeira semana em Turim e Doha animou. Os rivais perdiam jogadores, Benzema voltou para a França, Timo Werner não pôde ser convocado, Reece-James e Chilwell não vieram com a Inglaterra, Lo Celso foi cortado da Argentina.

Pela quarta Copa seguida, o corte não fez parte do noticiário.

Até o Mundial da Alemanha, podia-se apostar que alguém iria cair. Rogério (1970), Clodoaldo (1974), Careca (1982), Toninho Cerezo (1986), Ricardo Gomes (1994), Romário (1998), Emerson (2002), Edmílson (2006).

Neylor Lasmar, pai do atual médico da seleção, Rodrigo Lasmar, conta que Careca sentiu a coxa na semana anterior à estreia na Espanha. Ele examinou e decretou: distensão muscular. Não havia ressonância magnética e o presidente da CBF, Giulite Coutinho, achou exagero. "Eu sou o médico", respondeu Neylor.

Neylor não conseguia dormir aquela noite, tenso com a possibilidade de sua avaliação não estar 100% correta. Às 7h da manhã seguinte, toca o telefone de seu quarto. Era Careca: "Doutor, corre aqui. Minha coxa está toda preta." E Neylor: "Graças a Deus!"

O diagnóstico estava certo.

Neymar não foi nem será cortado. É vítima do tornozelo, que também fustiga Messi e Mbappé, mas não os retira de combate.

A situação de Neymar começa a lembrar a de Zico, em 1986, e a de Romário, em 1990. A aflição de tentar saber se o Galinho poderia jogar na segunda, ou na terceira rodada, se seria titular nas quartas de final, tudo importava mais do que a avaliar o desempenho ruim do Brasil.

Melhorou quando Zico entrou contra a Irlanda do Norte, foi promissor contra a Polônia, nas oitavas, e jogou bem contra a França, partida da eliminação.

Talvez Tite evite tocar no assunto e os médicos não façam previsões justamente para não repetir erros do passado. É a seleção brasileira na Copa do Mundo, não é Neymar.

No 7 a 1, o grupo pediu força a Neymar e demonstrou fragilidade. Agora é momento de descobrir quem pode fortalecer o time. Mesmo assim, há uma pergunta inevitável para Tite: o Brasil pode ganhar a Copa sem Neymar? Poder pode.

Há times mais fortes do que o Brasil. A boa atuação da estreia, sem brilho do camisa 10, contrasta com a atuação irregular contra a Suíça. Há de se medir a força do adversário. As próximas duas semanas podem mostrar suíços e sérvios mais fortes do que os poloneses, vencidos sem piedade pelos argentinos.

A Espanha é candidata ao troféu. A França também, mesmo com os problemas de vestiário, especulados mais uma vez com Mbappé tirando a bola de Griezmann para cobrar uma falta, contra a Tunísia. A Argentina tem Messi, líder de jovens talentosos –Enzo Fernández, Mac Allister e Julián Álvarez.

Contra Camarões, é preciso medir a atuação do Brasil.

Neymar é o primeiro jogador a vestir a camisa 10 por três Copas do Mundo, depois das quatro de Pelé. Zico vestiu em duas, porque Rivelino estava em seu terceiro mundial, em 1978, pela segunda vez com o manto sagrado.

O terceiro Mundial de Neymar não precisa se parecer com o último de Zico.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Não é só cabeça grande"

Lula se refere a inteligência de alunos cearenses, o que agora é só mais uma 'gafe'

15/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Tabelas paralelas indicam Messias aprovado ao STF

A movimentação do governo Lula (PT) que diminuiu a resistência de Davi Alcolumbre (União-AP) ao nome de Jorge Messias para uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal alterou os números de tabelas que circulam no Senado com a estimativa de votos para o ainda advogado-geral da União. Na ala governista, otimistas apontam até 52 votos pró-Messias. Na oposição, o clima é de cenário ainda indefinido, mas com o indicado de Lula com ao menos 30 votos garantidos dos 41 necessários.

Tá no salto

Se confirmada a aprovação de Messias, a oposição duvida que o número de votos chegue a 52, que o governo diz ter. Seriam entre 41 e 49 votos.

Repeteco

Há nos dois lados a estimativa de um placar semelhante ao de Flávio Dino, 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções.

Oposição raiz

A avaliação de opositores é que a resistência perdeu força sem o presidente do Senado, mas o AGU deve ter no mínimo 25 votos contra.

