Política

CASO BANCO MASTER

Bancada federal de MS cobra apuração dos vínculos entre Moraes e Vorcaro

Vander, Nelsinho e Soraya defendem apuração antes de conclusões, enquanto Rodolfo, Ovando e Pollon apoiam o afastamento

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As revelações sobre os vínculos entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro levaram integrantes da bancada federal de Mato Grosso do Sul a cobrar a investigação dos fatos.

Entre os parlamentares que responderam ao Correio do Estado, há consenso sobre a necessidade de esclarecimentos, embora as posições divirjam quanto a uma eventual saída do ministro.

Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSB), bem como o deputado federal Vander Loubet (PT) defenderam que as informações sejam apuradas antes de conclusões ou responsabilizações.

Já os deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), Dr. Luiz Ovando (PP) e Marcos Pollon (PL) adotaram posição mais dura e apoiam o afastamento de Moraes, seja por impeachment ou renúncia, enquanto Geraldo Resende (União Brasil) não quis comentar.

A controvérsia ganhou força após a divulgação de informações relacionadas às investigações do Banco Master, entre elas contatos atribuídos a Vorcaro com Moraes e um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

IMPEACHMENT

Rodolfo Nogueira figura entre os coautores de um novo pedido de impeachment de Moraes apresentado pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS).

A denúncia sustenta que os fatos revelados envolvendo Moraes e Vorcaro podem caracterizar crimes de responsabilidade e justificar a abertura de processo contra o ministro do Supremo.

Com a adesão ao pedido, Rodolfo está entre os integrantes da bancada de Mato Grosso do Sul que adotaram posição mais contundente diante das novas revelações.

Dr. Luiz Ovando também confirmou ter voltado a assinar um pedido de impeachment contra Moraes. Apesar de defender o afastamento, o parlamentar ressaltou a necessidade de investigação, contraditório e transparência.

“O relatório da Polícia Federal aponta encontros entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, mensagens enviadas às vésperas da prisão do banqueiro e a participação atribuída ao ministro na edição de um contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório de sua esposa. São indícios que exigem investigação, contraditório e transparência – jamais silêncio ou blindagem”, afirmou.

Para Ovando, cobrar esclarecimentos não significa atacar o Supremo. “Cobrar apuração não é atacar o STF, mas defendê-lo. Nenhuma toga pode servir de salvo-conduto e nenhuma autoridade está acima da lei”, declarou.

O parlamentar também criticou o Senado pelo que considera omissão diante das denúncias e confirmou sua adesão ao afastamento. “Por isso, voltei a assinar o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes”, afirmou.

Já Pollon foi ainda mais direto e defendeu que Moraes renuncie ao cargo. “Caiu a casa com o Alexandre de Moraes, foi exposto por conta da sua atuação, com a esposa, envolvendo o Banco Master”, declarou, mencionando o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro e afirmando que, caso Moraes não deixe voluntariamente o cargo, o impeachment poderá avançar.

“Renuncia, Alexandre de Moraes, porque senão ano que vem, depois de nós resgatarmos o Brasil da mão desses criminosos, com o Flávio Bolsonaro, o impeachment será questão de tempo”, disse.

INVESTIGAÇÃO

Vander Loubet adotou uma posição diferente. O petista classificou as denúncias como graves, mas defendeu que os fatos sejam investigados antes de qualquer conclusão. 

“As denúncias são graves e exigem a devida investigação e apuração dos fatos. Da nossa parte, da parte do PT, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se forem comprovados atos ilícitos por parte do ministro Alexandre, ele terá que responder por isso”, afirmou.

Vander também afirmou que as controvérsias envolvendo Moraes e o ministro Dias Toffoli reforçam a necessidade de criação de um Código de Conduta para integrantes do Judiciário.

“Código de Ética é uma coisa muito genérica e abstrata, tem que ser Código de Conduta, apontando as restrições e liberações que vão envolver o exercício da magistratura, principalmente nas cortes superiores”, declarou.

Segundo o parlamentar, as investigações do Banco Master devem alcançar todos os envolvidos com Vorcaro. “Nós defendemos que todos os envolvidos com o Vorcaro sejam investigados e respondam por eventuais crimes”, disse.

Nelsinho Trad também defendeu que os fatos sejam investigados antes da definição de responsabilidades. “Crise institucional instalada no STF e que poderá se estender aos outros Poderes constituídos. Ninguém está acima da lei”, afirmou.

Segundo ele, as informações divulgadas precisam ser devidamente esclarecidas. “Os fatos que foram revelados deverão ser, após as investigações, devidamente esclarecidos e os que têm transigido em ilegalidades certamente responderão perante a lei”, declarou.

A senadora Soraya Thronicke também classificou as informações como graves, mas defendeu cautela antes de qualquer julgamento. “As informações que vieram a público são graves e exigem cautela e rigor técnico na apuração dos fatos, com transparência e sem interferências”, afirmou.

