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GIBA UM

"Vejo agora que estava errado. Eduardo não se faz passar por idiota. É um legitimo e cabal idiota"

de Ruy Castro, jornalista, escritor, acadêmico, revendo o que achava do filho "03" de Bolsonaro

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Circula no mercado que, nos últimos dias, a Kinea (leia-se Itaú), voltou a atuar fortemente na ponta compradora de ações da LWSA, a antiga Locaweb. A gestora de recursos já teria ultrapassado os 10% de participação no capital da empresa de tecnologia há pouco mais de um mês, essa fatia era de apenas 5%.

Mais: com isso, tornou-se o terceiro maior acionista, atrás do bloco formado pelos acionistas fundadores (28%) e pela norte-americana General Atlantic (15%), A investida tem alimentado especulações sobre a disposição da Kinea de participar da LWSA, com a indicação de um representante para o Conselho.

Só dá Paris

Quando começou a ganhar fama a empresária, socialite, modelo, cantora, atriz e DJ Paris Hilton, revelou que não queria ser conhecida apenas como a neta do Hilton Hotel, queria ser conhecida como Paris e que trabalharia e teria tanto sucesso, para ninguém controlá-la. E parece que está conseguindo cumprir sua promessa. Paris só é lembrada como herdeira do grupo hoteleiro quando ela mesmo cita. Seu lado empresarial e de modelo estão cada vez mais ocupando a cena.  

Para se ter um exemplo a fundadora e CEO da 11:11 Media traça planos audaciosos para sua empresa:  como criar um ecossistema de entretenimento que envolva desde programas de TV e podcasts até o metaverso. Em entrevista a CNBC disse que “Quero construir a próxima Disney”. Enquanto sua Disney não sai dos sonhos ela continua ganhando o mundo ao estrelar campanhas publicitárias como a de outono/ inverno da  Karl Lagerfeld, que mistura alfaiataria estruturada com  looks mais descontraídos.

“Karl era um verdadeiro original: ousado, icônico e sempre à frente do seu tempo. Sempre admirei o seu espírito rebelde. Fazer parte do mundo de Karl, especialmente nesta campanha que celebra a individualidade e a diversão, parece um ajuste natural".

Paris também foi nomeada embaixadora da marca de cuidados com os cabelos Paul Mitchell. Vale lembrar que no começo  do ano lançou sua  marca de cuidados com a pele, Parívie, uma linha de beleza alimentada pela tecnologia inPHinite Youth e criada em colaboração com a presidente e cofundadora Alexandra Marsh. E não para por aí agora em setembro  irá lançar uma série animada infantil batizada de "Paris & pups”.

Fintechs: vai acabar a farra

A Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita e pela Polícia Federal, revelou um segredo de polichinelo: a urgência de se criar um novo arcabouço legal para as fintechs do Brasil. As investigações não apenas escancararam o limbo regulatório em que essas instituições atuam, mas, sobretudo, a existência de uma espécie de sistema financeiro paralelo, quase à margem da lei.

Rapidamente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tratou de anunciar que as fintechs passarão a ter as mesmas obrigações dos grandes bancos junto à Receita Federal. Assessores festejaram: antes tarde do que nunca. As lacunas normativas, contudo, vão muito além do Fisco.

Boa parte das operações desses bancos que não se dizem bancos, mas atuam como tal,  se dá fora do radar do Banco Central e de outros órgãos de regulação, fiscalização e controle. As fintechs não são obrigadas a informar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) operações suspeitas de lavagem de dinheiro.  Ou seja: são, por natureza, um terreno fértil para as práticas mais heterodoxas.

Sem cobertura do FGC

Além do mais, há a enorme assimetria regulatória das fintechs, que estimula o desequilíbrio concorrencial. Não  precisam se adequar à Basileia III e, consequentemente, aos índices de capital, não recolhem depósitos compulsórios e estão sujeitos a exigências mínimas, quase inexistentes, em relação a regras de liquidez, testes de estresse e planos de contingência. E diferentes dos bancos, não estão cobertas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Mais uma polêmica

A atriz e agora artista plástica Regina Duarte, está esperando convites para voltar a atuar, enquanto isso segue pintando seus quadros e de vez em quando posta em suas redes sociais algo ligado a política. Há dias em uma entrevista revelou que a política não a inspira para suas obras e que acha uma injustiça o que anda acontecendo com Jair Bolsonaro, no qual foi ministra.

