Política

ELEIÇÕES 2026

Correio do Estado e 5 veículos se unem para sabatinar candidatos a governador

Rodada terá seis blocos temáticos e vai abordar as propostas para áreas consideradas prioritárias para os próximos quatro anos

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O Correio do Estado e outros cinco veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul – SBT-MS, TV Guanandi, JD 1, A Crítica e Campo Grande News – vão realizar uma rodada conjunta de entrevistas com candidatos a governador.

A iniciativa foi organizada como alternativa aos debates tradicionais e pretende concentrar, em uma mesma estrutura, perguntas sobre os principais temas da administração estadual.

O diretor do Correio do Estado, Marcos Fernando Alves Rodrigues, destacou que a participação do jornal na rodada conjunta de entrevistas está alinhada à trajetória do veículo e à responsabilidade de oferecer ao eleitor informações que contribuam para uma decisão mais consciente.

“O Correio do Estado tem compromisso histórico com a informação e com o debate público. Participar dessa iniciativa reforça esse papel, ao contribuir para que o eleitor tenha acesso a propostas, dados e posicionamentos que ajudem na escolha de quem vai governar Mato Grosso do Sul nos próximos quatro anos”, declarou.

Para o diretor do SBT-MS, Maurício Andreoli, a união dos veículos amplia o alcance das entrevistas e pode ajudar o eleitor a comparar propostas antes de definir o voto.

“Eu penso que é uma iniciativa inédita e estou muito feliz em poder participar, porque acredito que a gente consegue conciliar grandes veículos de jornalismo debatendo assuntos extremamente relevantes para o nosso Estado”, afirmou.

Andreoli destacou que a audiência somada dos veículos permitirá levar as entrevistas a um público amplo. Segundo ele, a proposta é oferecer informações que ajudem o eleitor na escolha de quem comandará Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos.

“Levando para um público gigantesco, contando com a audiência de cada um desses veículos, informações extremamente relevantes para que o eleitor tenha subsídios para escolher o seu candidato, aquele que vai comandar o Estado pelos próximos quatro anos”, disse.

O diretor do SBT-MS afirmou ainda estar otimista com o conteúdo que será produzido. “Estou muito otimista, não só com as perguntas, mas também com as respostas. Selecionamos seis temas que estão entre os 10 de maior interesse coletivo. Acredito que esse evento vai levar ao telespectador e ao eleitor subsídios para que ele possa escolher bem o próximo representante”, completou.

ENTENDA

A proposta foi apresentada na sexta-feira durante reunião entre representantes dos veículos participantes e os representantes dos candidatos.

Conforme os organizadores, a iniciativa também busca facilitar a agenda dos candidatos durante a reta final da campanha, período em que aumenta a quantidade de compromissos eleitorais.

As gravações serão na terça-feira e, de acordo com o cronograma apresentado durante a reunião, a veiculação das entrevistas deverá ocorrer de forma escalonada nos dias seguintes, contemplando o governador Eduardo Riedel (PP), o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) e Lucien Rezende (Psol).

A bancada será formada por jornalistas indicados pelos veículos participantes, pelo Correio do Estado o representante será o jornalista Daniel Pedra, enquanto a mediação ficará sob responsabilidade do jornalista Alexandre Giacchetti, apresentado pelos organizadores como profissional com experiência em veículos nacionais e de São Paulo.

As entrevistas terão duração aproximada de 45 minutos e serão divididas em seis blocos temáticos. Entre os assuntos definidos estão desenvolvimento econômico, tecnologia e inovação, meio ambiente e sustentabilidade, segurança pública, educação e saúde.

Cada veículo ficará responsável por uma área e repetirá a temática para todos os candidatos, permitindo comparar as propostas apresentadas. Pelo modelo estabelecido, o jornalista responsável por cada tema fará a pergunta principal e o candidato terá até dois minutos para responder.

Haverá espaço para uma intervenção do jornalista e nova manifestação do entrevistado, além da possibilidade de outro integrante da bancada apresentar um questionamento complementar. Ao fim, cada candidato terá um minuto para as considerações finais.

A ordem das perguntas e a distribuição dos assuntos entre os veículos foram definidas por sorteio. O Correio do Estado ficou com a primeira pergunta da rodada e deverá abordar temas ligados à arrecadação e às finanças públicas.

Os organizadores ressaltaram que o formato não será de debate. A intenção é concentrar a entrevista nas propostas e nos planos de governo dos candidatos, embora comparações ou referências aos adversários possam ocorrer durante as respostas.

Também foram estabelecidas regras para as gravações. Os candidatos não poderão utilizar celular ou ponto eletrônico durante a entrevista e cada campanha poderá levar até seis pessoas, incluindo candidato, assessores, fotógrafos e profissionais de vídeo.

