De olho na eleição de Flávio Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), encabeçado por Reinaldo Azambuja, formalizou, nesta segunda-feira (30), a filiação de cinco deputados com mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Ingressaram na sigla: Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, egressos do PSDB, além de Márcio Fernandes, que deixa o MDB, e Lucas de Lima, sem partido.
"Formamos base aliada aos que estão todos engajados para a eleição do Flávio [Bolsonaro]. Prioridade nossa fazer o próximo presidente da República e eu acho que a gente está bem encaminhado com isso", frisou Azambuja.
A filiação em bloco altera a correlação de forças no Legislativo estadual e desidrata a bancada do PSDB, que pena para manter seu "ninho" desde o desembarque de sua então principal liderança, o ex-governador Reinaldo Azambuja.
Apesar da chegada dos novos nomes, já conhecidos no cenário político sul-mato-grossense, Azambuja destacou que a prioridade da sigla é evitar que Lula se reeleja.
"Eu entendo que o PL tem se fortalecido muito pelo esforço de todos nós, as lideranças que já estavam no PL, os que vieram comigo. O partido cresce e é o compromisso que nós temos com o presidente Bolsonaro, com o Valdemar [Costa Neto], com o Rogério Marinho", destacou Azambuja, que falou em evitar o 4° mandato do petista para impedir que o país siga para o "abismo".
Para o ex-tucano, as eleições de 2022 renderam frutos a partir das articulações realizadas, o que a sigla procura "emular" neste ano. Falou que à época, alguns partidos tiveram candidatos com 25 mil votos de fora da Assembleia Legislativa, enquanto outros garantiram vagas com 15 mil votos.
De fato, nomes como Lia Nogueira (PSDB), Professor Rinaldo (Podemos), se elegeram com cerca de 13 mil votos, ao passo que o atual prefeito tucano de Dourados, Marçal Filho, que disputou pelo PP e ficou de fora mesmo com cerca de 24 mil votos válidos.
Cenário interno
Quanto às disputas internas do partido, Azambuja disse que o fortalecimento seguirá no entorno de Flávio ao menso até julho, quando serão definidas as prioridades por meio de convenções partidárias.
"Nós temos até julho para as convenções, vamos saber qual nome será que vai compor a chapa. O mais importante de tudo é que a federação está priorizando a eleição do Flávio, conseguir ter dois candidatos ao Senado do Partido Liberal já é uma força nossa aqui", disse o pré-candidato, que disputará ao lado de Contar no Senado.
"Vamos fazer política com a viabilidade eleitoral pra ter força pra eleger dois senadores, ou senador e senadora, agora ninguém vai abrir mão da lógica, vamos trabalhar nisso até julho e escolher nas convenções e ir para o embate, tendo como prioridade derrotar o adversário que é o Lula", disse o ex-governador. Para ele, o partido deve eleger ao menos sete deputados estaduais em 2026.
Saiba*
O evento que filiou mais de 1000 políticos, contou com a presença do Governador Eduardo Riedel e da senadora Tereza Cristina, ambos do PP.