“Acho que a política tem um espaço no país, e eu sou de outro espaço, sou artista. O que me atrai, mais que a política, é o ser humano. Sou atraída pelas qualidades, as dificuldades e as experiências das pessoas. Então, acho que não tem nada a ver comigo passar a me expressar politicamente a essa altura da vida”.

Nesta semana fez outro post polêmico onde concorda e compartilha  vídeo de um rabino em seu perfil  que diz  "o Brasil faz por merecer todas as sanções impostas" pelos Estados Unidos por conta da zombaria e deboche que o presidente Lula faz com o presidente norte-americano desde que assumiu o governo dos Estados Unidos”.  

Na legenda Regina limitou-se a dizer: “Fico muito triste de ter que concordar com este cavalheiro. Mas você concorda comigo que o povo brasileiro merece mais respeito?”.

"Viking do Capitólio"

Ainda a capa da  revista britânica The Economist desta semana: o grande protetor de cabeça de Bolsonaro (o ex-presidente domina toda a área, com o rosto pintado de verde e amarelo), feito com pele (e chifres) de búfalo, lembra o que usava Jacob Chansley o "Viking do Capitólio", um dos apoiadores de Trump que invadiram a sede do Poder Legislativo americano em 2021, depois da derrota do republicano para Joe Biden. Índios de algumas regiões americanas também usam esse protetor no inverno.

Marina tem pressa

A nova lei do licenciamento ambiental tem causado mal-estar dentro do governo, notadamente entre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a articulação política do Planalto, à frente Gleisi Hoffmann.

Marina quer acelerar a tramitação do projeto na Câmara e no Senado. Só que, no cálculo  do Planalto, não é hora de ter pressa. O governo tenta evitar o inevitável: mais uma derrota no Congresso, com a derrubada dos 63 vetos de Lula à nova lei. A bancada do agro já está preparada para ceifar as mudanças feitas pela Presidência.

Pérola

"Vejo agora que estava errado. Eduardo não se faz passar por idiota. É um legitimo e cabal idiota", 
de Ruy Castro, jornalista, escritor, acadêmico, revendo o que achava do filho "03" de Bolsonaro.

2.048 fintechs

Mais: em abril deste ano, o Brasil tinha 2.048 fintechs (hoje, tem mais), segundo levantamento da A&S Partners. Em junho do ano passado, eram 1.592. Em doze meses, essa colônia cresceu 28%, sem o devido ordenamento legal.

O mais próximo de uma regulação das fintechs que existe no Brasil são duas Resoluções do Conselho Monetário Nacional de 2018, derivadas de lei, que  modernizou o Sistema de Pagamentos Brasileiro. Ambas, no entanto, se tornaram rapidamente anacrônicas, sem a devida força legal para normalizar e regular essas instituições  financeiras por assim dizer.

Crime organizado

Em 2021, o Banco Central  lançou a Lei Complementar nº 182  um pretenso Marco Legal das Startups. Se a nova lei teve alguma consequência mais efetiva foi criar condições para o aumento do número de fintechs. Passou ao largo de impor um sistema normativo rigoroso para essas empresas.

Um dos alvos da Operação Carbono Oculto, o BK Bank é suspeito de atuar como um banco paralelo do PCC (está nas redes). A instituição teria movimentado cerca de R$ 46 bilhões por meio de contas não  rastreáveis entre 2020 e 2024, segundo a Polícia Federal.

Frenético crescimento 

A Operação Carbono Oculto lança luz sobre a Reag  Investimentos, que lotou os jornais de anúncios em sua defesa e seu frenético crescimento. Em 2020, a gestora de  João Carlos Mansur somava apenas R$ 21 bilhões em ativos. Três anos depois, pulou para R$ 163 bilhões. Neste ano, bateu a marca de R$ 300 bilhões sob  gestão. Ou seja: em cinco anos, a Reag multiplicou sua base de ativos 14 vezes. Nesse período, fez mais de uma dezena de aquisições, a maior delas, a da Empírica, que em  junho de 2024, somava cerca de R$ 9 bilhões em ativos.

Olho no porta-malas

Todos os carros que deixarem a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, estão sendo revistados por agentes que também fazem o monitoramento presencial da área externa da residência, em Brasília.

