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GIBA UM

"Vou fazer 81 anos em outubro. Uma velhinha me chamou de "velhinho barbudo". Levanto às 5h30...

...todos os dias e malho duas horas para me apresentar como brotão. Mas vou parar de fazer sacrifício. Vou ficar bem gordão", de Lula, sobre fotos feitas pela IA que o transformaram num atleta

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A última palavra é de Lula, mas parlamentares culpam Rui Costa como mentor da manobra que retirou cerca de R$ 11 bilhões  do apito de deputados e senadores. Antes mesmo da canetada de Lula, o chefe da Casa Civil (um dos mais odiados do Ministério) soltou a possibilidade de alterar o Orçamento, aprovado pelo Congresso em dezembro passado.

MAIS: a movimentação afeta  as emendas parlamentares. A vingança já deve vir na primeira sessão do congresso com a derrubada de vetos de Lula ligados à área fiscal, econômica e ambiental. Parte do dinheiro será para recompor recursos do Pé de Meia e Auxílio Gás.

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"Basicamente não existe"

Ela está fora da TV aberta há 10 anos, mas mesmo assim seu nome sempre é lembrado, seja na atuação ou na apresentação, Giovanna Ewbank faz muito sucesso no mundo digital, com o seu canal no YouTube, criado em 2017 que tinha como propósito conciliar a vida de mãe com ideias que não cabiam na TV (tanto aberta quanto fechada). Hoje seu canal Gioh tem mais de 5 milhões de inscritos. Capa da revista Nùmero Giovanna diz que quem não está conectado ao mundo digital é praticamente um “indigente”. “O mundo digital tomou conta de tudo. Se você não está no mundo digital, basicamente não existe. Até mesmo um dentista precisa de um portfólio digital. Acho isso muito cansativo porque as coisas mudam muito rápido. Os formatos mudam o tempo todo. Há muitos criadores talentosos fazendo coisas interessantes, e você precisa se reinventar constantemente. Acredito que isso vai continuar. Os brasileiros têm algo especial: humor, carisma, criatividade. E os brasileiros nunca desistem. Nada é fácil para nós, então seguimos em frente. Arriscamos. E se algo der errado, seguimos em frente”. Sobre como ela sempre está se reinventando, para sempre trazer coisas novas diz: “Sou muito intuitiva. Consumo muito conteúdo na internet. Sempre que assisto a algo, não estou apenas assistindo, estou analisando o que está faltando, o que estou procurando e não encontrando. Sou virginiana, então sou muito perfeccionista. Estou sempre analisando as coisas. Isso faz parte de quem eu sou”. Sempre com pausas entre um projeto e outro ela conta quais serão as novidades para seu canal: “Estou desenvolvendo um novo programa, mais maduro, focado em conversas honestas sobre ser mulher — as alegrias e as dificuldades. A ideia é poder mostrar nossa dor abertamente e nos permitir ser verdadeiramente vulneráveis. É um programa sobre comunhão entre mulheres — mulheres de mãos dadas, apoiando umas às outras. É um projeto novo e estou dedicando toda a minha energia a ele porque não é apenas um projeto profissional, é profundamente pessoal”. Fora do mundo digital ela se prepara para estrear o filme “Quem Casa, Quer Casa”, uma comédia dirigida por Joana Mariani, onde irá atuar pela primeira vez como casal romântico com o marido Bruno Gagliasso.

Novela das 21h: farra ‘colorida’

Ninguém pode se queixar de não apreciar uma verdadeira farra de personagens LGBT, todos os dias na novela "Três graças", de Aguinaldo Silva, na Globo, embora muitos até reclamem. Capítulo sim, capítulo não, Ferrete (Murilo Benício) tira a roupa num dos quartos do casarão, da vilã Arminda (Grazi Massafera). Já Leonardo (Pedro Novaes) já foi para a cama com a trans Viviane (Gabriela Koran) e uma telespectadora até comentou que havia "uma peça a mais" nesse embate. Por outro lado, Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvekovski) anunciaram casamento diante de quase toda a família. Na semana passada, contudo, a Globo deixou de exibir uma cena caliente de "Três graças", alegando corte por causa de ajustes realizados para acelerar o folhetim. Ela mostraria uma sequência de amor entre o casal gay José Rubens (Samuel de Assis) e Kasper (Miguel Falabella) que constam no resumo semanal de capítulos divulgado pela Globo.

Alongada

Nos capítulos iniciais do novo BBB também tem ocorrido profusão de beijos nada técnicos entre integrantes de casais de gays e lésbicas. Agora, à propósito, a sigla de área aumentou mais suas letras de composição. Virou LGBTQIAPN+. Significa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Agênero/Arromânticos, Pansexuais/Polissexuais e Não binários, além do "+" para incluir outras identidades, evoluindo de termos como Gays, Lésbicas e Simpatizantes.

