Política

Em Busca da "bênção"

Adriane Lopes comparece a ato em apoio ao ex-presidente Bolsonaro no Rio de Janeiro

Buscando apoio a prefeita Adriane Lopes (PP), comparecece neste domingo (21), em ato no Rio de Janeiro, convocado pelo ex-presidente Bolsonaro

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A prefeita Adriane Lopes (PP), está no ato "Em Favor do Estado de Direito", convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocorre na manhã deste domingo (21) no Rio de Janeiro (RJ). É a segunda vez que a chefe do Executivo Municipal comparece a uma convocação do ex-presidente.

Por meio das redes sociais, a prefeita de Campo Grande, que busca a bênção  de Bolsonaro,  publicou uma foto com o ex-presidente no Aeroporto demonstrando proximidade. 

“Nesta manhã conversamos com o presidente Bolsonaro. Vou participar da manifestação e me juntar aos milhares de brasileiros que também irão participar, em prol da democracia, da nossa liberdade e também dos valores cristão. O ato é pacífico e ressalta o nosso posicionamento político”, reforçou a Prefeita.

Diversas autoridades estão presentes como o general Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o deputado federal Marcos Feliciano (PL-SP), entre outros na manifestação convocada "Em Favor do Estado Democrático de Direito". 

Durante a semana, a prefeita Adriane Lopes, em entrevista ao Correio do Estado, contou que o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, à sua pré-candidatura à reeleição a Prefeitura de Campo Grande ainda não está confirmada, mas é um "anseio" dela e do partido. “Nós gostaríamos de caminhar juntos. Direita e centro-direita”, afirmou. 

Enquanto a Senadora Tereza Cristina (PP-MS), segue tentando costurar a aliança entre PP e PL visando fortalecer o nome de Adriane Lopes, "correndo por fora" o ex-deputado estadual Rafael Tavares, cassado pela Justiça Eleitoral, em razão do partido que o elegeu, o PRTB, não ter cumprido a cota feminina em 2022, entrou na disputa pelo apoio de Bolsonaro após se filiar ao PL.

Tendo inclusive tirado fotos com Bolsonaro em Brasília, chegou a afirmar que será o escolhido do ex-presidente para disputa como Prefeito da Capital.

Além de Tavares e Adriane Lopes, o deputado estadual João Henrique Catan também está na briga pela bênção do ex-presidente. 

 O ato no Rio de Janeiro ocorre nesta manhã em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, no vídeo de divulgação da convocação de apoiadores, Bolsonaro não menciona diretamente o bilionário Elon Musk, dono da rede social X (ex-twitter), mas chega a dizer que o mundo está tomando conhecimento da "ameaça a liberdade de expressão".

Bolsonaro em Mato Grosso do Sul

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o ex-presidente Bolsonaro virá para Mato Grosso do Sul entre os dias 14 e 15 de maio. 

Está confirmada a participação na Exposição Agropecuária de Dourados. A visita do presidente é esperada pelos pré-candidatos e pode ser definitiva para a "batida do martelo" com relação a quem receberá a bênção dele como escolhido para a Prefeitura da Capital.

Ato em São Paulo

No dia 25 de fevereiro, a Prefeita Adriane Lopes esteve presente no  "ato pelo estado democrático de direito, liberdade, família e futuro do Brasil" em apoio ao ex-presidente Bolsonaro, na Avenida Paulista, convocado pelo pastor Silas Malafaia. 

Apesar de ter comparecido durante o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro, Adriane não chegou a subir no trio elétrico e acompanhou entre os apoiadores bolsonaristas  na avenida, enquanto discursaram várias lideranças, pastores e até a ex-primeira dama.

A Prefeita de Campo Grande para marcar presença chegou a tirar fotos e gravar um vídeo na Avenida Paulista em meio a bolsonaristas e posteriormente em cima do trio elétrico depois de todos os discursos. 

 

 

 

Recepção em Campo Grande

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, esteve em Campo Grande ocasião em que foi recepcionada pela prefeita Adriane Lopes e ganhou uma bíblia. 

Michelle Bolsonaro participou do evento do PL Mulher de Mato Grosso do Sul, no espaço Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, no dia 24 de fevereiro. 

** Colaborou Eduardo Miranda e João Gabriel Vilalba

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Banco Master

Gilmar suspende julgamento no STF sobre prisão de pai de Daniel Vorcaro e mais 6 investigados

Também nesta sexta-feira, Mendonça votou para manter a prisão preventiva do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, acusado de articular as operações financeiras do esquema investigado

22/05/2026 21h00

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu vista nesta sexta-feira, 22, e interrompeu o julgamento que analisa a manutenção da prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e mais seis investigados no caso do Banco Master.

Henrique foi preso na última quinta-feira, 14, durante mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de fraudes financeiras ligado ao banco. Os outros seis também foram alvo da ação.

O caso é relatado pelo ministro André Mendonça, que decretou a prisão preventiva do grupo. Ele votou pela manutenção das medidas em julgamento iniciado nesta sexta. Em seguida, Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para análise antes de proferir o voto).

Em seu voto, o ministro André Mendonça apontou "fortes indícios de que os indivíduos integram uma complexa estrutura para a prática de crimes com uma profunda repercussão negativa na sociedade".

Ele afirmou que não há "outras medidas menos gravosas e ao mesmo tempo capazes de garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e o bom andamento da instrução criminal".

Além de Mendonça e Gilmar Mendes, participam do julgamento para referendar a decisão do relator os ministros Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Dias Toffoli também integra o colegiado, mas tem se declarado suspeito para julgar processos relacionados ao Banco Master.