Para a senadora, todas as circunstâncias precisam ser esclarecidas e qualquer responsabilização deve estar baseada em provas. “Preservar as instituições não significa blindar pessoas, assim como cobrar respostas não autoriza julgamentos antecipados”, declarou.

Soraya também advertiu que críticas antes da conclusão das investigações podem transformar suspeitas em certezas. “Críticas formuladas antes do completo esclarecimento dos fatos podem transformar suspeitas em certezas e comprometer a seriedade do debate público”, disse.

O deputado federal Geraldo Resende respondeu à reportagem, mas preferiu não entrar no mérito das denúncias. “Não quero comentar, estou distante desta coisa horrorosa”, afirmou.

A reportagem procurou os oito deputados federais e os três senadores que representam Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional. Até a publicação desta matéria, Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Beto Pereira (Republicanos) e a senadora Tereza Cristina (PP) não haviam respondido aos questionamentos.
 

Eleições 2026

Domingo de eleição tem risco de temporal em cidades de MS que concentram 51% dos eleitores

Além da Capital, transporte será gratuito em todas as cinco cidades; pleito se inicia às 7h e termina às 16h

23/10/2026 15h00

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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As previsões climáticas indicam tempo instável e possibilidade de pancadas de chuva em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá, os cinco maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul.

Em Corumbá, a temperatura mínima para o próximo domingo (25) será de 15°C, com máximas que atingem a casa dos 37°C. Por lá, a previsão indica sol entre nuvens e pancadas de chuva ao longo do dia.

Na Capital, a previsão indica maior chance de chuva, com mínima de 20°C e temperatura máxima de 27°C, com possibilidade de rajadas de vento e trovoadas no início da noite.

Em Três Lagoas, o clima previsto também é de sol entre nuvens e possibilidade de chuva ao longo do dia, com mínima de 15°C no início do dia e máxima de 32°C no período da tarde.

Próximo à fronteira com o Paraguai, o clima será similar em Ponta Porã e Dourados. Em ambos os municípios a previsão para o domingo eleitoral indica temperatura mínima de 11°C e máxima de 27°C. 

De modo geral, Mato Grosso do Sul deve enfrentar mais um fim de semana de instabilidade, com previsão de tempestades, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de perigo potencial para parte do Estado, incluindo áreas do centro e leste, com previsão de chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de 40 a 60 km/h. 

Geral

As regiões sul, centro e norte estão entre as áreas que podem ser atingidas pelas instabilidades, que aumentam o risco de queda de árvores sobre a rede elétrica, de postes e, consequentemente, interrupções no fornecimento de energia.

Diante do cenário, a Energisa MS, concessionária de energia que administra 74 das 79 cidades do Estado acionou seu plano de contingência para garantir o fornecimento de energia e atuar com maior precisão e agilidade em caso de ocorrências devido as condições climáticas previstas.

De forma antecipada, a empresa monitora as condições climáticas em tempo real e possui estratégias operacionais e administrativas para responder as demandas. “Nosso monitoramento permite antecipar cenários, organizar as equipes e direcionar os recursos necessários para atender a população com agilidade e segurança”, afirma o coordenador de Operação da Energisa MS, Marcelo Santana.

A preparação envolve ainda ações antecipadas coordenadas pelo Centro de Operações Integrado (COI), que funciona 24horas por dia, sete dias por semana. O Plano de Contingência da concessionária, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reúne procedimentos para enfrentar eventos climáticos severos.

“Nosso trabalho começa antes de a tempestade chegar. Muitas vezes, essa preparação não aparece para o consumidor final, mas é fundamental para que possamos atuar com segurança e agilidade”, destaca o diretor-presidente da Energisa MS, Paulo Roberto dos Santos.

Para o domingo de votação, a concessionária mantém contato direto com as autoridades eleitorais e está preparada para atender eventuais ocorrências, com equipes espalhadas em pontos estratégicos, próximos às maiores e principais sessões eleitorais. 

Números

Somados, os municípios concentram 1.033.138 eleitores, 51% do total de votantes sul-mato-grossenses que definem entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) o próximo presidente do país.  

Ao todo, o Estado conta com 2.024.884 pessoas aptas a votar neste segundo turno. Deste universo, 640.427 estão em Campo Grande; 166.148 em Dourados;  88.668 em Três Lagoas; 70.104 em Ponta Porã e 67.791 em Corumbá. 

Cabe destacar que além da Capital, o transporte será gratuito em todas as cinco cidades. O pleito se inicia às 7h e termina às 16h. 

* Atualizado às 15h30 para acréscimo de informações 

Eleições 2026

Ministro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula

Campanha do PT apresentou mandado de segurança preventivo à Corte

23/10/2026 14h51

Canal Exército do Lula

Canal Exército do Lula Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", completou Floriano.

O ministro tomou a medida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE.

Ontem (22), o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal tem quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano de Azevedo Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino.

Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", afirmou.

Entenda o caso

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques também atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

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