A CPI mista da Petrobras aprovou nesta terça-feira (3) requerimento pela cópia das quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico feitas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões.
O pedido fez parte de um grupo inicial de 230 requerimentos aprovados nesta terceira sessão da CPI mista, composta por deputados e senadores. Os pedidos também incluem a convocação do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, da presidente da estatal Graça Foster, do ex-presidente José Sérgio Gabrielli e do ex-diretor Nestor Cerveró, dentre outros.
Ainda não há, porém, data para os depoimentos nem a definição de quem será ouvido primeiro. O relator da CPMI, Marco Maia (PT-RS), sugeriu que o primeiro seja Paulo Roberto Costa, já convocado pela CPI exclusiva do Senado para depor na próxima semana.
A oposição defende que as convocações só ocorram após chegarem os documentos de quebra de sigilo, porque terão mais informações para poderem questionar os depoentes.
Há outros pedidos de quebra de sigilo que serão analisados posteriormente pela comissão.
Neste primeiro momento, a intenção foi focar apenas na quebra de sigilo já feita pela Polícia Federal. As interceptações da Operação Lava Jato mostraram a relação próxima entre o doleiro Youssef e os deputados federais André Vargas (sem partido-PR) e Luiz Argôlo (SDD-BA).
Sobre a Lava Jato, a comissão também pediu a cópia da ação judicial e do inquérito da Polícia Federal.
Foram aprovados ainda requerimentos pela cópia de contratos da Petrobras envolvendo a refinaria de Pasadena (EUA), a refinaria de Abreu e Lima (Pernambuco) e a empresa SBM Offshore.
O presidente da CPMI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), rejeitou preliminarmente um requerimento de convocação da presidente Dilma Rousseff, apresentado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Está indeferido por afrontar a Constituição Federal", justificou. A oposição não questionou a rejeição.


