Política

PRESO NA LAVA JATO

De funcionário de Olacyr de Morais
a empresário influente: a trajetória de Bumlai

Prestes a completar 15 dias de prisão, história do pecuarista chama atenção

DA REDAÇÃO

07/12/2015 - 16h03
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Preso no dia 24 de novembro no contexto da operação Lava Jato - que investiga corrupção na Petrobras -, José Carlos Bumlai, conhecido pela amizade com o ex-presidente Lula, começou sua carreira trabalhando como um dos executivos do grupo comandado por Olacyr de Moraes, sojicultor, usineiro, banqueiro (antigo Banco Itamarati) e dono de empreiteira de obras, a Constran, conhecido na época como "Rei da Soja". Na época, Bumlai tocava a Mape-Constran em Mato Grosso do Sul.

Olacyr era tido como um empresário visionário e iniciou empreendimentos ousados, como a Ferronorte (hoje ALL), cujo projeto é ligar Mato Grosso a São Paulo e os trilhos já chegaram a Rondonópolis.

Quando  era executivo do Grupo Itamarati/ Constran, o hoje pecuarista José Carlos Bumlai era uma figura ainda pacata, mas que se tornou um dos empresários mais influentes da República, graças a amizade que construiu com o ex-presidente Lula, o qual conheceu por intermédio do ex-governador de MS, Zeca do PT.

Lula gravou um programa na fazenda Cristo Rei, do pecuarista em Rio Brilhante (MS) e o transformou em conselheiro/interlocutor para assuntos relacionados ao agronegócio. A propriedade foi vendida depois para o banqueiro André Esteves, preso um dia depois de Bumlai. Segundo as investigações, Esteves estaria envolvido no plano de fuga do ex-presidente da Petrobras, Nestor Cerveró, sugerido pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso também nesta semana pela Lava Jato.

Com isso, a amizade entre Bumlai e Lula se tornou estreita e fez de Bumlai "mais influente que Delcídio e Zeca", fato comentado entre produtores rurais e confirmado pelo presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonatan Pereira Barbosa, apontado como amigo de Bumlai.

O pecuarista viu seus negócios deslancharem durante o governo Lula. Em 2005, ele negociou uma de suas fazendas, a São Gabriel, com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). A propriedade foi vendida por R$ 20,6 milhões, enquanto ele havia pago R$ 2 milhões na mesma fazenda dois anos antes.
 
Para o Ministério Público Federal, o valor justo era de R$ 13,3 milhões e um laudo pericial falso garantiu o pagamento do montante, apesar da Justiça ter tentado suspender o pagamento. Os peritos que elaboraram o laudo estão sendo processados.

Anos mais tarde, Bumlai decidiu entrar no setor sucroalcooleiro com a usina São Fernando, em Dourados. Segundo o presidente da Acrissul, o investimento foi feito por insistência de Lula.
 
"Quando o Lula estava saindo do governo, convenceu o Bumlai de que o etanol seria negócio do futuro. Ele entrou, com o piloto Emerson Fittipaldi e uma parte do Grupo Bertin. O álcool começou a dar para trás e, primeiro o Emerson, depois os Bertin, saíram do negócio. Ele teve de comprar a parte dos outros e não se recuperou", conta o pecuarista Jonathan.
 
Para salvar a usina, Bumlai vendeu a Cristo Rei, mas o dinheiro não conseguiu impedir que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) entrasse com pedido de falência da usina.

Política

Governo federal investirá R$ 290 mi para apoiar rede de cursinhos populares

O ato se deu durante cerimônia em comemoração aos 21 anos do Prouni e aos 14 anos da Lei de Cotas no Brasil

31/03/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE) participou nesta terça-feira, 31, de ato que amplia o edital de 2026 da Rede de Cursinhos Populares (CPOP). O ato se deu durante cerimônia em comemoração aos 21 anos do Prouni e aos 14 anos da Lei de Cotas no Brasil, em São Paulo, diante de público de cerca de 15 mil pessoas, de acordo com os organizadores do evento.

Segundo Santana, com a ampliação do edital de 2026 da Rede de Cursinhos Populares, "a previsão é apoiar mais de 800 cursinhos em todo o país, com investimento total de R$ 290 milhões. Inicialmente, a previsão era apoiar 514 cursinhos, com investimento de R$ 108 milhões".

"O CPOP visa apoiar cursinhos populares no Brasil, de modo a garantir suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente desfavorecidos que buscam ingressar na educação superior, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prioritariamente, alunos oriundos da rede pública, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo", disse Santana.

Ainda, de acordo com o ministro da Educação, "os cursinhos populares desempenham papel estratégico na ampliação do acesso à universidade, especialmente para estudantes de escolas públicas e para a população negra".

Durante o evento, o ministro também assinou a portaria que institui a Escola Nacional de Hip Hop, programa educacional voltado para as redes públicas de ensino.

"O MEC busca promover inovação pedagógica por meio da integração entre saberes acadêmicos e saberes populares expressos pela cultura hip-hop. O programa prevê ações voltadas para os currículos escolares, bem como a formação de professores, estudantes e gestores. Ao todo, o MEC investirá R$ 50 milhões em 2026 e 2027 em ações do programa", disse o ministro.

Ainda, de acordo com Camilo Santana, a proposta também contribui para fortalecer a implementação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, além de promover maior representatividade e valorização da cultura negra nos ambientes educacionais.

Na educação básica, o programa buscará contribuir para melhoria do desenvolvimento de habilidades em leitura, ciências e matemática, além de apoiar ações substitutivas ao uso de celulares nos intervalos das aulas.
 

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Política

Silvio Costa Filho deixa Ministério de Portos e Aeroportos; Tomé Barros é novo ministro

A saída do cargo é obrigatória pela chamada desincompatibilização - prazo dado pela Justiça Eleitoral

31/03/2026 21h00

Crédito: Ministério de Portos e Aeroportos

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), deixou o cargo nesta terça-feira, 31, após ser exonerado em publicação em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). O novo ministro de Portos e Aeroportos é o secretário-executivo da pasta, Tomé Barros Monteiro da Franca, que também foi nomeado em DOU Extra nesta terça.

A saída do cargo é obrigatória pela chamada desincompatibilização - prazo dado pela Justiça Eleitoral para os políticos deixarem seus cargos e serem candidatos nas eleições. O limite neste ano é 4 de abril.

Silvio deixou o cargo para se colocar no páreo para a disputa pela Câmara dos Deputados por Pernambuco, conforme anunciado em 19 de março por meio de publicação nas redes sociais.

O ministro tem 44 anos e, antes de anunciar que disputaria uma vaga na Câmara, planejava disputar pelo Senado, também por Pernambuco.

O ex-ministro fez a mudança a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As pesquisas mostravam baixo desempenho de Silvio para a Casa Alta.

Ele assumiu o ministério em setembro de 2023, durante reforma ministerial promovida por Lula para ampliar a participação de partidos do Centrão no governo. Substituiu Márcio França.

Silvio ocupava a cadeira de deputado federal desde 2018 e vinha manifestando gratidão ao presidente Lula por apoiar sua candidatura.
 

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