Política

NOVA GESTÃO

Conheça quem são os parlamentares que representarão MS na Câmara dos Deputados

Dois oito deputados da legislação passada apenas quatro se reelegeram e três estão no primeiro mandato federal

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Com o início parlamentar, os deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul eleitos para representar o Estado em Brasília (DF) tomaram posse na Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira (1º). 

Dos antigos nomes, permanecem para mais quatro anos de mandato apenas Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PSDB), Luiz Ovando (PP) e Vander Loubet (PT). Por sua vez, Loester Trutis (PL) e Fábio Trad (PSD) não conseguiram a reeleição. 

Rose Modesto (União Brasil) e Tereza Cristina (PP) não concorreram ao Congresso Nacional, já que disputaram cargos na governadoria e senado de MS, respectivamente. 

Agora,  também vão ocupar uma cadeira na Câmara Marcos Pollon (PL), que foi eleito com 103,1 mil votos, sendo que foi sua primeira vez concorrendo a um cargo público. Também tomou posse a ex-vereadora de Campo Grande, Camila Jara (PT), que alcançou a marca de 56,5 mil votos, renunciando à cadeira na Câmara Municipal para ocupar seu lugar como parlamentar federal. 

As outras novidades são Geraldo Resende (PSDB), que obteve 96,5 mil votos e Rodolfo Nogueira (PL), eleito com 41,7 mil votos. 

VEJA O PERFIL DOS EMPOSSADOS

  • Marcos Pollon

O parlamentar é advogado e ativista a favor do armamento da população. Saindo vitorioso na primeira vez que disputou a um cargo público, Pollon é apoiador do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) e foi o parlamentar mais votado de MS. 

  • Beto Pereira 

Eleito com 97,8 mil votos, Beto Pereira já foi prefeito de Terenos por duas gestões (2005-2012), deputado estadual, de 2015 a 2018, ano que elegeu-se deputado federal para o primeiro mandato, assumido em 2019.

  • Geraldo Resende

Graduado em Medicina, Geraldo Resende respondeu pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul pela primeira vez em 2000 na gestão do agora deputado estadual Zeca do PT.  Na gestão de Reinaldo Azambuja, respondeu mais uma vez pela pasta da Saúde, até 2022, quando renunciou para concorrer à Câmara dos Deputados.

  • Vander Loubet

Advogado de formação, Vander também foi reeleito em 2022 para mais um mandato como deputado federal com 76.5 mil votos. Em sua jornada política, entre outros cargos, já ocupou a Secretaria de Infraestrutura e Habitação de MS nos anos 2000. 

  • Camila Jara

Única mulher eleita como vereadora em Campo Grande, nas eleições municipais de 2020, Camila renunciou ao cargo para disputar a uma vaga de deputada federal, saindo vencedora com 56,5 mil votos.

  • Dagoberto Nogueira

 Médico, Dagoberto tem uma longa história dentro da política tanto de MS quanto a nível nacional. Embora hoje seja filiado ao PSDB, já ocupou o cargo de presidente estadual do PDT. O último cargo que ocupou no estado foi como Subchefe da Casa Civil.

  • Luiz Ovando 

Assim como vários de seus colegas, Ovando é médico por formação e, na cena política foi eleito em sua primeira tentativa de concorrer a um cargo eletivo, tomando posse como deputado federal pela primeira vez em 2019.

  • Rodolfo Nogueira

Conhecido como o “Gordinho do Bolsonaro”, Rodolfo Nogueira foi eleito com 41,7 mil, sendo que esta foi a primeira vez que concorreu a um cargo público. Como seu apelido sugere, o mais novo parlamentar de MS é apoiador de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Colaborou: Celso Bejarano

ex-presidente

Bolsonaro tem picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso

26/06/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Walter Campanato/Agência Brasil

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 O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou picos de pressão alta moderados ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso.

O relatório informa ainda que o tratamento para os episódios recorrentes e prolongados de soluço foi mantido no limite de segurança, sem alterações na prescrição. Os médicos observaram efeitos colaterais da medicação: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.

Os pulmões do ex-presidente ainda mostram sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano.

Bolsonaro, de 71 anos, está em acompanhamento médico domiciliar. O boletim é o mais recente de uma série de relatórios semanais divulgados desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar.

O boletim anterior, divulgado na sexta-feira, 19, apontava evolução no tratamento, com melhora no ombro operado e redução dos episódios de soluço.

Na ocasião, os médicos relataram também maior disposição física do ex-presidente. Os efeitos colaterais da medicação, sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal, já estavam presentes naquele relatório.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

No fim de março, ele obteve autorização para permanecer me prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde.

SOB RISCO

Marcos Pollon recorre e decisão sobre suspensão fica para o 2º semestre

Defesa do deputado federal contesta processo e busca reverter suspensão recomendada pelo Conselho de Ética

26/06/2026 17h00

O deputado federal Marcos Pollon (PL) recorreu contra suspensão do mandato parlamentar

O deputado federal Marcos Pollon (PL) recorreu contra suspensão do mandato parlamentar Divulgação

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou recurso à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados contra a decisão do Conselho de Ética da Casa que recomendou sua suspensão por dois meses. Com a medida, a análise do caso fica transferida para o segundo semestre legislativo.

A punição foi aprovada pelo Conselho de Ética em razão de um discurso feito pelo parlamentar durante manifestação realizada em 3 de agosto, em Campo Grande, em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

No recurso, a defesa sustenta que o processo apresenta "vícios insanáveis" que, segundo a argumentação, violam a Constituição Federal, o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e princípios do direito sancionador.

Entre os pontos levantados está a alegação de que, durante a tramitação no Conselho de Ética, o relator negou a oitiva das testemunhas indicadas pela defesa e rejeitou o pedido de realização de perícia no vídeo que embasou a representação contra o deputado. 

Para os advogados, a negativa das provas comprometeu a apuração dos fatos e restringiu o direito constitucional de defesa. 

A defesa também afirma que o pronunciamento de Pollon está protegido pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal, que garante aos congressistas inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato. 

Conforme o recurso, o discurso foi realizado no contexto da defesa dos presos pelos atos de 8 de janeiro e da cobrança para que o projeto de anistia fosse pautado na Câmara dos Deputados.

Outro argumento apresentado contesta o entendimento do relator de que a imunidade parlamentar não alcançaria manifestações consideradas abusivas. 

De acordo com a defesa, a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal reconhece ampla proteção às manifestações parlamentares no contexto do debate político, entendimento que, segundo o recurso, também consta em pareceres anteriores do próprio Conselho de Ética.

O documento ainda sustenta que a suspensão de um mandato somente deve ocorrer diante de conduta comprovadamente grave e capaz de causar dano efetivo à instituição. 

Para a defesa, a penalidade recomendada é desproporcional e compromete não apenas o exercício do mandato de Pollon, mas também a representação dos eleitores que o escolheram.

Agora, caberá à Comissão de Constituição e Justiça analisar se houve irregularidades ou abuso procedimental na condução do processo pelo Conselho de Ética. 

Paralelamente, a CCJ também deverá examinar outro recurso apresentado por Pollon contra a decisão que recomendou sua suspensão por dois meses em razão da ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante manifestação em defesa dos presos de 8 de janeiro.

Mesmo após a análise dos recursos pela comissão, os dois processos ainda precisarão ser submetidos ao plenário da Câmara dos Deputados. Para que a suspensão do mandato seja confirmada, será necessária a aprovação por maioria absoluta da Casa, com pelo menos 257 votos favoráveis.
 

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