Um brinde a vida

Simony, que cresceu diante dos olhos do povo brasileiro, se tornando uma das mais queridas cantoras infantis (nos anos 80 grupos musicais infantis faziam muito sucesso e era o que embalavam as festas das crianças) a cada dia que passa vibra mais com sua vitória contra o câncer no intestino, descoberto durante um exame de rotina em 2022. Em março de 2025, Simony comemorou informação de que o tumor havia desaparecido por completo, alcançando o que os médicos chamam de remissão total. Simony que compartilhou todo seu processo de tratamento e luta com a doença, costuma relatar sua recuperação como um "milagre da fé e da ciência", destacando que, apesar de o percurso ter sido oneroso tanto financeiramente quanto emocionalmente, a dedicação em aderir aos protocolos médicos foi o que assegurou sua conquista. Ultimamente a cantora, hoje com 49 anos, tem chamado a atenção por postar em suas redes sociais fotos exibindo uma shape bem definida, onde sua boa forma causa inveja até em pessoas mais jovens.

"Tiro no pé"

As fotos publicadas na redes sociais de Lula e Janja na Restinga da Marambaia (RJ), no réveillon, com o presidente petista exibindo um físico estilo atlético (foram produzidas por IA) para fazer com que pareça mais novo (ele tem 80 anos) foram consideradas por muitos petistas um "tiro no pé", até mesmo pelo ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social. Ele acha, com muita análise educada, que eleitores e admiradores de Lula têm certeza de que o físico do presidente não é aquele e reclamam que "ele está apelando" - e que "não precisa disso". Na semana passada, por ironia do destino, como se dizia antigamente, Lula participou do lançamento de medalhas comemorativas dos 90 anos do salário-mínimo. Alguém disse que "ele estava encolhendo a barriga”.

No lugar de Haddad

No estilo de Ricardo Lewandowski, agora Fernando Haddad já avisou o presidente Lula que entrega o cargo no final do mês. Não quer se candidatar a nada, nem coordenar a campanha de Lula, podendo até elaborar o resumo de um plano econômico. Mesmo se o presidente vencer em outubro, Haddad não quer nada em 2027. Então, já se multiplicam nomes para sua cadeira até o final de mandato. O próprio Haddad acha que seu atual interino Dario Durizam poderia ser efetivado. Correndo por fora tem Laura Carvalho, professora da USP, Ricardo Carneiro, da Unicamp, Monica De Bolle e até quem diria - o sempre lembrado Guido Mantega, que ficou na Fazenda quase nove anos nos governos Lula II e Dilma I.

Pérola

"Vou fazer 81 anos em outubro. Uma velhinha me chamou de "velhinho barbudo". Levanto às 5h30 todos os dias e malho duas horas para me apresentar como brotão. Mas vou parar de fazer sacrifício. Vou ficar bem gordão",

de Lula, sobre fotos feitas pela IA que o transformaram num atleta.

"Empossado" antes

Se, de um lado, o próprio Flávio Bolsonaro, candidato do pai Bolsonaro (agora numa cela de 60 metros quadrados na Papudinha, área que pode ser comparada a estúdios até bem menores lançados em prédios de São Paulo) à Presidência da República já escolheu o irmão Eduardo para ser chanceler se seu governo (se vencer, claro), próprio Dudu Bananinha pode também lançar mais nomes para o ministério "futuro". Para ele, Jair Bolsonaro, ex-presidente, poderia assumir a chefia da Casa Civil e "ajudar" no governo. Há meses, o próprio Capitão levantara essa hipótese "se Michelle chegasse à Presidência", se bem que com certa ironia.

Motorista de Uber

Ainda as façanhas que são cometidas quase que diariamente por Eduardo Bolsonaro: agora ele vem apostando que Donald Trump intervirá nas eleições de outubro, embora não revele exatamente como será e enfrentando problemas financeiros. O pai já mandou há meses R$ 2 milhões, mas agora perdeu, com a prisão, o "salário" que recebia mensalmente de R$ 46 mil por ser "presidente honorário do PL. Estaria, provisoriamente, morado com Paulo Figueiredo. Efetivamente, estaria iniciando sua temporada de motorista de táxi Uber na cidade onde se esconde. Seu guia Waze a em inglês e Dudu, às vezes, se atrapalha com a língua.

