Política

OPERAÇÃO VOSTOK

Azambuja diz "que verdade prevalecerá" com novas oitivas

Mãe e irmão de governador foram intimados a depor

RAFAEL RIBEIRO E ADRIEL MATTOS

07/09/2019 - 15h03
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Alvo da Operação Vostok da Polícia Federal, desencandeada durante as eleições de 2018 na qual foi reeleito, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB)n voltou a falar sobre a nova fase de atuação dos trabalhos, na qual até seu irmão, Roberto Silva, e mãe, Zulmira Azambuja Silva, foram intimados a prestar depoimento como testemunhas, na última terça-feira (3).

Azambuja, que teve cumpridos em sua casa e gabinete mandados de busca e apreensão no ano passado, reafirmou sua inocência e usa a vitória no pleito contra Odilon de Oliveira (PDT) para mostrar que as ações da PF não lhe deram prejuízo, seja no cunho particular ou político.

"Operação Vostok, ano passado iniciaram em plena campanha eleitoral, politicamente a população referendou o apoio ao nosso nome e nos reconduziu, agora recentemente ouviram inúmeras pessoas, mas o que eu tenho dito sempre na minha vida pública é que a verdade sempre prevalece. A mentira, tentaram mostrar uma mentira lá atrás e não conseguiram, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) arquivou por 11 a 0 uma denuncia contra mim e essa vai pelo mesmo caminho", disse o governador na manhã deste sábado (7), durante os desfiles de comemoração pela Independência do Brasil, no Centro da Capital.

Apesar de garantir a inocência, Azambuja valorizou também a atuação da PF no caso.

"Se você tiver acesso aos depoimentos das pessoas, das mais de 110 você vai ver que nenhuma fala algo sobre o governador, então estou muito tranquilo com isso. Agora, o dever da policia é investigar qualquer um, não só o governador, como qualquer cidadão e se tiver culpa tem que punir. Eu to muito tranquilo, porque tentaram ano passado e não conseguiram e agora eu não tenho dúvida que a verdade vai prevalecer", apontou.

Quem também aproveitou os desfiles para falar da operação foi o prefeito Marcos Trad (PSD), já que seu irmão, o senador Nélson Trad Júnior (PSD) foi intimado a depor, como testemunha.


"Ser intimado como testemunha até você pode ser, existem pessoas no meio da imprensa, que além de testemunha são reus e enquanto não tiver o transito em julgado e nenhuma decisão, a gente tem que aguardar o principio da inocência da Constituição", ponderou o prefeito.

Trad diz que não conversou com ninguém sobre a operação. E que defende a prerrogativa da inocência por, segundo ele, ter sido alvo de ataques durante a campánha que o conduziu à Prefeitura, em 2016. 

"Eu respondo por mim, com a consciência absolutamente tranquila, por mais que queiram armar, o que deve acontecer agora, em época de eleição, principalmente para aqueles que se expõe a serem do Executivo, como foi da vez passada, inventaram que eu era várias coisas, que mexia com mulheres, hora era afeminado, hora não declarei contas de 2010 como empresário, hora eu era fantasma, hora eu mexia com criança, às vezes chega a ser nojento. Não conversei com ninguém porque não tenho porque me interessar", disse.

O CASO

A Polícia Federal intimou 14 investigados e quase 100 testemunhas durante a última semana para prestar depoimentos no inquérito que apura o pagamento de R$ 67,7 milhões em propinas pela JBS no Estado.

O mutirão teve oitivas realizadas na terça e quarta-feira na Capital e nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Ceará. 

Política

Nunes Marques escolhe Frederico Franco Alvim para chefiar órgão do TSE contra fake news

Alvim já comandou a AEED entre fevereiro e agosto de 2022, período em que Fachin presidiu o TSE

11/06/2026 23h00

Kassio Nunes Marques

Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação

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Empossado há quase um mês no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques preencheu a maioria dos postos de sua equipe. Um dos poucos cargos vagos é o de chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), mas o atual presidente já tem um nome para comandar o órgão.

