Política

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Aliados de Dilma afirmam que ex-presidente está bem junto à família e não pediu cargos

Após a vitória de Lula, apoiadores da ex-presidente relembraram o primeiro discurso dela após ter sido afastada definitivamente pelo Congresso da Presidência da República, em agosto de 2016

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Enquanto petistas avaliam que Dilma Rousseff (PT) poderia assumir uma embaixada no futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou trilhar caminho parecido com o da chilena Michelle Bachelet, a ex-presidente tem sinalizado que está incomodada com as informações e que não pediu nenhum cargo.

Aliados de Dilma afirmam que ela precisaria ser convencida a sair do país porque está bem na companhia dos netos e da filha em Porto Alegre (RS), e que a indicação para algum posto no exterior pode ser vista de maneira negativa como prêmio de consolação após o impeachment.

Dilma tem demonstrado desconforto nos últimos dias diante dos rumores de que será escolhida por Lula para uma embaixada estratégica para o país, como a de Portugal ou da Argentina, onde ela poderia ficar mais perto da família.

A petista afirmou a pessoas próximas que não recebeu nenhum convite, e que tem estranhado as informações porque o presidente eleito tem intimidade para conversar diretamente com ela em vez de mandar recados.
Aliados apontam ainda que a petista é reservada sobre seus planos para o futuro, mas avaliam que ela dificilmente recusaria um pedido do petista.

Caso convidada por Lula, Dilma teria que se submeter a uma sabatina no Senado Federal, palco de momentos dramáticos de sua vida política.

Outra possibilidade ventilada nos bastidores -tida até mesmo como mais simbólica- é a indicação da ex-presidente para um organismo internacional, em uma trajetória parecida com a de Bachelet, ex-presidente do Chile que esteve à frente do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas até agosto.

Dilma tem sido aclamada pela militância petista em suas aparições públicas, e é alvo de campanhas nas redes sociais para que entregue a faixa presidencial a Lula em primeiro de janeiro –diante das sinalizações do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que não vai fazer isso.

A secretária-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Carmen Foro, é uma das defensoras da ideia. "Dilma, para mim, é de uma força extraordinária e de uma capacidade de ler os acontecimentos. Ela foi muito assertiva quando disse 'nós voltaremos'", afirma.

"A Dilma é a pessoa mais indicada para entregar a faixa para Lula porque representa um processo que foi interrompido. Eu sou daquelas que acha que ela realmente deve passar a faixa. Dilma é uma figura extremamente simbólica e importante", complementa a secretária-geral da CUT.

Apesar da movimentação na internet, a proposta não tem sido considerada pela futura primeira-dama, Rosângela Silva, que coordena a organização da cerimônia de posse. Um dos motivos é justamente o apoio que o petista recebeu de políticos que participaram do impeachment, em 2016.

Aliados de Lula queriam esconder Dilma no início da campanha com medo de que a rejeição da ex-presidente prejudicasse o petista, mas ela não só recebeu elogios públicos do presidente eleito como também acabou chamada para reforçar palanques estaduais.

A petista esteve ao lado do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), na campanha pelo Governo de São Paulo, pediu votos para o governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT-BA), e teve destaque no comício do candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto (PT-RS).

Dilma também foi homenageada por Lula na cerimônia de diplomação. "Sarney, Dilma, isso aqui é de vocês também", afirmou o petista aos dois ex-presidentes, que estavam sentados na primeira fila, logo após receber o diploma de presidente eleito do ministro Alexandre de Moraes.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que foi ministra da Secretaria de Direitos Humanos no primeiro mandato de Dilma, afirma que a ex-presidente vive um momento "extremamente inspirador".

"Ela encontra-se em um momento extremamente inspirador para o partido como um todo, para a sociedade, mas especialmente para nós mulheres. Ela enfrentou momentos extremamente difíceis com muita dignidade e coragem."

"Não por acaso, no PT, muitas e muitas vezes, ela tem sido chamada de coração valente e apresentada assim. Ela simboliza tanto a entrega da sua juventude à luta contra a Ditadura, quanto representa, nos dias atuais, a luta contra o lava-jatismo e o arbítrio."

Após a vitória de Lula, apoiadores da ex-presidente relembraram o primeiro discurso dela após ter sido afastada definitivamente pelo Congresso da Presidência da República, em agosto de 2016.
"Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva.

Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano", afirmou na ocasião.
Como mostrou a Folha, pesquisas sobre a ex-presidente alcançaram, no mês de outubro, o maior pico de interesse no Google no Brasil desde outubro de 2018, quando ela perdeu a disputa pelo Senado por Minas Gerais.

Levantamento feito pelo Google Trends mostra que a procura por assuntos relacionados à petista aumentou 130% em outubro deste ano, na comparação com setembro.

A pergunta "por que a Dilma sofreu impeachment?" foi a quinta mais buscada sobre a ex-presidente –atrás de "quem é Dilma Rousseff?", "quanto tempo Dilma ficou no poder?", "quando foi o impeachment da Dilma?" e "quantos anos a Dilma tem?".

Lula fez questão de elogiar e dar destaque a Dilma em diversos atos de campanha, e descartou a hipótese de que a ex-presidente seria convidada para algum ministério.

"Tem muita gente que, na perspectiva de criar confusão entre nós dois, fala para mim: 'Você vai levar a Dilma para um ministério?

Você vai levar o José Dirceu para um ministério?' Nem eu vou levar e jamais a Dilma caberia em um ministério, porque Dilma tem a grandeza de ter sido a primeira mulher presidente da história deste país", disse Lula em maio.

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2ª vez

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

É a segunda vez que o banqueiro tem acordo de colaboração negado

15/06/2026 18h34

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

Eleições

Relacionamento com a imprensa foi um dos problemas do governo Bolsonaro, diz Flávio

Flávio disse que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o trato com os veículos de comunicação durante o mandato do seu pai foi equivocado

15/06/2026 13h45

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República Andressa Anholete/Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, reconheceu que a relação do seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro com a imprensa foi um dos problemas da gestão como um todo. Ele acrescentou que pretende mudar essa dinâmica em um eventual mandato na presidência.

"Foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro. O relacionamento com a imprensa, o preconceito muitas vezes de quem estava gerindo o orçamento para publicidade. Eu pretendo mudar isso. É um aprendizado numa coisa que eu acho que foi feita errada, que podemos fazer muito melhor, e assim será num possível governo meu", frisou.

Flávio disse que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o trato com os veículos de comunicação durante o mandato do seu pai, Jair Bolsonaro, foi equivocado.

"Eu dou um papel importante na imprensa que eu vou sempre respeitar, e sempre aplaudir. E o que depender de mim, vai ter sempre liberdade de imprensa, liberdade de expressão, independente de matérias que estejam construídas contra mim, ainda que acho que sejam injustas", salientou, durante o fórum Rumos do Brasil, organizado pela Veja, em São Paulo.

Na relação com os demais Poderes da República, Flávio disse que, "sem sombra de dúvidas", a relação será institucional. "Vamos respeitar o que está na Constituição, que prevê harmonia e independência entre os Poderes", afirmou.

Flávio ainda reiterou que tem independência e autonomia para fazer "o melhor governo que o Brasil já viu", porque não é investigado em absolutamente nada. "Eu não devo absolutamente nada para ninguém", afirmou.

'Tesouraço geral e suspensão da reforma tributaria por um ano'

O senador e pré-candidato à presidência voltou a afirmar que, caso seja eleito, fará a revogação de normas regulamentadoras, entre elas a reforma tributária.

"Vamos suspender a reforma tributária por pelo menos um ano, porque nós vamos fazer uma reforma tributária que, de verdade, simplifique todo esse aparato que nós temos de tributos do Brasil, mas que seja uma redução de carga tributária", disse durante participação no Veja Fórum.

Ele disse também que vai mudar o artigo legal que obriga o Executivo indicar de onde virá o recurso compensatório sempre que um imposto for reduzido.

"Você, sempre que você reduz um imposto, tem que dizer de onde você vai tirar, porque tem formas de você provar que quando você reduz um imposto de determinado setor, com o passar do tempo, a tendência é que a arrecadação aumente e não reduza como está acontecendo agora. A carga tributária é tão alta e ultrapassou a curva de Laffer há muito tempo", disse, emendando que a consequência vai ser inadimplência, sonegação e redução de arrecadação.

"Então, tendo essa consciência de responsabilidade fiscal e de dar o exemplo para aprovar PEC do fim da reeleição é uma coisa que eu pretendo fazer logo no início do mandato."

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