Política

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Decisão do Tribunal de Justiça de MS tira mandato de Pedrossian Neto e devolve a Tiago Vargas

Tribunal Eleitoral havia rejeitado candidatura a deputado estadual de Tiago, que recorreu e seguiu pedindo votos

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) concordou com o recurso do vereador em Campo Grande, Tiago Vargas do PSD, cuja candidatura para deputado estadual tinha sido rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mesmo com a impugnação, ele recorreu e seguiu com a campanha. Obteve 18.288 votos, foi eleito, mas, por determinação da corte eleitoral nem pode festejar a vitória porque sua vaga tinha ido para ex-secretário de Finanças de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto, o primeiro suplente do PSD.

Agora, com a decisão do tribunal, Vargas teve a vaga de volta e assume o mandato em janeiro que vem.

Com a decisão do TJ-MS, perde o efeito a rejeição imposta pelo TSE.

A encrenca judicial que desfavorecia a eleição do agora deputado estadual eleito tinha a ver com a expulsão dele da Polícia Civil, onde, antes de político, ocupava a função de investigador.

Ele foi demitido em julho de 2020. Recorreu, mas a Justiça ainda não tinha se manifestado até seu registro da candidatura a deputado estadual.

Tiago Vargas foi expulso da Polícia Civil por ato de indisciplina. Num exame médico, o deputado eleito teria ofendido os profissionais que o atendiam e quebrado uma mesa a chutes.

DECISÃO

No agravo de instrumento movido por Vargas, ele sustenta "que imaginava que obteria decisão favorável na ação anulatória [que o demitiu da polícia] antes da data em que se finalizou o período do registro de candidatura, 15 de agosto, porém, a audiência de instrução e julgamento que estava agendada para ocorrer em 14 de julho deste ano foi cancelada, e reagendada para 06/10/2022 [já depois da eleição, que ocorreu no dia 2 de outubro].

Foram favoráveis à apelação do Tiago Vargas os desembargadores Divoncir Schreiner Maran, Sérgio Fernandes Martins, Marcelo Câmara Rasslan e João Maria Lós.

Até a publicação deste material, o vereador, agora deputado estadual não tinha se manifestado.

Fábio Leandro, advogado de Tiago Vargas, limitou-se a dizer que:
"A decisão do Tribunal já estava lá há alguns dias, pendente de julgamento e saiu hoje. Essa decisão suspende o decreto que demitiu o Tiago Vargas. Com isso, ele se torna elegível e, então, agora ele pode assumir o cargo de Deputado Estadual. A parte jurídica vai fazer uma informação ao Tribunal Superior Eleitoral sobre essa nova decisão, fazendo assim, definitivamente o registro de candidatura".

ELEIÇÕES 2026

Vander escolhe vereadora e professora como suplentes na disputa pelo Senado

Composição será homologada durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, neste domingo, em Campo Grande

24/07/2026 16h20

A vereadora Maria Diogo, de Três Lagoas, e a professora da UEMS Maria José de Jesus Alves Cordeiro, a Maju, escolhidas como primeira e segunda suplentes, respectivamente, na chapa de Vander Loubet (PT) ao Senado

A vereadora Maria Diogo, de Três Lagoas, e a professora da UEMS Maria José de Jesus Alves Cordeiro, a Maju, escolhidas como primeira e segunda suplentes, respectivamente, na chapa de Vander Loubet (PT) ao Senado Montagem

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Presidente do PT em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Vander Loubet definiu as duas suplentes que irão compor sua chapa na disputa por uma das vagas ao Senado nas eleições do próximo dia 4 de outubro. 

Conforme ele confirmou ao Correio do Estado nesta sexta-feira (24), a primeira suplente será a vereadora por Três Lagoas, Maria Diogo (PT), enquanto a segunda suplência ficará com a professora universitária Maria José de Jesus Alves Cordeiro, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), mais conhecida como “Maju”.

Os nomes serão oficializados no domingo (26), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que será realizada na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), em Campo Grande (MS).

Natural de Três Lagoas (MS), Maria Diogo é uma das principais lideranças petistas na região da costa leste de Mato Grosso do Sul. Ela já presidiu a Fetems e foi eleita vereadora no município nas eleições de 2024.

No Legislativo, atua principalmente em pautas ligadas à educação pública, moradia popular, regularização fundiária, agricultura familiar, fortalecimento da saúde pública e inclusão social.