Também nesta sexta-feira, Mendonça votou para manter a prisão preventiva do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e o julgamento foi suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes. Felipe é acusado de articular as operações financeiras do esquema investigado.

A investigação da Polícia Federal aponta Henrique Vorcaro como responsável por custear as atividades dos outros seis alvos e um dos beneficiários de suas ações.

Os seis investigados integram os núcleos conhecidos nos autos como "A Turma" e "Os Meninos", formados para a obtenção de dados sigilosos e a realização de ameaças a alvos de interesse da organização.

"A Turma" seria composta por policiais federais em atividade e aposentados e operadores do jogo do bicho, enquanto "Os Meninos" seriam membros com perfil hacker que realizavam "invasões, derrubada de perfis, monitoramento ilícito e possível destruição ou ocultação de evidências digitais".

"Braço tecnológico da organização criminosa investigada, viabilizava, no plano digital, aquilo que "A Turma" fazia no plano presencial: neutralizar, intimidar, constranger ou vigiar alvos de interesse da organização", diz o inquérito.

justiça federal

Absolvição de empresário desfaz acusações contra prefeito 'mais louco do Brasil"

Justiça Federal inocenta Luiz Carlos Honório de associação ao tráfico; negócios com Juliano Ferro eram legítimos, e TRE/MS já havia arquivado ação eleitoral por falta de ilicitude

22/05/2026 17h39

Juliano Ferro é prefeito de Ivinhema

Juliano Ferro é prefeito de Ivinhema Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A sentença proferida pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã no último dia 20 de maio jogou por terra o principal argumento usado para associar o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, conhecido como 'Mais louco do Brasil', a uma suposta rede de tráfico de drogas. O juiz Bruno Barbosa Stamm absolveu o empresário Luiz Carlos Honório, dono da Móveis Ivinhema, de todas as acusações de envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes.

A decisão, proferida na Ação Penal originária da Operação Lepidosiren encerra juridicamente a premissa que sustentou meses de insinuações sobre o chefe do Executivo municipal: a de que negociar com Honório equivalia a fazer negócios com o tráfico.

De acordo com a decisão, não há prova suficiente de que Luiz Carlos Honório integrou qualquer associação criminosa voltada ao tráfico de drogas.

O magistrado reconheceu a ausência do chamado animus associativus, o vínculo criminal estável que caracteriza o crime de associação. Honório foi absolvido com base no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, a norma que determina a inocência quando não existem provas suficientes para a condenação.

Determinou-se ainda a devolução integral dos bens que haviam sido sequestrados do empresário durante as investigações, veículos, maquinário e mais de R$ 103 mil em dinheiro, reforçando que não há, no entendimento da Justiça Federal, qualquer ilicitude comprovada em seu patrimônio.

Transações comerciais

As negociações entre Ferro e Honório, a compra de um imóvel e de uma caminhonete Silverado, foram realizadas no âmbito de relações comerciais privadas, sem qualquer indício de que o prefeito tivesse conhecimento de investigações em curso ou de suposta ilicitude por parte do vendedor.

A própria Justiça Federal, ao absolver Honório, reconheceu que suas atividades comerciais, incluindo a venda de veículos e imóveis, não eram prova de participação em crime organizado. Se o empresário não era traficante, quem comprou dele tampouco praticou qualquer irregularidade, conforme o entendimento da Justiça.

Ferro pagou pela Silverado com um Troller e um cheque pré-datado de R$ 380 mil, uma transação documentada, rastreável e incompatível com o perfil de quem busca lavar ou ocultar patrimônio ilícito.

TRE/MS já havia encerrado o caso

Mesmo antes da sentença federal, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) já havia arquivado a ação que tentava responsabilizar Ferro eleitoralmente pelas negociações com Honório.

O TRE/MS analisou os mesmos fatos e concluiu não haver base jurídica para prosseguir com o processo.

A decisão eleitoral e agora a sentença criminal convergem para o mesmo resultado: Juliano Ferro não praticou ato ilícito ao realizar negócios com um empresário que, no entendimento da Justiça, não tem envolvimento comprovado com o tráfico de drogas.

Ferro foi reeleito prefeito, em 2024, com 81,29% dos votos válidos.

Condenado e absolvidos

O único condenado na Ação Penal da Operação Lepidosiren é Ednailson Marcos Queiroz Leal, o "Piramboia", empresário de Angélica que coordenou o transporte de 3,4 toneladas de maconha do Paraguai.

Absolvido, Luiz Carlos Honório foi denunciado pelo Ministério Público Federal com base em cheques de valores superiores a R$ 20 mil assinados por ele encontrados na propriedade de Ednailson, além de sua relação comercial com o condenado, troca de veículos, negociações de cheques e uso de um F-250 registrado em nome de Honório localizado com Ednailson.

O juiz, porém, entendeu que as provas não demonstravam o vínculo criminal estável e permanente exigido pelo tipo penal, determinando a devolução dos bens sequestrados: um SW4, uma Fiat Strada, uma Honda CBR, um trator Massey Ferguson, dois caminhões Mercedes 710 e R$ 103.075 em espécie.

Eldo Andrade Aquino, corretor com propriedade em Ivinhema, também foi absolvido. O processo revelou que ele possuía créditos de R$ 620 mil com Ednailson e dívida de R$ 700 mil com Honório, relações financeiras que o MPF interpretou como indício de participação na rede, mas que o juiz considerou insuficientes para condenação.

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