Centrão

A oposição ainda não desistiu de virar votos contra Jorge Messias e tenta articular com senadores do MDB, PSD e União Brasil.

Eventos lá fora lembram último baile da Ilha Fiscal

Em maio, o ex-tucano João Doria fará em Nova York o “Brazil Investment Forum”, mais um, e dias antes o ministro Gilmar Mendes (STF) comanda em Lisboa o Fórum Jurídico, batizado ironicamente de “Gilmarpalooza” nas redes. Dois palcos e ambientes atraentes para interesses privados, favorecendo o diálogo com autoridades. No Brasil escandalizado de hoje, os eventos lembram o último Baile na Ilha Fiscal, festa espalhafatosa da monarquia para os “nobres” na véspera da Proclamação da República.

Uísque de milhões

No caso mais escandaloso, em Londres, uma degustação de uísque Macallan no London Club custou mais de R$6 milhões a Daniel Vorcaro.

Acesso garantido

O “clube do uísque” virou denúncia por mostrar que o banqueiro não foi generoso, a rigor tentava comprar acesso direto a suas excelências.

Não é normal

Pior foi o “jet set jurídico-empresarial” agir com a naturalidade de quem considera normal banqueiros pagando a diversão de autoridades.

Menos encrenca

Parlamentares celebraram a ida do deputado José Guimarães (PT-CE) para a articulação política do governo. Quem teve que lidar com a antecessora Gleisi Hoffmann (PT), garante que não ficou saudade.

Passivo da CPI

Presidida pelo PT, a CPI do Crime Organizado não tinha mesmo muita margem para dar certo. Sem prorrogação autorizada por Davi Alcolumbre (União-AP), o colegiado deixou 110 requerimentos pendentes.

Escala custosa

Estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra o impacto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. No setor, impacto a longo prazo deve superar R$11,8 bilhões.

É hoje

Sem surpresa, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que teve indiciamento pedido no relatório final da CPMI do INSS, apresenta hoje (15) parecer favorável à indicação de Jorge Messias ao Supremo.

Reincidência

Assim como na CPMI do INSS, o governo Lula (PT) agiu de última hora para alterar a composição da CPI do Crime Organizado, antes da votação do relatório que pedia indiciamento de ministros do STF.

Feião

Eduardo Girão (Novo-CE) protestou contra mudanças promovidas pelo governo Lula na composição da CPI do Crime Organizado: “mudar os participantes na última hora, para blindar gente poderosa, fica feio”.

Unidade bilionária

A Petrobras vai retomar as obras da Unidade de Fertilizantes de Três Lagoas (MS), hibernada desde 2015. A conclusão da unidade vai custar cerca de US$ 1 bilhão, com início das operações comerciais para 2029.

Esforço não compensou

Após a Bloomberg comparar Lula (PT) a Joe Biden, que desistiu da reeleição pelo frágil estado de saúde e péssimo resultado em pesquisas, a assessoria internacional petista correu para emplacar matérias no The Guardian e na CNN internacional para mostrar... Lula malhando.

Pensando bem...

...CPI virou sigla para “como proteger os íntimos”.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Livro de cabeceira

Durante a visita de Lula ao presidente George W. Bush, em Camp David, conversavam sobre um livro a chefe de gabinete do chanceler Celso Amorim, Maria Nazareth Farani de Azevedo, e o secretário de Imprensa, embaixador Ricardo Neiva Tavares, com o chefe de gabinete da Casa Branca, Joshua Bolten, quando Bush chegou. “Vocês estão sendo bem tratados?”, perguntou, simpático. “Sim, senhor presidente. E descobrimos aqui que estamos lendo o mesmo livro (A Peace to End All Peaces, sobre a queda do império otomano), respondeu Lelé, como Maria Nazareth é chamada pelos colegas. Foi a deixa para o anfitrião entrar na conversa: “Eu também! Estou na página 86...”

CLAÚDIO HUMBERTO

"Há algo de muito podre no Brasil"

Adriana Ventura (Novo-SP) reage ao 'toma-lá-dá-cá" por aprovação de Messias no STF

14/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula manda apressar projetos, após pesquisa

Foi com irritação que Lula (PT) recebeu os números do Datafolha no fim de semana, com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno. A crise fez o presidente mandar os ministros adiantarem os projetos com algum apelo popular para estancar a sangria na popularidade. A previsão é que um programa que mira o endividamento familiar seja antecipado e saia já na próxima semana. O fim da escala 6x1 também deve encorpar dentro do governo.