São determinações do ministro Alexandre de Moraes (STF)  necessárias para "impedir qualquer possibilidade de fuga" de Bolsonaro, especialmente se utilizasse o  porta-malas de algum veículo como se esconder e fugir. Hoje, o Capitão e aliados começarão a ser julgados pelo Supremo por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Amigos de faixa

Com posições divergentes sobre o 8 de janeiro, os ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux mantêm uma relação de amizade fora do tribunal. Os dois chegam a treinar  jiu-jitsu juntos em uma sala de ginástica que existe nas dependências do Supremo Tribunal Federal. Fux é faixa vermelha e branca (coral), a segunda mais alta graduação da arte marcial. Já Moraes é adepto de atividades esportivas com predileção pelo muay thai. Agora, os treinos foram interrompidos por incompatibilidade de agendas.

Coleção

Integrantes dos círculos políticos nacionais, não são poucos aqueles que primam em despejar frases surpreendentes em suas entrevistas, incluindo em vídeo. Não é novidade que o presidente Lula, em  suas habituais falas, é fonte inspiradora de coleções.

O ainda deputado Eduardo Bolsonaro é outro para orgulho dos colecionadores, que incluem outras falas de mais pessoas sobre o alvo. Algumas delas: "Se Tarcísio mudar para o PL para disputar a Presidência, eu mudo para outro partido e também me candidato", "Quero exercer um mandato remoto", "Sou exilado político", "Sou o candidato natural à Presidência", "Só volto ao Brasil depois da anistia", "Ingrato do c..." (xingando o pai") e "Já ganhei a Medalha Federal de Grande Oficial da Ordem do Rio Branco".

Mistura Fina

também frases de Lula contra Eduardo Bolsonaro. Uma delas: "Já falei com Hugo Motta, com vários deputados. É extremamente necessário cassar  Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo.

A Secretaria de Comunicação de Lula trabalha em clima de guerra para não deixar a CPMI da roubalheira do INSS afundar o que resta de avaliação não negativa do governo. Tracking de pesquisa diária interna, ferramenta que monitora temas de interesse do Planalto, já indica uma virada de mesa na gordurinha positiva que Lula faturou subindo no palanque após arrumar o inimigo externo Donald Trump, mesmo sacrificando milhares de empregos com o tarifaço dos Estados Unidos.
 
O governo teme o desgaste de Frei Chico, irmão de Lula, cujo sindicato embolsou mais de R$ 240 milhões dos aposentados. Outro com grande potencial de alavancar a onda negativa do governo é Carlos Lupi, ex-ministro de Lula suspeito no mínimo de omissão. O Secom, do seu lado, correu para lançar sua estratégia de não deixar notícias  negativas vingarem e lançou novo slogan do governo. É "do lado do povo brasileiro" (erro de gramática, deveria ser "ao lado do povo brasileiro").

A pouco mais das eleições de 2026, Lula já viajou para 45 cidades brasileiras em 19 estados em 2025. Em oito meses, foi para oito municípios do Rio, seis de São Paulo e sete de Minas Gerais. Mais: o presidente escolheu Belo Horizonte para lançar, no próximo dia 4, o programa Gás do Povo, o novo vale-gás do governo federal. No primeiro ano do terceiro mandato,  Lula teve compromissos oficiais  em 236 cidades do Brasil. Em 2024, aumentou o número de destinos nacionais para 65.

In – Unhas: nail arts minimalista
Out – Unhas: nail arts chamativa

CLAÚDIO HUMBERTO

"Nada é mais justo"

Governador Tarcísio de Freitas (Rep-SP), sobre a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro

25/03/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Domiciliar tem preço: o isolamento de Bolsonaro

A decisão de Alexandre de Moraes de vincular a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ao estado de saúde, devido à pneumonia, deixou felizes os inimigos do ex-presidente no Planalto. É que a decisão impede que ele receba aliados políticos, limitando espaço de articulação em momento crucial para alianças com vistas as eleições no Senado, prioritárias para a direita porque é ali onde se pode deflagrar impeachment de ministros do STF. Moraes limitou as visitas só a advogados, médicos e familiares.

