Política

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Câmara só deve analisar veto à taxa do lixo após o fim do recesso

Após o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto que desvinculava a taxa do lixo da cobrança do IPTU, os vereadores só devem retomar o debate com o retorno das atividades legislativas

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande devem analisar, no início do ano legislativo, em 2 de fevereiro, o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que pretendia suspender o aumento da taxa do lixo lançado no carnê do IPTU 2026.

O veto ocorreu um dia após a sessão extraordinária na qual, em votação unânime e com a presença de 20 vereadores, foi derrubado o decreto do Executivo Municipal que vinculava a cobrança da taxa do lixo ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal, Papy (PSDB), informou que, neste momento, não existe maioria entre os parlamentares para a convocação de uma segunda sessão extraordinária para derrubar o veto.

Papy avalia que a Casa de Leis já deu uma resposta à população com a realização da sessão extraordinária. Segundo ele, a Câmara não quer criar uma indisposição em relação ao IPTU, o que pode, em sua visão, levar o contribuinte a rejeitar o imposto.

“A Câmara não está atendendo à prefeita, a prefeita não está atendendo à Câmara politicamente, mas estamos tentando encontrar um caminho para a cidade. A Câmara deu a resposta no melhor que a gente podia fazer, que era a sustação do decreto. Agora, uma extraordinária, forçosamente, para dar um recado político e derrubar um veto, não sei quais são as proporções que isso pode trazer para a cidade, e aí o vereador fica um pouco mais cauteloso em relação a decisões abruptas para rivalizar politicamente”, disse Papy.

Outro ponto de preocupação é não criar expectativa para que a população deixe de pagar o imposto enquanto a situação é debatida.

“Acho que esse é o pior cenário hoje, e tem acontecido, né? A prefeitura ter lentidão para informar, responder e resolver, e nós tentando encontrar caminhos com eles para que se possa resolver o assunto: ‘Vai ter? Não vai ter? Vai fazer? Não vai fazer?’ Porque, se eu derrubar o veto, ela vai judicializar”, pontuou.

O presidente da Casa de Leis destacou que é preciso encontrar caminhos concretos e práticos, e que uma nova sessão extraordinária, embora não esteja descartada, não deve ocorrer nos próximos dias.

“Eu não quero briga, quero solução. Existe um sentimento, evidentemente, foi um baita esforço, votação unânime, com clareza, com transparência, é óbvio que há um sentimento. Mas não é ele que vai nos conduzir para as próximas ações”, afirmou Papy.

A ideia é trabalhar com praticidade, já que, caso ocorra a derrubada do veto em uma eventual segunda sessão extraordinária, a prefeita pode judicializar e reverter a decisão na Justiça.

“E aí a Câmara fica como? Mais de uma semana atrasando a arrecadação e depois a população vai pagar esse preço, só porque nós estamos com raiva e indignados com esse momento. Então, preciso analisar bem os motivos pelos quais agimos. Essa análise tem que ser técnica, daquilo que é possível e que traga solução. Eu não quero briga, quero solução. E, mesmo que o Executivo queira brigar conosco, mandando resposta, nós não vamos entrar nessa linha. Não por mim.”

Na quinta-feira (15), o presidente informou que irá se reunir com a prefeita Adriane Lopes, ampliando o diálogo em mais uma tentativa de solucionar a situação da taxa de lixo.

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Negativa

STF nega aposentadoria especial para vigilantes

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos

14/02/2026 16h15

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, que vigilantes não têm direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e concluído na sexta-feira (13).

Por seis votos a quatro, os ministros entenderam que a atividade de vigilante não se enquadra nas regras que garantem o benefício.

A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos de forma permanente e contínua a agentes nocivos, como riscos físicos, químicos ou biológicos, ou a situações que coloquem em perigo a integridade física. Nesses casos, o segurado pode se aposentar com tempo reduzido de contribuição — 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de risco.

O relator do processo, ministro Nunes Marques, votou a favor da concessão do benefício aos vigilantes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes.

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos.

O entendimento da Corte sobre o tema deve orientar os demais processos semelhantes em tramitação no país.

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DESAFIO

À frente do PSDB, Beto quer montar chapas competitivas

Partido conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado

14/02/2026 09h40

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB Renato Araújo / Câmara dos Deputados

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Reconduzido à presidência do diretório do PSDB em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira destacou o legado do partido, que tem desempenhado um papel na política estadual ao eleger dois governadores: Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

“É um desafio muito grande. O PSDB é um partido com história gigantesca, uma legenda com representatividade por todo Mato Grosso do Sul. Neste período pré-eleitoral, é importante consolidar e fortalecer as chapas estadual e federal para que possamos continuar tendo protagonismo”, afirmou.

O partido, que conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado, lançou um novo diretório municipal de Campo Grande, com Jonas de Paula como presidente e Almir Morro Cantero como vice-presidente.

Essa nova composição foi montada em um momento de reestruturação do PSDB, que se enfrenta com a saída de figuras políticas como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o atual governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição.

Enquanto presidente estadual, Beto reafirmou o compromisso de apoio do partido às candidaturas de Riedel e de Azambuja, pré-candidato ao Senado. Para Beto, a unidade é fundamental para garantir a força do PSDB nas próximas eleições.

O diretório promoveu um encontro na sede do PSDB-MS em Campo Grande, na quarta-feira, reunindo militantes e simpatizantes para discutir estratégias.

Fontes ouvidas pelo Correio do Estado indicam que a chapa para deputado estadual contará com nomes de Lia Nogueira, Pedro Caravina, secretário Marcelo Miranda e vereadores Flavio Cabo Almir, Silvio Pitu e Dr. Victor Rocha, além de ex-vereadores Athayde Nery e Zé da Farmácia.

Referente ao início dos trabalhos legislativos em Brasília, Beto destacou a importância de discutir pautas relevantes e teceu críticas ao atual cenário político. Além disso, manifestou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master.

Para ele, é essencial que o Congresso foque em questões econômicas e na geração de empregos. “Querem votar a 6x1, porque é uma bandeira. Querem votar o Vale-Gás porque é outra bandeira. Mas precisamos de pautas que fortaleçam o País e nossa competitividade”, disse.

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