Política

ELEIÇÕES 2024

Cassiano Maia aparece como 1º colocado em pesquisa para prefeito de Três Lagoas

IPR/Correio do Estado indica que o atual presidente da Câmara Municipal tem 35,10% das intenções de voto, enquanto o 2º tem 10,60%

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Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) e o Correio do Estado, no período de 24 a 28 de janeiro deste ano, com moradores do município de Três Lagoas com 16 anos ou mais de idade revela que, se as eleições municipais fossem agora, o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Cassiano Rojas Maia (PSDB), seria eleito prefeito, com 35,10% da preferência dos entrevistados.

Em segundo lugar, aparece o ex-candidato a deputado estadual pelo União Brasil Fabrício Venturoli Lunardi, com 10,60%. Em terceiro lugar aparecem empatados, com 9,60%, o secretário de Estado da Casa Civil, Eduardo Rocha (MDB), e a vereadora Sayuri Baez (Republicanos).

Já em quinto lugar está o ex-vereador Jorge Martinho (PSD), com 7,62%, e em sexto aparece a ex-candidata a deputada federal pelo PT Grazi Soares, com 2,65%. Dos entrevistados, 24,83% não souberam ou não quiseram responder. 

Rejeição

O IPR/Correio do Estado ainda levantou a rejeição dos possíveis candidatos e, nesse quesito, a campeã é a vereadora Sayuri Baez, com 35,10%, enquanto em seguida aparece o secretário Eduardo Rocha, com 26,49%. O preferido pelos entrevistados, Cassiano Maia, tem a terceira maior rejeição, com 5,96%, e logo atrás está Grazi Soares, com 5,30%.

O ex-vereador Jorge Martinho tem 4,97% de rejeição, e Fabrício Venturoli, 2,65%, enquanto 5,96% não rejeitam ninguém dos citados, 1,99% rejeita todos os citados e 11,59% não souberam ou não quiseram responder.

O método utilizado na pesquisa é a amostragem por conglomerados, e a margem de erro considerada é de 5,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Foram entrevistadas 302 pessoas.

Análise de gestão

Ainda de acordo com a pesquisa IPR/Correio do Estado, a administração do atual prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro (PSDB), é aprovada por 76,16% dos entrevistados. Além disso, conforme o levantamento, 14,90% desaprovam a gestão de Angelo Guerreiro, enquanto 8,94% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. 

O bom desempenho do atual prefeito de Três Lagoas o coloca também como a maior liderança política do município para 12,25% dos entrevistados, seguido bem de longe, com 0,33%, pelo vereador Dr. Issam Fares Júnior (Podemos), pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), por Fabrício Venturoli, pela diretora de Enfermagem do Hospital Regional Magid Thome, Juliana Salim, pelo vereador Marcus Bazé (União Brasil) e pela secretária municipal de Assistência Social, Vera Helena.

Dos entrevistados, 85,76% não souberam ou não quiseram responder.

Principal problema

A pesquisa IPR/Correio do Estado também apontou que o principal problema de Três Lagoas é a falta de asfalto, com 35,76%, seguida pela falta de saneamento básico, com 15,89%, falta de segurança pública, com 15,23%, e saúde, com 14,24%, enquanto os demais problemas citados foram educação (2,65%), coleta de lixo (2,32%), vagas nas creches (2,32%), lazer (1,99%), habitação (1,99%) e geração de empregos (0,66%).

Outro dado identificado pela pesquisa é que os entrevistados também apontaram qual obra ou serviço a prefeitura deveria ter como prioridade, e a maioria apontou o asfalto, com 29,80%.

Ainda são citados segurança pública (8,63%), saneamento básico (4,64%), drenagem de água pluvial (2,65%), melhora dos atendimentos na saúde (2,32%), mais especialidades médicas (1,66%), demora no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (1,32%), mais vagas nas creches (1,32%), mais vagas para consultas médicas e exames (1,32%), entre outros.

Análise

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa realizada em Três Lagoas, com 302 entrevistas, mostra que o pré-candidato Cassiano Maia aparece muito bem avaliado.

“Ele obteve 35,10% da preferência dos entrevistados, ou seja, três vezes mais que o porcentual obtido pelo segundo colocado, Fabrício Venturoli, que teve 10,60% e está, na margem de erro, empatado com Eduardo Rocha e Sayuri Baez. Ainda dentro da margem de erro, eu também incluo Jorge Martinho e Grazi Soares, com 7,62% cada um”, disse.

Aruaque Barbosa reforçou que o presidente da Câmara Municipal de Três Lagoas está muito à frente dos demais pré-candidatos, além de apresentar uma rejeição baixa, 5,96%.

“Cassiano Maia está muito na frente dos outros e ainda tem um porcentual de crescimento, porque a rejeição é baixa”, analisou, citando o atual prefeito Angelo Guerreiro, que, apesar não poder ser candidato por já ser reeleito, está muito bem avaliado e, caso resolva apoiar o colega de legenda, dará ainda mais fôlego ao presidente da Câmara Municipal.

