Política

CORREIO DO ESTADI / IPE MS

Corrida ao Senado no Estado continua com quatro pré-candidatos embolados

O levantamento foi realizado no período de 20 a 31 de outubro, com 1.720 eleitores distribuídos em 54 municípios de MS

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A terceira pesquisa realizada pelo Correio do Estado e o Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems) com intenções de votos para o Senado nas eleições gerais do próximo ano no Estado continua com quatro pré-candidatos embolados.

De acordo com o levantamento estimulado, quando são apresentadas opções com os nomes aos eleitores, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) lidera, com 18,57%, estando logo atrás o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB), com 15,37%, o senador Nelsinho Trad (PSD), com 14,51%, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), com 14,13%.

Levando em consideração a margem de erro da pesquisa, que é de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos, os pré-candidatos Capitão Contar, Nelsinho Trad e Simone Tebet estão tecnicamente empatados, ficando entre 0,84 e 2,08 pontos porcentuais de Reinaldo Azambuja na disputa pelas duas vagas de senadores.

Mais atrás, temos os pré-candidatos senadora Soraya Thronicke (Podemos), com 6,57%, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), com 4,52%, o deputado federal Vander Loubet (PT), com 4,50%, e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), com 2,42%.

No caso desses pré-candidatos, os quatro estão tecnicamente empatados, também levando em consideração a margem de erro de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos. Além disso, 13,96% dos entrevistados não votariam em nenhum, não sabem ou não responderam, enquanto 5,45% não responderam ao primeiro voto ao Senado.

SEGUNDO CENÁRIO

A pesquisa Correio do Estado/Ipems ainda elaborou um segundo cenário, em que o nome da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, foi retirado do quadro de opções de pré-candidatos ao Senado, porque há a possibilidade de ela mudar o domicílio eleitoral para o estado de São Paulo ou, até mesmo, ser convidada como pré-candidata a vice-presidente da República na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sem Simone Tebet, o ex-governador Reinaldo Azambuja continua na liderança, com 20,36%, seguido mais de longe pelo senador Nelsinho Trad, com 16,53%, e pelo ex-deputado estadual Capitão Contar, com 16,32%, ou seja, o segundo e o terceiro colocados estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos.

No bloco intermediário, aparecem a senadora Soraya Thronicke, com 8,53%, seguida pelo deputado federal Vander Loubet, com 5,70%, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, com 5,20%, e pelo presidente da Alems, deputado estadual Gerson Claro, com 2,94%.

Ou seja, também nesse caso, os três últimos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos. Além disso, 17,70% dos entrevistados não votariam em nenhum, não sabem ou não responderam, enquanto 6,73% não responderam ao primeiro voto ao Senado.

ESPONTÂNEA

Na modalidade espontânea da pesquisa Correio do Estado/Ipems, ou seja, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, os citados pelos entrevistados foram Azambuja, com 0,73%, Simone Tebet, com 0,47%, Capitão Contar, com 0,38%, Nelsinho Trad, com 0,35%, Soraya Thronicke, com 0,24%, e Vander Loubet, com 0,13%. 

Mais atrás estão Gianni Nogueira, com 0,10%, o deputado federal Marcos Pollon (PL), com 0,05%, o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,04%, o ex-vice-governador Murilo Zauith (União Brasil), com 0,04%, Gerson Claro, com 0,03%, o deputado federal Beto Pereira (PSDB), com 0,02%, e a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com 0,02%.

No último bloco, temos o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), com 0,02%, o deputado estadual João Henrique Catan (PL), com 0,01%, o vereador Rafael Tavares (PL), com 0,01%, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB), com 0,01%, e a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), com 0,01%, e 49,24% não sabem ou não opinaram, enquanto 47,62% não responderam sobre o 1º voto.

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/Ipems também levantou a rejeição para o Senado, cuja liderança ficou com o deputado estadual Gerson Claro, com 83,77%, seguido pela senadora Soraya Thronicke, com 79,93%, e pelo deputado federal Vander Loubet, com 79,22%.