As equipes poderão acompanhar as gravações, desde que permaneçam em silêncio.

Depois de gravadas, as entrevistas poderão ser reproduzidas pelos veículos participantes em televisão, rádio, sites e plataformas digitais, incluindo YouTube, Instagram, TikTok e Facebook. Partidos e candidatos também poderão compartilhar os conteúdos publicados.

Disputa

Tereza Cristina e Rogério Marinho travam duelo pelos votos do Centrão no Senado

Movimentação de senadora segue na contramão das orientações do seu próprio partido, que definiu apoio à reeleição de Davi Alcolumbre

03/11/2026 15h30

Senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina disputam predileção do centrão de olho na presidência

Senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina disputam predileção do centrão de olho na presidência Fotos: Divulgação / Senado

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) mantém sua candidatura à presidência do Senado e busca ampliar o apoio entre integrantes do centrão e dissidentes do PL que resistem ao nome de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Conforme o jornal O Globo, apesar da tentativa de unificação da oposição para enfrentar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), a ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro pretende seguir na disputa e aposta em seu trânsito entre diferentes partidos para conquistar votos.

Marinho, por sua vez, reafirmou que há um entendimento entre os dois para evitar um confronto direto. "Eu e Tereza temos um acordo entre nós: não seremos candidatos um contra o outro", afirmou Marinho.

Tereza confirmou as conversas com o senador, mas ressaltou que nenhum dos dois desistiu da disputa. A ex-ministra também destacou a possibilidade de se tornar a primeira mulher a comandar o Senado.

"Eu e o Rogério Marinho conversamos muito sobre esse assunto, até porque nós somos do mesmo campo. Mas a minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado. E vocês deviam me apoiar", disse Tereza. 

As declarações ocorrem às vésperas do lançamento oficial da candidatura de Marinho pelo PL, marcado para esta quarta-feira (4).

Imbróglio

A movimentação de Tereza Cristina segue na contramão das orientações do seu próprio partido, uma vez que a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre (União-AP) na semana passada.

Em nota assinada pelos presidentes das duas siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, a federação afirmou que a continuidade do senador no comando da Casa contribui para a “estabilidade institucional e o equilíbrio político”.

A decisão, porém, já enfrenta dissidências. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, anunciou que não votará em Alcolumbre, contrariando a orientação partidária. A adesão formal da federação também não impede Tereza, que é filiada ao PP, de manter sua candidatura e buscar apoios individuais entre os senadores, já que a eleição será realizada por voto secreto.

A candidatura de Tereza encontra simpatia em uma ala do PL próxima ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Conforme apurou O Globo, nos bastidores, integrantes desse grupo avaliam que Marinho enfrenta resistências entre partidos de centro e que a insistência em seu nome pode levar a oposição a uma derrota.

Para esses interlocutores, Tereza teria maior capacidade de reunir parlamentares que não desejam a recondução de Alcolumbre, mas também não estão dispostos a apoiar o líder da oposição.

A avaliação desse grupo é que o PL deveria abrir mão de uma candidatura própria caso queira ampliar suas chances de conquistar a presidência do Senado.

Integrantes da legenda argumentam que Marinho não pode ser considerado o único nome da direita e defendem uma composição em torno da ex-ministra.

Marinho, por sua vez, conta com o apoio do senador em final de mandato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, e de Carlos Bolsonaro (PL-SC), eleito senador por Santa Catarina. O PL terá 29 senadores a partir de fevereiro e pretende aproveitar o crescimento da bancada para ampliar sua influência sobre o funcionamento da Casa.

A ex-ministra pretende acompanhar nesta semana a evolução do placar e avaliar a possibilidade de atrair novos apoios antes da eleição, marcada para 1º de fevereiro.

Aliados da senadora também contestam as contas apresentadas pelo grupo de Alcolumbre. A avaliação de sua base é de que o atual presidente do Senado teria entre sete e oito votos a menos do que os 48 que seus interlocutores afirmam reunir. Nos cálculos da oposição, há parlamentares contabilizados simultaneamente nas projeções de diferentes candidaturas, o que amplia a incerteza sobre o resultado.

Votos do Centrão

Na última semana, a bancada do PL e senadores da oposição rejeitaram uma tentativa de acordo para apoiar a reeleição de Alcolumbre. De acordo com a apuração do jornal O Globo, a articulação envolvia a possibilidade de uma negociação entre Congresso, governo e Judiciário para atenuar a situação judicial de Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma trama golpista.

A proposta encontrou resistência entre parlamentares da direita, que questionaram a capacidade de Alcolumbre de garantir o cumprimento de um eventual entendimento. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) rejeitaram a possibilidade de vincular a eleição da Mesa à situação do ex-presidente.