Com relação à avaliação do prefeito Angelo Guerreiro, o diretor do IPR destaca que ele está muito bem avaliado.

“Ele está com 76,16% de aprovação, um índice muito alto, enquanto 14,90% dos entrevistados não aprovam sua gestão, ou seja, quem o atual prefeito apoiar fará uma grande diferença, porque uma parcela significativa da população aprova sua administração e com certeza vai pesar na escolha do próximo gestor”, concluiu.


 

 

Saiba: Dados técnicos da pesquisa -  A pesquisa Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado usou como método a amostragem por conglomerados. A margem de erro considerada é de 5,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Foram entrevistadas 302 pessoas. 

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Redirecionamento

Comando Central dos EUA diz que redirecionou 67 navios comerciais em meio a bloqueio ao Irã

Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom

13/05/2026 22h00

Foto: Divulgação

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que as forças americanas redirecionaram 67 embarcações comerciais e permitiram que 15 transportando ajuda humanitária passassem desde o início do bloqueio aos portos do Irã há quatro semanas. Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom.

No início desta semana, as forças americanas garantiram que 2 embarcações comerciais dessem meia-volta para cumprir o bloqueio após comunicação por rádio e disparos de tiros de aviso com armas leves, demonstrando claramente que os EUA seguem cumprindo as determinações de bloqueio.

Em paralelo, o Departamento de Guerra do governo americano informou que firmou novas estruturas de acordos com uma série de novos participantes disruptivos e inovadores comerciais para expandir agressivamente as capacidades de ataque das Forças Armadas.

Os acordos com a Anduril, CoAspire, Leidos e Zone 5 lançarão o programa de Mísseis Conteinerizados de Baixo Custo (LCCM, na sigla em inglês), enquanto um acordo paralelo com a Castelion impulsionará uma iniciativa para ampliar soluções hipersônicas de baixo custo, segundo comunicado divulgado no site do comando.

O esforço permite ao Departamento adquirir mais de 10.000 mísseis de cruzeiro de baixo custo em apenas três anos, a partir de 2027.

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Votação

Motta decide votar projeto de lei do governo sobre redução de jornada junto com PEC da Câmara

Deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães

13/05/2026 19h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quarta-feira, 13, votar o projeto de lei enviado pelo governo Lula sobre redução da jornada de trabalho junto com a proposta de emenda à Constituição sobre o tema que tramita na Casa legislativa.

O deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho, após reunião na Residência Oficial da Câmara.

Além deles, também participaram do encontro o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o presidente da comissão especial que debate a PEC, Alencar Santana (PT-SP), o relator, Leo Prates (Republicanos-BA), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

No vídeo, Motta afirma que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. "Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas, para que elas possam tratar das particularidades de cada setor", disse.

Segundo o presidente da Câmara, o projeto enviado pelo governo será necessário para adequar a legislação às mudanças que serão feitas à Constituição pela redução da jornada de trabalho.

O projeto enviado pelo governo tem urgência constitucional, o que significa que precisaria ser votado até o final de maio sob risco de travar a pauta da Câmara.

Segundo o cronograma, os dois textos devem ser votados praticamente juntos. A PEC deve ser votada no dia 26 na comissão especial e no dia 27 em plenário.

A urgência também seria importante para manter a pressão sobre o Senado. Em entrevista na terça-feira, 12, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou preocupação com a tramitação do texto no Senado.

"É um perigo votar na Câmara a PEC e não votar o PL com urgência constitucional e, como a PEC não tem urgência constitucional, ela é aprovada na Câmara, mas fica dormindo em berço esplêndido no Senado. Esse é um risco real que a sociedade precisa estar atenta para evitar que isso aconteça", disse ele.

Durante coletiva de imprensa para comentar os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Marinho defendeu que somente a PEC não conseguiria fazer ajuste de jornada.

"Você delega a um projeto de lei a lei específica sobre o assunto esse conjunto dos demais eventuais detalhamentos e complementos que a Constituição delegará à legislação ordinária", disse o ministro. "E seguramente a lei delegará outras questões para as convenções coletivas."

O deputado Alencar Santana também saiu em defesa do projeto do governo e afirmou que o texto "tem detalhes que as propostas constitucionais não trazem corretamente".

"Isso é matéria de projeto de lei. Então o presidente Hugo Motta também dará sequência a esse projeto para que ele possa também com serenidade ser aprovado e a gente assegurar de fato os ganhos aos trabalhadores a partir da discussão que nós estamos trabalhando", disse o parlamentar.

A votação do projeto de lei junto com a PEC era um pleito de Marinho, que argumentava que o texto do governo tratava de especificidades que a proposta de emenda à Constituição não abordava.

Na semana passada, o relator passou a se alinhar com Marinho e disse que havia coisas que não conseguiriam ser vencidas na PEC "pela complexidade do mundo do trabalho".

"Do aspecto formal, eu acho que o ministro Marinho hoje dá um caminho que é isso, de a PEC regular a regra geral e a gente ir para um PL, como até foi feito muito próximo da reforma tributária. O PL vai regular as especificidades", afirmou Prates

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