‘Outra’ Michelle

Nos últimos dias, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vem adotando uma postura menos agressiva publicamente e em encontros com figurões que poderiam ajudar, de alguma forma, seu marido na Papudinha (voltou a ter soluços). Este pessoalmente com o ministro Gilmar Mendes, com quem teve boa conversa, mesmo ele não tendo autorizado habeas corpus que o devolvesse a prisão domiciliar. Detalhe, o governador Tarcísio de Freitas esteve sempre ao seu lado e estão se entendendo. Há quem aposte que os dois ainda sonham com uma chapa Tarcísio e Michelle na vice para o Planalto.

Único leilão

O plano de Lula de realizar até quatro licitações de hidrovias em 2026, com potencial de movimentar R$ 5 bilhões em investimentos, dificilmente sairá do papel. No Ministério de Portos e Aeroportos, as estimativas mais otimistas apontam para a conclusão de apenas um certame da Hidrovia do Rio Paraguai, previsto para o segundo semestre - e isso com muita sorte. Diversos fatores têm dificultado a concretização do cronograma inicial do Ministério, a começar por desafios logísticos e ambientais como o prolongado período de estiagem que reduz níveis de água e torna a navegação irregular. E a agenda legislativa em ano eleitoral tende a reduzir o foco do Congresso em aprovar marcos legais.

Pré-campanha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com técnicos e advogados de seu partido para a começar a estruturar a pré-campanha presidencial. A conversa aconteceu em Brasília. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, está em viagem e acompanhou de longe. Para alguns integrantes da reunião a conversa já girou em torno de verbas de largada, o que Valdemar nem quer saber por enquanto. O PL não quer dar margem a novas punições. A lei eleitoral permite a realização de pré-campanha, mas com limites estritos de gastos.

Apelido

Nas últimas semanas, notadamente quando Bolsonaro enfrenta problemas de saúde ou permanece na prisão, Michelle e Valdemar Costa Neto tem conversado muito. Ele gostaria de ter Michelle como pré-candidata à Presidência. Tem pesquisas que dão à ex-primeira-dama a vitória no segundo turno das eleições deste ano. O maridão nem quer falar disso, quer que ela saia para o Senado. Mais: nos últimos dias, ela tem chamado Valdemar de "Vavá", apelido mais íntimo. Ela usava há anos, quando se conheceram e ela trabalhava na Câmara, entre 2004 e 2009, segundo as redes sociais.

Mistura Fina

A CPMI recebeu uma profusão de dados do Coaf sobre contas de empresas que receberam dinheiro roubado dos aposentados. Tem papelaria, restaurante, clínica, funerárias, mercado, borracharia, sorveteria, lojas de automóveis, e muitas mais. For outro lado, o inquérito aberto por Alexandre de Moraes para investigar a violação de dados de ministros do STF e de seus familiares sustenta que todos os onze membros do Supremo seriam vítimas de devassa ilegal no Coaf e Receita. Mais: novas contas surgidas em investigações do Banco Master no STF sinalizam um rombo superior no banco de Vorcaro: chega a R$ 50 bilhões.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já sabendo que será pressionado a investigar o escândalo do Master e aos mais chegados já avisou que não abrirá nenhuma CPI em ano eleitoral. Ao mesmo tempo, também está garantindo que não acontecerá no Senado nenhum impeachment de ministro do Supremo. Mais: se Rodrigo Pacheco sai mesmo para disputar o governo de Minas com apoio de Lula, Jorge Messias será aprovado para o Supremo.

Depois de meses internado no Einstein por conta de quatro transplantes, Fausto Silva está em casa, cercado por Instrumentos médicos e acompanhamento praticamente diário. E mais que lúcido para acompanhar a venda de seu apartamento triplex no Jardim Europa (toda a família voltou à mansão do Morumbi) por R$ 120 milhões, que pertencia a ele desde 2019. Tem 1.413 metros quadrados de área privativa, cobertura em dois pavimentos, 4 suítes, com adaptação para mais uma, quadra de tênis, piscina climatizada, academia, sala de massagem, salão de festas e brinquedoteca. Mais living de três ambientes, 20 vagas na garagem, condomínio de R$ 36 mil e vista para o Parque do Povo, Marginal Pinheiros e Jóquei Clube.

Outro superapartamento vendido, no condomínio Parque Cidade Jardim, por Luciana Gimenez e seu ex-marido Marcelo de Carvalho (ele vendeu sua parte na Rede TV) alcançou depois de 18 anos R$ 50 milhões - R$ 25 milhões para cada um). O comprador Neymar pai, que vai morar lá e fazer modificações "na decoração". Agora, Luciana, na semana passada, foi demitida da Rede TV depois de 25 anos de trabalho: enfrentava período sem audiência e sem patrocínio.

In – Salada de folhas com atum
Out – Salada de cevadinha com carne

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

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