Polícia

MILÍCIA

Juiz atende pedido do Garras e mantém Jamil Name em presídio federal por 3 anos

Requerimento agora depende do juiz da execução penal de Mossoró (RN)

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O juiz da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Mário José Esbalqueiro Júnior, atendeu pedido dos policiais do Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras) e manteve Jamil Name, acusado de chefiar milícia armada, mais três anos em presídios federais.

O requerimento feito por Esbalqueiro Júnior agora depende do juiz da execução penal de Mossoró (RN), Walter Nunes da Silva Júnior. 

A decisão do magistrado de Campo Grande, é deste quinta-feira (1º) e ocorre às vésperas prazo estipulado por outro juiz de execução penal, Walter Nunes da Silva Junior, responsável pela corregedoria do Presídio Federal de Mossoró (RN) que havia, no fim de agosto, recalculado o período de duração de Name na penitenciária, e reduziu o prazo final de 5 de outubro de 2021 para 5 de outubro próximo.

Assim, a decisão de Esbalqueiro, que vai na contramão do colega da execução penal federal, mantém Name no sistema federal. 

O que ainda não existe é a garantia de que ele continue presídio do Rio Grande do Norte.

No mês passado, Esbalqueiro pediu esclarecimentos sobre a detração aplicada por seu colega Potiguar ao período de Jamil Name na penitenciária federal. 

Nunes Silva Júnior, porém, manteve sua interpretação, e manteve a saída de Name para a próxima segunda-feira (5).

Filho e policiais

Além de Jamil Name, acusado de ser o chefe da milícia acusada de vários crimes, como corrupção passiva e ativa, porte e posse ilegal de armamento com alto poder de destruição, como fuzis AK-47, e de - até agora - duas execuções, a decisão do juiz da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande também alcança Jamil Name Filho, que dividia a chefia do grupo com o pai, segundo as denúncias do Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), e também os policiais civis Márcio Cavalcante da Silva e Vladenilson Daniel Olmedo.

Esbalqueiro elencou cinco razões para que Name e os outros três não permanecessem em presídios estaduais de Mato Grosso do Sul: planejamento de atentado ao delegado do Garras, Fábio Peró; o flagra de um outro preso da operação flagrado negociando um “fuzil para o pessoal” dentro de presídios estaduais; planejamento de atentados (contra Peró, um promotor de Justiça e um defensor público) já dentro do presídio de Mossoró; afirmação de Name que teria “(600) milhões” para conseguir sua liberdade; e, mais recentemente, segundo o juiz, ameaça de morte a uma testemunha durante audiência de instrução e julgamento em junho passado.

Fatos novos

Um homem identificado como Nego Bel, um dos integrantes da milícia, teve recentemente um celular apreendido dentro de presídios estaduais de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, Bel negociava a aquisição de um fuzil para a quadrilha.

Em sua decisão, Esbalqueiro reforçou a argumentação de que o grupo de Name continua planejando atentados, nos presídios estaduais, do qual ele é corregedor, mas também na unidade federal de Mossoró. 

Ele também reitera que Name cumpre quatro dos seis requisitos legais para continuar no RDD: desempenhado função de liderança em organização criminosa; praticado crime que coloque em risco sua integridade física no ambiente local de origem, ser membro de quadrilha ou bando envolvido na prática reiterada de crimes com violência ou grave ameaça, estar envolvendo em incidente de fuga, violência, ou grave indisciplina no sistema penitenciário de origem.

Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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