Política

Eleições 2024 campo grande

Abelha, Lagartixa e Jacaré disputam cadeira com outros 479 humanos

Dados divulgados pelo TSE nesta sexta-feira mostram que Campo Grande tem 482 candidatos a vereador; confira alguns nomes inusitados

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Recorrer ao uso de apelidos e nomes engraçados é comum na disputa eleitoral. Na última quinta-feira (15), chegou ao fim o prazo para que os partidos registrassem as candidaturas para as Eleições Municipais de 2024, que devem levar 2 milhões de sul-mato-grossenses às urnas no dia 6 de outubro.

A lista de candidatos, disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conta com Abelha, Lagartixa, Jacaré e vários outros nomes inusitados, confira:

Reino Animal

Jose Abelha Neto, do PSB, registrou sua candidatura apenas como "Abelha", nome que chama atenção pela referência ao inseto listrado, e aparece na lista acompanhado de dois répteis famosos: lagartixa e jacaré.

Os animais estão presentes no nome dos candidatos Alfredo Lagartixa, da Democracia Crisã, e Eliezer Jacaré, do União Brasil.

Música e Cinema

Alguns candidatos optaram por homenagear astros da música e personagens do cinema, como Cazuza, nome utilizado por Derly dos Reis de Oliveira, do Avante, e Hulk, que se trata de Wilson Luis Fontana Cordeiro, do PSOL REDE.

Habilidades

Teve até candidato querendo atrair eleitores fazendo referência a habilidades, como é o caso do Marcos Bom de Bola, do PSD.

Bairrista

Também temos os candidatos bairristas, como o Caio Ribeiro do Aero Rancho, da DC; Ismael Cria do Aero Rancho e Kaio do Tiradentes, ambos do Republicanos; Julio do Campo Nobre, do Podemos, e Lindaura do Rouxinóis, do PSDB/Cidadania.

Profissões

Há uma grande quantidade de candidatos que referenciaram suas profissões em seus nomes, como forma de identificar ou destacar suas funções.

Os professores dominam a lista, com 35 candidatos registrados utilizando a nomenclatura.

Além deles, 11 "doutores" e duas enfermeiras aparecem na lista de candidatos.

A área de segurança pública também se faz bastante presente, com três coronéis, três subtenentes, dois sargentos. uma delegada, um policial, dois investigadores e dois guardas civis metropolitanos.

Mas também encontramos nomes como Bakana Radialista (PRD), Bira Mecânico (PSOL/REDE), Carlinhos da Farmácia (PL), Celsinho Lanches (PSB), Marcinho do Posto (DC), Elena da Pizzaria (Avante), Klebinho da Padaria (Republicanos), entre outros.

Religiosos

Outros optam por suas funções na fé para se destacar. Sete candidatos utilizaram o termo "pastor" em seus nomes, e outros dois optaram pela sigla PR. Duas candidatas utilizaram "missionária" em seus nomes, e um utilizou "diácono".

Nomes de peso

Alguns nomes bem conhecidos pelo povo, como o do ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PDT), e Maurício Picarelli (União), que já foi deputado estadual, também se fazem presentes.

O ex-juiz federal Odilon de Oliveira, que já concorreu ao governo de MS, também tenta cargo como vereador, pelo partido da atual prefeita, Adriane Lopes.

Candidaturas em MS

Mato Grosso do Sul terá 232 candidatos a prefeito e 6,7 mil a vereador nos 79 municípios do estado.

Na capital sul-mato-grossense, serão oito candidatos à Prefeitura, oito candidatos a vice-prefeito e 482 candidatos a vereador, ou seja, a disputa será de 17 candidatos para cada uma das 29 vagas.

A lista completa das candidaturas, já registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode ser acessada no portal de Divulgação de Candidaturas Eleitorais do TSE, o DivulgaCand.

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IPR/Correio do Estado

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa

Distância entre candidato do PL e petista é a menor do ano na série de levantamentos em Mato Grosso do Sul

21/09/2026 21h13

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.