Depois, mais atrás, temos a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, com 78,24%, a ministra Simone Tebet, com 63,32%, o senador Nelsinho Trad, com 53,07%, o ex-deputado estadual Capitão Contar, com 52%, e o ex-governador Reinaldo Azambuja, com 50,95%.

O levantamento Correio do Estado/Ipems ouviu 1.720 eleitores distribuídos por 54 municípios, no período de 20 a 31 de outubro, tendo grau de confiança de 95%, com margem de erro de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos.

ANÁLISE

O diretor responsável pelo Ipems, Lauredi Sandim, analisou que os dados apresentados pela terceira pesquisa de intenções de votos para as duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul demonstram que a disputa está aberta.

“Em resumo, os quatro primeiros, Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Nelsinho Trad e Simone Tebet, continuam embolados na briga pelas duas vagas, e, tirando o ex-governador, os outros três estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos”, pontuou.

Conforme Sandim, quando é considerado o cenário em que a ministra Simone Tebet está fora do quadro de pré-candidatos, Azambuja se consolida ainda mais, estando logo atrás Nelsinho Trad e Capitão Contar. “Então, Nelsinho Trad passa a ocupar a segunda colocação porque ele é quem recebe a maior transferência de votos, proporcionalmente, da Simone Tebet”, comentou.

A respeito da pesquisa espontânea para o Senado, Lauredi Sandim chamou a atenção para o alto porcentual de indecisos – 49,24%. “Esse porcentual de indecisos na espontânea é altíssimo, em que pese que os entrevistados poderiam proferir duas citações, o primeiro voto e o segundo voto”, lembrou.

O diretor do Ipems falou que esse porcentual de indecisos muito alto pode ser explicado pelo distanciamento das eleições, que serão só em outubro de 2026. “Conforme a gente faz a análise, é possível constatar que a eleição ao Senado ainda não está na agenda dos eleitores. Eles devem deixar para decidirem mais para frente”, projetou.

eleições 2026

Tereza Cristina se reúne com Flávio Bolsonaro e negociações para ser vice avançam

Senadora admitiu a aliados que poderá aceitar o convite, mas, em nota, disse que ainda não há nada definido

30/07/2026 16h45

Tereza Cristina negocia para ser vice de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina negocia para ser vice de Flávio Bolsonaro Foto: Divulgação

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A senadora Tereza Cristina (PP) teria afirmado a aliados que aceita ser candidita a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, de acordo com pessoas próximas à parlamentar. Em nota, no entanto, a assessoria da senadora afirmou que ainda não há nada definido.

"A senadora Tereza Cristina reuniu-se ontem com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. No encontro, produtivo, falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido - até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários", diz a nota.

Caso Tereza decida aceitar o convite, a decisão ainda precisa passar pelo crivo do PP, que integra uma federação com o União Brasil.

A federação União Progressista tinha indicado neutralidade na eleição presidencial, o que poderia fragilizar a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A campanha de Flávio busca uma mulher para a vice, como parte do esforço para atrair o eleitorado feminino. Pesquisa Datafolha apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem, hoje, 50% das intenções de voto entre as eleitoras, enquanto Flávio registra 40%.

Em abril, Flávio chegou a afirmar que Tereza Cristina era “o sonho de consumo de todo mundo”, ao ser questionado sobre quem seria o vice na sua chapa.

A ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, contudo, resistia à ideia e indicava que sua intenção era concorrer à presidência do Senado, onde seu mandato vai até 2031.

No dia 21 de julho, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o acordo com a parlamentar do PP não havia avançado. “Não (houve acordo), ela me disse hoje que é candidata à presidência do Senado, que ela vai disputar a presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, disse ele, em entrevista à CNN Brasil, após se reunir com a senadora.

De acordo com o Estadão, ainda há dúvida se o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), aceitará selar um acordo oficial com o PL.

Há alguns meses, Ciro via a aliança como provável, mas as negociações esfriaram por atritos nas disputas estaduais e pelas revelações das relações entre Flávio, Ciro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele chegou a sinalizar que a legenda não faria uma composição com o senador para o Planalto.

