Política

ELEIÇÕES 2024

Com fim das convenções, disputa por vaga na Câmara tem série de pesos pesados

Últimos encontros partidários realizados no fim de semana trouxe nomes como o de Maurício Picarelli e do juiz Odilon Oliveira, que competem por cargo na Câmara Municipal entre candidatos que tentam reeleição

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Na disputa das eleições deste ano, em que os cidadãos escolhem representantes para o Executivo e Legislativo municipais, os campo-grandenses devem se deparar nas propagandas eleitorais e nas urnas com uma série de rostos conhecidos que tentam voltar às cadeiras da Casa de Leis da Cidade Morena. 

Entre os nomes de peso evidenciados nos últimos encontros partidários que aconteceram no fim de semana, das siglas União Brasil e Partido Progressistas, aparecem, por exemplo, o ex-juiz federal Odilon de Oliveira, que tenta cargo como vereador pelo partido da atual prefeita, Adriane Lopes. 

Juíz de direito entre 1982 e 1986, e federal de 1987 a 2017, Odilon se filiou ao Partido Democrático Trabalhista em 2017 para tentar carga como Governador de Mato Grosso do Sul, sendo derrotado, porém, pelo tucano Reinaldo Azambuja no 2º turno das eleições de 2018.  

Ainda que não tenha conquistado o cargo eletivo, o nome e influência do ex-juiz foi suficiente para emplacar seu herdeiro, Odilon de Oliveira Júnior, como vereador eleito com 6.825 votos para mandato entre 2017 a 2020.

Na corrida eleitoral deste ano há nomes conhecidos do cenário político que tentam reverberar mais uma vez entre os campo-grandenses, como: 

  • PROFº JUARI (PSDB/CIDAD)
  • AYRTON ARAÚJO (PT) 
  • Silvio Pitú (PSDB) 
  • Prof. Riverton (PP)
  • HERCULANO BORGES (REP)
  • RONILÇO GUERREIRO (PODE)
  • JEAN FERREIRA (PT)
  • JUNIOR LONGO (REP)  
  • JUNIOR CORINGA (MDB)
  • RAFAEL TAVARES (PL)
  • CLODOILSON PIRES (PODE)
  • LUIZA RIBEIRO (PT)
  • ATHAYDE NERY (PSDB/CIDAD)
  • DELEGADA SIDNEIA (REP)
  • DR JAMAL (MDB) 
  • PAPY (PSDB/CIDAD)
  • WILTON ACOSTA (REP) 
  • DR LOESTER (MDB)
  • TIO TRUTIS (PL) 
  • ADONIS MARCOS (PSDB/CIDAD)

Lugar ao sol

Na própria sigla, Odilon disputa com parlamentares que passaram recentemente pela Câmara e tentam reeleição, como Delei Pinheiro; professor João Rocha; Marcos Tabosa; Dr. Sandro Benites; Beto Avelar; Tiago Vargas e Valdir Gomes. 

Além de Odilon, quem tenta voltar aos holofotes da política é o radialista, jornalista e ex-deputado Maurício Picarelli, que tenta agora entrar na Casa de Leis, onde também teve força para emplacar sua esposa, Magali, que por sua vez encerrou mandato parlamentar em 2016.  

Picarelli aparece na relação de candidatos a vereadores pelo União Brasil, ao lado de nomes que também tentam voltar à Casa de Leis, como o Dr. Lívio Leite; Paulo Pedra, com passagens antigas na Câmara, e o Coronel Alírio Villasanti, que inclusive encerra mandato como parlamentar na atual legislatura e quer reeleição. 

Pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), quem também tenta voltar à Casa de Leis é o ex-prefeito Marquinhos Trad, que teve mandato parlamentar entre 2004 a 2007; eleito na Assembleia Legislativa por três vezes seguidas até chegar ao Executivo Municipal em 2017. 

Cabe lembrar que em 2022 Marquinhos deixou a cadeira da Prefeitura de Campo Grande para tentar concorrer como governador, onde teve pouco mais de 8% dos votos válidos no primeiro turno. 