Tudo costurado

O ministro amarrou a domiciliar à condição de saúde e justifica a suspensão das visitas com “evitar risco de sepse e controle de infecções”

Tarde piaste

Se Começar hoje (25), a domiciliar termina a menos de um mês do início das convenções partidárias, quando partidos oficializam os candidatos.

Mãos atadas

Na Papudinha, Bolsonaro podia receber aliados. A depender da prorrogação da domiciliar, só volta após candidaturas já registradas.

Ainda pior

Sem poder receber outras visitas, eventual prorrogação da domiciliar, como apontado no despacho, segura Bolsonaro até o fim de setembro.

Lula manda PT priorizar palanque em Minas Gerais

Com o palanque em São Paulo definido, o presidente Lula quer que o PT priorize uma solução para Minas Gerais. Em agenda no Estado, semana passada, Lula esteve com Rodrigo Pacheco (PSD), que já se mostra menos resistente e deve migrar de partido, com mais chance de ir para o União Brasil ou PSB. O petista quer aproveitar a indefinição do palanque da oposição para consolidar o nome governista no Estado e “compensar” eventuais votos perdidos no palanque paulista de Fernando Haddad (PT)

Metido a independente

O “plano B” de Lula não agrada o diretório mineiro do PT: Alexandre Kalil (PDT). O partido não coloca a mão no fogo pelo ex-prefeito de BH.

Vice, ok

Kalil tem menos resistência no PT para vice de Pacheco, com quem mantém boa relação, ou até uma das vagas ao Senado.

Chama o centrão

Outra chance é o MDB ficar com a vice. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite, seria o escolhido.

Motivo real

“O motivo real é político-institucional: reduzir desgaste, aliviar a pressão sobre o Supremo”, disse à coluna, sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro o deputado príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

Negócios abertos

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, em inglês) dos EUA autorizou, ontem (24), transações financeiras para a Embaixada da Venezuela e outras missões diplomáticas em território americano.

De volta

Anthony Garotinho quer voltar à política. Diz que, por ora, é pré-candidato a deputado federal. Mas falou com a cúpula do Republicanos e acertou que, se crescer nas intenções de voto, tenta o governo do Rio.

Migalha celebrada

Sobre a prisão domiciliar temporária de Jair Bolsonaro, o vice-líder do PL na Câmara, Rodolfo Nogueira, celebra “a migalha do estado totalitário”, mas avalia que “a verdadeira comemoração seria a absolvição total”.

Veja bem

Carlos Bolsonaro diz que está sim aliviado com a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas cobra que isso não seja visto como justiça e diz que é um “processo repleto de ilegalidades” contra o pai.

Espelho meu

Gilberto Kassab, dono do PSD, levou 10 dias para confirmar publicamente o que leitores da coluna souberam com antecedência: o partido vai fechar o nome do candidato ao Planalto ainda este mês.

Alguém vai negar?

O Senado analisa nesta quarta (25) projeto, já aprovado na Câmara, que cria 232 cargos de analista judiciário, 242 de técnico judiciário, 75 cargos comissionados e 245 funções comissionadas na Justiça Eleitoral.

Melhora ao contrário

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), ironizou o envolvimento de Fábio Luís, filho do presidente Lula (PT), em mais um escândalo: “A coisa só ‘melhora’ para Lulinha”.

Pensando bem...

...a decisão é ‘sabor’ prisão domiciliar.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Ano sabático, segundo Arraes

O mítico político Miguel Arraes acumulou experiências de vida que gostava de compartilhar. Certa, durante bate-papo, o ex-senador Álvaro Dias, que governou o Paraná enquanto Arraes governava Pernambuco, confessou sua curiosidade sobre o período em que o líder nordestino esteve preso na ilha de Fernando de Noronha, durante o regime militar. Arraes respondeu, segundo contou o ex-senador ao podcast Direto de Brasília, de Magno Martins: “Acho que todo político deveria ficar preso ao menos durante um ano”. Diante do espanto de Álvaro Dias, Arraes explicou: “Nunca li tanto, nunca me preparei tanto quanto naquele período de prisão”.

Giba Um

"Ficaria imensamente feliz em ter o Alckmin vice outra vez. É um companheiro de quem aprendi a...

...gostar, de muita lealdade, um executivo extraordinário. Ser candidato ao Senado ajuda mais", de Lula, no lançamento da candidatura de Fernando Haddad, ainda sobre o destino de Alckmin.