Repercussão Nacional

Presidente do União Brasil aparece de cueca em vídeo e é acusado de agressão

Gravações feitas em quarto de hotel mostram Antônio Rueda durante discussão com influenciadora, que relata violência psicológica e suposta agressão.

21/09/2026 20h17

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Foto: Rede Social.

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O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, aparece de cueca em uma série de vídeos gravados dentro de um quarto de hotel em São Paulo que ganharam repercussão neste domingo (21). Nas imagens, uma mulher identificada como a influenciadora Luana Dellevedove acusa o dirigente partidário de agressão e relata que estaria sofrendo violência psicológica havia mais de um ano.

As gravações teriam sido feitas em junho deste ano e mostram momentos de tensão entre os dois. Rueda aparece inicialmente apenas de roupa íntima e, ao longo do material, veste as roupas enquanto tenta deixar o quarto. Em determinado momento, Luana o segura e ele retorna ao dormitório.

Durante a gravação, a influenciadora aponta manchas avermelhadas em um lençol e afirma que seriam de sangue. Ela associa as marcas a uma suposta agressão e continua fazendo acusações contra o presidente nacional do União Brasil.

As imagens, entretanto, não mostram o que teria ocorrido antes do início da gravação e, por si só, não permitem confirmar que Rueda tenha agredido a mulher. Não há, nas informações divulgadas até o momento, comprovação independente das acusações apresentadas durante os vídeos.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Antônio Rueda aparece em trecho de vídeo gravado dentro de um quarto de hotel em São Paulo: Foto: DCM.

Supostas traições são mencionadas no vídeo

A discussão também envolve a vida pessoal do dirigente partidário. Durante a gravação, Luana acusa Rueda de manter relações extraconjugais e afirma que ele estaria "traindo a mulher e traindo a amante". Rueda é casado com Flor Rueda.

Em outro momento do material, Luana afirma que estaria enfrentando havia mais de um ano uma situação de violência psicológica atribuída ao dirigente. Ao final de uma das gravações, também demonstra preocupação com o que poderia acontecer com sua família após a exposição do episódio.

Mulher posteriormente diz que vídeos seriam "montagem"

O caso ganhou uma versão contraditória antes mesmo de alcançar maior repercussão. Após ter acesso às gravações que seriam divulgadas, Luana contestou as informações relacionadas ao episódio e afirmou que os vídeos seriam uma "montagem".

A declaração contrasta com o conteúdo atribuído às próprias gravações, nas quais uma mulher identificada como Luana aparece fazendo as acusações contra Rueda.

O material apresenta cortes, o que impede estabelecer apenas pelos trechos divulgados toda a sequência de acontecimentos dentro do quarto.

Os quatro vídeos foram divulgados inicialmente pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e, posteriormente, o conteúdo passou a circular nas redes sociais e foi repercutido por outros veículos de comunicação.

Rueda foi procurado sobre o episódio

Antes da publicação original das gravações, Antônio Rueda foi procurado pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) para comentar as acusações.

O dirigente informou que estava em um avião e pediu que os questionamentos fossem encaminhados por escrito. Segundo o veículo responsável pela divulgação inicial, as perguntas foram enviadas, mas não houve nova resposta até a publicação.

Até o momento, não há manifestação pública de Rueda apresentada nas fontes consultadas que esclareça especificamente as acusações feitas durante as gravações.

Além de comandar nacionalmente o União Brasil, Antônio Rueda é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O episódio, portanto, ganha repercussão em pleno período eleitoral.

No cenário eleitoral, Rueda mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Apesar de o União Brasil ter declarado neutralidade no primeiro turno, o dirigente vinha sendo apontado como um dos articuladores de uma ala da legenda favorável à candidatura do senador.

Nesta segunda-feira (21), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, após o primeiro turno, uma reunião para rediscutir a neutralidade na disputa presidencial.

 

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