Ocupando a sexta colocação no pleito de 2022, Marquinhos agora volta à corrida política que traz nomes que estavam na eleição daquele ano e desbancaram o ex-prefeito; como Rose Modesto, que quer chefiar a Capital, e de Giselle Marques (PT), que também quer chegar à Câmara pelo Partido dos Trabalhadores.  

 

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Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

Crise no STF

Veja a repercussão política após Moraes pedir investigação contra Mendonça

Pedido de Moraes por providências contra André Mendonça provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira

04/09/2026 07h13

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

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O pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por providências contra André Mendonça, provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira, 3.

Rogério Marinho (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Eduardo Girão (NOVO) e Carlos Viana (PSD) saíram em defesa de Mendonça e fizeram críticas a Moraes.

Do lado governista, as manifestações se concentraram nas relações do Banco Master com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem citar diretamente a iniciativa de Moraes contra o colega de Corte.

Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Relator do caso Banco Master, Mendonça levantou na terça-feira, 1º, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão

Oposição 

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que Moraes voltou a transformar o Inquérito 4.781, aberto há sete anos, em "instrumento de poder pessoal".

"É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria", afirmou Marinho em nota.

O senador também acusou Moraes de utilizar o Inquérito das Fake News como "escudo e instrumento de intimidação".

O deputado Sóstenes Cavalcante também manifestou apoio a Mendonça. "Eu apoio André Mendonça. Eu não apoio criminoso", escreveu. Para o parlamentar, há uma tentativa de acabar com uma "investigação séria e imparcial" sobre o Banco Master porque "tem muita gente poderosa envolvida".

O senador Eduardo Girão classificou a iniciativa de Moraes como o "grau máximo de falta de noção da realidade".

Já o senador Carlos Viana afirmou ter acionado Fachin sobre a conduta de Moraes contra Mendonça. Ele disse ter pedido a preservação de documentos, registros de acesso e comunicações para esclarecer se houve uma possível retaliação.

"Depois que vieram a público elementos do caso Master envolvendo Moraes, ele adotou uma iniciativa contra o ministro que conduziu essas providências", escreveu. Viana questionou se Moraes estaria usando as prerrogativas do cargo para reagir contra Mendonça. "Se houve uso do cargo para constranger ou retaliar um ministro pelo exercício de suas funções, é gravíssimo", afirmou

Governistas

Enquanto integrantes da oposição concentraram as manifestações no embate entre Moraes e Mendonça, publicações de governistas abordaram o caso Master sem mencionar o pedido de Moraes contra o ministro.

O deputado Rogério Correia compartilhou um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relacionou o banco ao governo de Jair Bolsonaro. José Guimarães também compartilhou a publicação de Correia.

"O banco Master é de 2019, autorizado a funcionar pelo governo Bolsonaro e a partir de 2020 foi que passou a explorar com crédito consignado, aposentados do INSS, permitido pelo governo de Jair Bolsonaro", escreveu Correia.

O deputado afirmou ainda que, no governo Lula, o banco foi liquidado, a corrupção denunciada e o banqueiro preso. Correia disse esperar estar na Câmara para comandar uma nova CPMI.

A deputada federal Gleisi Hoffmann também se manifestou sobre o caso Master, mas não citou a iniciativa de Moraes contra Mendonça. Ela repercutiu informações envolvendo Vorcaro e recursos destinados às campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio em 2022.

"Quer dizer então que o dinheiro para as campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio em 2022 eram propina? É isso que tá dizendo o próprio Vorcaro! É gravíssimo!", escreveu.

Gleisi afirmou ainda que o caso mostraria uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais contra Lula e voltou suas críticas a Bolsonaro, ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado Filipe Barros.

Lula gravou nesta quinta-feira um vídeo sobre a crise que atingiu o Supremo após as revelações das mensagens entre Moraes e Vorcaro.
 

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