25/03/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Com um rombo de R$ 8,5 bilhões, banco do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record TV, é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC - Fundo Garantidor de Crédito - e do mercado. O Banco Digimais, controlado por Edir, enfrenta uma crise de liquidez

MAIS: a crise acionou sinal de alerta no sistema financeiro. Com um rombo patrimonial estimado, a instituição precisou de aportes emergenciais de seu controlador, que teria injetado cerca de R$ 250 milhões do próprio bolso para manter o banco operando e evitar uma intervenção direta do Banco Central.

Um e outro

O PL trabalha na possibilidade de escalar uma mulher como vice para compor a chapa de Flávio Bolsonaro. O ex-líder do partido na Câmara conta que "na última eleição, identificamos que existiam algumas restrições ao voto feminino ao ex-presidente Bolsonaro, que instituiu políticas públicas para mulheres, mas não explorou tanto isso no discurso presidencial". Valdemar Costa Neto quer ver Tereza Cristina como vice. O movimento de Flávio foi atingido pelos petsitas. Gleisi Hoffmann publicou um vídeo relembrando as dez vezes que Bolsonaro agrediu suas mulheres. No mesmo dia Flávio postou outro atacando o petista com "as nove vezes que Lula desrespeitou as mulheres".

Sonha com Planalto

Depois de ter recebido um "não" do governador Ratinho Jr. (PSD-PR) para compor como vice em sua chapa à Presidência, o pré-candidato Flávio Bolsonaro tentou convidar Romeu Zema para a mesma posição, com a expectativa de ganhar mais votos dos mineiros (Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país). Zema virou as costas e avisou que pretende concorrer à Presidência da República. Muitos acharam que ele não havia gostado do convite feito antes a Ratinho Jr. Zema já desembarcou do governo de Minas Gerais e Mateus Simões (PSD) ficará à frente do estado.

Alckmin no Senado

Aliados de Lula avaliam que o petista fez um gesto para tentar atrair partidos do centro para sua coligação ao não dar como certa a permanência de Geraldo Alckmin como vice em sua chapa na disputa de outubro. No lançamento da candidatura de Fernando Haddad, na semana passada, Lula indicou que prefere Alckmin na disputa do Senado no estado, na primeira menção pública a essa eventual composição. Só que Alckmin não deve atender ao chamado. As companheiras de chapa de Haddad serão as ministras Simone Tebet e Marina Silva.

Fiador de Alckmin

Articulador da ida de Alckmin para a vice de Lula em 2022, Fernando Haddad afirmou considerar "natural" que o ex-tucano permaneça no posto na chapa de reeleição em outubro. "É natural que Alckmin seja o vice; todos nós estamos muito confortáveis com a solução que foi dada em 2022, da qual eu participei intensamente. Eu sou a pessoa mais entusiasta do fato de que os dois compõem uma chapa muito importante para o Brasil". Haddad também avisa que não tem "preconceito" com apoio de partidos conservadores e espera manter a coalizão de 2022 com PSB, PSOL, Rede e Agir, mais PCdoB e PV que fazem parte da federação com o PT.

Antes de julho

O Planalto encomendou às suas agências uma campanha para elogiar obras e entregas do governo Lula. A partir de julho, propagandas governamentais estão proibidas por conta da lei eleitoral. Levando jeito de autocrítica, o PT avalia que ainda tem chances — especialmente batendo bumbo sobre as obras, e de bater em Flávio Bolsonaro no segundo turno, mesmo na base do "raspando" como aconteceu em 2022.

Giba Um

Entre os maiores

A décima terceira versão do Lollapalooza Brasil em 2026 recebeu cerca de 285 mil pessoas no Autódromo de Interlagos ao longo de três dias de apresentações (20, 21 e 22 de março). Com uma programação que contou com 71 artistas, incluindo 38 brasileiros e 33 internacionais, o festival reafirmou sua habilidade de trazer ao Brasil alguns dos nomes mais significativos da cena atual, muitos dos quais também se apresentam em festivais renomados como o Glastonbury Festival e o Coachella Festival. A programação deste ano enfatizou uma curadoria voltada para o pop contemporâneo e as tendências das redes sociais, destacando artistas como Sabrina Carpenter, Chappell Roan e Doechii.