Com os 29 senadores do PL e os três eleitos pelo Novo, a oposição calcula uma base potencial de 32 parlamentares contrários à reeleição de Alcolumbre. O número, porém, não representa necessariamente apoio fechado a Marinho, diante das divergências sobre quem deve encabeçar a candidatura.

Alcolumbre conta com o apoio de direções partidárias do Centrão e de legendas da base governista, mas enfrenta resistências em parte dessas bancadas. A federação União-PP, por exemplo, terá 11 senadores e reúne parlamentares que não pretendem acompanhar a orientação favorável à recondução do atual presidente.

Também estão em disputa os votos de Republicanos, Podemos e PSDB, que somarão 16 parlamentares na próxima legislatura.

 

COMBATE AO CRIME

Senadores de MS apoiam PEC da Segurança e discutem redução da maioridade penal

Tereza Cristina quer votar destaque nesta terça-feira, enquanto Soraya defende integração das forças de segurança e Nelsinho apoia redução para 16 anos em crimes hediondos

03/11/2026 14h39

Os senadores sul-mato-grossenses Soraya Thronicke (PSB), Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) já declararam voto favorável à PEC da Segurança Pública

Os senadores sul-mato-grossenses Soraya Thronicke (PSB), Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) já declararam voto favorável à PEC da Segurança Pública Montagem

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Os três senadores de Mato Grosso do Sul — Tereza Cristina (PP), Soraya Thronicke (PSB) e Nelsinho Trad (PSD) — declararam apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, prevista para votação nesta terça-feira (3) no Senado. As manifestações destacam a necessidade de integrar as forças de segurança e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, enquanto a redução da maioridade penal aparece entre os pontos em discussão.

A PEC 18/2025 prevê a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e amplia a cooperação entre União, estados e municípios. A pauta também envolve emendas que propõem mudanças na idade de responsabilização penal. A votação foi marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Senado Notícias

Favorável à proposta, Tereza Cristina destacou o trabalho realizado pela Câmara dos Deputados e a oportunidade de revisão do texto no Senado. Para a parlamentar, a aprovação da PEC é necessária, mas a análise do destaque sobre a redução da maioridade penal é o principal ponto pendente.

“Eu sou a favor que o destaque seja votado também hoje, pois, caso fique para ser votado em separado, pode acabar não sendo votado”, alertou.

Nelsinho Trad também se posicionou a favor da PEC e afirmou considerar legítima a redução da maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O senador, porém, defendeu uma avaliação dos possíveis efeitos da medida sobre o sistema prisional.

“Não defendo uma redução generalizada ou abrupta. É preciso considerar também os impactos sobre o sistema prisional, que já enfrenta problemas de superlotação”, ponderou.

Para Soraya Thronicke, a PEC representa um avanço no combate às organizações criminosas e no fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção da sociedade. A senadora defendeu maior cooperação entre as forças de segurança, compartilhamento de informações e ações coordenadas entre as três esferas de governo.

“Não podemos permitir que organizações criminosas, cada vez mais estruturadas, continuem se beneficiando das fragilidades do Estado”, afirmou.

Na avaliação da parlamentar, a proposta contribui para modernizar a segurança pública e tornar mais eficiente a resposta à criminalidade. Soraya também defendeu que o tema seja tratado acima das disputas políticas.

“Segurança pública deve estar acima de divergências partidárias. Nosso compromisso é com o fortalecimento das instituições, o combate firme ao crime organizado e, sobretudo, a proteção da vida dos brasileiros”, declarou.

A condição de Mato Grosso do Sul como estado fronteiriço foi destacada por Nelsinho. O senador afirmou que União e estados precisam atuar de maneira articulada para enfrentar organizações que operam em rede e atravessam fronteiras. "Mato Grosso do Sul conhece bem essa realidade, por fazer fronteira com Paraguai e Bolívia”, ressaltou.

Além da PEC, Nelsinho defendeu o avanço da legislação de inteligência. Relator do Projeto de Lei 6.423/2025, o parlamentar afirmou que a atualização das normas deve melhorar as condições de trabalho dos profissionais e ampliar a capacidade de identificar organizações criminosas e antecipar suas ações.

“Precisamos modernizar esse marco legal, dar melhores condições de trabalho aos profissionais de inteligência e fortalecer a capacidade do Estado de identificar organizações criminosas e antecipar suas ações”, pontuou.

O senador relatou que o assunto esteve entre os temas discutidos recentemente no Chile, durante missão em que representou o Senado em um encontro com participação de 28 países das Américas. Conforme Nelsinho, o recrutamento de jovens pelo crime organizado também chamou a atenção nos debates.

“Isso mostra que o enfrentamento à criminalidade não se limita à repressão: passa ainda pela prevenção e pela criação de oportunidades”, afirmou.

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