A instabilidade política está fazendo “sangrar” Campo Grande com a permanente crise instalada desde as eleições de 2012, com a vitória do então deputado estadual Alcides Bernal (PP). Foi um pleito histórico do ponto negativo. O eleitor foi às urnas iludido com o discurso de renovação e as promessas impossíveis de serem cumpridas. A grande decepção aconteceu quando Bernal foi apeado do cargo pela Câmara Municipal, depois de um ano e três meses, quando enfrentou a CPI do Calote e depois a Comissão Processante.
Bernal, em pouco tempo no cargo, paralisou administração de Campo Grande, foi acusado de dar calote, beneficiar empresas de amigos e de improbidade administrativa. Além disso, não conseguiu construir base sólida de apoio na Câmara Municipal. Acabou caindo.
O então vice-prefeito Gilmar Olarte (PP) assumiu o cargo com as bênçãos da Câmara, na esperança de colocar a administração no trilho do desenvolvimento. Mas foi abatido com o pacote de bondade de Bernal e de Nelsinho Trad (PMDB) em decorrência da crise econômica no País. A receita despencou e as contas aumentaram.
*A reportagem, de Adilson Trindade, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.