Entre as atuações mais celebradas, críticos mencionaram os shows de Tyler, The Creator, Turnstile e Sabrina como pontos altos do evento. Tyler trouxe um espetáculo que unia minimalismo e carisma, enquanto Turnstile cativou a audiência com uma apresentação energética, exalando uma atmosfera punk contagiante. Sabrina Carpenter, por sua parte, encantou o público com um show visualmente inspirado em séries de televisão, repleto de hits como "Espresso". O festival também se dedicou a exaltar os talentos locais, com as performances de artistas como Negra Li, FBC e Edson Gomes. A diversidade da plateia, juntamente com iniciativas de acessibilidade e ações de marcas bem planejadas, ajudaram a enriquecer a experiência do evento. Embora tenha recebido elogios, a edição enfrentou algumas dificuldades.

Questões de acústica em determinadas áreas, superlotação durante shows populares e longas filas na saída do autódromo foram apontadas como desafios logísticos. Apesar disso, a avaliação geral foi positiva, consolidando o Lollapalooza como um dos festivais de música mais relevantes do Brasil. Entre muitos famosos que circularam por lá estavam Taís Araújo com sua filha Maria Antonia, Bela e Flor Gil, Fernanda Motta e Chloe Motta. entre outras.

"Desenrola" é única chance contra bola de neve

Um "Desenrola Brasil", programa de renegociação de dívidas mais vitaminado, é a única resposta que Lula tem à mão para oferecer aos brasileiros com um endividamento que já atinge 80% dos lares do país. Até porque o governo está diante de uma bola de neve. Os cidadãos que se desenrolaram na primeira versão do programa, entre 2023 e 2024, já se enrolaram de novo e nem poderia ser diferente. Em maio de 2024, quando o "Desenrola" entrou em hibernação, a Selic estava em 10,5%. De lá para cá, a taxa básica de juros bateu em 15%. O juro real, na casa dos 9,3% — o segundo maior do mundo, atrás apenas da Rússia — esfola o brasileiro no consignado, no cartão de crédito, no cheque especial, na prestação da geladeira. Não bastassem os fatos, a guerra no Oriente Médio e a perspectiva de que ela não tenha um fim tão próximo mexeram na arquitetura da inflação esperada (vinha em ritmo cadente)  na expectativa de redução da Selic. Pode haver postergação, ao menos em parte, no ritmo de consumo. Até então vinha carregando um PIB esquálido.

Contra bola de neve 2

A equipe de Lula tem clara a existência de um trade-off: ou o presidente deixa o mercado se ajustar pelas vias normais e perde fôlego eleitoral, ou subsidia a renegociação das dívidas de uma população quebrada e torna-se mais competitivo no pleito de outubro. O orçamento parafiscal, que já está mesmo comprometido, é de onde deve ser subtraído o programa de redução do calote popular — e ninguém parece ter dúvida disso. Uma novidade: Lula está dando sinais de cansaço, de voar pelo país, repetir os discursos e carregar os 80 anos de idade.

Giba Um

Comemoração antecipada (duplamente)

A cantora Anitta decidiu adiantar a comemoração de seu 33º aniversário e preparou duas festas no último final de semana, no Villaggio JK, na Vila Olímpia, em São Paulo. Mesmo que a artista celebre oficialmente a nova idade apenas em 30 de março, ela encontrou um espaço em sua agenda lotada para festejar o começo de um novo ciclo com muita animação e sofisticação. A celebração se destacou entre as festividades do fim de semana, ocorrendo em duas noites — no sábado (21) e no domingo (22) — e reunindo um grupo restrito de amigos próximos. Conhecida por preservar sua privacidade, Anitta manteve sua rotina de não divulgar nada sobre a festa nas redes sociais. Entretanto, alguns dos convidados decidiram, discretamente, desobedecer a essa regra. Entre eles, o influenciador Álvaro e a cantora e ex-BBB Juliette, que compartilharam alguns momentos em seus stories.

O influenciador Lucas Guedez também rompeu a regra e foi além ao registrar Anitta se divertindo em cima de uma zebra decorativa, gerando risadas entre os presentes. A decoração do evento foi inspirada em um tema de safari, o que também influenciou os trajes de muitos dos convidados. Vários deles escolheram usar roupas com estampas de animais, reforçando o clima festivo e alegre da celebração, que marca o início de mais um ano na carreira da artista. Entre tantos convidados estavam: IZA, Liniker, Lexa, Bianca Andrade, Cleo Pires, Dani Calabresa, Ticiane Pinheiro, Rafa Justus, entre outros.