Vai piorar

A estratégia é reverter a maré para Lula e mitigar o estrago eleitoral da inflação, que ainda deve aparecer, em razão da alta dos combustíveis.

Ligou o alerta

Um dos pontos que mais preocupam a turma petista é que Flávio superou numericamente Lula antes mesmo de anunciar o vice na chapa.

Segundo turno

No Planalto, a leitura é de cenário mais favorável para o herdeiro de Jair Bolsonaro, que naturalmente deve herdar votos da direita no 2º turno.

Fica, ainda

Apesar da alteração que coloca Flávio em vantagem, Lula ainda tem dito que segue na disputa e espera melhora no segundo semestre.

Filas persistentes derrubaram presidente no INSS

O ministro Wolney Queiroz (Previdência) decidiu demitir o presidente do INSS ao perceber a falta de melhorias operacionais efetivas e uma certa “escalada” na questão filas, e de oferecer respostas a milhões de demandas de todos os tipos, incluindo pedidos de aposentadoria. Ele avaliou que era momento de assumir a presidência do INSS alguém de carreira, experiente. Por isso sugeriu a Lula a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira, sua secretária-executiva adjunta, para presidir o INSS.

Só pensa naquilo

Waller Jr, o ex-titular, pertence aos quadros da Controladoria Geral da União (CGU) e não tinha o viés operacional que o ministro impunha.

Cumpriu o papel

Queiroz não fala sobre o assunto, mas acha que Gilberto Waller Jr cumpriu o papel relevante na crise do roubo bilionário aos aposentados.

Burocracia anda

Entre amigos, o ministro registra que, apesar de tudo, o INSS bateu recorde na resposta a 1,6 milhão de requerimentos de todos os tipos.

Posição marcada

Novo ministro da articulação política de Lula, José Guimarães (Relações Institucionais) foi quem garantiu, no início do ano, que, “se dependesse dele” não haveria CPI ou CPMI do Banco Master no Congresso.

Marca do pênalti

O embaixador Luís Cláudio Gomes dos Santos não deve gostar da vida em Taipei. Chefe do escritório do Brasil, ele conseguiu ofender o governo local dizendo em entrevista que Taiwan não é um país, e que faz parte da China continental. Sua permanência no posto ficou insustentável.

Ele se arranjou

Demitido do ministério de Direitos Humanos de Lula após escândalo sexual, Silvio Almeida arrumou uma boquinha na prefeitura petista de Maricá (RJ). O convite foi de Washington Quaquá.

Fim melancólico

Chega ao fim hoje (14), com votação do relatório final, a esvaziada CPI do Crime Organizado. É mais uma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enterrou e não quis prorrogar as investigações.

Hungria é direita

Apesar de Viktor Orbán ter perdido a eleição na Hungria, não foi eleito nenhum representante da esquerda. O novo premier era seu fã e todos os parlamentares eleitos são oriundos de três partidos conservadores.

Tudo atrasado

O Senado prevê instalar a Comissão de Orçamento até o fim de abril, já com um mês de atraso. A lei manda o governo enviar o projeto do orçamento ao Congresso até 15 de abril, que deve ser analisado até 17 de julho. Mas eleição e até Copa vão empurrar tudo para o fim do ano.

Contra Messias

Já passou das 12 mil assinaturas na plataforma Change.org o abaixo-assinado contra a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) do advogado-geral da União, Jorge Messias.

De volta

Romário (PL-RJ) reassumiu o mandato no Senado nessa segunda (13), após quatro meses de licença. O afastamento tinha sido combinado com o partido. Bruno Bonetti (PL) foi quem assumiu a cadeira no período.

Pergunta nas manchetes

Agora a atuação do ICE é positiva?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Palocci falando mal de Mantega

Segunda-feira o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, cruzou com o ex-ministro Antônio Palocci no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Paulinho lia nos jornais que o ministro Guido Mantega (Fazenda) preparava medida provisória garfando R$ 2,2 bilhões do FAT para pagar dívidas de agricultores com multinacionais.

- Que absurdo! – resmungou Paulinho.

- Claro que é um absurdo, eu jamais faria isso! – concordou Palocci.

E, diante de um Paulinho cada vez mais surpreso, o ex-ministro observou:

- E você, Paulinho, vivia pedindo minha cabeça!...

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