Política

BALANÇO

Casamento e divórcio são os serviços mais buscados na Justiça Itinerante

Justiça Itinerante tem competência de conciliar, processar e julgar causas cíveis de menor complexidade em unidades móveis; veja como buscar o serviço

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A conversão de união estável em casamento foi o serviço mais buscado na Justiça Itinerante de Mato Grosso do Sul no ano de 2025, seguido por pedidos de divórcio, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

A Justiça Itinerante tem competência de conciliar, processar e julgar causas cíveis de menor complexidade e causas relativas ao direito de família, de forma gratuita e rápida para a população das regiões periféricas de Campo Grande.

No ano passado, foram realizados 35.759 atendimentos, que resultaram em 8.207 acordos, sendo que entre eles o serviço mais requisitado foi a conversão da união estável em casamento, com 3.781 ações.

O divórcio, segunda maior demanda, teve 2.050 casos, seguido por 633 cumprimentos de sentença.

Também foram realizadas 234 retificações de registro civil, 213 dissoluções de união estável e 108 ações de guarda.

Entre os processos relacionados a pensão alimentícia houve 156 ações, 90 exonerações e 66 revisionais.

Além disso, a Justiça Itinerante foi procurada para investigação (38), negatória (11) e reconhecimento de paternidade (30).

Justiça Itinerante

A Justiça Itinerante é um serviço disponibilizado por meio de unidades móveis (ônibus adaptados), que percorrem os bairros mais afastados da região central. As unidades móveis atendem a população de Campo Grande em dois endereços diferentes a cada dia, de segunda a quinta-feira, das 7 horas às 11h30. Os atendimentos são gratuitos.

A população pode procurar uma das duas unidades do ônibus a Justiça Itinerante para receber orientações sobre:

  • ações de alimentos;
  • cobrança;
  • conversão de separação em divórcio;
  • conversão de união estável em casamento;
  • cumprimento de obrigação de fazer;
  • declaratória de inexistência de débito;
  • despejo;
  • devolução de quantia paga;
  • dissolução de união estável;
  • divórcio direto;
  • execução de alimentos;
  • execução de título extrajudicial;
  • execução de título judicial;
  • execução de quantia certa;
  • exoneração de alimentos;
  • guarda;
  • indenização por danos;
  • investigação de paternidade;
  • modificação de guarda;
  • oferecimento de alimentos;
  • reconhecimento de maternidade;
  • reconhecimento de paternidade;
  • reconhecimento de união estável;
  • regulamentação de visitas;
  • reintegração de posse;
  • rescisão contratual;
  • restabelecimento de sociedade conjugal;
  • revisional de alimentos;
  • revisional cláusulas.

Os serviços são prestados em 18 regiões periféricas da capital, com uma forma de acesso simples aos Juizados Especiais, percorrendo as regiões do Aero Rancho, Coophavilla 2, Coronel Antonino, Dom Antônio Barbosa, Jardim Canguru, Jardim Noroeste, Moreninhas, Nova Campo Grande, Nova Lima, Novos Estados, Piratininga, Santo Amaro, São Conrado, Tiradentes, Universitário, Vila Nasser, Pioneiros e Nova Bahia.

Na comarca de Dourados a Justiça Itinerante presta atendimentos às terças, quartas e quintas-feiras, das 13h às 17h30. Já em Três Lagoas o serviço ocorre às quintas-feiras, das 7h às 11h30. 

O atendimento é realizado por ordem de chegada, com prioridade para idosos, gestantes e deficientes, com senhas limitadas.

No primeiro atendimento, as pessoas contam seus problemas ou fazem suas reclamações. Estando ambas as partes presentes, de posse dos documentos necessários, o servidor agendará a audiência de conciliação, que poderá ser no mesmo dia.

Após um prazo de 30 dias, o ônibus volta ao local para realizar as sessões de conciliação.

No caso das partes não se entenderem e não entrarem em acordo, o processo será encaminhado para o foro competente para prosseguimento, sendo que a parte requerente já estará com advogado da instituição acompanhando o processo em outro em juízo.

Se as partes se entenderem, as pessoas já saem com a cópia do acordo homologado ou da sentença.

No site do TJMS é possível acessar o calendário com as datas e endereços em que todas as unidades estarão presentes em 2026, assim como as informações adicionais.

pesquisa

Flávio tem 48% e Lula 45%, em empate técnico, aponta BTG/Nexus

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%

13/10/2026 06h56

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

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O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem 48% das intenções de voto e o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tem 45%, segundo a primeira pesquisa BTG/Nexus deste segundo turno, divulgada nesta terça-feira, 13. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No resultado oficial do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na BTG/Nexus divulgada nesta terça, os que dizem que não irão votar em nenhum dos dois candidatos, ou votarão branco/nulo somam 5%. Os que não sabem ou não responderam são 2%.

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%, também em empate técnico. Nenhum, branco e nulo somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone, entre 10 e 12 de outubro, a pedido do banco BTG Pactual. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07997/2026.

senadora por ms

Tereza Cristina: Se eleito, Flávio Bolsonaro terá de equilibrar relação com China e EUA

Senadora de MS disse que as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais

12/10/2026 20h00

Foto: Senado

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou à GloboNews que, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a Presidência da República, terá de equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos, diante dos interesses concorrentes das duas potências no agronegócio. Segundo ela, as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais.

"Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam", afirmou a senadora, em entrevista ao comentar como poderá ser a política de comércio exterior em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. "Ele vai ter que ver as questões do Brasil, o que é importante para o Brasil", acrescentou.

Tereza Cristina disse que não conversou com Flávio sobre como ele pretende conduzir a política externa e comercial. Ressaltou, porém, que o agronegócio brasileiro mantém uma relação comercial importante com a China, principal compradora dos produtos do setor, enquanto os Estados Unidos são um concorrente do Brasil no abastecimento desse mercado em várias commodities.

"O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação", disse.

Na avaliação da senadora, a relação com Washington também exigirá equilíbrio, considerando a importância dos investimentos norte-americanos no Brasil. Ela afirmou que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no País e um parceiro importante para a economia brasileira.

Tereza Cristina afirmou que espera uma condução equilibrada das relações comerciais com os dois países. Segundo ela, o Brasil conseguiu manter parcerias tanto com os chineses quanto com os norte-americanos mesmo diante de divergências. "Eu tenho certeza que o equilíbrio vai ser colocado à mesa nessas discussões", disse.

A senadora também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ela, não se restringe ao Brasil. "O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil", afirmou.

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