Giba Um

Reaproximação

De superministro com carta branca a "judas", a relação entre o senador Sérgio Moro (União-PR) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é marcada por um histórico de idas e vindas, entre afagos e críticas. O apoio bolsonarista à candidatura do ex-juiz, anunciado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é o novo capítulo de reaproximação mútua. Ratinho Jr. será concorrente de Flávio e, por isso, o clã Bolsonaro decidiu que apoiará a candidatura de Moro, que vai se filiar ao PL ao governo do estado que deverá enfrentar Guto Silva, secretário estadual das Cidades, o possível candidato de Ratinho Jr. na disputa do governo do Paraná.

Dilema clássico

Analistas de plantão aguardam que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, lance oficialmente, nos próximos dias, o governador Ratinho Jr., pré-candidato do partido à Presidência da República. E acham que não se trata de uma boa notícia para Flávio Bolsonaro, que tentou ir buscá-lo para ser seu vice. Malgrado a tentativa, Flávio, que sonhava com um aliado, acabou ganhando um concorrente e com ele, como bem observa Thaís Oyama — o dilema clássico que costuma se abater sobre os favoritos para chegar ao segundo turno. Não pode permitir que Ratinho Jr. A ponto de ameaçá-lo nem hostilizá-lo de modo a provocar uma reação na mesma intensidade que arrisque fragilizar sua candidatura — agora e no futuro.

Apostas

Dirigentes partidários, como o presidente dos Republicanos, Marcos Pereira, estimam que as novas regras devem reduzir o campo político este ano para 10 a 12 partidos (ou federações). A Polymarket recebeu US$ 277mil (R$ 1,45 milhão) em apostas sobre a eleição presidencial. No total, o cenário que prevê o vencedor tem US$ 27 (R$ 141) milhões apostados. Aproveitando os holofotes voltados à Seleção, o PL brincou com Flávio Bolsonaro: "Segue como um dos titulares, convocado há muito tempo pelo povo brasileiro".

Mistura Fina

Nos últimos dias, a comissão do INSS aprovou convites para ouvir o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seu antecessor Roberto Campos Neto, e até a ex-namorada de Vorcaro, Martha Graeff. É provável que nenhum dos depoimentos ocorra. A CPI está entrando na semana derradeira e o Supremo já autorizou muitos convocados a não comparecer. Às vésperas do prazo legal, não há sequer garantia de que a comissão terminará com a publicação de um relatório.

A oposição elabora um calhamaço de mais de 5 mil páginas, mas não sabe se terá votos para aprová-lo. Os governistas preparam um texto paralelo, sem referências ao caso Master e aos parentes de Lula. Em qualquer dos cenários, o desfecho tende a decepcionar os aposentados que confiaram na CPI para pegar a quadrilha do INSS. Mais: o MP denunciou Raimunda Magalhães, ex-assessora de Flávio Bolsonaro, sob acusação de lavar dinheiro do jogo do bicho. Ela é ligada ao miliciano Adriano da Nóbrega, condecorado na cadeia pelo "01". O ex-PM foi morto em 2020 num cerco policial com ares de queima de arquivo.

A decisão da GWM - Great Wall Motor de construir uma nova fábrica no Espírito Santo tem dupla motivação estratégica. Além do mercado interno, a montadora chinesa planeja transformar o Brasil em hub de exportação de veículos para outros países da América Latina e até mesmo para a África. O projeto dá ainda mais sentido à escolha do estado, mais precisamente à cidade de Aracruz, para receber o empreendimento de R$ 10 bilhões.

Os asiáticos querem aproveitar a posição geográfica e a infraestrutura do Espírito Santo para escoamento de automóveis. O complexo portuário de Vitória e Vila Velha é um dos principais pontos de entrada de veículos no país. No ano passado, mais de 215 mil automóveis foram importados por meio do terminal, aproximadamente 85% vindos da China. Agora, na mira da GWM estão Argentina, Chile, Peru e Colômbia. A fábrica de Iracemápolis planeja produzir 200 mil veículos por ano na futura unidade de Aracruz.

In - Bolos com infusões de chá

Out - Bolos com sucos

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