Tereza Cristina é citada há meses como uma das principais cotadas para vice de Flávio, por agregar votos com o eleitorado feminino, o agronegócio e o setor produtivo. Durante as negociações, Flávio passou a chamar Tereza de “Vozinha”, como forma de criar uma proximidade com a senadora.

As conversas sobre o posto foram retomadas no último fim de semana, quando Flávio voltou a procurá-la.

Pessoas próximas da ex-ministra avaliam que o retorno do interesse ocorreu após movimentações de algumas alas partidárias e do agronegócio para lançar Tereza como cabeça de chapa de uma candidatura presidencial. Para reduzir essa possibilidade, o PL teria recomeçado as articulações e aumentado os esforços.

* Com Estadão Conteúdo

ENGATINHANDO

Investimentos em redes sociais ainda não empolgam os candidatos no Estado

Pré-candidatos investiram entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em anúncios na Meta antes do início oficial da campanha eleitoral

30/07/2026 08h00

Reprodução/TSE

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Apesar da proximidade das eleições e do fim do período de convenções partidárias, os pré-candidatos e os candidatos de Mato Grosso do Sul ainda mantêm um ritmo tímido de investimentos em publicidade nas redes sociais.

Levantamento feito pelo Correio do Estado, com base na Biblioteca de Anúncios da Meta, mostra que, até o momento, o conjunto de anúncios identificados soma entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em gastos com impulsionamento no Facebook e no Instagram.

O montante considera apenas os valores divulgados pela plataforma. Os números indicam que a disputa digital ainda está em fase inicial e a tendência é de que os investimentos em impulsionamento cresçam após a definição oficial das candidaturas e o avanço da campanha, quando a presença nas redes sociais passa a ser um dos principais instrumentos para ampliar o alcance das mensagens e consolidar a imagem dos candidatos junto ao eleitorado.

Além disso, o baixo volume de investimentos nas plataformas digitais também pode refletir uma opção de parte dos pré-candidatos e dos candidatos por priorizar o contato direto com o eleitor e o uso das mídias tradicionais, como rádio, televisão, sites e jornais impressos. 

Essa estratégia ganha força em um cenário de crescente preocupação com a disseminação de desinformação e notícias falsas nas redes sociais, fator que pode reduzir a confiança do eleitor nesse ambiente e levar campanhas a buscar formas de comunicação consideradas mais confiáveis.

LÍDERES DE GASTOS

 Esse montante inclui outros 12 candidatos e pré-candidatos, cujos valores gastos oscilam entre R$ 100 e R$ 400.

Entre os políticos com maior volume de anúncios patrocinados aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), pré-candidata a deputada federal, com investimento entre R$ 7,5 mil e R$ 9,9 mil. Na sequência estão o deputado estadual Gerson Claro (PP), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 4 mil e R$ 5,5 mil, e o ex-secretário Hélio Peluffo (PP), pré-candidato a deputado estadual, com gasto entre R$ 2,3 mil e R$ 5,4 mil.

Também figuram entre eles o deputado estadual Coronel David (PL), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 2,1 mil e R$ 5,4 mil, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PP), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 3,1 mil e R$ 4,7 mil, e o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato a senador, com gasto entre R$ 2,7 mil e R$ 4,2 mil.

Mais atrás aparecem o governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, cuja gasto varia entre R$ 2 mil e R$ 3,7 mil, e Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com gastos entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil.

Logo em seguida temos o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato a senador, que investiu de R$ 300 a R$ 1,7 mil, e o ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, com gastos entre R$ 900 e R$ 1.197.

Outros pré-candidatos aparecem com investimentos mais modestos, tais como o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 800 e R$ 1.097, e o vereador Flávio Cabo Almi (PSDB), candidato a deputado estadual, que investiu entre R$ 700 e R$ 1.096.

Já o o influencer Bruno Ortiz (Republicanos), pré-candidato a deputado estadual, gastou entre R$ 600 e R$ 1.095, e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), pré-candidato à reeleição, investiu de R$ 300 a R$ 894.

Por último, temos o vereador Professor Juari (PSDB), candidato a deputado federal, que teve gasto entre R$ 500 e R$ 797, e o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que gastou até R$ 594.

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