Nunes Marques pretende nomear o advogado e cientista político Frederico Franco Alvim, um nome ligado ao atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Ele já comandou a AEED entre fevereiro e agosto de 2022, período em que Fachin presidiu o TSE, mas deixou o cargo após a posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente da Corte Eleitoral.

Alvim foi sucedido por Eduardo Tagliaferro, então homem de confiança de Moraes, que agora é réu no STF por violação do sigilo funcional ao vazar trocas de mensagens que mostravam pedidos do ministro à AEED para munir suas decisões como relator do inquérito das fake news no Supremo.

Apesar de ter deixado a chefia do órgão, Alvim foi mantido como assessor por Moraes sob a liderança de Tagliaferro. Em 2023, ele deixou o TSE para ocupar o cargo de assessor da Secretaria-Geral do STF na gestão do ex-ministro Luís Roberto Barroso.

Ele ainda atuou como assessor na Secretaria de Políticas Digitais do governo federal, em 2025, e em fevereiro deste ano retornou a STF para assumir o cargo de supervisor do Núcleo de Cultura Democrática e Cidadania Digital na gestão Fachin.

A função que ele voltará a exercer no TSE tem mais destaque atualmente do que no início de 2022, quando passou pelo cargo. A gestão Moraes transformou a inexpressiva AEED em um aparato de busca ativa de notícias falsas e, a partir desse trabalho, derrubou milhares de publicações e perfis nas redes sociais.

O trabalho desenvolvido durante a gestão Moraes transformou a assessoria em um órgão controverso - ora elogiado pela rigidez no combate à desinformação, ora criticado sob a acusação de ser um instrumento de perseguição à liberdade de expressão.

Alvim retornará a AEED na gestão de um presidente do TSE que tenta se distanciar do legado de Moraes na área do combate à desinformação. Nunes Marques sinaliza que adotará um perfil menos intervencionista no combate às fake news e, em suas palavras, de prestígio à liberdade expressão.

Escolha

Eduardo Bolsonaro defende Júlia Zanatta para vice em chapa de Flávio

Nome da deputada foi sugerido por apoiadores bolsonaristas depois que Flávio declarou que sua vice será, preferencialmente, uma mulher

11/06/2026 22h00

Deputada federal Julia Zanatta

Deputada federal Julia Zanatta Foto: Divulgação

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a viabilidade do nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como possível vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições deste ano. Em publicação no X nesta quarta-feira, 10, ele afirmou que a parlamentar catarinense reúne atributos para a posição.

"Se os maus reclamam, este é o caminho. Certamente a deputada Júlia Zanatta está à altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda", escreveu Eduardo. Em resposta, Zanatta comentou que "o negócio tá tomando corpo" e republicou a postagem em seu perfil.

O nome da deputada foi sugerido por apoiadores bolsonaristas depois que Flávio declarou na segunda-feira, 8, em evento voltado ao público feminino em São Paulo, que sua vice será, preferencialmente, uma mulher.

A ideia de uma mulher para compor a chapa já foi mencionada pelo pré-candidato à Presidência algumas vezes. Como mostrou a Coluna do Estadão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) era considerada o nome mais forte para a posição. Ela se disse honrada em ser considerada, mas afirmou que a empreitada "não cabe em seus projetos".

Depois, foi aventado o nome da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que está em seu primeiro mandato e disse ser "grande defensora" do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio chegou a se reunir com a deputada Simone Marchetto (PP-SP), ligada ao Frei Gilson e tida como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso.

Outra alternativa cogitada é a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE), apontada como um possível elo entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno da eleição presidencial.

O levantamento aponta que o petista oscilou dois pontos porcentuais para cima desde a rodada passada, divulgada em maio, indo de 42% para 44%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 41% para 38%.

Antes, o presidente e o senador estavam em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais. Agora, Lula lidera por seis pontos porcentuais de vantagem.

Ainda segundo o levantamento, seis em cada dez brasileiros ouvidos acham que o senador sabia que Daniel Vorcaro estava envolvido em corrupção, errou em pedir dinheiro a ele e pode estar escondendo também um "envolvimento ilegal" no Caso Master. O escândalo financeiro é apontado como um dos principais fatores para a queda de Flávio nas pesquisas.
 

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