A segunda suplente, a Professora Maju, é servidora da UEMS desde 1994 e tem graduação em Pedagogia, doutorado e pós-doutorado. Pesquisadora na área da educação, desenvolve estudos voltados às relações sociais e raciais, educação especial, ações afirmativas, direitos humanos, diversidade, gênero, sexualidade e inclusão, com foco na permanência de estudantes negros e indígenas no ensino superior.

A definição encerra uma série de articulações conduzidas por Vander Loubet para a composição da chapa. O primeiro convite foi feito ao produtor rural Maurício Bunlai, que recusou participar da disputa após divergências políticas envolvendo o ex-governador Zeca do PT e a pré-candidata a deputada federal Viviane Luiza.

Posteriormente, o parlamentar também convidou o vereador Carlão (PSB), que optou por não disputar as eleições deste ano. Outra possibilidade chegou a envolver a senadora Soraya Thronicke (PSB), que analisou o convite, mas decidiu permanecer na disputa pela reeleição após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Além da candidatura de Vander ao Senado, a convenção deste domingo marcará a oficialização da chapa majoritária da federação, com o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Dona Gilda como candidata a vice-governadora e Soraya Thronicke buscando um novo mandato no Senado.

O evento contará com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, representando o presidente Lula, além do secretário-geral nacional do PT, Henrique Fontana. Também serão homologadas as candidaturas proporcionais da federação, com nove candidatos à Câmara dos Deputados e 28 à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A direção petista chega à convenção otimista com o desempenho de Fábio Trad nas pesquisas eleitorais, nas quais aparece em segundo lugar. Nos bastidores, lideranças do partido avaliam que a campanha pode recolocar o PT na disputa pelo Governo do Estado após duas décadas fora do comando do Executivo sul-mato-grossense.
 

Campo Grande

Vereador Jamal e outros três viram réus por suposto desvio de R$ 616 mil em contrato do Samu

Decisão foi proferida pelo juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini

24/07/2026 15h30

 Dr. Jamal e Rodolfo Pinheiro Holsback

Dr. Jamal e Rodolfo Pinheiro Holsback Foto: Divulgação

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A Justiça Federal recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus o vereador Jamal Mohamed Salem (MDB), o ex-coordenador da Central Municipal de Compras e Licitação, Estevão Silva de Albuquerque, o ex-pregoeiro Mário Justiniano de Souza Filho, além do empresário e dono da HBR Medical Equipamentos Hospitalares, Rodolfo Pinheiro Holsback, por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a acusação, o prejuízo chega a R$ 616.316,66 em um contrato firmado para locação de equipamentos médicos destinados ao Samu. Os acusados responderão, em tese, pelo crime de peculato em concurso de pessoas e continuidade delitiva.

A decisão proferida nesta quinta-feira (23) é do juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, que entendeu estarem presentes indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal.  

De acordo com a denúncia do MPF, os fatos ocorreram entre 2014 e 2015, quando Jamal ocupava o cargo de secretário municipal de Saúde e ordenador de despesas da Prefeitura de Campo Grande. Também foram apontados como participantes do suposto esquema o então coordenador-geral do Samu, José Eduardo Cury, o superintendente de Gestão em Saúde Pública, Virgílio Gonçalves de Souza Júnior, e Roberto de Barros Lavarda, sócio da empresa HBR Medical Equipamentos Hospitalares Ltda. Estes, no entanto, não constam na decisão de recebimento da denúncia proferida pelo juízo.

Segundo o MPF, o grupo teria atuado de forma coordenada para direcionar o Pregão Presencial nº 262/2014, que deu origem ao Contrato nº 144/2015. A investigação sustenta que o processo licitatório foi utilizado apenas para dar aparência de legalidade a um acordo previamente firmado com a empresa HBR Medical, que teria sido beneficiada com valores superfaturados.

Ainda conforme a acusação, os orçamentos e cotações de preços teriam sido artificialmente elevados para aumentar o valor máximo aceitável da licitação. A denúncia afirma que a única empresa concorrente acabou desclassificada, permitindo a contratação da HBR Medical para a locação de seis aparelhos de ultrassom e dez conjuntos de eletrocardiogramas.

Na decisão, o magistrado afirmou que a denúncia apresenta descrição clara, cronológica e individualizada dos fatos, preenchendo os requisitos legais para a instauração da ação penal. O juiz destacou ainda que, em crimes de autoria coletiva ou de natureza predominantemente intelectual, a individualização detalhada das condutas pode ser mitigada diante da complexidade da suposta trama criminosa.

Com o recebimento da denúncia, os quatro réus deverão ser citados para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias. 

 

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